Seriam mesmo os “pretos velhos” pretos e velhos?

Não estudei  este assunto profundamente, conto apenas a minha experiência. Em 1979, quando cheguei a Brasília, fui levado por uma colega de trabalho para uma sessão no Centro Espírito Cícero Pereira, uma pequena casa de madeira ao estilo dos barracões do início de Brasília. Detestava essa colega porque ela vivia puxando todo mundo para aprender inglês e insistia para que eu a acompanhasse até aquele centro. Fui, na verdade, para me livrar dela. Ao chegar a minha hora de ser atendido, várias entidades se manifestaram. Muitos deles pesadas, agressivas e com cara de inimigo. Estava muito assustado até que um deles se dizendo “Preto Velho” a mim se dirigiu e começou a descrever o meu momento e a me falar do futuro. Fiquei encantado com o tal Pai Sebastião, e surpreso por saber tanto a meu respeito sem ninguém naquela casa me conhecer tanto, inclusive a minha colega de trabalho. Sai dali leve, agradecido e, nos próximos cinco anos, nunca mais deixei de ir. La, passei por inúmeros tratamentos, regressões, puxões de orelha, aconselhamentos e, acima de tudo, me sentia amado pelas entidades. Levei muito a sério os sermões de Pai Sebastião, apesar de não gostar do seu sotaque e palavreado em português errado. Cheguei até a duvidar da médium que incorporava a entidade, achando que ela estava inventando o sotaque porque o conteúdo ela não estava. Passei a ler os livros de Chico Xavier, que eram naquela época difíceis de achar em Brasília. Ao mesmo tempo fui literalmente empurrado para uma banca de revista em um ponto de ônibus onde existiam inúmeros livros do budismo tibetano. Muitos anos depois iria descobrir que o Budismo é muito semelhante, em alguns aspectos, ao Espiritismo praticado no Brasil, com a diferença que o Budismo não é religião e sim uma filosofia de vida. Devo dizer que minha vida tomou um rumo jamais imaginado depois das minhas idas àquele lugar tão simples, gratuito, e depois que comecei a entender a minha conexão com o mundo paranormal que eu tanto temia, mas que fui inteligente o suficiente para não ignorá-lo. Rezo, do meu jeito, todas as noites e toma a “bênção” a todos os mestres e guardiões, sempre menciono alguns nomes, inclusive o de Pai Sebastião. O tempo passou e fui trabalhar em Nairobi, Quênia, no leste da África, em 2002. Um belo domingo pela manhã acordo cheio de preguiça, meio gripado e resolvo ficar na cama. De repente entra pelo quarto um homem de aparência indiana e na casa do 50 anos. Assustado, sento-me na cama  e pergunto o que ele quer e como entrou na minha casa. Ele sorri, calmo e sereno. Neste momento percebo que é uma entidade espiritual. Ele diz: “você me conhece com outro nome…”. Qual? “Pai Sebastião” – responde. Fico profundamente emocionado e ele toca o meu pé direito, dizendo: “naquela época era preciso aparentar aquela forma, hoje não”. Outro olhar carinhoso e sumiu. Comecei a chorar de emoção e adormeci mais uma vez. Quando acordei estava completamente curado da gripe. Hoje compreendo que a ignorancia precisava de máscaras, mas era tudo unilateral. Salve Pai Sebastião!

Viagem Astral: Agarre-se no Cordão Prateado e Voe Alto

As viagens astrais são comuns e freqüentes. Muita gente faz isso mas não sabe, não lembra, e quando volta ao corpo pensa que sonhou. A grande diferença entre uma viagem astral e um sonho é que na viagem astral você efetua contatos fortes, reais, e quando a viagem acaba você sente o chamado do corpo físico como um avião que se prepara para o pouso em uma pista pequena como a do Aeroporto Santos Dumont.

Você tem consciência de que está fora do corpo porque gasta energia como um carro gasta gasolina, o que não acontece com o sonho. Uma característica forte dessas viagens é o fato de que a gente está preso a um cordão prateado que sai do umbigo, da cabeça ou dos pés, dependendo da ocasião, da maneira como o nosso corpo está desenhado no plano físico e das aberturas espirituais íntimas de cada um.

O cordão prateado serve como canalizador do combustível que vem do corpo físico. Não tem tamanho, limite, jamais poderá ser medido, não se quebra nem dá nó. Essas maravilhosas viagens são um presente da engenharia espiritual. Quase sempre estamos acompanhados dos nossos mentores ou a própria saída é coordenada por eles.

Não há a possibilidade de não voltar ao corpo porque os selos que prendem o espírito ao corpo estão programados para um momento, um dia, um segundo no tempo e, mesmo assim, quando chega aquele momento é preciso que um espírito treinado venha fazer o desligamento entre os corpos espirituais e o corpo físico.

