O que acontece quando tudo dá errado e você insiste?

arcoiris.jpg Uma das matérias minhas que mais fazem sucesso tanto neste site quanto em outros que publico, como o Bemzen.com.br, é “Os sinais espirituais estão aqui e agora” http://www.joacir.com/os-sinais-espirituais-estao-aqui-e-agora . Sim, é verdade, o universo manda sinais a toda hora para cada um de nós, independente das crenças e religiões, mas a maioria das pessoas não presta atenção e paga preço alto por isso, até a vida. Foi o que aconteceu com um brasileiro e sua mulher espanhola, vítimas do acidente de avião nas Ilhas Canárias. Uma amiga deles, de São Paulo, em depoimento à imprensa disse que até o pneu do carro furou na ida para o aeroporto, assim como o portão da casa não queria abrir quando eles saiam para o aeroporto mas isso não foi suficiente para parar o casal e eles morreram no acidente. Histórias como essa, quem sabe de muitos outros passageiros no mesmo avião, são iguais. Assim também é nos relacionamentos afetivos, no trabalho, na família, na rua, a qualquer hora e a qualquer lugar. As coisas começam a dar errado e a gente insiste nelas.

 Chega um momento em que o universo desiste porque você passa a usar o seu livre arbítrio e vai contra a corrente, para manter o seu ego, o seu controle sobre as coisas ou simplesmente porque você se desconectou totalmente do universo ao seu redor, pensando que o ser humano vive sem essa conexão. É só olhar na família que você vê pessoas quebrando a cara nos relacionamentos, nos negócios, no trabalho e na vida de um modo geral e não desconfia que a direção está errada e os planos do universo não estão sendo cumpridos – o contrato assinado antes de nascer está sendo violado. Os anjos e guardiães desses contratos ficam desesperadamente mandando sinais e a gente não percebe, por vários motivos, inclusive por não acreditar que o universo é uma aldeia global, tanto a nível físico quanto a nível espiritual.

 A vida é muito curta para a execução de tantos projetos universais, especialmente quando você a desperdiça fazendo coisas erradas, no momento errado, com pessoas erradas e acha que está tudo bem. Aquele casal certamente não estava fazendo nada errado porque acabava de se casar e estava feliz. Por isso que o portão da casa não abria, o pneu do carro furou e os anjos fizeram tudo para evitar que eles entrassem naquele avião certamente já destinado a cumprir um Karma coletivo. Um outro casal perdeu esse vôo porque chegou atrasado três minutos, quer dizer, os anjos conseguiram atrazar os dois, por um merecimento qualquer ou porque eles viram os sinais e seguiram, sem empurrar o tempo. Isso não quer dizer que quem chega atrasado se salsa. Isso é outra história — o universo não gosta de pessoas que só chegam atrasadas nos compromissos. 

 Quando tudo está dando errado e a gente insiste, é só esperar o tempo e os resultados negativos. Da mesma forma, quando tudo está dando certo é preciso ir fundo, sem medo algum. Cada dia que passa a interferência do universo em nossas vidas cresce porque os tempos são de mudanças absolutas. Mesmo assim, incontáveis trabalhadores universais deixam de encarnar para ajudar a quem está aqui, agora e de olho nos sinais espirituais.

Ataque energético não tem hora marcada

black-magic.jpg Há um ditado popular que sempre recorro quando quero aprender alguma coisa, ou quando tenho um cliente difícil na minha frente: há muito mais coisas no espaço entre o Céu e a Terra do que aviões de carreira! Tanto na psicoterapia quando nos trabalhos energéticos, é preciso considerar a máxima de que tudo é possível. A gente se surpreende como o conhecimento, por mais que seja, é pouco. Como não separo a psicologia da espiritualidade, diminuo assim o tempo de trabalho com os casos e, assim como os antigos pesquisadores, uso a mim mesmo como laboratório quando é necessário. 

