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Por que estrangeiros querem adotar crianças brasileiras?

Embora em algum momento da minha vida pensei que jamais seria um bom pai, a vida me fez provar que não só era capaz de ser um bom pai mas um bom pai solteiro. Recentemente disparei a sonhar com crianças me pedindo para serem adotadas, todas as noites, insistentemente, ao ponto de acordar no meio da noite pensando que elas estavam na sala. Nunca vi essas crianças mas elas são bem reais quando aparecem. Uma delas até já conheço, de tantas vezes que me apareceu. Então procurei a “maior e mais antigo” “Independente Centro de Adoção”, IAC em inglês. A telefonista é supergentil e em cinco minutos senti como se tivesse achado um lugar maravilhoso sobre adoção de crianças nos EUA, inclusive porque não exige que o adotante seja casado nem se preocupa com a preferência sexual dele, a raça, a religião. Não é um avanço? Não demorou muito e recebi pelo correio o “pacote” dessa agência.

A carta de apresentação da agência é convincente e a pessoa responsável já publicou até livros e nela salienta o aspecto “professional, credenciada e sem fins lucrativos” da agência. Ela tem atuação em 33 estados norte-americanos e se gaba de ser uma das poucas agências de adoção que não tem “regras exclusivas nem restrições contra a religiosidade, a sexualidade, o status civil e a etnia” dos candidatos a adoção — por exemplo, casais gays podem adotar. O candidato é convidado para um “seminário” sobre adoção e também a se tornar membro da organização. Aí começam os números, estranhos para uma organização “sem fins lucrativos”.  Para se “filiar” o candidato paga, no ato, uma taxa que varia de 2 a 3 mil dólares. Sim, prepare-se para fazer a converção para Reais porque os valores são em dólares. Se escolher o menor plano de filiação, o candidato deve pagar cinco prestações que variam entre 1,576.00 a 1,792.00 dólares. Claro, o filiado terá apoio, assessoramento e até receberá assistência psicológica “enquanto durar o processo de adoção”.

A página seguinte do “pacote” fala das demais taxas que o candidato, já filiado, deve pagar. De acordo com o seu salário e depois que já pagou as taxas acima, quatro novas parcelas devem ser pagas: se o candidato ganha até 59,000.00 dólares por ano (que é o salário médio para balconistas, vendedores de passagem etc.) ele ou dela vai pagar a primeira parcela de 9,500.00 dólares, a segunda de 1,500,00 dólares, a terceira de 1,500.00 dólares perfazendo um total de 12,500.00 dólares. Veja que estou repetindo a palavra “dólares” para você lembrar que tem que fazer o câmbio para reais. Pois bem, dependendo do nível salarial, as taxas variam de 12,500.00 a 17,500.00 dólares. Já pensou essas quantias em reais?

Evidentemente que o candidato tem despesas adicionais, como, por exemplo, as despesas médicas do bebê durante a gravidez da mãe e até o nascimento. A agência cobra até as cartas que você deve trocar com a mãe do seu futuro bebê adotivo… Esqueci de falar que a agência só trabalha com bebês e uma das  páginas do pacote convence você que essas pobres crianças, geralmente “são filhos rejeitados que a mãe não quiz abordar”, por alguma razão – aqui, o candidato à adoção já deve guardar dinheiro para pagar a futura terapia do bebê por ter sido rejeitado pela mãe. Então, as despesas extras que o candidato a adoção será obrigado a pagar pelo contrato assinado, variam entre 3,650.00 a 10,900.00 dólares. Agora uma pergunta: você entende agora porque os norte-americanos vão a países do terceiro mundo, inclusive à America Latina, adotar crianças? Você agora entende porque existem “casas de amparo” a crianças indesejadas neste rico país? Claro, um das páginas explica o quanto você pode receber de retorno do imposto de renda se você adotar uma criança, querendo assim dá a impressão de que você paga e depois recebe parte desse dinheiro… Que produto é esse tão lucrativo para uma agência sem fins lucrativos? Por que tanta gente vem ao Brasil adotar crianças, com ajuda de autoridades, advogados etc?

