Drogas legais e ilegais alteram as funções cerebrais
20/12/2006 at 13:26 (Psicossomática)
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Lee Jong- Wook, anunciou que fumo e bebidas alcoólicas, chamados de drogas legais, já causam mais danos que o consumo de drogas ilegais ou narcóticos. No primeiro relatório da OMS sobre este assunto, Lee afirmou que o vício em cigarros e álcool representa um custo mais elevado hoje para a sociedade que cocaína e crack, sem descartar o estrago cerebral causado pelas drogas legais e ilegais (comprimidos para dormir, maconha, cocaína, ervas alucinógenas da Amazônia etc.).
O documento daquela entidade da ONU sobre o uso e dependência de “substâncias psicoativas” diz que a dependência e o vício em drogas legais e ilegais é um problema que só aumenta, particularmente nos países pobres, onde o consumo maior é de cigarros e álcool. A OMS afirma que cerca de 200 milhões de pessoas são viciadas em drogas ilegais em todo o mundo, o que equivale a 3,4 por cento da população mundial. As drogas ilegais causaram 0,8 por cento das enfermidades mundiais em 2000, sendo que álcool causou cerca de 4.1 por cento e cigarros 4.0 por cento.
O relatório afirma que a o principal peso na saúde mundial “está nas substâncias lícitas em vez das substâncias ilícitas”. O relatório assinala a impossibilidade de erradicar a dependência das drogas “porque as funções celebrais são alteradas pelo consumo”. Segundo Catherine Le Gales-Camus, subdiretora-geral do Departamento de Saúde Mental e Enfermidades Não-Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde, “como a maior parte dos transtornos psiquiátricos, pode ser que a dependência das drogas não tenha cura”, embora os tratamentos disponíveis tenham contribuído significativamente para a recuperação de viciados. O Brasil é um dos países com maior índice de violência e criminalidade relacionadas com o uso de drogas.