Na grande maioria das vezes não percebemos os nossos mentores grudados em nós, nos protegendo e guiando para o objetivo da viagem. As viagens têm finalidades variadas. Quase sempre são missões de aprendizado, de ajuda e de auto-conhecimento. As pessoas ligadas ao mal também saem com suas finalidades. O mal e o bem são uma escolha de cada um. Aqueles mais evoluídos saem para missão humanitária e espiritual, dentro das suas especialidades profissionais ou mediúnicas.

Muitos saem para ensinar, dar aulas, assistir a aulas, libertar espíritos, e ajudar a pessoas encarnadas em situações onde a espiritualidade está acompanhando de perto. Já sai muitas vezes só para observar situações e momentos humanos no passado, no presente e no futuro. É comum a saída para visitar parentes desta e de outras vidas, encarnados ou em espírito. Também vamos a lugares onde existem conhecimentos dos quais necessitamos para os nossos projetos de vida diária. Jornalistas, por exemplo, podem sair até livrarias no tempo e no espaço para apreender assuntos que precisam para enriquecer os seus textos e assim passar o conhecimento para a humanidade. Médicos espiritualizados podem sair em socorro ou a visitar laboratórios onde aprendem nossos caminhos de cuidado com a vida. Pessoas que não cuidam do seu lado espiritual ou que estão presas a correntes negativas e atrasadas também podem sair do corpo e visitar, da mesma forma, lugares sombrios onde vivem espíritos na mesma freqüência — sem luz. Da mesma forma que existem mundos positivos existem negativos. Tudo é sintonia.