Houve uma época em que eu era contra às restrições do governo brasileiro pela adoção de crianças por estrangeiros. Hoje eu sou contra as muitas restrições impostas aos próprios brasileiros que querem adotar e os juizados dificultam — por que seria mais saudável uma criança ser criada em orfanato? Você já pensou em viver lá por um dia? A lei deve ser revista com realismo, inclusive com a compreensão de que, se casamento fosse uma segurança para a criança adotada, não haveria tanta família desajustada, abuso e assassinato de crianças pelos próprios pais, casados! Enquanto isso, os orfanatos estão cheios de crianças “depositadas”, de Norte a Sul, muitas delas vivendo da boa-vontade dos corações, mas cheios de privações, inclusive afeto e a constante exposição a traumas do abandono. Eu fui um pai solteiro e sou muito orgulhoso de dizer que sai melhor que a encomenda. Por isso acredito que há milhares de potenciais pais e mães solteiros brasileiros capazes de adotar e bem. Amor não vem com a aliança de casamento, não tem a ver com gênero, raça, cor, religião. O povo brasileiro é visto por muitos povos estrangeiros como um povo feliz, carinhoso, afetivo — e eu concordo. Não é que o estrangeiro também não seja. O que quero enfatizar é que a questão da adoção pode ser muito bem resolvida por nossa sociedade, bastando para isso mudar a lei e aposentar alguns administradores nessa área.

 Amor é um processo individual que se mistura com bondade, caráter, missão e isso não se adquire com o casamento nem se materializa apenas em famílias legalmente constituídas – amor é uma semente individual que não depende do repasse de pai para filho.  Se fosse assim, mais uma vez, não haveria famílias desajustadas. Conheço pessoas que foram adotadas e elas foram a salvação de muitas famílias… Está passando da hora da lei brasileira encontrar uma saída mais humana, realista, justa e fácil de deixar as pessoas de bom coração e boas condições financeiras adotar livremente, com inspeções e tudo o mais, mas com processos rápidos e sem discriminação de gênero, número, preferências, idade, raça, religião – dentro do próprio país. Os serviços sociais no Brasil ainda trabalha em cima de julgamentos pessoais — quase sempre errados. Eu já contribui por longo tempo para uma creche em Brasilia, até descobrir que os administradores eram emocionalmente desequilibrados. Os juizados de menores brasileiros precisam ser renovados, aprefeiçoados e seus funcionários precisam passar por reciclagem educacional, aperfeiçoamento, receber computadores e material de trabalho. Envolver pessoas de várias raças, sem discriminar o gênero.

A lei precisa ser rigorosa contra os abusos de pais despreparados, doentes… e quase sempre casados! A mesma lei que proíbe, para inglês ver, menores viajarem desacompanhos, ou sem o consentimento dos pais poderia também proibir ter crianças perambulando pelas ruas das grandes cidades brasileiras, ou vivendo com pedintes, expostas ao tráfico de drogas, abusos sexuais etc. A lei deveria apostar no amor e na capacidade humana de se doar e adotar uma criança de qualquer idade, especialmente neste tempo em que o conceito de família é relativo – depende do ponto de vista e isso é muito subjetivo e questionável.

Por que o brasileiro não se envolve na proteção?

passaro.jpg bird.jpg ANIMAIS E AVES

A baia de San Francisco, Califonia, EUA, tem de tudo: terremoto, maremoto, incêndios, ventos a 60 km por hora, chuva que terruba tudo, deslizamento de terra e um vento constante que é desagradável. Mas a população é multicultural, sempre está na frente dos outros estados em tudo, por exemplo, em energia solar – que o Brasil ainda não acordou para essa energia abundante.  Aqui, a natureza é arredia, como citei acima, mas é também generosa: há uma imensa quantidade de pássaros, animais e peixes que só existem aqui ou existem em outros lugares mas aqui são livres, por exemplo os patos selvagens. Há grupos organizados em “sociedades protetoras de animais”, e tão bem organizados, que o serviço de adoção de todo tipo de animal e ave é gratuito. Esses serviços recolhem animais na rua, tratam deles e preparam eles para nova adoção. O candidato é investigado e a venda de filhotes é desencorajada. O questionário para o candidato tem mais de 20 perguntas, entre elas: quanto tempo você terá para o animal que pretende adotar? Qual é o telefone do seu veterinário?

