Como Utilizar as Tigelas Tibetanas

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Por José Joacir dos Santos

Usa-se um bastão de madeira para tocar as tigelas. Para acalmar e preparar uma pessoa para meditação põe-se a tigela na palma de uma das mãos e com a outra o bastão. Esse mesmo procedimento é feito para meditação e para trazer a pessoa para sua essência vital, emocional, mental, espiritual. O Musicoterapia Oriental é direcionada para a essência espiritual da pessoa, que é a ligação com o universo cósmico. Somos parte dele, inseparável e não se religa com ele se não for através da oração. Isso não tem nada a ver com religião. Religião é um agrupamento social como um time de futebol. O espiritualismo não tem intermediário nem dízimo. É você com você mesmo.

A respiração é sempre feita com o diafragma e não pelos pulmões. Você precisa checar se você aprendeu a respirar errado e isso pode causar a falência de órgãos como o pulmão. Para o tratamento dos sete chácras, as tigelas são postas ao redor do cliente deitado ou sobre os principais chácras, entre as pernas e ao lado dos ouvidos.

O cliente deve ser coberto com um cobertor leve e de algodão ou seda pura. Pode-se usar maca ou simplesmente uma esteira de palhas de coqueiro no chão. O importante é que o material não seja sintético. Deve-se usar uma tigela para cada chácra e tocá-las de acordo com o estado emocional e necessidades do cliente, que entra facilmente no estado Alfa – facilitando a penetração da vibração sonora em seus chácras, iniciando pelo chácra básico. Se você inicia um tratamento pelo chácra coronário o cliente pode ficar tonto e você precisa dele bem consciente. Terapia não é para fazer dormir, é para acordar o ser adormecido para a vida dele mesmo.

As Tingshas são utilizadas no início e término de cerimônias e rituais religiosos. Elas têm uma sonoridade especial que abre e fecha espaços cósmicos. Então, você usa as Tingshas no início e no final do tratamento, assim como no início e final das cerimônicas. Cuidado para não adquirir Tinghas falsas, fabricadas na China por não-tibetanos e que entram no Brasil pela fronteira com Paraguai. As originais são fabricadas de prata ou de material parecido e têm os símbolos budistas ou escrita em sânscrito. As que são fabricadas na China não têm o “segredo”. Está comprovado que o som das Tingshas traz o indivíduo para a sua essência. As tigelas com os metais apropriados e as tingshas originais não são mais fabricadas no Tibete. Por isso que as que existem são caras e raras.

As tigelas e as tingshas juntas restauram a freqüência vibratória, relaxam e facilitam a concentração. Ajuda a recuperar o corpo etéreo. Estudos sobre o corpo etéreo afirmam que ele filtra todas as informações para o ser humano e que é danificado facilmente pelo uso de drogas e medicamentos. Esses instrumentos têm também a capacidade de dissolver energias pesadas que se acumulam pelos ambientes residênciais, hospitalares e, principalmente no corpo físico, na memória celular do ser humano.

Fiz um teste no meu ambiente de trabalho. Aproveitei um momento em que havia muito barulho de pessoas, telefones, máquinas etc. e executei um cd com o som das Tinghas e Tigelas Cantantes. Foi incrível o silêncio do lugar em poucos minutos. Repeti a experiência várias vezes com o mesmo resultado. Nas pessoas, a aplicação ideal das Tinghas é sobre a cabeça, na altura do chácra da coroa, mas em um tratamento pode começar dos pés. Bate-se uma Tingsha na outra, segurando ambas pela presilha de couro. Dessa forma também podem ser utilizados os sinos e o Dorge, que representam as energias feminina e masculina, respectivamente. Um instrumento em cada mão. Os sinos tibetanos também têm os metais especiais direcionados à elevação da vibração energética em pessoas e ambientes. Eu utilizei os sinos em iniciações e todos os iniciados tomaram um rumo diferente em suas vidas, mesmo sem saber o por quê. E os sinos não faziam parte do ritual da iniciação daquela técnica energética que eu estava iniciando as pessoas. O Dorge e o sino juntos requerem treinamento especial dado por experimentado monge budista. É muito importante que seja observado a qualidade o material usado na fabricação dos instrumentos e sua procedência. Há imitações ruins e ineficientes nas chamadas “feiras do Paraguai”. Diapasão – O Dicionário Aurélio define o Diapasão como o “instrumento gerador de audiofreqüências constituído por uma haste de metal cuja freqüência de vibração pode ser excitada por um impulso, ou por um sistema oscilante acoplado à base”.