É possível que uma pessoa espiritualizada para o bem e preparada em determinados assuntos possa ser levada em viagem astral a mundos inferiores, onde não há luz, com a finalidade de ajudar e resgatar espíritos merecedores. Há legiões de pessoas que fazem isso todos os dias e são escolhidas para essas missões porque têm os corpos físicos e espirituais sadios. Os candidatos a viajantes conscientes precisam se preparar. Nem sempre as viagens são maravilhosas. Cada uma é uma experiência que terá a dimensão do conhecimento do viajante. Um bom exemplo de desconforto é trabalhar espiritualmente com grupos de evangélicos ou mulçumanos desencarnados. Alguns seguimentos das religiões evangélicas estão construindo para seus seguidores mundos astrais polarizados no céu (a salvação) e no inferno (o castigo), onde a presença dos demônios é maioria. Esses demônios criados pela imaginação dos pastores, com o objetivo de amedrontar e angariar seguidores, passam a existir no astral. Muitos desses “pastores” são pessoas sem escolaridade, com pouco conhecimento científico da cristandade e usam a religião como fonte de renda. Na verdade o que está acontecendo nos últimos dez anos é um aumento da legião de pessoas que desencarnam oriundas dessas religiões pouco espiritualizadas, presas a interpretações baseadas na falta de experiência, no exemplo pessoal e na prática do evangelho do amor. A experiência do corpo segue em memória com o espírito. Tudo que a gente aceita, ouve, lê, aprende vai fazer parte do nosso mundo espiritual. É nesse momento que a gente compreende que a gente é o que pensa que é ou que acredita ser. Todos sabemos que as histórias da Bíblia são metáforas, escritas e criadas com o objetivo de mudar a mentalidade do povo judeu primitivo e distante da luz, embora muita coisa seja jornalística e oriunda de fatos reais. Os judeus já avançaram nos conhecimentos e nas pesquisas do caminho da luz e as religiões protestantes ficaram presas “no sangue de Jesus” e não na luz revigorada do Senhor Ressuscitado em espírito. A cada vez que se invoca o “sangue de Jesus” é como se uma mão apertasse com força os pregos que perfuraram o corpo do Mestre para fazer mais sangue jorrar, embora Jesus tenha sobrevivido à morte e seu espírito tenha dado provas disso. Tem fixação pelo momento da crucificação é perpetuar aquela vibração que o próprio Mestre não via a hora de acabar. A Bíblia é um grande livro, o qual lido com leveza conduz à libertação e não ao castigo nem ao fogo do inferno. As interpretações são pessoais e os demônios também. Muitos protestantes desencarnados estão vagando pelo espaço, esperando o dia em que seus corpos saiam das tumbas como prometido. O grande conflito é saber que debaixo das tumbas não existem sequer os seus ossos. Na ve rdade isso não foi uma promessa mas uma figura de linguagem utilizada para dar a idéia da eternidade do espírito. Já fiz viagem astral destinada a retirar espíritos adormecidos, confusos, aflitos, presos a tumbas sem compreender o que realmente havia acontecido – sequer sabiam que estavam mortos. Já com os muçulmanos o problema é ainda maior porque eles matam em nome do que pensam ser Deus. Quando morei no Irã, na época da guerra Irã-Iraque vi famílias serem obrigadas a enviar crianças para a guerra. A lavagem cerebral em nome de Deus era feita e os meninos caminhavam de braços levantados na direção do foto inimigo para morrerem porque acreditavam que iriam “direto encontrar Alá”, como se Alá necessitasse de sangue humano! Para se tornar um bom passageiro dessas viagens é preciso aprender conscientemente, isto é, decorar os passos da saída do corpo sem estar fora dele para quando estiver vivendo o processo não fazer nada que atrapalhe e impeça a saída. Um simples barulho pode fracassar uma tentativa. Inicie com uma boa caminhada durante o dia ou exercícios físicos que relaxem e mexam com os músculos. Deite-se, faça uma oração e peça auxílio aos seus anjos guardiões. Ordene ao cérebro que relaxe e solte os sistemas do corpo. Quando atingir o estágio de relaxamento adequado, você começa a sentir como se os pés estivessem levantando. Deixe rolar os formigamentos. Não caia na tentação de abrir os olhos para ver se os pés estão se levantando. Aos poucos todo o corpo começa a vibrar como se você fosse levitar. Dar-se um grande barulho, semelhante à abertura de um campanhe e você está no ar. Controle as emoções e deixe o seu corpo espiritual voar. Se as janelas do quarto estiverem fechadas não há problema. Enfrente o vidro e passe por ele. O medo pode fazer você cair no corpo físico. Não havendo medo, o máximo que você pode sentir é algo como um arranhão. Sinta e deixe fluir. Chegando lá fora, aproveite. Se você não estiver acompanhado de um mentor não se preocupe que a viagem não dura muito e você cai no corpo chegando a sentir o baque do encaixe. O tempo aqui não é igual ao tempo dos relógios. O tamanho do corpo espiritual pode ser maior ou menor do que o corpo físico. Com o tempo e o treinamento você estará voando bem. Os seus mentores saberão disso e aproveitarão para levar você onde deve ir para apressar o seu desenvolvimento espiritual. Muita gente sai com uma rapidez impressionante e quando dá por si está do outro lado do mundo. Quando morei na China vinha muito ao Brasil trabalhar espiritualmente e dar assistência a familiares e amigos. Lembre-se que você não pode e nem deve chamar pessoas mentalmente para que venham ajudar nos seus problemas. Isso pode acontecer e você estará interferindo na espiritualidade de outra pessoa, o que pode ser classificado como obsessão. Devemos, sim, pedir o auxilio amigável dos mentores e protetores mas devemos evitar chamá-los para coisas rotineiras e banais ou para prejudicar outras pessoas. Há muito o que se descobrir nessa área. Cada um é um e as sensações, maneiras e experiências são diferentes. Um bom livro para iniciar os estudos em viagens astrais é “Você e a Eternidade”, de Lubsang Rampa. É preciso saber que a gente pode voltar de uma viagem cansado, sugado e com sensações desagradáveis dos lugares visitados. Nesses casos, a sensação é a de que a gente não dormiu a noite inteira e está todo quebrado. Quando o tempo da viagem acaba, a gente é imediatamente puxado de volta ao corpo. Não há perigo algum do cordão prateado se romper nem de dar nó. São os corpos sutis que atuam nesses momentos e isso vai além da nossa compreensão. Por isso que atravessamos paredes, entramos no mar, no fogo, nas pedras e no ar a brincadeira é gostosa. Quem come carne vermelha, fuma e bebe tem mais dificuldade de sair nessas viagens. Não se deve utilizar maconha ou outro alucinógeno para essas viagens porque as “viagens” com maconha ou outra coisa do ramo não passam dos cabelos da testa, de uma simples visita aos demônios interiores, com a desvantagem de consumir créditos vitais irrecuperáveis e de provocar buracos na aura. “Viagens” com ervas também não vão além dos limites das memórias celulares do próprio corpo, também com efeitos colaterais. As civilizações que usaram drogas e ervas alucinógenas desapareceram – do Egito à América Latina. As viagens astrais são livres de efeitos colaterais químicos. Uma viagem pode valer pela leitura de inúmeros livros, por anos de escolaridade, por inúmeros cursos esotéricos, por todas as suas relações sexuais. Esse aprendizado torna a vida mais leve e prazerosa. (*) José Joacir dos Santos é Psicoterapeuta Holístico e Jornalista (www.joacir.jor.br) Ps:Artigo publicado com exclusividade pelo www.quadranews.com.br sob o título: O Cordão e o dinheiro.

Voltei ao passado para desfazer os laços de sangue

Embora a literatura a respeito de vidas passadas seja ampla e de fácil aquisição, na hora de espremer os limões pode confundir e despertar interesses variados. Quando trabalha-se com este assunto o leque de possibilidades se amplia.