Quando vivia em Pequim, aproveitava cada mínima manifestação física ou energética para empurrar meus professores, no sentido de pressionar pelo aprendizado, e quase sempre quem era empurrado era eu mesmo. Certa vez voltei a um deles e me queixei de dor-de-cabeça, uma raridade na minha vida normal. O professor, uma dos mais capacitados médicos orientais de um grande hospital da cidade, respondeu: a sua dor-de-cabeça é porque faz três dias que o tempo está nublado. Fazia muito sentido, ele me conhecia bem e os seus 35 anos de profissão valiam alguma coisa. Entre as minhas características físicas havia a intolerância ao frio e a tempos nublados, assim como tem gente que sofre de enxaqueta no verão ou em falta de humidade. A mais recente experiência ocorreu dias atrás. Comi um delicioso prato de ostras frescas. No dia seguinte, ao responder perguntas de uma aluna, recebi, para minha surpresa, um avalanche de agressividade dela, que ainda é jovem e lhe falta a experiência da idade, embora tenha bastante conhecimento para a sua idade. A teoria sem a experiência não é ciência, não é verdade? Pois, aquela aluna é uma excelente médium, mas só tem 20 anos, isto é, sequer atingiu o ciclo oficial da adolescência e o seu histórico emocional ainda não está formado. Como estudante de terapias energéticas, ela ainda comete o erro de lembrar que energia nào pensa, executa, independente da polaridade em que você está. Um terapeuta energético é vítima fácil de magia negra e pode ter seu corpo invadido e o seu espírito usado para trabalhos de magia sem a sua vontade – em um milésino de segundo. Baixou a guarda, tudo é possível. Quando a gente desliga um aparelho eletrodoméstico e deixa a tomada ligada na parece, a energia acumulada volta para os fios da rua. Em terapias energéticas é a mesma coisa e isso ocorre todos os dias. Parou de vigiar, tudo é possível. As forças do lado sem luz esperam milénios pela oportundade para vivenciar seus truques e armadilhas. Como a natureza delas é ligada à maldade, como um rebelde sem causa, não há ética alguma. Um médium bondoso pode ser utilizado a qualquer instante e até aprisionado pelo outro lado da força, se continuar a abrir guardas e a experimentar a dualidade do trabalho, isto é, trabalhar com os dois lados da força. Ele abre uma brecha e a grande torneira da maldade é aberta. Quem estiver na fila desaba como uma avalanche inundando quem estiver ligado energeticamente ao médium. Isso implica em muitas coisas e é por isso que a Comunhão Espírita recomenda que os tratamentos sejam feitos em lugares adequados com pessoas experientes. Budistas e xamãs também concordam. Esta é a razão pela qual o nosso consultório tem que ser só consultório, para que as energias trabalhadas sejam canalizadas no ambiente próprio. Pela mesma razão, inúmeros médiuns já morreram antes do tempo. 

A avalanche de agressividade da minha aluna se materializou e meu estômago parou. Dor-de-cabeça, zumbido no ouvido, irritação e cansaço vieram em seguida. Imediatamente fui pesquisar ostras na minha lista de recomendações vi que não se pode comê-las nos meses que não tem “R”, como Julho. O ambiente e a comida imprópria para o meu ser baixaram a minha imunidade física, que deixou brechas na imunidade espiritual. Por que as outras pessoas que comeram as das mesmas ostras não tiveram nada? Iniciei o tratamento físico mas logo percebi que havia algo mais. Como é importante uma segunda opinião, uma amiga vidente olhou e viu que havia uma nuvem de magia negra envolvendo o meu estômago e descreveu quem havia enviado. Com a descrição veio minha surpresa. Aquela pessoa jamais mandaria magia negra para mim conscientemente, mas minha amiga nem sabia que aquela pessoa existia. Juntamos as informações e o quadro ficou claro: a baixa da minha imunidade se juntou à raiva exarcebada da minha aluna contra mim, por um assunto em que ela queria manter o ponto de vista dela sem experiência vivida. Na verdade, ela estava induzida a cometar condutas não compatíveis, talvez já por influências externas e ocultas, com projetos secretos que só a fonte sabe. Quando eu me opus a suas idéias, a coisa pegou. O que será que eu atrapalhei me opondo às idéias dela? Onde será que meu ser se fez conectar com aquela energia, consciente ou não? Ela perdeu o controle e foi usada pelo outro lado da força. Não só eu fui afetado, com toda a hierarquia dela pra cima e pra baixo, assim como ela adoeceu também do estômago, com os mesmos sintomas que eu.  Aí você pode perguntar, por que você é tão frágil? E eu respondo: não foi isso, simplesmente eu nunca montei guarda contra uma aluna tão querida, mesmo sabendo que, em termos espirituais, ninguém está a salvo nem de ataques das pessoas mais queridas. Lembra que os inimigos podem estar debaixo do mesmo teto?  A disciplina de quem trabalha com energia ou quem tem mediunidade de média para cima tem que estar em primeiro lugar. O reikiano, por exemplo, tem que dá adeus aos tempos da irresponsabilidade, onde a gente se permitia chamar palavrões, entrar nas coisas por curiosidade, comer qualquer coisa, ter raiva e deixar ela fluir sem controle. Esse tempo tem que ficar para tras, pra sempre. Se você pegar os cabos elétricos dos seus eletrodomésticos vai ver que com o tempo eles vão ficando duros ou moles demais, gastando mais energia até queimar o aparelho ou parar de funcionar. Aquela geladeira de mais de dez anos também passa pelo mesmo processo. Nós, humanos, a velocidade em que isso ocorre é mil vezes mais rápida do que qualquer eletrodoméstico. Não há como você se achar o bom, o sábio, o superconectado com a espiritualidade e o trabalho energético sem ter que se privar de certos comportamentos e reações emocionais porque há muito mais coisas entre o Céu e a Terra do que aviões de carreira.  