Para se ter uma idéia da seriedade da proteção aos animais nesta parte dos EUA, esta semana um pato selvagem foi encontrado com uma espécie de agulha grande e grossa atravessada no pescoço. Foi o segundo em um mês. Ambos foram tratatos e adotados por voluntários. Em seguida, um dos grupos de protação aos animais e aves colocou um anúncio nos principais jornais de San Francisco oferecendo 20 mil dólares por informação sobre o autor do “tiro com agulhas” nos patos selvagens. Se um vizinho ver alguém maltratando um animal, é só ligar para um desses telefones de denúncia anônima. O caso é investigado e o espancador é levado para a justiça e, se declarado culpado, cumprirá pena em prisão para crimes comuns – ou, dependendo da gravidade, é obrigado a prestar serviços à comunidade.

Embora o governo norte-americano tenha feito de tudo para impedir a importação de animais selvagens e aves de todos os países, especialmente da América Latina, esse mercado desonesto de animais e aves é ativo e vez por outra cobras, araras e outros bichos brasileiros contrabandeados aparecem abandonados, feridos e até mortos em vários estados. Eu também já vi animais brasileiros até na Indonésia, do outro lado do mundo. Quem é essa gente que compra e quem é essa gente que vende? Quem incentiva esse mercado? Quem ignora? Quem não denuncia? Esta semana um dos jornais brasileiros mostrou a ação da Polícia Federal no combate ao tráfico de animais e aves no Brasil, especialmente animais e aves raros, mas uma coisa me chamou a atenção: falta o envolvimento da população na proteção dos animais e aves brasileiros. O país é muito grande e com certeza a Polícia Federal não tem condições de combater mais esse desonesto tráfico. Até quando a sociedade brasileira vai pensar que a rica diversidade biológica brasileira é para sempre? Até quando pensaremos que a polícia é quem tem que se preocupar com tudo? Há muita coisa na cultura norte-americana que não serve para brasileiros e vice-versa. Mas, o cuidado com os animais é um excelente exemplo. Eles já sabem o que perderam e não há condições de voltar atrás. E você, o que faz??

Do ponto de vista espiritualista, comum em várias culturas, todo ser vivo deve ser respeitado porque está em cada um deles a essência de Deus. É a vida em estágios diferenciados de evolução. Por exemplo, os pássaros são espíritos de pessoas que estão recomeçando o processo espiritualista universal. Pode ser seres muito evoluídos mas que caíram (os anjos caídos), isto é, cometeram atrocidades contra a humanidade e o Planeta e a única opção de recomeçar é vivendo como pássaro. Daí porque alguns pássaros podem até reaprender a falar e a imitar seres humanos, inclusive a transmitir ensinamentos e telepatia. Há seres espirituais como a Garuda, a Phenix, que decidiram ser eternamente pássaros para poder ajudar espiritualmente a seres não só das dimensões da Terra, mas até de outros planetas. Portanto, comece a olhar a todos os seres vivos, inclusive plantas, como um processo espiritual de evolução.

Repito aqui um ditado budista: só porque hoje está nublado não significa que o Sol não existe. Se você insiste que o Sol não existe, isto é só na sua cabecinha… A realidade de todas as coisas, visíveis e não-visiveis depende da capacidade de compreensão individual, não é coletiva. Quero dizer, você é quem cria, na sua cabeça, a divisão do que existe e não existe, seja visível ou invisível. Resumindo: esse entendimento depende da evolução espiritualista de cada um. Tem gente que viverá cem anos e sempre duvidará até das próprias capacidades.

