Utilização dos Cinco Tons no Tratamento da Úlcera Intestinal
11/11/2006 at 17:05 (Musicoterapia Oriental)

O sistema gastrointestinal estende-se da boca até o ânus e pode chegar a nove metros de comprimento. Por esse caminho longo e através dos órgãos a ele interligados são realizadas diversas operações químicas e produzidos fermentos pancreáticos, ácidos gástricos, insulina, hormônios hepáticos etc. Tudo o que é ingerido é considerado como alimento e processado. O corpo não faz escolhas. Aquilo que não consegue processar é programado para ser expulso do corpo, de uma forma ou de outra, mas as vezes isso não acontece e a matéria enlarguece as paredes intestinais, provocando gases e outros efeitos físicos.
Os desequilíbrios emocionais, psicológicos, emotivos (cólera, ciúme, ódio, medo, preocupações exageradas etc.) provoca reações de descontrole na produção desses agentes químicos que efetuam o trato intestinal. Junte-se a isso os maus hábitos relacionados à bebida e/ou drogas, à alimentação compulsiva, hereditariedade e o pensamento focalizado no lado negativo da vida produzem os desequilíbrios físicos, mentais, emocionais — juntamente ou não com os espirituais.
O Nervo Simpático atua no aceleramento das atividades do coração, no estreitamento dos vasos e na dilatação das veias respiratórias, assim como aumenta o nível de oxigênio do sangue, mobilizando o açúcar armazenado no fígado, a drenagem da bílis e com esse trabalho possibilitando o funcionamento dos músculos, etc. É o nervo do trabalho. O Nervo Vago ou Parassimpático trabalha ao inverso, possibilitando o descanso do corpo. O estresse produzido por uma prolongada situação de agitação resulta no crescimento da secreção de corticosteróides e de anormais estímulos do Nervo Vago, que entra em conflito com o trabalho do Nervo Simpático. Conseqüentemente, o nível de ácidos gástricos e pepsinas aumenta. O movimento digestivo acelera-se e a secreção mucosa que protege as paredes gástricas diminui. Essa diminuição da proteção pode levar à erosão das camadas mucosas devido a hiperacidez. É assim que se forma o processo de ulceração.
Estudos laboratoriais realizados no Primeiro Hospital de Veteranos da Província de Jilin, China, chegaram às seguintes conclusões: Separou-se dois ratos com a mesma concentração de pepsina gástrica. Um rato foi amarrado e ambos submetidos a um ambiente de medo e tensão. Depois de nove horas foi observada a erosão das paredes gástricas. O nível de lesão da úlcera era proporcional à concentração de pepsina. Ao mesmo tempo não foi achada erosão alguma no rato que não foi amarrado. De acordo com esse experimento, o estresse sócio-psicológico é o responsável pela formação da ulceração. Pouco tempo depois, foi tocada música para os mesmos ratos. Dez dias depois, ratos tratados com a música recuperaram-se mais facilmente das ulcerações do que os que não foram submetidos à música. Inúmeras pesquisas como esta são guardadas a sete chaves pelos chineses e a medicina alopática pensa que não existem.
De acordo com a Tradicional Medicina Chinesa praticada na Ásia, o Baço está conectado com o Estômago por uma membrana fina que os relaciona com o interior e o exterior. Em particular, o baço produz sangue novo e está ligado diretamente à mente — ocupando a mente em excesso, o baço adoece. Ambos são órgãos fundamentais do sistema digestivo. Não estão apenas relacionados, mas também um influencia no funcionamento do outro. O bom funcionamento do fígado, do baço e do estômago, isto é, de todo o sistema digestino depende imensamente do que você pensa o tempo inteiro, do processamento de suas emoções. Quem não digere bem os alimentos também não digere bem a vida e vice-versa. Pessoas conectadas com comportamento negativos, como a rebeldia sem causa, adoecem facilmente, mais cedo ou mais tarde.
Os médicos chineses afirmam que o Baço é um “organismo pensante”. Excesso de pensamentos prejudica o Baço. Se o processo de pensar de um indivíduo é normal, correto, positivo, o seu Baço não é incomodado. Saiu do normal e entrou no excesso e, ainda por cima, negativo, o Baço acelera-se e perde a sua “sintonia natural”. A continuação desse processo leva à desordem no sistema digestivo e conseqüentemente à formação de ulcerações.
Vinte e quatro clientes com ulcerações, relativas ao estresse psicológico, foram divididos em dois grupos no Primeiro Hospital de Veteranos da Província de Jilin. Um grupo de 14 pessoas diagnosticadas como portadoras de “excesso de Chi (energia) no fígado”, isto é, sofrendo de problemas estomacais. Os outros 10 clientes sofriam de “fraqueza e frieza no Baço e no Estômago” (falta de energia).
Todos foram submetidos a sessões de musicoterapia (os cinco tons) e receitado apenas chá. Outras 24 pessoas, também divididas em um grupo de 14 e outro de 10 com os mesmos sintomas dos grupos anteriores foram tratadas só com medicamentos. O resultado foi o seguinte: no primeiro grupo houve 92% de clientes curados e no segundo grupo apenas 79%. Estresse e excessos são aqui tratados como sinônimos.Para problemas estomacais são aplicadas músicas próprias com ênfase no tom Kung. O extrato líquido de Espinheira Santa é um excelente regulador das ulcerações e pode-se utilizá-la como coadjuvante no tratamento com a música. Se associada à Valeriana Officinalis pode acalmar o pensamento e devolver a tranquilidade. Há infinita possibilidade e o tratamento depende da pessoa, da história dela, do sistema de memória dela, da luta interna consigo mesma e do enfrentamento com o mundo que a rodeia.