Quando você conversa com alguém sobre isso logo a pessoa fica interessada em saber “o que eu fui”, e quase ninguém sabe que um indivíduo pode ter tido centenas de vidas e que terá muitas mais se não evoluir espiritualmente. Acessar essas informações gravadas no DNA espiritual nem sempre é bom.

Os anjos e santos não reencarnam porque não necessitam, mas nós aqui não temos nada de anjos ainda. Há surpresas, nem sempre positivas, nos reencontros com pessoas ligadas ao nosso passado espiritual. Mas o livre arbítrio anda conosco para o devido uso.

O exemplo pessoal que se segue pode servir de orientação e reflexão. Passei oito meses em Nairóbi, Quênia, Leste da África, por força do meu trabalho. Logo na chegada dá para vislumbrar o estágio de desenvolvimento da tão judiada África.

Uma colega me aguardava no aeroporto com a notícia de que não haviam feito reserva para mim em hotel algum porque só se faz a reserva para poucos dias, não para meses. De lá saímos para procurar um lugar onde pudesse me hospedar.

De três da tarde a oito da noite vagamos de pensão para pensão, de hotel para hotel, alguns lotados e outros sem condições de segurança. Por fim paramos em um hotel caro, onde pude dormir para no dia seguinte continuar a procura. Dois dias depois sai do hotel disposto a encontrar um lugar. Depois de três decepções, de longe gostei da um pequeno prédio onde alugavam apartamentos e, com as malas no carro da minha amiga, paramos para conversar com os donos. Assim que o portão se abriu eu fiquei tonto. Na minha cabeça uma sucessão de imagens foi projetada. Disfarcei bem e na medida em que a proprietária, imigrante indiana, mostrava um dos apartamentos vagos, passei a sentir a sensação de que estava com pessoas conhecidas espiritualmente. E estava!

Não gostei do apartamento e pedi para ver outro, se houvesse. A resposta foi positiva e quanto a senhora abriu a porta do apartamento eu senti uma espécie de raio luminoso e reconheci duas lamparinas sobre a mesa do centro da sala. Há muita queda de luz no Quênia e demora a voltar. Olhei para a mulher e via na minha mente um tapete com um desenho conhecido. Este apartamento tem um tapete no quarto? – perguntei. Tem, vamos ver? Ao chegar no quarto o tapete era o que via na minha mente e estampava um símbolo conhecido do budismo, o infinito. Novamente senti o raio de luz e ao olhar para a dona do apartamento fiquei diante de uma situação ocorrida em outra vida, onde fui assassinado juntamente com minha parceira, exatamente naquele lugar onde havia sido uma fazenda de imigrantes ingleses. Eu, africano, havia me apaixonado pela européia filha do patrão, o que era inconcebível. Fomos mortos e enterrados na beira do rio que passava ali próximo e esse assassinato nunca foi descoberto. Tem um rio aqui perto? Sim, tem, fica logo ali – respondeu a proprietária apontando por entre a janela.

Não perguntei mais nada e assinei o contrato. Onde há fumaça há fogo e onde há fogo há vida. As lamparinas e o tapete sinalizavam para mim que alguma coisa no meu ciclo de existências estava presente ali e era hora de ativar e desatar o nó. Nos próximos dias fui apresentado pela proprietária ao seu empregado encarregado da administração e para quem eu deveria dirigir todas as minhas necessidades como morador. Ao apertar a mão daquele senhor novamente tive as imagens na minha mente. Estava agora diante do mandante do assassinato. Não pude disfarçar muito minha emoção e, ao ser notado, respondi que ainda estava passando pelos efeitos do fuso-horário. Nos dias seguintes tive imagens claras de toda aquela vida na África e compreendi porque sempre me recusei a viajar para aquela parte do mundo e ao mesmo tempo temia o que pudesse vir nos próximos meses, convivendo diariamente com meus assassinos. Quem seria aquela que tanto amei e por ela morri? Será que nos encontraríamos? Como seria ela? Seria bom? Começaríamos tudo outra vez, já que ela poderia ser minha eterna alma gêmea? Dias depois voltei do trabalho de carona. A tarde estava linda. Era bom sentir o cheio das árvores e a umidade do rio. Entrei pelo portão principal, cumprimentei os seguranças e me dirigi ao pátio, onde havia uma escada que lavava ao meu apartamento. Neste pátio também existe um florido jardim e uma pequena piscina.