Alertada, a minha aluna passou a trabalhar com a energia do amor e da intenção de cura e confessou que, entre outras coisas da sua vida, o namoro de muitos anos quase acabou, isto é, até o namorado dela foi afetado. Pelo mesmo fio elétrico da rua passa a eletricidade que alimenta nossos eletrodomésticos e aquela que pode matar uma pessoa de um choque. Então, quanto maior é o dom da cura e da mediunidade, mais a responsabilidade porque energia é energia em qualquer forma de manifestação. No Nordeste, há um ditado assim: quem não pode com o pote não coloca a rodilha. Eu diria assim: quanto maior o pote mais reforçada tem que ser a rodilha. Não dá para você hoje dizer que vai carregar o pote mas não vai levar a rodilha porque não gosta mais dela, ou porque discorda que é preciso utilizar uma rodilha para apoiar o pote na cabeça – como os seus pais diziam. É claro que terapeutas têm o direito de ter raiva — não levem para o assunto para outro lado. O que a gente não pode é deixar de trabalhar a raiva e insistir em substitui-la pela compaixão, pelo amor incondicional, reagindo no mesmo instante da raiva com os rituais do perdão, mandando amor para as pessoas envolvidas, mesmo que seja um inimigo. Sim, Ramatis está certo mais uma vez: a nossa vocação é sermos anjos do bem, todos os dias, aconteça o que acontecer. José Joacir dos Santos

Tempo e espaço são ilusão

VIAGEM ASTRAL

mandala.jpgFui chamado a trabalhar fora do corpo. Já havia um grupo de cerca de 50 pessoas esperando no local, ninguém conhecido. O cenário era escuro, úmido, sombrio. Este grupo estava no alto da colina observando o movimento de uma quantidade muito maior de pessoas lá embaixo, numa pequena vila que parecida na Europa. Aproximei-me de dois senhores, vestidos conservadoramente, e perguntei em que tempo estávamos. Eles me responderam com a mesma pergunta. Disse que vinha de 2008. Eles se entreolharam e um respondeu que estávamos em 1729. Qual é a nossa missão? É impedir que um anjo nasça, respondeu. Que anjo? Um deles apontou para algo atrás de mim. Quando olhei, minha visão fez uma espécie de zoom e vi com clareza a multidão na vila unindo forças para trazer um dos anjos do outro lado da luz para esta vida, com a mesma devoção que pessoas trabalham pelo bem.

Eles usavam a energia das pessoas daquela vila para fazer a mãe suportar a energia daquele que iria nascer. A imagem da mãe se confundia com a imagem de quem ia nascer – um ser sem forma definida, ávido por um corpo humano. A mulher havia se tornado apenas um pedaço de carne, nada mais. O espírito original dela havia sido retirado há muito tempo, desde o início do plano de retorno daquele anjo sem luz. Pude compreender que a relação sexual que gerou o bebê não tinha sido nem por amor nem por vontade própria – foi algo animal… A fraqueza espiritual das pessoas envolvidas, e da mulher em particular, facilitaram a ocupação do corpo físico e a expulsão do espirito original. A vila seguia uma religião atrasada e precisava de um líder mais poderoso do que aquele que já atrasava a vida daquelas pessoas. Comecei a rezar mas as orações não tinham efeito. Era preciso que eu firmasse o pensamento no amor e direcionasse para aquele evento. Ao ver todo mundo ocupado, comecei a chamar por todos os anjos que conheço. Cada ser presente neste encontro trabalhava no que sabia fazer, não havia comando e toda conversa era mental, quando necessário. O silêncio envolvia a todos.

