O arco-íris brilha cada vez mais

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Embora esteja claro na minha mente que a Energia Universal canalizada pelo Reiki é por si só, costumo ficar em silêncio quando aplico em mim ou nos clientes. Nos primeiros dois níveis há a manifestação: as mãos esquentam e os órgãos físicos puxam a energia. Mas com a prática diária e a subida de nível o que há é a manifestação viva e simples da Energia Universal, fluindo com leveza e naturalidade. Ela flui pelo corpo com ares de inteligência, procurando o lugar certo onde há a necessidade de equilíbrio do fluido vital.

Certa vez,  me aplicava vendo televisão quando um ruído forte desceu até a região do fígado. Era como o início de um trovão. No começo pensava que a energia descia do infinito dos céus pelo chácra do centro da cabeça e ia de chácra a baixo passando pelos demais. Não é bem assim. Isso acontece mas não há uma regra. Há a necessidade do momento e o universo sabe disso. Hoje consigo ver o fio multicolor ou unicolor que desce delicadamente e com profunda certeza do que faz. Estava em Nairóbi, África. Aplicava Reiki duas vezes por dia. Certa vez, o espírito de uma mulher oriental se manifestou bem na minha frente para mostrar como isso acontecia. Ela mandou que eu olhasse nos corpos sutis grudados na minha pele e pude ver o arco-íris maravilhoso formando capas como uma roupa bem apertada, aderente, sobre todo o meu corpo. Não foi a primeira vez que um espírito veio falar-me sobre Reiki e aquela mulher me parecesse bem familiar…

Pude, em diferentes ocasiões, verificar a presença deles assistindo. Muitas vezes eles orientam sobre o ponto certo que a pessoa precisa. Para quem não ver espíritos ou sequer acredita que eles existam, não precisa se preocupar. Reiki não é uma religião nem depende dos espíritos para se manifestar. É conhecimento milenar passado oralmente de geração em geração até o nosso tempo e em cada pessoa a fluidez acontece de acordo com o nível de entendimento e necessidade de quem aplica ou recebe. O Universo é extremamente ético e não faria nada que violasse o desejo ou o entendimento de cada indivíduo porque Ele sabe que o progresso é individual.

Quando adolescente fui a uma vidente acompanhado de minha mãe biológica. Sentamos os dois em frente da velha senhora incorporada. O espírito passou a falar comigo e com minha mãe ao mesmo tempo e de tal forma que nenhum entendia o que o mesmo espírito dizia a nós dois simultaneamente. Achei aquilo fantástico. Minha mãe me levava para essas sessões mas ela mesma não acreditava numa víngula do que era dito. A vidente incorporada era como um pintor usando as duas mãos e assim expressando duas pinturas diferentes, em sincronia, com muito respeito pelo entendimento de cada um. Ao completar vinte anos de idade passei a trabalhar como passista espírita sem acreditar muito em nada daquilo, mas por insistente sugestão dos dirigentes — graças a Deus!

Ouvia ruídos e vozes mas achava que era tudo da minha própria cabeça porque a psiquiatria diagnostica isso como sendo esquizofrenia. Uma tarde chegou ao Centro Espírita uma mulher chorando com o filho nos braços, pedindo ajuda. Passaram ela na frente das outras pessoas e eu fui mandado dar passe na criança. Minha voz começou a mudar e senti vontade de mandar pôr a criança numa das mesas.

Colocaram a criança e nela pus minhas duas mãos, sem saber o que estava fazendo, mas consciente. Senti vontade de juntar as mãos sobre o plexo solar da criança e nesse instante o fio de luz multicolor materializou-se. Aquilo chamou a atenção das outras pessoas e eu me mantive quieto e paralisado, sem acreditar que eu estava vendo aquele fenômeno.

A criança chorava muito e passou a evacuar e a excretar, também pela boca, todo o antibiótico que havia sido ingerido. Só retirei as mãos quando o fio de luz sumiu. Limparam tudo. Abriram todas as janelas para que o cheiro saísse da sala. Oito dias depois a mãe estava lá sorridente e com o filho no colo, com os olhos bem abertos e parecendo saudável. Ela havia sido desenganado pelos médicos do principal hospital de Brasilia.

Aquilo foi um choque para mim. Hoje o Reiki me faz querer cantar a cada manifestação física porque não preciso ver nos outros mas em mim mesmo. Há alguma diferença? Sim, de forma, mas a fonte é a mesma: o universo divino. O Reiki não precisa da influência de espíritos para se manifestar e, mesmo assim, quando eles aparecem, eu adoro.

A sabedoria milenar de canalização de Reiki foi trabalhada para que chegássemos a ponto em que estamos hoje e nisso há a participação importante do Mestre Mikao Usui. Não há relação de poder na hierarquia das cores do arco-íris. O que há é a freqüência vibracional de cada cor.

Há ainda muitos ranços humanos na prática do Reiki, na orientação dada, por estrelismo e ignorância de alguns mestres e praticantes. A maneira de lidar com o dinheiro oriundo do Reiki pode ser controvertida porque depende do histórico individual e da relação com o pecado original implantada no inconsciente de cada um. A prosperidade não pensa assim. 

Alguns mestres e praticantes pensam mais no dinheiro do que na conexão universal que estão fazendo parte, mas isso é bem pessoal e a nível pessoal fica.  Cada um é responsável pela maneira com que usa o divino, mesmo que não tenha consciência disso. O dinheiro que é adquirido com o trabalho honesto também é divino.

A esta altura do desenvolvimento e a amplitude vivenciada pelo Reiki no Brasil, por exemplo, há quem pense que se aplica Reiki apenas lendo um livro, isto é, sem a iniciação feita por um mestre, ou fazendo “iniciação” à distância, assim como há mestres que não almoçam com os próprios estudantes para não “se misturar” — ignorância é pouco! Nada disso modifica o propósito universal porque, diante Dele, eu e qualquer um somos apenas grãos de mostarda e olha lá a qualidade desse grão. Quando mais barulho menos há a manifestação do universo divino.  Nos centros espíritas, as entidades mais barulhentas são aquelas menos evoluídas.

No Oriente nos ensinam que se conhece um sábio pela sua conduta simples como a manifestação do Reiki, que pode ser praticado por qualquer pessoa sem a necessidade de ter dons especiais de mediunidade. Há a necessidade de se proteger o sagrado. Muito ocidentais não entendem isso e talvez só uma boa viagem ao Nepal, Tailândia, China e Japão, com o propósito de conversar com monges tibetanos e taoístas, possa desvencilhar essa dúvida, que eu não tenho. A cada dia que passa nos é dado mais conhecimento.

Muito está ainda por vir.  Quem ainda tem dúvida do arco-íris que se vê em um pinto de água caído contra a luz do Sol? As companhias de seguro norte- americanas e grandes hospitais públicos e privados não têm mais dúvida. Elas já sabem que reikianos passam a ser saudáveis, longe dos serviços médicos, e os hospitais sabem o quanto o trabalho deles torna-se eficaz quando um cliente pede que um Terapeuta Reiki dê-lhe assistência.

Nas grandes cidades brasileiras os hospitais já dão livre acesso a Terapeutas Reiki solicitados pelos parentes dos doentes, mas as companhias de seguro ainda não acordaram. Enquanto isso o arco-íris continua a brilhar com mais intensidade onde quer que seja conectado.

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