Reiki traz de volta o brilho dos olhos
18/11/2006 at 12:27 (Terapia Reiki)

Todos os dias faço Reiki antes de iniciar o atendimento a meus clientes. Sento-me de frente para a janela, de onde vem mais luz solar, e a visão do outro lado da rua é a de uma linda mangueira carregada de novos frutos. Olho bem para a ela e inicio os exercícios. Aos poucos sinto a energia universal preencher os espaços do meu corpo, fortalecendo meus órgãos, deixando-se leve e relaxado.
Os chácras se movimentam e é um momento especial onde me sinto parte integrante, viva e abundante do universo. Sei que sempre fui como todo mundo é mas essa certeza só vim a ter com a prática diária do Reiki e de outras técnicas holísticas. Ao terminar, abro os olhos e vejo a mangueira do outro lado da rua. A cada dia percebo que a qualidade da visão aumenta, de tal forma que até vejo as abelhas voando em busca daquele precioso líquido.
As vezes vejo a árvore liberar gotas de água e a variação das matrizes de verde é um espetáculo que pintor algum conseguiria botar na tela. Percebi que o Reiki melhora a vista desde o dia em que o pratiquei pela primeira vez. Tive uma história cheia de visitas ao oculista. Aos vinte e poucos anos comecei a usar 3.0. para miopia. Fui um dos primeiros a ser operado em Brasília com a correção da miopia com lazer, na década de 80. Aos poucos fui necessitando de óculos para distância. Quase fiquei cego na China porque usei um colírio estragado. Fui atendido em um hospital militar, o mais moderno, graças a uma rede de amizades. Do contrário teria perdido o olho direito, o mais frágil. Em 2000, fiz nova cirurgia corretiva já com métodos mais modernos e os óculos passaram a ser apenas para leitura.
Para ver imagens do presente, do passado e do futuro eu só preciso fechar os olhos. Será que eu mesmo traço esse limite? Em uma das regressões a que fui submetido, nos anos 80, uma das mais turbulentas vidas passadas que acessei foi aquela em que fui decapitado. Meu espírito ficou anos e anos sem ver, vagando na escuridão. O choque da decapitação fez o espírito ficar preso ao corpo sem sentir a cabeça. Para ele havia sido espiritualmente separada a cabeça do corpo. A sessão durou mais que o normal até convencer aquele espírito que a decapitação atingira em nada a constituição “física” do meu espírito eterno. Graças a essa sessão libertei-me e refiz a ligação entre corpo e espírito, de forma que as dores-de-cabeça e dos olhos desapareceram para sempre. Fazia faculdade na época e o rendimento dos meus estudos foi ao máximo. Mas tive que trabalhar por algum tempo a coordenação entre corpo e cabeça.
Descobri que era preciso desenvolver o terceiro olho (entre as sobrancelhas) para fortalecer a conexão entre o corpo e a cabeça, de forma a compreender que é possível ver sem os olhos, viajar sem o corpo e acima de tudo viver no presente despreocupado com o que fui ou deixei de ser nas inúmeras vidas passadas. Nesse desenrolar, uma nova descoberta: os problemas de visão estavam muito relacionados com o desenvolvimento do espírito e com o meu difícil relacionamento com o mundo de uma forma geral. Era extremamente difícil, até os vinte anos, estabelecer a conexão com a vida presente.
Nunca tive dificuldade de estudar e ser dedicado aos estudos porque compreendia que aquele era o caminho para a minha libertação de algo que não sabia o quê! Lidar com a sexualidade e a masculinidade também não foi nada fácil porque não compreendia que o mundo ao meu redor culpava essas duas manifestações físicas por todos os desequilíbrios humanos. Já que a principal energia do corpo vem do chácra sexual, então a visão curta está também relacionada com o mau uso da energia sexual, ou sua estagnação, ou simplesmente com o gancho na baixa sintonia com essa faixa de onda energética, desta e de outras vidas, nossa e da genética herdado dos pais.
