Vi o rosto de Buda na Lua Cheia africana

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Tailândia, começo dos anos 90… Minha primeira iniciação budista.

No dia 22 de setembro de 2002, às 18:00 horas, havia chegado do trabalho, em Nairóbi, Quênia, África Oriental, e estava esperando a lua surgir no horizonte para começar a rezar as orações habituais e a praticar Reiki. Já sabia que o Reiki, comigo, fica intenso na lua cheia. O apartamento era de um quarto e dava para fazer várias coisas ao mesmo tempo enquanto chegava a hora da lua surgir no horizonte. Liguei a televisão para assistir ao noticiário da noite, preparei a janta e o almoço do dia seguinte para levar para o trabalho.

Quando chegava em casa, a cada dia, fazia uma espécie de ritual da renovação para que tivesse forças para o próximo dia, o qual eu nunca saberia se iria ser pior ou muito mais pior do que o anterior naquele ambiente insalubre e negativo onde trabalhava. Voltar para casa era voltar para um santuário, onde reinava a paz física, mental e espiritual, apesar de assistir pelas janelas a comédia humana da pobreza extrema daquela população africana.

Quando saía do trabalho, todos os dias, fazia o ritual de deixar a terra dos sapatos no lado de fora do prédio para não levar nada para casa nem para a minha vida. Para dar uma idéia, o prédio do meu trabalho ficava entre a maior favela da África e um hospital psiquiátrico abandonado.

Quando a gente fala em favela na África significa pobreza absoluta. No Brasil, as favelas têm escolas, postos de saúde, ajuda comunitária, antenas de tv e fuscas na porta. Na África, elas são aquilo que a gente não imagina que pode existir. Comecei a jantar, e exatamente às 20:00 horas locais a lua surgiu maravilhosamente dourada.

A princípio pensei que estava com algum problema na vista porque via na lua o rosto de Buda, aquele da prosperidade, sorridente, e ocupava todo o espaço da lua. Esfreguei os olhos e olhei novamente e lá estava o rosto na lua dourada. Pensei estar “vendo coisas” e estava! Fui ao banheiro, lavei o rosto e voltei para a sala e lá estava o rosto sorridente na lua dourada. Então, parei de resisti, de questionar, e assumi que aquilo estava ocorrendo comigo em estado de plena lucidez — a televisão ligada, o barulho dos transeuntes na rua, a voz da vendedora de frutas do outro lado da rua. As luzes estavam acesas. Juntei as fotografias de pessoas queridas e comecei a rezar e a mandar Reiki à distância para elas e para quem mais vinha à minha mente. Foi uma hora de extrema conexão, de insights que jamais imaginei ter, de compreensão do presente, do passado e do futuro e ali tomei decisões que mudariam o rumo da minha vida nesta encarnação. Era a minha primeira lua cheia na África, nesta vida. Exatamente às 21:00 horas o rosto sumiu e a lua tomou, na minha visão, sua forma natural.

Nos dias anteriores havia me conectado bastante, constantemente, com a energia do Buda da Medicina e para ele enviei muitas preces e recitei todos os dias as 108 vezes do seu mantra. Durante oito meses pratiquei esses rituais pela manhã, sem falhar um dia, e isso recarregou minhas forças para suportar todas as diversidades daquela minha missão na África. Antes de ir sabia que enfrentaria pessoas problemáticas brasileiras e problemas locais, especialmente ligados à pobreza e à miséria, mas não pensava que seriam tantos.

Na manhã seguinte àquela visão contei os minutos para chegar ao trabalho e enviar e-mails sobre a experiência. Ao abrir a caixa de mensagens havia uma da minha mestra em Magnified Healing dizendo para me preparar para ver sinais na lua cheia. Fiquei todo arrepiado ao ler a mensagem porque o que ela falava já havia acontecido e porque eu estava horas na frente dela pelo fuso-horário entre África e Estados Unidos.

Ela havia recebido a mensagem de um monge budista e a orientação para repassar para algumas pessoas e nisso eu fui incluído. Confesso que foi um momento de gratidão e reflexão, onde os meus medos deram lugar à certeza e à vontade de fazer desta encarnação o melhor que puder.

Houve um tempo na minha vida onde encarava com desconfianças e sem muita fé aparições, visões, contatos e insights. Preocupava-me o que os outros iriam pensar se lhes contasse. Muitas vezes contei e fui desacreditado por falta de provas. Na infância, a minha mãe ameaçava “se você repetir isso vou lhe bater”.

As pessoas da infância, da adolescência e até adultos zombavam e achavam que tudo não passava de carência ou de “encosto”. Hoje sei que todos somos imagem e semelhança de Deus e por isso as conexões com a divindade são parte integrante da nossa vida ao longo dos séculos, das encarnações, e que acontecem.

Não há nada a temer nem a ignorar nem muito menos a perder tempo preocupado com o que os incrédulos pensem a esse respeito. Para quem desejar ver, a Bíblia é o melhor exemplo de tudo isso. Basta ler sem fanatismo e estudar o dia-a-dia das pessoas nela mencionadas. Reencarnação, aparições, visões, espíritos, está tudo lá, claramente.Por que conosco seria diferente se somos nós os passageiros da hora e filhos de Deus?

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