Reencarnação: a diminuição dos corpos espiritual e emocional
04/04/2010 at 04:04 (Psicanálise e Psicologia)
Tive a primeira experiência sobre os preparativos para a reencarnação, quando o espírito entra em processo de diminuição em todos os aspectos: físico, mental e emocional. Mais uma vez, inesperadamente, a pessoa que fui ver como exemplo era a minha mãe biológica, falecida em março de 2009. Pensei que iria a um lugar diferente, um laboratório, mas estava enganado. O transporte me deixou em frente à casa onde minha mãe biológica viveu e faleceu, na dimensão espiritual dela, isto é, na cópia de tudo o que é material. É como se a cópia estivesse em cima da casa real, da rua real. Não havia ninguém. Aproveitei para andar na rua e procurar o motivo da minha ida àquele lugar. Quem me levou apenas me largou lá e sumiu. É quase sempre assim, não há paparicagem alguma, a gente tem que descobrir sozinho o motivo da viagem, exatamente como na vida presente. Aqui revelo apenas o que é possível.
Vi alguns espíritos pela vizinhança e chamei pela da minha mãe para ver se funcionava. Nada aconteceu. De repente, uma menina morena atravessa a rua correndo e entra na casa. Vou atrás da menina e, antes de perguntar alguma coisa, vejo duas senhoras com a aura diferenciada, o que significa seres mais evoluídos e descomprometidos com o mundo material. Uma delas me cumprimentou. Parecia um rosto conhecido. Antes que lhe perguntasse alguma coisa, ela se adiantou e disse que “somos as supervisoras da sua ex-mãe”. Ex? Resolvi testar. Olhei para a menina e disse: mãe? Imeditamente a menina assumiu a forma física exatamente igual àquela que minha mãe desencarnou, cheia de dores, aos 93 anos. A outra supervisora olhou-me seriamente e disse: controle as suas emoções, nada de emoção aqui!
As duas se fixaram na minha mãe e ela voltou à forma de menina novamente e começou a correr pra lá e pra cá como toda menina de aproximadamente 8 para 9 anos de idade faz.
As supervisoras começaram a explicar como tudo funciona. Houve uma espécie de mudança de frequência, como se mudasse a estação do rádio, para que a menina não sofresse interferência com nossa conversa. O processo de diminuição é lento, gradual e cheio de cuidados. Qualquer emoção ou pensamento dos familiares atrapalham. Choro, lamento, raiva, briga por herança, idas a cemitério, conversas sobre defeitos da pessoa que faleceu e qualquer outra conversa ou pensamento que não seja feliz e amoroso atrapalha esse processo de preparação para a reencarnação, o qual não depende de religião ou de crença, todo ser humano é submetido a ele, quer acredite ou não nele. A diferença que a religião encarnacionista proporciona é facilitar porque a pessoa já tem o entendimento e a aceitação. As que não são reencarnacionistas o processo pode até ser doloroso, especialmente se a pessoa acreditava que quando morresse iria direto para o “céu” ou que deveria esperar pelo “dia de juízo”. Isso funciona como programação negativa ou “crença” emocional, que é parecido com um trauma, isto é, atrapalha. Se não houver quem se intresse pela pessoa, ela pode ficar vagando centenas de anos ou presa a lugares onde viveu ou morreu – até mesmo ao túmulo. Como fazer para não atrapalhar quem já passou para o outro lado da vida? Só lembrar e pensar coisas boas e positivas, com mensagem de amor e de perdão, mesmo que não tenha vontade de perdoar porque quem pensa se compromete com o que pensa.
Em termos de reencarnação, cada caso é um caso. Há milhares de possibilidades, as quais dependem de muita coisa, por exemplo, de como a pessoa viveu; o que ela acreditava ser a vida e a morte; o que a pessoa pensava de si mesma; se ela viveu a vida dela ou vivia o que os outros queriam que ela vivesse (dai a importância de sair do armário); se morreu de acidente, drogada, de aborto, mortes violentas, etc. Não há uma fórmula de castigo ou punição, e aí é onde pecam as religiões cheias de dogmas, crendices e invenções de pastores, padres ou líderes. A maneira de viver, o nível educacional e o nível social da pessoa têm forte influência no momento pós-morte porque há responsabilidades envolvidas tanto com a pobreza, a riqueza, a ignorância e o conhecimento. Isto é, a pessoa rica ou que tem o poder de decisão governamental ou outro qualquer nas mãos tem completa responsabilidade com isso, assim como a pessoa que é pobre porque cultiva a ignorância também tem. Em todos os casos, a consciência da importância da vida é fundamental para o equilíbrio ou o desespero após a morte, especialmente porque muitas pesssoas se enganam completamente ao pensar que depois que morrer tudo estará resolvido. O único momento em que a gente pode alterar, modificar, redesenhar o nosso ser mental e emocional é agora, nesta vida. Depois, o arquivo já está salvo e nada poderá ser modificado.