De repente, parei meus olhos em um rapaz indiano. Meu sangue subiu, tremi, fiquei assustado e ele também. Assustei? – perguntou. Não, eu só não esperava encontrar ninguém aqui e agora. O rapaz aproximou-se e se apresentou como filho do casal proprietário. Ao apertar a mão dele o meu coração também se apertou e pensei que iria passar mal. Disfarcei bem, pedi licença e subi as escadas sem olhar para trás. Estava ali “a minha companheira”, vestida de macacão aparando as árvores e colhendo flores! Enquanto tentava abrir a porta, as imagens do passado vivido com aquele viajante do tempo se sobrepunham umas às outras em minha mente. Entrei e sentei-me no sofá da sala estarrecido com a nitidez das imagens. A partir daquele dia passei a evitar, de todas as formas, aquele rapaz. Ao mesmo tempo passei a sonhar com ele todas as noites e a conversar mentalmente. Pedi ajuda espiritual e a resposta foi imediata: passei a ter acesso a outras vidas, outros lugares, outros tempos. Praticava Reiki, juntamente com florais do Himalaia, todos os dias para apressar a desprogramação daquela vida passada e sofrida. Instintivamente o rapaz também passou a me evitar, embora a mãe não perdesse uma oportunidade para me fazer perguntas sobre a minha vida atual, no Brasil, e a falar das habilidades intelectuais do filho. Satisfiz sua curiosidade e não fiquei surpreso quando ela me perguntou se eu tinha me assustado com o filho dela. Respondi que sim, mas justifiquei que achava ele parecido com uma pessoa que conhecia e por isso fiquei assustado com sua presença.

Os indianos acreditam na reencarnação e eu tinha certeza que eles suspeitavam de algo, mas jamais dei um passo nessa direção, por instinto. A única incursão que fiz foi através da empregada doméstica. Perguntei se o casal tinha muitos filhos e ela me deu a ficha: não, só um rapaz. É casado? Não, é solteiro e não tem namorada. É gay? Não, esse é um tabu para os africanos-indianos! Ela também disse que ele vive no mato, isolado, e quando volta para casa fica o tempo inteiro cuidando das plantas sem dá atenção a ninguém, como se a vida presente não lhe interessasse. Na véspera do jogo do Brasil na Copa do Mundo/2002 ele bateu na minha porta, perguntou se eu iria ver o jogo e me convidou para fazer parte de um grupo de pessoas, inclusive alemães, que iria ver o jogo. Agradeci, e fiquei nervoso pela maneira como ele me olhava, querendo mais conversa, enquanto segurava a porta esperando que ele fosse embora. Quando ele foi, sentei no sofá e chorei compulsivamente. Por que voltamos a nos encontrar ambos em pele de homem? No dia seguinte amanheci com febre, desanimado e não fui trabalhar por absoluta falta de forças.

O administrador bateu na porta para avisar que o táxi que eu havia contratado estava lá fora esperando, como era habitual. Disse-lhe que dispensasse e que estava com febre. Em minutos ele dispensou o táxi e voltou com remédios para febre. Muito solícito, perguntou se desejava encomendar comida já que não cozinhava porque comia em restaurante perto do trabalho. Concordei. Ele encomendou a comida por telefone e disse, em bom e sonoro inglês – a nossa língua comum: fulano, filho do proprietário, também está acamado, com febre. Depois de acompanha-lo até a porta, sentei-me na cama e rezei profundamente. Senti uma espécie de sono e deitei. De repente, materializou-se um homem em frente à cama, disse que não me preocupasse com nada, fosse com calma, resolvesse as pendências com o exercício do perdão e que, com relação à febre, ele iria colocar um remédio no meu corpo. Senti um perto no pé e adormeci. Acordei com o administrador chamando para almoçar. Tinha dormido uma hora e quarenta minutos, mais ou menos.

O administrador é casado mas não consegue ter filhos. Por que? Todas as vezes que ele me dava as costas eu repetia mentalmente: eu lhe perdôo! No dia do jogo do Brasil tive que arranjar algo para fazer e bem longe de casa. Lembrei de uma livraria que havia descoberto em um jornal e fui lá. Quênia é ex-colônia inglesa e as principais livrarias são cheias de livros em inglês, caros e raros, muitas vezes sem público. Fui direto a uma prateleira onde havia livros budistas e encontrei lá verdadeiras jóias. Daquele dia em diante virei freguês assíduo, lendo a uma velocidade que me surpreendia. Meu nível de compreensão estava aguçado. No final dos oito meses havia lido 102 livros. A leitura mudou meu padrão vibracional e talvez por isso o rapaz teve que viajar a serviço para costa do Oceano Índico, bem longe de mim. Será que eu estaria fugindo dos fatos ou teria que enfrentar e contar tudo que sentia? Valeria a pena acordar todos os sentimentos envolvidos em todos nós ali reunidos? Trazer de volta um passado triste? A resposta na minha cabeça era sempre não! Enquanto isso, o contato com espíritos aumentou.

