Fui abduzido sem violência

ufo.jpg   Por José Joacir dos Santos

         Em todos os contatos com seres de outras dimensões, desde os sete anos de idade, sempre tive que brigar para não ir com eles porque a maneira forçada como eles faziam contato parecia ser sequestro, invasão de privacidade ou qualquer outra definição parecida. Todos pareciam não ter sentimento algum e pouco ligarem para os meus protestos. Os primeiros contatos foram na Paraíba, depois em Brasilia, em Jakarta, na Indonésia, e em um quarto de hotel em São Paulo. Os seres que me apareciam era rudes, me pegavam à força, congelavam e/ou paralizavam os meus movimentos para me puxar para os seus veículos. Há uma “coincidência” estranha nisso: esses contatos agressivos sempre aconteciam em Brasilia quando havia manifestações políticas nas ruas, com quebra-quebra, envolvendo os sem-terra, e em Jakarta durante o quebra-quebra promovido por grupos islâmicos contra a independência do Timor Leste – qual seria a conexão? Seriam esses acontecimentos inspirados? Muitas vezes tive que chamar os meus mentores espirituais, guias e pedir a interferência deles porque o assédio era constante e sempre grosseiro, forçado, que me fazia perder a consciência e não registrar muitos detalhes. Alguns vezes não adiantou chamar ninguém. Na minha irfância e adolescência era horrível porque eu não tinha religião e nem a quem chamar. Certa vez toda a instalação elétrica da casa ficou em pane por horas em Jakarta, sem que o mesmo ocorresse com a vizinhança. Todos os aparelhos eletrônicos também pararam de funcionar, até o alarme da casa. Os seres são de diferentes lugares no universo e têm diferentes propósitos na nossa dimensão. Alguns deles tratam o ser humano da mesma forma que o humano trata os chipanzés nos zoológicos. Ontem, essa história mudou.

 É bom esclarecer que isso não é viagem astral, não é aparição de espírito, não é sonho e nem sou esquisofrênico como a turma ortodoxa gosta de classificar as pessoas com essa habilidade. A viagem astral é um desprendimento natural do corpo, com ou sem ajuda de mentores, onde o corpo físico fica ligado ao corpo espiritual pelo cordão prateado, embora algumas pessoas não precisem mais do cordão prateado, e elas têm sempre o propósito de visitar lugares conhecidos, pessoas, fazer resgates e aprender. Servem como empurrão para pessoas que têm missões fortes a cumprir e estão paradas por alguma razão. Espírito só aparece a quem tem conexão para ajudá-los porque os obsessores nem aparecem e só atrapalham. A interferência deles é nítida e pode ser verificada por quem conhece. Há quatro estágios nos sonhos, e você pode ler sobre eles em outro artigo meu. Esses contatos com seres de outras dimensões são bem reais e envolvem o corpo físico como ele é e o contato é direto, onde se pode ouvir e ver os veículos utilizados, bem como tudo ao redor – o objetivo é quase sempre buscar cobaia para pesquisar o ser humano, física ou mentalmente. Pessoas com esquisofrenia não lidam com nenhum dos casos acima porque a doença está ligada à memória celular da própria vítima – felizmente tenho plena saúde.

 Por volta das seis da tarde, com o Sol alto no horizonte, televisão ligada, respondendo a e-mails na internete, senti forte barulho interno, no ouvido, tremores no corpo, peso físico. Já sei que isso é chamada para contato. Olhei ao redor e não vi nada, mas quando comecei a perder o interesse pelo que estava fazendo percebi que era hora de deitar – porque senão perco o controle físico. Assim que deitei senti o vidro da janela do meu quarto vibrar como um vento forte. Olhei e não vi nada, mas senti uma onda magnética pelo quarto inteiro. Quem é? Perguntei, como de costume, e nada! Fechei os olhos e vi um ser junto aos meus pés na cama, em branco prateado, luminoso. Perguntei o que queria e ele me mostrou um quadro com um programa, calendário, agenda, horas e mentalmente me disse que queria me convidar para participar daquele programa. Questionei o programa e ele me mostrou o sistema neurológico do cérebro em uma tela e perguntou se queria experimentar antes. Respondi positivamente e ele me fez entrar no meu próprio cérebro e ver as camadas cerebrais, os circuitos, as cavernas, a memória “líquida” percorrendo os neurônios parecendo estalactites. Fiquei encantado também com a cor interna do cérebro e disse que gostaria de participar. Ele me mostrou quantas pessoas participariam do programa, cerca de 20 mil, em 191 países, de diferentes raças e projetou uma espécie de contrato (só imagens) nas minhas mãos, parecendo um tábua eletrônica. Olhei o “contrato” e disse sim. Usando uma espécie de laterna manual, ele projetou sobre o meu corpo uma luz branca que dava a sensação de geléia, pegajosa. O meu corpo entrou na luz, que me levou imediatamente e numa velocidade fantástica, como se a casa não tivesse paredes, para um veículo estacionado na rua, quadrado, como uma ambulância, suspenso no ar e de uma claridade que ofuscava a minha vista.