A gente também carrega memórias tristes dos pais até que seja capaz de identificá-las e libertá-las, dando passagem para a real manifestação de nós mesmos. A vista embaraça nos momentos de angústia e sofrimento. Por que será que os olhos são chamados de janelas da alma? A prática exagerada de sexo provoca o enfraquecimento temporário ou permanente da vista. Quando o espírito está pesado ou dominado por forças externas, o embaraço toma conta dos olhos.Pessoas travadas espiritualmente não tem uma visão ampla sobre a vida, o mundo, nem sobre si mesmas. Não conseguem ver um palmo na frente do nariz. Acham-se incapaz e desmerecedoras de alegria, saúde, amor, prosperidade.
Isso também vale para as pessoas presas a sistemas educacionais rígidos, a religiões castradoras, a pais ignorantes e mal-resolvidos que vêm a vida e o mundo com óculos escuros. A rigidez encurta a visão e o mundo passa a ser mesquinho, pessimista, pobre e infeliz. A rigidez causa muitos outros estragos que aparecerão com a idade e se manifestarão no físico em forma de artrites, artroses, problemas ósseos diversos etc. Nada mais triste do que uma vida inteira na escuridão da noite como conseqüência dos bloqueios da visão.
A vista curta também pode estar relacionada a obsessões e medo. É comum a expressão ”o medo cega”. Assassinos e criminosos patológicos costumam dizer que ficaram “cegos” e cometeram o crime. O ódio cega porque é constituído de energias descontroladas e sem luz. Desta forma é fácil ver que os sentimentos negativos atacam a visão em primeiro lugar. A primeira coisa que um espírito perseguidor e vingativo faz é botar nos olhos da vítima uma placa invisível que bloqueia a visão.
Logo que fiz as cirurgias, a principal recomendação do médico era que não praticasse sexo de forma alguma nem ficasse exposto a raivas e emoções fortes. A explicação veio: a excitação sexual faz o sangue fluir para os vasos oculares e provoca dilatações.
Por que será que quando a paixão bate o coração dispara e os olhos brilham? Quais as ligações entre o sexo e a vista? É muito comum aquele exemplo de um grupo que vai ao cinema ver o mesmo filme. Ao sair da sessão cada um conta uma história diferente. Na vida prática também é assim. A gente não se resolve, põe arestas como cavalos urbanos e vê a vida sob o prisma da angústia, do sofrimento, da tristeza, enquanto que a vida em si é uma maravilhosa viagem de férias.
Nunca vou esquecer o dia, depois da cirurgia nos olhos, em que pude olhar a paisagem da minha quadra sem óculos. Tudo era lindo e colorido, completamente diferente daquela paisagem que estava acostumado a ver sem ou com óculos. A deficiência era minha e não da paisagem. Os óculos limitam o anglo de visão e a gente perde muitos detalhes da beleza do mundo real. Imagine o que pensa do mundo e da vida uma pessoa que nasceu sem a visão! Imagine as tonalidades de azul do céu que jamais vai desfrutar! Imagine o prazer que nunca terá em ver a pupila dilatada da pessoa amada ou do filho querido, feliz, chamando “pai”! Colírios são superficiais! Óculos escuros são necessários apenas nos excessos de luz solar. Aquele vendido pelo camelô pode prejudicar a vista. É preciso limpar a cegueira espiritual e a poeira dos tempos para que a gente sinta a beleza de estar vivo, registrando todas as manifestações de vida, cor e luz. É preciso checar sempre se o caminho que a gente está indo é o da realização, do prazer e da alegria.
O grande colírio pode ser a vontade de desatar todos os nós do pacote eterno e jogar na lixeira mais próxima tudo aquilo que a gente jamais deveria ter deixado fazer parte da nossa história. Cada um tem seu processo, mas todos nós somos capacitados a limpar a casa. Imagine o que está perdendo aquelas populações que compram pacotes turísticos para os hospitais enquanto o Sol despeja na Terra as matizes indescritíveis e diárias do amor divino! Imagine o que você deixou de fazer hoje por você mesmo e olhe o relógio no seu pulso.
Lembre-se que existe um relógio invisível em algum lugar apontando para cada um de nós! É preciso exercitar a compaixão com a gente mesmo e libertar as travas da vista. Estou convencido de que Reiki é um caminho para a clareza da vista física e espiritual.