Os mentores apareciam em sonhos, ao vivo e em cores e me davam verdadeiras aulas. As viagens astrais se intensificaram e todos os meus caminhos foram abertos, inclusive comecei a trabalhar, nas horas vagas, como terapeuta – o que não havia programado. Conheci terapeutas indianos, tibetanos e chineses. Eram impressionantes aqueles contatos, no meio da África, exatamente com culturas que não eram africanas e que me puxavam de volta aos ciclos orientais Para minha alegria, conheci uma mestra indiana ligada à fraternidade de Kuan Yin, que não sossegou enquanto até me iniciar. Uma nova amiga chinesa me surpreendeu com dois presentes de uma só vez: uma imagem de Kuan Yin, minha predileta (Deusa chinesa da Compaixão e do Perdão) e outra de Kuan Kun (protetor espiritual chinês). Imediatamente organizei um altar e passei a realizar orações e a recitar mantas, perdoando e desfazendo todos os laços que me prendiam a quem quer que estivesse envolvido com aquela vida passada e que por obra do destino estávamos reunidos ali. Torneiras abriam-se sozinhas e lâmpadas queimavam com freqüência. Eu não desistia, exercitei à exaustão os exercícios de perdão, em voz alta, junto com orações e mantras, dirigidos a todas as pessoas daquele lugar, uma por uma. Mudei a alimentação só para frutas, legumes e peixes. Nada de sexo nem de bebidas. Disciplina e oração.

Afinal, não é todo dia que a gente tem a oportunidade de apagar o passado sem dor. Ao final dos oito meses, quando minhas malas estavam na porta do apartamento esperando o motorista que me levaria até o aeroporto, um dos empregados entregou-me um pacote em nome do filho dos proprietários: cinco caules da árvore africana chamada “dama da noite”, que brota suas flores ao anoitecer. Lembrei que certa noite, ao chegar em casa, a árvore estava repleta de flores, inundando todo o pátio com seu maravilhoso cheiro. Larguei minha sacola no chão e comecei a tocar nas flores. Minutos depois o rapaz chegou, saudou-me, disse o nome da árvore e também que ela era comum naquela região africana. Não alimentei o diálogo. Segurei os caules até próximo ao aeroporto, pedi ao motorista que parasse e os devolvi à terra. Mentalmente dei por encerrado aquele ciclo de minhas vidas, agradecido pelas pessoas maravilhosas que conheci, pelos laços que desfiz e pelos 102 livros espiritualistas lidos, graças a Deus. Todas as vezes que olho para céu limpo e azul do Planalto Central eu me recordo que o passado é para ser deixada para trás, sempre. O futuro ainda não chegou. O que de real existe é o presente, aqui e agora, hoje. E eu tenho a minha vida em minhas mãos para realizar todas as transformações que desejar, com vontade e fé. jjoacir@yahoo.com

Os Sinais Espirituais Estão Aqui e Agora - você ver?

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Sem tentar redescobrir a pólvora, faz muito tempo que observo a existência de comunicação direta entre nós e o Universo. Passei anos da minha vida sem perceber isso e nada andava.

A espiritualidade usa de muitas ferramentas para se comunicar conosco, indepedentemente da nossa crença porque foi criado e programado para existir e funcionar independente do que viesse com o tempo: religiões, times de futebol, conselhos de saúde, etc.

Chega até a facilitar a materialização de uma gama infinita de trabalhadores da luz e da sombra, que aqui recebem vários nomes: energia, espírito santo, anjo, santo, mentor espiritual, anjo-da-guarda, demônio, obsessor etc.

Corre pelas ruas o falso boato de que só tem acesso a esse contato direto os mandatários das igrejas ou médiuns. A população é bombardeada por medo e chantagem pelas religiões, e por falsas necessidades criadas laboratórios farmaceuticos produtores de remédios cheios de contra- indicações porque sem isso o dinheiro fácil não chega.

Nos Estados Unidos, já se sabe que grande quantidade de doenças foi criada por hipocondríacos. Quanto mais meter medo da morte, do câncer, do fogo do inferno mas dinheiro entra no caixa.

No meu trabalho diário tenho visto que todo ser tem acesso à comunicação direta com o universo e a única exigência feita por todos os seres que o fazem funcionar é que o indivíduo esteja com coração e mente abertos, de maneira saudável, isto é, positiva, otimista.

A gente pode estar com coração e mente abertos mas cheios de amargura, tristeza, negatividade e outros tipos de poluição — e assim a fluidez da comunicação é a mesma, só que de diferentes fontes.

Já sabemos que a saúde depende do estado de espírito, da alimentação diária de otimismo e esperança, de viver de bem com a vida, do amar e ser amado, de ter atividades criativas, produtivas e até sexuais sadias.

Como fica o dinheiro? Essa é uma conversa longa, que requer entendimento sobre prosperidade e não da falsidade ideológica cheia de chantagem, medo e ameaças dos supostos “castigos” de Deus.