 Do lado de fora havia uma mulher mais ou menos da minha estatura, oriental, falando em japonês com aquele que me guiava. Ao entrar no veículo, a luz se fundiu na própria luz do veículo e me projetou em um outro, muito grande, estacionado em uma região do deserto da Califórnia. Lá, deitado, a mesma pessoa que me conduziu reapareceu, entre outras, algumas falando japonês e outras que não falavam com a boca, apenas telepaticamente. A energia do lugar era tão forte como um calor que nos faz dormir e o meu corpo caminhava para o sono, sentindo um estranho frio interno. Percebi que eles projetavam tudo o que eu pensava em uma imensa tela e minha voz mental era audível como se um enorme autofalante estivesse ligado – adorei essa parte e se não fosse interrompido teria pensado muitas coisas para ver as imagens. Alguém me mostrava as partes do cérebro, do lado direito, onde são possíveis, segundo a orientação, desenvolver a capacidade de pensar e executar mais de uma coisa ou pensamento ou projeção de imagem ao mesmo tempo e eu adorei fazer isso (não sei se a ciência pensa assim). Fiquei meio embaraçado, mas por pouco tempo, quando vi que o telão projetava o meu corpo completamente nú (tinha pensado que estava nú) para toda a audiência mas vi que ninguém se preocupava com isso. Em certo momento, alguém disse que o meu corpo perdia muita energia e precisava ser “recarregado”. Outro alguém projetou porções de algo parecendo bolas de sorvete coloridas na frente da minha boca e me mandou morder, mastigar e engolir. Assim que comecei a fazer isso, senti a energia do meu corpo se estabilizar, o sono diminuir e o calor interno aumentar. Era gostosa a “comida”, mas não tinha sabor conhecido e se desmanchava na boca como sorvete. Muitas outras experiências foram feitas e me comprometi a não revelar, entre elas, a minha capacidade de ver sem óculos.

 Quando acabou, aquele ser inicial disse, por telepatia, que era hora de voltar e já marcou o próximo encontro. Projetou novamente a luz sobre o meu corpo e me mostou o veículo do lado de fora, pequeno, mas disse que eu tentasse caminhar sozinho até o veículo mas não entrasse, ficasse atrás. Assim o fiz. Logo que fiquei atrás o veículo desmaterializou e eu me vi só, dentro daquela bolha de luz gelatinosa e todos eles me olhando. Um deles disse: pense agora no lugar onde lhe pegamos. Pensei na minha cama e numa velocidade que jamais pensei existir fui trazido de volta para a cama. A sensação de voltar foi maravilhosa e o cobertor estava quente com a energia que eu trazia, de forma que os pelos todos se arrepiaram. Olhei imediatamente no relógio de cabeceira e haviam se passado quatro horas certinhas. A casa estava toda iluminada, o computador e a televisão ligados e os meus vizinhos devem ter estranhado o barulho já que àquela hora geralmente estou dormingo: 22:30.Andei pela casa, meio mole, desliguei tudo e estava com uma fome imensa. Foi ao banheiro e houve uma volumosa limpeza, ao ponto de ter que dar mais de uma descarga no vaso. Espantado, lembrei que sequer tinha jantado antes do acontecido e só me alimentado daquilo que foi servido no laboratório deles. Qual seria o motivo dessa que chamo de limpeza? Pensei que iria ficar a noite inteira no vaso… Abacai não comendo nada. Ao contrário do que acontece quando durmo durante o dia ou tenho visitas espirituais, voltei para a cama e dormi a noite inteira amanhecendo com uma sensação agradável de felicidade, disposição e como se a minha cabeça tivesse diminuido de tamanho. O mais interessante foi ver os carros pararem para mim quando caminhava para o ponto do ônibus, o que normalmente não acontece… Parei esperando eles passaram mas alguém parou, acenou que eu passasse e todos os outros ficaram esperando. O que estaria acontecendo? Percebi que estava com forte carga magnética, que durou o dia inteiro. Outra detalhe interessante é que tudo o que estava pendente na minha vida andou de alguma forma. Espero ter permissão para continuar narrando esses encontros. San Francisco, 25 de maio de 2007. José Joacir dos Santos é jornalista. jjoacir@yahoo.com Foto copiada da internete.

Topo | Página Inicial