Resgate do corpo espiritual

scan00072.jpgVIAGEM ASTRAL

* Por José Joacir dos Santos

Percebi que estava fora do corpo quando descia sobre uma cidade plana mas que não a conhecia. Fui deixado em frente a uma casa com uma longa escadaria que levava ao primeiro andar e no pé dela havia um ser masculino olhando direto para mim como se já me esperasse há tempos. A única palavra mental que ele disse foi: suba. E me seguiu até um quarto onde havia outro já me esperando – o chefe. Não sabia o motivo daquela viagem mas havia, no fundo, confiança naquelas pessoas aparentemente desconhecidas. Não conseguia olhar firmemente para ele porque a sua imagem era muito transparente e sumia quando eu fixava nele. A linguagem era só mental. O assistente recebeu do chefe uma espécie de papel e me entregou. Quando segurei e li, era um cheque milionário e nominal. Ao ler o cheque mais uma vez veio na minha mente a imagem de uma fazenda e o nome do proprietário. Uma voz no fundo da minha cabeça disse: lembre desse nome. O assistente diz: você vai me gratificar? Devolvo a ele o cheque. Os dois seres se entreolham.  Era um teste. O assistente devolve o cheque, agradece e se retira. O chefe me manda sentar. Sobre a cadeira havia uma espécie de fone de ouvido brilhante, como se fosse ouro, sem fios, solto no ar. À distância, o chefe comandou: agora você vai ter acesso à memória de muitas outras vidas, pelo menos das últimas 30. Quando o “fone de ouvido” pousou sobre minha cabeça, a minha consciência foi para o ar e eu desabei em choro. A transmissão daquelas memórias era feita diretamente em conexão com meu próprio DNA. Era como se não fosse de fora para dentro mas de dentro para dentro, confirmando o conhecimento já existente de que tudo está gravado em nossas próprias células. O fone foi retirado e o meu ser colocado em pé debaixo de uma “portal”, que eu diria eletrônico, mas a olho nú era como se fosse um portal de madeira desses que se coloca nas portas. Ele disse para dar um passo para  a frente e outro para trás sem interrupção e mantivesse nesse movimento sem sair da área do portal. Uma música foi colocado para testar se eu estava mesmo concentrado. Entendi o recado, e me concentrei a fundo. Em segundos, ouvi uma voz de mulher atrás de mim. “Sim, é ele”, disse a mulher. “Ele sempre me ignora dessa forma”, continuou. Pensando ser outro teste, nem olhei para trás. Pela primeira vez ouvi a voz física do chefe, que mandou a mulher ficar na minha frente e me olhar firmemente. Ela se colocou na minha frente e começou a chorar. Olhei rapidamente para seu rosto e continuei fazendo o meu “exercício”, ignorando ela porque poderia ser mais um teste. Vi que meu corpo agora era muito mais alto do que o atual, cerca de 1.85cm. A voz do chefe manda que a mulher olhe para o meu pé direito. Eu também olho e vejo que não tenho os dedos no pé direito. O chefe diz para a mulher que ela não é a minha mãe na vida presente (ela pensa que é), mas quando foi minha mãe em outra vida ela cortou todos os dedos do meu pé, ainda quando criança, em um momento de raiva. A mulher chora muito e conta em que circunstância cortou os dedos do filho. Toda a memória daquela vida veio à tona e comecei a chorar também. Agora via meu pé de criança sendo cortado pela minha mãe e que resultou na minha morte – ela nunca mais reencarnou por esse motivo. O chefe agora se dirige a mim e manda que eu passe a mão no pé e o reconstitua. Obedeço e meu pé é reconstituído. É perguntado à mulher se ela quer me pedir perdão pelo feito. A mulher olha nos meus olhos e pede perdão. Eu a perdoo e repito que o faço de todo o meu coração. A mulher é liberada e o meu exercício acaba. Olho para o “chefe” emocionado e sou devolvido ao corpo físico. Eu poderia ter ficado com o cheque e voltando para o meu corpo imediatamente — e aí o cheque se materializaria de uma forma ou de outra nesta vida. Talvez eu ficasse rico de uma hora para outra, mas, em compensação, tinha bloqueado minha evolução espiritual que naquela vida anterior estava muito ligada ao dinheiro, negativamente. Mas ao gratificar sem olhar a quantia, eu passei em mais um teste e foi gratificado com a regressão de uma vida passada, importante, que afetava a atual sem que nem desconfiasse. O meu pé direito, nesta vida, tinha aparente saúde plena, mas sempre foi aquele que as unhas encravavam, havia acidentes, frieiras, dormência, bati tanto com os dedos a vida inteira que um deles é bem torto. Em novembro passado apareceu uma ferida entre os dedos desse pé. Tentei tratar com medicamentos e nada aconteceu. Comecei a aplicar Reiki e, de preta, a ferida ficou branca. Talvez tenha sido esse tratamento que me habilitou a resgatar todo o corpo espiritual do meu pé e, paralelamente, libertar uma pessoa presa por um crime cometido contra uma criança – seu próprio filho, que nem se lembrava. Voltei para o corpo com a feliz sensação de ter resgatado o meu pé, cuja ferida branca secou e a casca caiu. Quantas fragmentações dos corpos espirituais podem ser projetadas na vida atual em forma de deficiência física? Quantas pessoas podem estar presas por trás delas? Então, um dia a justiça é feita? Por que será que a justiça depende de cada um? A verdade é que na medida em que avançamos espiritualmente precisamos ter o corpo espiritual sem defeitos físicos ou emocionais — a integridade do ser. Se você tem uma deficiência física, procure trabalhar o seu ser espiritual para essa deficiência seja corrigida em outros níveis do seu ser.

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