O dinheiro é o fruto da nassa sagrada dedicação diária e por isso também é divino. Podemos dividir essa comunicação em duas partes, como tudo é: a boa e a má. Essa divisão é feita por nós mesmos, de acordo com a corrente de pensamentos que nos alimenta 24 horas sem parar.

Cheguei a pensar que só nós, humanos, tínhamos esse privilégio mas com o tempo vi, felizmente, essa crença cair por terra ao observar os meus gatos, um cachorro que tive e até os beija-flores que se alimentavam em minha janela. Depois, ao me especializar em psicossomática e medicina oriental, compreendi que tudo está conectado e que nada existe separadamente. Os físicos falam isso mas não conseguem explicar com clareza.

A Medicina Oriental afirma isso desde milênios, isto é: a saúde depende do equilíbrio entre o universo interior (do corpo) e o exterior (a terra, os planetas etc). Dentro e fora do corpo, da mente, da emoção e do ser espiritual que todos somos, mesmo os que não querem ser.

Entre humanos, a diferença é só cultural, embora muitas sociedades teimem em pensar o contrário. Ensinei os meus gatos Isis e Quasar a enterder a fala. Desde pequenos acostumei a falar com eles sobre tudo: contar histórias, reclamar, dizer o que era certo e errado e a observar as reações. Não tinha muita certeza de que eles assimilavam até que um dia ouvi uma correria na sala e fui ver o que era.

Os dois estavam querendo pegar os beija-flores pela vidro da janela da sala. Dois beija-flores se alimentavam. O sol refletia no vidro 1 gerando um espelho de forma que eles não viam os gatos mas os gatos batiam no vidro da janela querendo achar uma maneira de pegá-los. Instinto animal, o que é isso? Então, peguei os dois gatos no colo e falei sobre beija-flores como seres diferentes só na forma.

A cena se repetiu umas duas vezes mais até que um dia cheguei em casa e os dois gatos estavam sentados, traquilamente, observando os beija-flores na janela. Foi uma cena maravilhosa. Pequei os dois no colo e mais uma vez conversei com eles sobre o mesmo assunto, repetindo as mesmas palavras-chave. Os dois abrim e fechavam os olhos confirmando o que ouviam e no meu colo adormeceram.

Com o tempo, se os dois se envolviam em algo que eu julgava errada, era só olhar com expressão forte e eles deixavam imediatamente de agir. Também acostumei a rezar perto deles, em voz alta, e com o tempo eles passaram a me chamar para ver o que eles viam.

Os cachorros levam mais tempo mas aprendem. Cavalos são ágeis na percepção extra-sensorial. Quem não ouviu ainda histórias de plantas que respondem a estímulos? No dia-a-dia é comum a gente tentar fazer alguma coisa ou mesmo insistir em relacionamentos, e até profissões, que não dão certo tendo como base crenças infundadas, ignorando completamente os sinais espirituais.

Em termos energéticos, vibracionais, quando a energia não flui pela via normal é porque há bloqueio natural na fluidez energética. Na Medicina Oriental essa é a base de tudo. O fundamento da acupuntura, por exemplo, é desbloquear o caminho da energia nos meridianos, que são canais energéticos invisíveis ao olho comum mas já perceptíveis em alguns esperimentos com máquinas eletrônicas.

Os orientais mapiaram os meridianos pela intuição, com a ajuda da espiritualidade e com o desenvolvimento das demais capacidades cerebrais de percepção, além dos famosos dez por cento que dizem ser a faixa que desenvolvemos normalmente.

Vizualize uma torneira conectada a uma grande mangueira de plástico. Agora abra a torneira, deixe a água fluir e amarre a manqueira, dê um nó nela bem no meio. Pegue uma bola de soprar, daquelas de aniversário e encha de ar sem limite. Ou encha um pneu de carro sem controle.

É o que ocorre com as pessoas obesas, os alcoólatras que começam a ficar com vermelhões pelo corpo, os viciados em drogas que mudam de comportamento e perdem gradativamente o apetite sexual, etc. Portanto, em tudo há sinais visíveis e invisíveis, dependendo da referência que você utilizar.

Marquei encontro com a dona de um apartamentamento para alugar, nos Estados Unidos. O motorista do taxi demorou a encontrar o lugar. Tropecei na subida das escadas. Ao entrar, percebi que a dona estava conversando com outros pretendentes, como é natural neste país.

Olhei para lá e para cá. Comecei a colocar mentalmente os móveis na casa vazia mas não sentia eles se encaixando bem. Peguei então um tapete grande e vi que não dava na sala de fora. Minha amiga perguntou se eu havia gostado. Esperei a responto do meu coração e saiu um ééé…! Sai decidido a olhor outros apartamentos. Fiz isso mas a pressão para alugar um em definitivo me fez voltar a marcar um encontro com aquela mulher.