O processo de diminuição física do ser emocional em estado de espírito é muito especial, delicado e precisa que a pessoa tenha muito merecimento para passar por ele de forma suave e equilibrado, cuja diferença podemos dizer que seja aquela entre a massa da pizza feita com amor, cuidado e tempo para deixar a massa no ponto, ou simplesmente pegar a massa, dá umas batidas e preparar a pizza, com insatisfação porque tem que cozinhar, etc.
Quando percebi que uma supervisora era bem gentil e suave a outra meio cara-feia e dura, compreendi que as duas funcionavam bem juntas, como um pai que precisa ter o controle e as rédeas e a mãe que necessita ser a suavidade do equilíbrio da família sem desmerecer nem descredenciar as atitudes do pai. Se o pai é suave e a mãe dura pode ou não criar filhos desequilibrados se um não equilibra o outro. Nem o pai tem que ser duro o tempo todo nem a mãe tem que ser suave porque é mãe e esse jogo de equilíbrio é uma ciência que nem todo mundo nasce com ela, dai a responsabilidade em ter ou não ter filhos. O equilíbrio de qualquer pessoa não depende do gênero nem da opção sexual. Há pessoas que são criadas por tias ou só por mulheres ou só por tios ou homens e são equilibradas porque o equilíbrio emocional não está atrelado às genitálias e sim à mente e ao coração das pessoas.
O ponto mais interessante desse aprendizado foi aquele em que o meu pensamento e a minha emoção poderiam equilibrar ou desequilibrar o processo em que minha mãe passava, em questões de segundos – por causa da nossa ex-ligação carnal. Ela mudava até de feições e de tamanho apenas com os próprios pensamentos dela, que ora estavam no estado presente, de menina, ou no passado, na vida recente, com todos os problemas que ela enfrentou durante toda a vida passada (essa variação é 24 horas ao dias, segundo por segundo). Mesmo estando no presente, menina, ela tinha acesso a imagens da sua vida recente, e até das coisas materiais que possuía. Quando isso acontecia, todas essas coisas se materializavam na sua mente e se projetavam em sua visão, de forma que ela pensava estar vivendo aquilo no momento presente – numa velocidade impressionante (eu e as supervisoras tínhamos acesso a tudo o que ela pensava ou sentia). O trabalho das supervisoras era grande demais e incessante, isto é, com o pensamento, elas controlavam o acesso a informações mentais e emocionais da minha mãe, de forma a conduzir, harmoniosamente, o ser espiritual dela ao tamanho necessário para o encaixe no futuro óvulo fecundado da futura mãe ou em um tamanho adequado para que o espírito tomasse conta do futuro corpo em formação – sem ter crises entre o passado, o presente e o futuro. Ao contrário do que a ciência informa, a mente é o grande carro-chefe condutor das emoções do ser humano, cujo banco de dados não morre com a morte física. Como dizem os amigos do Chico Xavier, “a vida continua”.
A técnica de redução do ser espiritual é do conhecimento de muitos seres espirituais elevados que trabalham e vivem para o bem, assim como para aqueles que trabalham e vivem para o lado da maldade. Uma vez evoluído, o ser tem a opção (chamado de livre-arbítrio) de permanecer e viver eternamente no lado que deseja, com as consequências que cada lado oferece. Há muitos seres que escolhem viver apenas no lado espiritual, assim como há os que vivem em espírito no mundo material (anjos, espíritos do bem, socorristas, vampiros e obsessores). Há uma linha divisória, em certo momento da evolução, que não tem retorno. O grande exemplo disso é a Kuan Yin, um ser dedicado ao amor, à compaixão e ao perdão, cuja essência é masculina e feminina, exatamente porque se fosse de um só lado não conseguiria ter a dimensão da compaixão e do perdão, as quais são multidimensionais. 03/04/2010, New Delhi.