Os diapasões são utilizados para emitir as andas harmônicas dos sons primordiais aos sete chácras, dentro de freqüências sonoras previamente estabelecidas nas notas de “A” a “G”. Utilizo os diapasões como instrumento para detectar áreas com freqüência baixa ou desequilíbrio e também implantes energéticos.

Para cada objetivo utilizo um par diferente de diapasões, por exemplo: para conseguir o estado de equilíbrio do cliente e fazê-lo sentir-se bem com ele mesmo aciono os diapasões C-512 e G-384 e coloco próximo aos ouvidos. Bato um no outro e “banho” o cliente com movimentos giratórios por todo os seu corpo, até os pés. Depois troco os diapasões de mãos e repito o mesmo banho até perceber que os olhos do cliente estão dando sinais do estado de Alfa. Geralmente utilizo os diapasões em conjunto com a aplicação de Reiki. A parceria é a das mais perfeitas e o alinhamento do cliente é conseguido com rapidez.

Os diapasões que utilizo são: A-4267, B-480, C-256 e 512, D-288, E-320, F-3413 e G-384. Os diapasões precisam ser importados dos Estados Unidos. Pratos de bateria – Os pratos de percussão semelhantes aos usados em bandas escolares ou em orquestras são utilizados no Tibete como instrumentos de cerimônias religiosas. São feitos dos mesmos sete metais das tigelas cantantes e servem para “afastar os espíritos de baixa vibração”. Na musicoterapia os pratos (symbals) são utilizados juntamente com os exercícios de visualização para os trabalhos de desatamento intencional dos nós que nos ligam aos problemas dos ciclos cármicos. É importante que o cliente seja orientado sobre o uso dos pratos porque o som é intenso e pode desestabilizar. Também são excelentes no trabalho de limpeza de ambientes e a vibração deles atinge os desequilíbrios do chácra básico. Adquiri um de excelente qualidade da Orion, fabricado no Rio Grande do Sul, acredite!

Os pratos só são usados em conjunto com outros instrumentos e antes de qualquer um por causa da freqüência de ondas sonoras emitidas. O cliente pode sentir tonturas, suor, ficam pálidos, exalam odores, gases, imediatamente após ser submetido ao som intenso dos pratos e por isso é preciso estar atento. Muitos clientes sentem vontade de ir ao banheiro após uma sessão. Os pratos são excelentes para a Cerimônia do Fogo e da Prosperidade. Os gongos – Os congos são capazes de produzir os sons primordiais e servem para reativar os pontos energéticos do corpo. Pessoas cansadas, esgotadas, com baixa imunidade e que tenham passado por profundo estresse recuperam-se facilmente com sessões de gongos de alta qualidade, feitos para orquestras sofisticadas.

Coloca-se o congo pendurado no teto de forma manipulável. O cliente é colocado próximo ao gongo com os braços para cima. Respira-se profundamente usando o diafragma na medida em que o som aumenta e solta-se o ar pela boca na medida em que o som diminui. O terapeuta inicia os toques no congo até que ele atinja a reprodução de “sinos” ou da tonalidade do OM. Repete-se três vezes no máximo. O cliente pode sentir tontura após a execução. É recomendável que o cliente sente-se até estar bem e pronto para passar para a execução de outros instrumentos ou para uma sessão de Reiki ou outra terapia.

O terapeuta deve estar bem familiarizado com o uso dos gongos para não “sufocar” o cliente, lembrando sempre que ele também participa da vibração dos instrumentos e os chácras dele também recebem a carga sonora. O terapeuta só deve utilizar esses instrumentos depois de se trabalhar primeiro, se submeter a psicoterapia e sessões de Reiki para se limpar e equilibrar porque o tom emitido atinge também quem está executando e por isso que quem executa não pode sofrer dos efeitos físicos iguais ao cliente. Já pensou os dois caírem no chão? É um som intenso e a ação é imediata. É recomendável usar no máximo duas vezes em cada sessão. Como todos os instrumentos, é preciso estar atento para o material de fabricação que deve ser o de melhor qualidade possível. Evitar que caiam. A queda pode afetar a sonoridade vibracional. O terapeuta deve ser bem treinado porque a sonoridade causa efeitos físicos. Recomenda-se que o musicoterapeuta faça também cursos de xamanismo iniciático, não o peruano. 

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