Comigo mesmo pensei: vai ver que olhando novamente eu gosto. Vi, acertamos tudo e no dia seguinte quando liguei para marcarmos a assinatura do contrato ela me disse: o meu marido não quer alugar mais por causa da sua religião. Sabendo que poderia utilizar a gravação da conversa para processá-la por discriminação religiosa, com ganho de causa, como é nos Estados Unidos, respondi: ok, obrigado, tchau.

Desliguei e me senti aliviado. Meus colegas queriam que eu levasse a mulher para a justiça mas eu finalmente compreendi que havia um sinal naquilo tudo e agradeci. 2 Dias depois vi outro apartamento e quando entrei já me senti em casa. O proprietário não pediu nenhum documento e sequer a comprovação de renda.

Fechamos e assinamos o contrato. Voltei à rua daquela casa para tentar ler a mensagem do universo pelo lado de fora: a casa fica em uma esquina, ao lado de uma igreja, na frente da porta principal tem um poste de energia elétrica. A rua tem várias casas vazias e árvores secas. O número da casa é quatro – a morte.

Todos esses sinais estão incluídos na relação de péssimo Feng Shue, que faz parte da antiga numerologia oriental, o que significa energia parada. Na rua do apartamento alugado, além de todos os predicados positivos, tem até pássaros. Conclusão: o Universo tentou me mostrar tudo isso mas eu insistia em não ver. Na rotina de consultório a gente também vê esses sinais nítidos na vida das pessoas.

Elas começam relacionamentos errados, e até investimentos, que não dão certo, com a pessoa nitidamente errada, mas não ouvem ninguém, nem elas mesmas. Com o decorrer da vida, as frustrações e os problemas aparecem envolvendo pessoas inocentes, filhos, parentes, vizinhos, polícia, acontecimentos fatais e a maioria transfere a “culpa” para alguém e até para Deus. Tive um cliente que se casou e nasceu uma crianca surda e quase seca.

A mulher ficou novamente grávida e outra criança nasceu do mesmo jeito. Eles ainda tentaram outra vez e nasceu mais uma criança surda e quase sega. Se não tivessem se separado, por vários motivos, eles continuariam a ter filhos do mesmo jeito. Uma antiga cliente casou com um homem já divorciado e separado algumas vezes, com filhos pelo mundo, e mesmo assim planejava ter com ele quatro filhos.

Amigos e parentes tentaram convecê-la a não casar e ela respondia: comigo ele muda! Os filhos dele com outras mulheres batiam na porta dela pedindo ajuda, comida, roupa e ela passou a ajudar a eles escondido. Para resumir, depois do quarto filho, ela saiu pela porta da frente descalça, com os quatro filhos pequenos depois dele ter tentado matá-la. Na polícia os vizinhos registraram que não era a primeira vez.

Ela ocultou os verdadeiros fatos, por vergonha de si mesma. Mas o ex-marido já está com outra mulher, que deve acreditar que a situação com ela será diferente… Ele também deve pensar que todas são ruins e iguais. Os sinais espirituais de cada dia são sutis porque é a natureza do Universo, que respeita completamente o livre-arbítrio de cada um.

Para todos é destinada a abundância. Mas, por exemplo, se uma família decide se filiar a uma igreja que diz que o fiel deve doar tudo para o patrimônio da igreja, é uma decisão familiar, muitas vezes de uma pessoa desequilibrada da família, e não os “designios” de Deus.

Assim como existem pessoas que decidem comprar os famigerados bilhetes falsamente premiados de loteria na rua, acreditando na vantagem, naquela famosa “lei do Gerson”; assim como aqueles que passam horas na internete enviando e-mails indesejáveis sobre pornografia, piadas cheias de racismo e violência, sem perceber que estão ajudando a difundir edéias negativas e preconceituosas.

Essas decisões provocam reações no Universo, que entende que elas deverão fazer parte da vida dessas pessoas, as quais não vão entender, no futuro, o por quê da vida não dar certo. O contrário é verdadeiro, como o ditado popular: cada um colhe o que planta. Tudo no Universo obdece a uma programação, boa ou má, editada por cada um de nós.

É preciso, portanto, que cada um de nós dê uma boa olhada nas intenções do dia-a-dia, naquilo que a gente diz, pensa e assina em baixo porque há um complexo e ao mesmo tempo fácil sistema de sinais energéticos universais disponíveis a casa milésimo de segundo nas nossas vidas – em todos os aspectos: do sinal de trânsito às pessoas que sentam ao nosso lado em um ônibus coletivo.

José Joacir dos Santos é Psicossomatista, Mestre em Medicina Oriental e Jornalista. Todos os direitos reservados.

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