O livro do Imperador Amarelo e os Ciclos Vitais do Chi
11/11/2006 at 15:34 (Musicoterapia Oriental)

Por José Joacir dos Santos
As atividades coordenadas entre esses cinco sistemas constituem o equilíbrio, o balanceamento perfeito entre os sete corpos, contidos neles a mente e o espírito inteligente (aquele que se conecta com o lado positivo da vida). As principais características psicológicas e mecanismos vitais energéticos (Chi) dos cinco sistemas estão em correspondência com os cinco elementos primários.
No mais antigo livro sobre a medicina chinesa conhecido como “Medicina Clássica Interna do Imperador Amarelo”, tido como um tratado sobre a saúde e a longevidade, esse fenômeno é descrito assim: O Chi do elemento Madeira corresponde ao Fígado; o Chi do Fogo ao Coração; o Chi da Terra ao Baço; o Chi do Metal aos Pulmões; e o Chi da Água aos Rins. Entenda que Chi é energia. Os sistemas influenciam uns aos outros. Aparentemente, todos os sistemas funcionam como cópia uns dos outros. Qualquer alteração emocional desencadeia uma série de reações químicas e interfere na vibração de todos os órgãos. A freqüência dessas alterações provoca desequilíbrios. Os cinco elementos primários do universo, suas seqüências, freqüências e estabilidades são os progenitores do colorido e versátil Planeta.
A coordenação, ordem e estabilidade dos cinco elementos no corpo humano são a base e a fundação da saúde. As desarmonias resultam do distúrbio na circulação do Chi nos sete corpos. Os desequilíbrios nascem no espírito. Subseqüentes mudanças psicológicas e emocionais farão parte do processo da saúde ou de desestabilidade. Por esta razão, a estabilidade do Chi é fundamental para a manutenção da saúde e da vitalidade. Como a música afeta a circulação do Chi no corpo humano? Repete-se aqui o livro do Imperador Amarelo, que diz: “os céus possuem cinco tons: Cheuh, Jyy, Kung, Shang e Yu. A melhor tradução deste livro é a edição em inglês: The Medical Classic of the Yellow Emperor, Editora Foreign Languages Press, Beijing, 2001, traduzido para o inglês diretamento do chinês por Zhu Ming. Não recomendo a edição em Português em quadrinhos, da editora Roca, “Clássico de Medicina do Imperador Amarelo”, porque faz parecer que esse clássico da literatura oriental pareça um conjunto de piadas e não é.
O ser humano tem cinco órgãos; Os céus têm cinco a seis normas; O homem tem seis vísceras”. Isto explica a relação entre os cinco tons, as cinco vísceras e os cinco movimentos do Chi. Veja nesta página a tabela de interligação universal. Uma música não é composta de apenas um tom, da mesma forma que a energia Chi não pode vibrar em um só elemento/movimento. Se um certo tom vem a ser o tom central, dominante, cercado de outros tons em uma particular combinação e seqüência, uma peça musical é composta em uma particular escala, com um efeito exclusivo.
Os efeitos acústicos desses cinco tipos de música em seus cinco diferentes tons geram os movimentos do Chi no corpo, filtrando e canalizando o Chi da Madeira, elevando o Chi do Fogo, estabilizando o Chi da Terra, induzindo o Chi do Metal e rebaixando o Chi da Água. O ciclo construtivo é assim: Fogo produz Terra, Terra produz Metal, Metal cria a Água, Água alimenta a Madeira e a Madeira produz o Fogo.
O ciclo destrutivo age assim: Madeira controla a Terra, Terra obstrui a Água, Água elimina o Fogo, Fogo derrete o Metal e o Metal exerce poder sobre a Madeira. Esses ciclos regularizam as funções das cinco vísceras. Cada tom percorre os sete chácras e cada um retira o que lhe é necessário. O resultado do funcionamento das cinco vísceras se reflete nas condições psicológicas e nas funções emocionais de acordo com a alteração química. Forma-se um ciclo repetitivo de auto-alimentação. Com base nessa teoria, cada manifestação patológica requer uma música específica, um tom ou combinação de tons específicos. Não se esqueça que tudo isso tem influência sobre a energia transportada pelos 12 principais meridianos, que são interligados e fazem parte do sistema central de energia vital do ser humanos.

