Escavações egípcias falam de consciência
01/02/2009 at 18:24 (Psicanálise e Psicologia)
Por José Joacir dos Santos
As escavações regulares nos sites históricos do antigo Egito sempre trazem revelações que surpreendem e abalam as estruturas da cultura ocidental ainda presa na surperfície do que restou da cultura grego-romana, incluindo aí a brasileira herdada dos irmãos portugueses e fortalecida pelos imigrantes europeus. Uma dessas é o fato de que alguns textos das antigas religiões do Egito já teciam profundos comentários a respeito do que se chama hoje psicologia, com a diferença que o conteúdo não foi censurado como foi tudo o que influenciou os “pais” da psicologia ocidental. Três coisas básicas tremem as bases do conhecimento estabelecido: Emoção é energia; Self faz parte do corpo espiritual; e espírito está definido como corpo físico (que os Kardecistas chamam de Perespírito, isto é, o corpo emocional que é sutil mas pesado, quase físico). Sim, você está chocado e eu entendo porque tudo o que você aprendeu na faculdade de psicologia está equivocado! Emoção seria o carro andando e consumindo gasolina. Self tem endereço e CEP, ao contrário do que se ensina nas escolas onde ninguém sabe onde mora o Self. O espírito é o cimento entre um tijolo e outro das paredes de carne, músculo, sangue, tutanos e foi assim instalado para poder alojar e conduzir a presença de Deus no mundo material.Carl Jung, no auge de sua carreira, e sofrendo com o pensamento que Freud queria que ele perpetuasse, teve que fazer uma viagem ao Oriente para clarear sua confusa mente. Dessa viagem resultaram muitos escritos, também confusos (porque ele não tinha conhecimento espiritualista até então) mas pelo menos ele teve a coragem de admitir certas coisas, publicadas, inclusive, no livro “Religião e Filosofia Oriental”. Ele mergulhou fundo no estudo do Self e publicou, cheio de dúvidas, o livro “The Undiscovered Self” (O Self ainda não descoberto). Evidentemente que ele não iria “descobrir” o Self com clareza na época e na Europa em que viveu, impregnada das amarras católico-protestantes-judias conservadoras, moradia da censura, porque tudo tem seu tempo para acontecer. Muitos anos ainda passariam para que o mundo ocidental, isto é, a Europa e posteriormente o Brasil, enveredasse por conhecimentos espiritualistas trazidos pelo Kardercismo e já existente em países ainda não abertos à pesquisa como Índia, China, Tibete e o próprio Egito (administrado hoje por muçulmanos, fechados a todo tipo de conhecimento). O cuidado com os escritos achados no Egito hoje é porque não fragmentados. Muitos escritores norte-americanos, loucos por dinheiro, copiam coisas fragmentadas do Egito e até dizem inventar sistemas de curas. Sim, o chamado Self é hoje conhecido como uma abertura espiritual invisível chamado de Oitavo Chácra, o qual depende da vontade para existir, mas tem endereço e pode ser trabalhado por técnicos que não precisam ir à faculdade. Já o espírito é material, é formado de uma camada fina e também invisivel chamada pelos kardercistas de “perespírito” e que os budistas sabem muito bem do que se trata porque é a esse corpo que é dirigido todo o preparativo para a saída definitiva da energia do corpo físico no momento da morte corporal – aconteceu a morte, a energia se torna cristalina e invisível para quem está do lado de cá mas não para quem está no lado de lá, onde tudo é tão nítido que confunde o recém-chegado. O trabalho de integração corpo-mente-emoção-espírito precisa mais da conexão individual com a espiritualidade, seja ela qual for, do que do conhecimento intelectual-acadêmico. Naturalmente que a medicina oficial tem alergia a tudo o que é invisível, embora os pesquisadores tenham que usar óculos e lentes especiais para ver, nos laboratórios, os vírus e sistemas inteiros de moléculas invisíveis ao olho comum – e isso só atrapalha o desenvolvimento da humanidade. Lembre que as alergias são processos emocionais não-trabalhados, talvez o sentimento de culpa impregnado na medicina pelas