O grupo se voltou, quase que orquestrado, para um dos lados e vi que uma figura maravilhosa descia do espaço para ajudar nos trabalhos. Era uma figura de mulher muito conhecida, vestida com um manto azul e branco, deslizando no espaço sem transporte algum, somente uma espécie de aura a envolvia. Fiquei bastante emocionado e fui chamado à atenção: “Não se emocione”, disse uma figura masculina, com muitas ervas medicinais nas mãos, que estava ao meu lado. Por quê? “Porque a emoção diminui a sua corrente vibratória e precisamos estar em harmonia”. Respirei fundo para “reativar” meu corpo físico e controlar a emoção. Era a primeira vez que via seres angelicais evoluídos trabalharem ao lado de seres até encarnados como eu e outras pessoas que ali estavam.

Quando aquela figura feminina chegou ao chão, imediatamente uma espécie de máquina, como se fosse um computador gigante, foi materializada bem perto de onde estávamos. A figura assumiu o controle da máquina e o grupo inteiro aumentou a vibração positiva. Passei a repetir a palavra amor, sem parar, fazendo ela se materializar. Em seguida, a figura feminina chamou alguém para assumir seu lugar no comando da máquina e, antes que eu perguntasse quem era, alguém olhou pra mim e disse: “é um técnico do tempo, que irá desativar a programação do nascimento daquele anjo”. O técnico trazia algo na mão parecendo massa de pizza marron. Colocou sobre a máquina e a “massa” foi transmitida para a barriga da mãe. A mãe se contorcia toda e a massa iniciou o processo de expulsão do feto. Neste momento notei que aqueles lá da vila não sabiam da nossa presença. A mãe começou a abortar o “bebê” que não tinha espírito ainda (era alimentado de fora por aquele que iria ocupar o seu corpo). A vila inteira olhou na nossa direção e um grupo de “guerreiros” avançou para atacar. O cenário era horrível. Aqueles seres assumiram as mais terríveis formas e faces, bem como criaram mentalmente armas de ataque, incluindo fogo –  alguns simplesmente se transformavam em desenhos, como aqueles de pixação das ruas. Notei que uma espécie de proteção de vidro havia sido estabelecida na nossa frente, mas aqueles seres apostavam na fraqueza e possível medo de quem estava do lado de cá, inclusive eu. A intenção era distrair e diminuir a força para que o “bebê” não fosse abortado e o processo revertido. Todo o nosso grupo foi atacado. Um enorme ser com aparência de animal, como se fosse um urso preto grande me atacou. Visualizei minha aura expandida neutralizando ele e pela primeira vez pude ver que controlava a aura pela mente. Imediatamente ele se transformou em um minúsculo mosquito e tentou entrar no meu ser pelos pés, onde eu havia esquecido de expandir a aura para debaixo do chão. Era tudo muito rápido e o barulho ensurdecedor que aquele grupo atacante fazia lembrava uma música eletrônica “tum-tum-tum”.

Quando os mosquitos se multiplicaram em milhares, eu pedi ajuda e fui colocado atrás do grupo de índios. A proteção de vidro se transformou em um enorme emissor de luz dourada e iluminou toda a vila. O corpo da mãe jazia no chão sem vida e sem espírito, e do tal “bebê” só se via a “massa. Os humanos da vila dormiam como se tivessem sido medicados. O grupo atacante evaporou-se no espaço como se todos fossem um só.

Ao voltar ao meu corpo, estava três horas atrasado para ir ao trabalho e havia na minha rua um inesperado engarrafamento.  Geralmente, àquela hora da manhã, a minha rua é calmíssima. Por que a espiritualidade não executou o trabalho sozinha, isto é, chamou pessoas encarnadas como eu? Em 1729, o meu ser estava em transição, havia desencarnado em 1718 e tinha pouca consciência do que havia acontecido. Essas viagens no tempo, tanto passado quanto futuro, independem da condição em que o ser se encontra, encarnado ou não, porque o tempo não pára e somos imortais. O que parece estar acontecendo é que a espiritualidade passou a envolver as pessoas encarnadas nos trabalhos universais de co-criação, co-responsabilidade, co-ação. Sei que não sou o único porque sempre vejo muita gente encarnada nos trabalhos como este. Se meu raciocínio estiver correto, será que o portal de 2012 já começou? José Joacir dos Santos  é  xamã. jjoacir@yahoo.com

Por que não se envolver com a ecologia?

