Sonho com Aveia Selvagem
19/12/2006 at 12:20 (Terapia Floral)

Estava na cidade natal com duas namoradas de uma só vez, deitados em um lugar onde o chão era forrado de milho, bem amarelo. Levantei para fazer xixi e o dia estava tão bonito que decidi correr um pouco. Nessa corrida comecei a voar. Era tão interessante a vista lá de cima que decidi continuar a voar. Cruzei oceanos e montanhas.
A força de voar começou a falhar e eu tive que “aterrissar”. A região era muita montanhosa e eu baixei na parte mais baixa. Tentei subir as montanhas e era muito difícil. De repente vi uma casa e decidi pedir ajuda. Logo que entrei percebi que o ambiente era ruim. Só moravam homens na casa. Contei minha história e eles disseram que eu teria que ajudar a eles para poder ser ajudado.
A ajuda consistia em consertar uma antena de rádio, que eu não tinha a menor idéia de como fazer. Levado para o lugar do conserto, já existia outro rapaz, meu conhecido (mas que na vida real não o conheço), tentando consertar a antena. A história dele era igual `a minha: havia caído naquele lugar. Disse-me que aquelas pessoas eram perigosas e ele temia ser morto a qualquer momento.
Combinamos de fugir juntos. Consertamos a antena e pelo rádio descobrimos que estávamos na Nigéria. Um dos homens me chama para um quarto e lá descubro que ele quer fazer sexo comigo. O chão do quarto é sujo de sangue e tenho a impressão de que se eu disser não ele me mata. Digo sim e quando ele tira a roupa percebo que é leproso.
Peço licença para ir ao banheiro antes de fazer sexo e corro para o lugar onde está meu conhecido. Digo a ele que o momento de fugir é agora. Saímos os dois correndo em busca do lugar mais alto na montanha na frente da casa. Quando chegamos lá, há um grupo de índios. Um dos índios diz que estava a minha espera para ajudar a voar novamente.
Eu e o amigo somos colocanos na posição para voar. O índio diz que eu não devo temer. Olho para abaixo e o abismo é enorme. Ouço barulho e sei que o pessoal da casa está vindo me pegar. O índio mostra o horizonte montanhoso e diz até onde eu devo voar porque de lá “você estará no caminho de volta”. Jogo-me no abismo e de repente estou voando.
Ouço a voz do índio dando-me coordenadas e dizendo para consertar a posição das mãos para voar. Sigo as instruções e tudo funciona. Agora estou no controle voando plenamente na direção indicada no horizonte, belissimo. Percebo que meu amigo vem atrás também voando. Quando me aproximo do ponto de descer, há uma barreira “eletrônica”.
Vejo outros índios do lado de dentro da barreira. A visão fica turva e eu acordo. Estou na minha cama na posição em que estava voando. Quero voltar ao sonho para tentar descobrir porque a visão ficou turva, mas não consigo. A sensação é que eu não poderia ver o que estava do lado de dentro da barreira eletrônica. O que será que tenho que trabalhar em mim mesmo? Ja tomei este floral outras vezes.
San Francisco, 07/11/2006