Garrafas de plástico contém material cancerígeno

garrafa2.jpg garrafa.jpg Em conferência de imprensa, a Anvisa norte-americana (FDA) declarou que os produtos químicos contidos nas garrafas de plástico, mamadeiras de bebê, containers para microondas e outros plásticos direcionados a guardar e proteger água, leite, sucos e comida são suspeitos de produzirem câncer de mama e da próstata em crianças ainda na puberdade. As informações são fundamentadas em exames feitos pelo Ministério da Saúde dos EUA. O vilão da história é um componente químico chamado BPA (Bisphenol A), contido nesses plásticos, também já denunciado pelo Ministério da Saúde do Canadá. O mesmo elemento químico também é encontrado em CD-audio e aparelhos médicos, o qual também é acusado de provocar problemas na fertilidade de adultos. Há muito tempo que os ecologistas vêm denunciando esse elemento químico sem serem ouvidos, até que o Programa Nacional de Toxicologia do Ministério da Saúde norte-americano decidiu examinar as garrafas de plástico e demais vasilhas de plásticos que contém produtos alimentícios à venda. O risco é tão grande que até esquentar comida nessas vasilhas de plástico expõe  quem come ao câncer de mama, da próstata e, dependendo da constituição física de cada, a um sem-número de outros tipos de câncer.

 

Visita ao peixe curador

fish1.jpg Estava fora do corpo e fui visitar um homem que entrava em um lago para ser curado por um peixe. A água era doce, de rio ou de lago, que ficava turva na medida em que ele entrava e havia muitas plantas aquáticas de forma que não pude ver o peixe. Conversei com o homem e ele me contou que “ninguém havia dado jeito nos problemas musculares” que ele tinha até ele entrar naquele lago e o peixe “grudar” nele. Cadê o peixe? Está debaixo de mim! Intuitivamente, coloquei as mãos na água e comecei a cantar “Amazing Grace”. Senti um toque, como uma fisgada elétrica, e continuei. Aos poucos pude ver o peixe tocando as minhas mãos com suas nadadeiras. Era muito feio, largo com uma arraia, mas escamoso e o corpo era meio horizontal. No momento em que a canção tem um tom alto, e eu elevei a voz, o peixe colocou a cabeça pra fora e imitou aquele som. Tanto eu quanto o homem que assistia ficamos surpresos. O peixe não soltava minhas mãos, de forma dócil e carinhosa. Parei de cantar e disse umas três vezes: você é lindo. Ao repetir pela terceira vez, o peixe colocou a cabeça fora da água e repetiu claramente “você é lindo”.  Depois disso ele submergiu. Notei que minhas mãos e braços estavam impregnados com algo pegajoso como uma graxa, com o mesmo cheiro daquele ser da água. Passei a mão tentando lavar a “graxa”. Na medida em que a substância era lavada, via os meus corpos espirituais se tornarem cristalinos. Foi uma das imagens mais lindas que já vi. É como se esses corpos fossem uma geléia azul-esverdeada da cor da água mais cristalina que possa existir. Ao mesmo tempo era rígido e flexível. Lavei os dois braços, as pernas, o corpo inteiro e de repente eu era invisível para todas as demais pessoas, ao mesmo tempo que era da cor do mar, dos lagos, dos rios e poderia muito bem ser confundido dentro da água como se fosse a própria água. Plantas, algas e pedras se refletiam em mim de tanta pureza e nitidez cristalina que eram agora os meus corpos espirituais. Não queria mais voltar para meu corpo físico deitado no meu quarto, mas sabia que havia um compromisso e um contrato assinado que eu devo cumprir até o último milésimo de segundo. Seria aquele peixe-curador um ascestral (dizem que vinhemos do mar)?Estaria essa experiência ligada a muitas tradições, pelo mundo inteiro, onde rezam pelos seres do mar? Qual o elo que perdemos, enquanto poluimos rios, lagos e mares? Por que a água é tão importante para todo ser humano, que em si carrega 70% de água?

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