passaro.jpg bird.jpg ANIMAIS E AVES

A baia de San Francisco, Califonia, EUA, tem de tudo: terremoto, maremoto, incêndios, ventos a 60 km por hora, chuva que terruba tudo, deslizamento de terra e um vento constante que é desagradável. Mas a população é multicultural, sempre está na frente dos outros estados em tudo, por exemplo, em energia solar – que o Brasil ainda não acordou para essa energia abundante.  Aqui, a natureza é arredia, como citei acima, mas é também generosa: há uma imensa quantidade de pássaros, animais e peixes que só existem aqui ou existem em outros lugares mas aqui são livres, por exemplo os patos selvagens. Há grupos organizados em “sociedades protetoras de animais”, e tão bem organizados, que o serviço de adoção de todo tipo de animal e ave é gratuito. Esses serviços recolhem animais na rua, tratam deles e preparam eles para nova adoção. O candidato é investigado e a venda de filhotes é desencorajada. O questionário para o candidato tem mais de 20 perguntas, entre elas: quanto tempo você terá para o animal que pretende adotar? Qual é o telefone do seu veterinário?

Para se ter uma idéia da seriedade da proteção aos animais nesta parte dos EUA, esta semana um pato selvagem foi encontrado com uma espécie de agulha grande e grossa atravessada no pescoço. Foi o segundo em um mês. Ambos foram tratatos e adotados por voluntários. Em seguida, um dos grupos de protação aos animais e aves colocou um anúncio nos principais jornais de San Francisco oferecendo 20 mil dólares por informação sobre o autor do “tiro com agulhas” nos patos selvagens. Se um vizinho ver alguém maltratando um animal, é só ligar para um desses telefones de denúncia anônima. O caso é investigado e o espancador é levado para a justiça e, se declarado culpado, cumprirá pena em prisão para crimes comuns – ou, dependendo da gravidade, é obrigado a prestar serviços à comunidade.

Embora o governo norte-americano tenha feito de tudo para impedir a importação de animais selvagens e aves de todos os países, especialmente da América Latina, esse mercado desonesto de animais e aves é ativo e vez por outra cobras, araras e outros bichos brasileiros contrabandeados aparecem abandonados, feridos e até mortos em vários estados. Eu também já vi animais brasileiros até na Indonésia, do outro lado do mundo. Quem é essa gente que compra e quem é essa gente que vende? Quem incentiva esse mercado? Quem ignora? Quem não denuncia? Esta semana um dos jornais brasileiros mostrou a ação da Polícia Federal no combate ao tráfico de animais e aves no Brasil, especialmente animais e aves raros, mas uma coisa me chamou a atenção: falta o envolvimento da população na proteção dos animais e aves brasileiros. O país é muito grande e com certeza a Polícia Federal não tem condições de combater mais esse desonesto tráfico. Até quando a sociedade brasileira vai pensar que a rica diversidade biológica brasileira é para sempre? Até quando pensaremos que a polícia é quem tem que se preocupar com tudo? Há muita coisa na cultura norte-americana que não serve para brasileiros e vice-versa. Mas, o cuidado com os animais é um excelente exemplo. Eles já sabem o que perderam e não há condições de voltar atrás. E você, o que faz??

Do ponto de vista espiritualista, comum em várias culturas, todo ser vivo deve ser respeitado porque está em cada um deles a essência de Deus. É a vida em estágios diferenciados de evolução. Por exemplo, os pássaros são espíritos de pessoas que estão recomeçando o processo espiritualista universal. Pode ser seres muito evoluídos mas que caíram (os anjos caídos), isto é, cometeram atrocidades contra a humanidade e o Planeta e a única opção de recomeçar é vivendo como pássaro. Daí porque alguns pássaros podem até reaprender a falar e a imitar seres humanos, inclusive a transmitir ensinamentos e telepatia. Há seres espirituais como a Garuda, a Phenix, que decidiram ser eternamente pássaros para poder ajudar espiritualmente a seres não só das dimensões da Terra, mas até de outros planetas. Portanto, comece a olhar a todos os seres vivos, inclusive plantas, como um processo espiritual de evolução.

Repito aqui um ditado budista: só porque hoje está nublado não significa que o Sol não existe. Se você insiste que o Sol não existe, isto é só na sua cabecinha… A realidade de todas as coisas, visíveis e não-visiveis depende da capacidade de compreensão individual, não é coletiva. Quero dizer, você é quem cria, na sua cabeça, a divisão do que existe e não existe, seja visível ou invisível. Resumindo: esse entendimento depende da evolução espiritualista de cada um. Tem gente que viverá cem anos e sempre duvidará até das próprias capacidades.

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