Reiki e medicina lado a lado na UTI
01/01/2007 at 01:39 (Terapia Reiki)

Chamado por uma amiga, fui ao Hospital Geral de San Francisco aplicar Reiki em uma senhora filipina em coma depois de uma cirurgia no cérebro. A outra senhora filipina que me acompanhava comentou, no taxi, que o trânsito não estava como haviam lhe dito que seria congestionado àquela hora. Para mim não fazia diferença porque jamais havia ido àquela parte da cidade. No hospital ninguém nos parou e na UTI apertamos a companhia da porta e ela se abriu depois de uma voz apenas perguntar meu nome.
A senhora Glória estava toda ligada a aparelhos e chamava a atenção a enorme cicurgia feita no centro de sua cabeça. Pedi a minha acompanhante que rezasse as orações que soubesse, do jeito que soubesse, enquanto eu fizesse o trabalho. Apesar de ninguém ter nos acompanhado da parte do hospital, mantive distância da paciente porque estava sem máscara. Aproximei do ouvido direito dela e comecei a falar em inglês, que ela entendia, sobre o que lhe tinha acontecido, onde estava, para não se preocupar com nada a não ser com ela mesma.
Pedi que rezasse mentalmente e que pedisse aos seus anjos-da-guarda (ela era católica) que se aproximasse dela neste momento da sua vida. Em seguida pedi a minha acompanhante que traduzisse tudo o que eu falasse para a língua-mãe da dona Glória. Utilizando a técnica de envio à distância, apliquei Reiki em todos os chácras dela com a intenção de que o espírito dela acordasse, ficasse livre dos efeitos dos anestésicos que o corpo dela estava sendo submetido. Uma médica se aproximou. Trocamos olhares. Ela aplicou mais liquido nos tubos. Percebi que a respiração e as batidas do coração da paciente haviam se alterado.
Olhei para a médica e disse a ela o que sentia. Ela me mostrou um monitou atrás de mim e disse: o monitor confirma. Trocamos um longo olhar. A médica não saiu mais de perto de mim. Olhando minhas mãos com curiosidade ela disse: ela não acorda, mas toda ajuda é válida… Naquele momento eu não sabia quem de nós dois era menos impotente como pessoas. Chegou o momento em que percebi que a minha missão tinha sido cumprida. Nos despedimos da médica e saímos para chamar o táxi.
Quando cheguei na porta de saída do hospital o mundo deu uma girada e eu reconheci as árvores no jardim do hospital. Enquanto o táxi chegava, a minha companheira filipina decidiu ir ao banheiro. A imagem da senhora Glória veio a minha cabeça como uma mensagem de que faltava alguma coisa a ser feita. O táxi chegou. A senhora que me acompanhava, chorosa, comentou que era muito estranho que não havia tráfego no nosso caminho até a UTI e que ela pensava que a gente nem pudesse entrar. Disse a ela que as vezes há outro mundo paralelo trabalhando ao mesmo tempo e facilitando o nosso trabalho porque sabe o que estamos fazendo. Naquele momento disse a ela que quando chegasse em casa eu iria continuar o trabalho que não fora possível realizar na UTI.
Eu mesmo me surpreendi com o que estava dizendo e mentalmente pedi orientação para quando chegasse em casa. Chegando em casa, veio em minha mente claramente o que deveria fazer: entregar a alma da senhora Glória ao Conselho Cármico para re-exame da situação, pedindo que fosse feito o melhor: se ele precisasse viver para realizar alguma coisa que acordasse na UTI; se ele tivesse que ir para o outro lado da vida, que fosse imediatamente. Senti muita paz nessa cerimônia e voltei a fazer as minhas coisas em casa. Hoje, ao meio-dia, recebi telefonema da minha amiga dizendo que Glória desencarnou as duas e meia da manhã de hoje.
O telefonema me deixou em profunda paz. Sei que a minha missão foi a de acordar o espírito de Glória para que partisse, soltasse todos os laços que o prendiam ao corpo doente e debilitado, já que poderia ter uma vida vegetativa por muitos anos. A senhora Gloria era empregada doméstica nos Estados Unidos, aos 67 anos. Tinha uma filha na Itália e outra nas Filipinas e ambas tiveram os pedidos de visto negados para vir visitar a mãe na UTI.