sangrias e dissecações não-autorizadas como as que aconteciam na Biblioteca de Alexandria. Já a psicologia vai demorar a assimilar que todas as técnicas de sublimação do sofrimento emocional estão equivocadas porque o conteúdo emocional precisa tomar consciência dele mesmo para se autocurar, isto é, precisa se materializar – sem remédios. Sim, a palavra de ordem no momento é consciência, que na gíria quer dizer “cair na real”, encarar, ver, analisar, compreender para depois desmaterializar, descongelar, derreter a energia emocional doentia da raiva, inveja, angústia, ciúmes, frustração, abusos sexuais, físicos, opressão, violência doméstica, que gruda nos tecidos e provoca nódulos psicossomáticos mais conhecidos como reumatismo, doenças auto-imunes, cardíacas, dermatológicas, gastrointestinais, pulmonares, cardiovasculares, neurológicas, obesidade, vícios, manias, entre outras. A emoção prende o tecido e gera o adoecimento, como os antigos discos de vinil arranhados ficavam repetindo as músicas no mesmo ponto do arranhado. Tem coisa mais antiquada e ridícula do que os chamados exames psicotécnicos para carreira, profissão e carteira de motorista?O processo de tomada de consciência não combina com remédios controlados – mas as terapias ocupacionais e energéticas têm surpreendido. Como é possível uma pessoa clarear a mente para dar consciência ao conteúdo emocional tomando remédios que dopam? Já sabemos que as pessoas que se dopam com cocaína e ervas alucinógenas tendem a diminuir a capacidade de raciocinar com clareza, estudar, se concentrar, isto é, perdem as capacidades cerebrais naturais. Aquelas ervas utilizadas em rituais religiosos adoecem o fígado e o baço e sem esses órgãos funcionando regularmente o ser humano não pensa com clareza – o fogo sobe e a água desce. Todas as doenças do fígado e do baço afetam, por exemplo, a visão – o fogo que queima. Imagine uma pessoa com problemas emocionais e mentais tomando drogas que dopam! Que poderíamos fazer para que a psiquiatria e a psicologia tomassem consciência da natureza espiritual do ser humano como depositário do corpo de Deus, ou seja, da consciência cósmica segundo a qual somos todos um com a natureza? Um exemplo da consciência cósmica é a ecologia, onde pensamentos negativos coletivos promocam desastres ecológicos. O próprio Egito foi vítima do mau uso do conhecimento e da consciência onde a ecologia reagiu ao contrário e os desastres ecológicos vieram em forma de inundações. Tudo ficou debaixo dágua por décadas! Quando o pensamento não é elevado, a energia sobe e a parte sutil vira emoção (fogo); já a parte densa vira água e desce secando vaso, músculo e canais vitais e provocando inundações nos órgãos vitais e digestivos. No livro “Maat, as 10 Leis de Deus”, ditado pelo espírito egípcio Ra Un Nefer Amen, que é um verdadeiro tratado de psicologia em 148 páginas, o ser diz que o que causou a destruição do Egito foi o mau uso da energia pelos sacerdotes e religiosos, que introduziram a magia negra (o fogo que queima, não o fogo sagrado da cura) como resultado da ignorância e da má interpretação dos textos sagrados. De acordo com as escrituras judias, quando o faraó perseguia Moisés, a ligação com Deus foi cortada e a peste matava quem não tivesse a porta marcada com o sangue de ovelha… Por exemplo, vamos usar o fogo: o mesmo carvão que aquece, cozinha e queima é o mesmo que cura envenenamento. Agora leia ao contrário: o carvão que cura envenenamento é o mesmo que aquece, cozinha e queima. Todo o conteúdo do livro é comprovado pelos textos extraídos das escavações dos antigos templos, escolas e palácios, mas revisados por psicografia. Então, qual é a abordagem correta para lidar com as emoções descontroladas que viram água e fogo? Seria encurtar o caminho que leva à consciência de que só a paz interior é quem produz a força de viver bem? Ainda há muito chão para ser escavado no Egito, quem dirá na psicologia. Que faces novas o conhecimento terá? José Joacir dos Santos é doutor em psicologia jjoacir@yahoo.com

