O mar vai invadir a terra. Nada ficará em pé

  mar-avanca.jpg   Estava em Brasília, dentro do Palácio Itamaraty. Alguém dizia para tomar uma vacina urgente e que insistisse com a pessoa que aplica porque ela era um pouco desleixada, como grande parte dos funcionários públicos, por falta de incentivos na profissão. A pessoa da vacina não estava e alguém me chamou para ver uma explosão no subsolo do Palácio, de onde vinha muita água e já tomava os corredores. Quando vi a água logo observei que estava cheia de pequenos bichos, parecendo insetos, grandes, coloridos, que se mexiam. Quando tentei tocar na água para pegar um deles, alguém me alertou para não tocar porque a água estava contaminada. Quando olhei para essa pessoa, percebi que era um espírito e que o local estava cheio deles, todos vestidos de verde como se estivessem ali para uma limpeza ou algo parecido, mas era para um trabalho braçal.

Um desses seres se aproximou e disse para colocar em todo o meu corpo uma pasta verde que tinha na mão. Seria a vacina? Ao colocar a pasta, senti uma enorme fraqueza, quase uma dormência. O ser disse para não me preocupar com o que acontecesse. Algumas pessoas encarnadas vieram na minha direção e quando tocaram em mim e na pasta tiveram a mesma reação. A fraqueza ou tontura foi muito rápido e ao recobrar as forças, o meu corpo ficou verde incandescente. As pessoas que haviam me tocado desintegravam no chão. Vi que havia virus no ar e eles tentavam furar o bloqueio da luz incandescente do meu corpo. A água já tomava os salões e as pessoas corriam gritando por ajuda. Subi as escadas, olhei para fora do Palácio e toda a Esplanada dos Ministérios estava alagada, com a água cobrindo a rampa do Congresso. Muitas pessoas paravam sem saber o que fazer, enquanto eram contaminadas pela água e pelos micróbios. Meu corpo mudou de cor, senti outra tontura, cai.

 Um ser se materializou perto de mim e disse para não me preocupar porque o meu corpo estava preparado para as pressões da atmosfera. Parecia que havia choques elétricos no ar. Sim, vi que muitas “acendiam” como uma lâmpada fluorescente e desintegravam em seguida.  O meu corpo mudou de cor sete vezes, cada vez e cada cor com uma graduação para resistir à pressão atmosférica ou  às ondas de choque. Era como se houvesse dois lados da energia atuando ao mesmo tempo: uma através de virus, para atacar e desintegrar aqueles que não haviam se preparado e a outra atingia pela intensidade da luz. Recebi a pasta verde para proteger o meu corpo físico no tempo atual – aqueles acontecimentos eram futuros.

“Você é mestre, ajude no que puder e quando não puder mais vá embora daqui”, disse-me o ser. Toda a água, tanto dentro como fora do Palácio estava contaminada com os pequenos micróbios coloridos, que eu entendia, ao olhá-los, que eram formas diferenciadas de virus não conhecidos pela medicina da Terra atualmente. Eles atacavam as pessoas pela respiração e por todos os orifícios . Elas acendiam como lâmpadas e seus corpos se desmanchavam como se fossem apenas de pó de madeira. Eram poucos os que não desintegravam, e isso significava que não haviam construído o corpo de luz com técnicas energéticas e orações – mas o prazo havia terminado. Agora era o momento da “limpeza”.

O cenário era o mais  triste e desolador que já vi. Por momentos pensei que não conseguiria registrar tudo o que via e parece que a minha contribuição ali era apenas para ver e registrar. Uma enorme onda cobriu o Palácio e um daqueles seres gritou: abandonar o local! Sai apressado pela Esplanada, procurando os locais com menos água mas de um modo geral a água já cobria os meus joelhos. O mar já havia tomado parte da terra e a água chegou primeiro a Brasilia pelos rios subterrâneos e cavernas hoje desconhecidos. Depois, quando tudo estava cheio, as enormes ondas vieram pela superfície. “Vá para o lugar mais alto possível mas não para prédios porque a grande maioria vai cair”, ouvi uma voz gritar bem perto do meu ouvido. “A Terra está saindo da sua órbita, tudo vai mudar. Rios vão desparecer. Rios vão surgir. Cidades inteiras ficarão debaixo dágua no litoral. O país será resumido a pequenas ilhas. Enquanto não passar a turbulência, nada ficará em pé. Não há nada que possa ser feito agora e não há serviços de emergência. Estamos aqui para corrigir o curso das coisas”.

Voltei para meu corpo, na cama, exausto e durante todo o dia não consegui me equilibrar. As imagens foram as mais nítidas, mais fortes e, do ponto de vista humano, mais cruéis que já vi. Nas vezes anteriores que fui ver esses acontecimentos eles me colocaram em um transporte especial para ver tudo de cima – mais ou menos oito anos atrás. Mas, desta vez, sofri muito com o que vi. Espero que tenhamos tempo para mudar, com nossas orações e pensamentos, o que está escrito. Se há alguma coisa que se pode fazer ainda hoje é proteger a natureza das poluições porque a degradação da natureza, do meio-ambiente, fará com que a situação piore no momento da transformação e do reajuste da posição da terra no sistema solar. San Francisco, 28/03/2007. Esta visão se repetiu, pela terceira vez e com mais detalhes, também de Brasília, em 06/05/2007 jjoacir@yahoo.comwww.joacir.com A foto foi feita no litoral de São Paulo e publicada em 13/04/2009

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