Telefone celular volta a ser alvo de acusação contra fertilidade
27/04/2007 at 01:09 (Psicossomática)
Pouca gente leu, e certamente que as companhias fabricantes de aparelhos de telefone celular agradecem, um estudo publicado na edição de setembro de 2006, volume 9, número 3, do New
England Journal of Medicine (http://content.nejm.org) sobre os efeitos colaterais do uso dos aparelhos celulares de cada dia, já objeto dessas denúncias há mais de cinco anos. A publicação mostra estudo científico realizado com 364 homens indianos submetidos a tratamento de recuperação da fertilidade em clínicas da Índia. Entre eles, o estudo diz que aqueles que utilizavam aparelhos celulares por quarto ou mais horas por dia, ou que simplesmente carregavam o aparelho no bolso da calça, apresentavam número muito baixo de produção de espermatozóides sadios. Aqueles que utilizavam o celular apenas por duas a quatro horas por dia apresentavam um número mais elevado que o primeiro grupo, mas ainda com incidência de mortalidade. Aqueles que não utilizavam celulares tinham poucos espermatozóides mas sadios. O estudo reconhece a necessidade de estudo mais profundo no assunto e a American Society of Reproductive Medicine acrescenta que o celular pode ser um fator a mais sobre aqueles homens estressados, sedentários e que comem sanduiches, massas prontas e pizzas fáceis pela rua. O jornal trambém diz que o pouco consumo de frutas e verduras contribui para a pouca produção de esperma e de espermatozóides sadios. Laranja natural, folhas verdes, tomates e pimentões vermelhos estão associados ao aumento da fertilidade masculina. Já o Journal of Medicinal Food, de setembro de 2006, apresenta a vitamina “C” oriunda de frutos vermelhos como a acerola como responsável por sensível aumento na produção de esperma e espermatozóides sadios. Eles não chegam a dizer claramente que a irradiação, seja de telefones celulares ou de computadores e eletrônicos interfere na saúde dos testítulos e talvez aquelas pessoas frissuradas nos aparelhinhos nem notem a falta de vontade da prática saudável do sexo. Quando a ciência vai dizer isso?

