Dancei três horas na energia de Nanã

nana.jpg  Cheguei em casa no final da tarde sentindo o meu corpo pesado, sonolento, com sinais de contato espiritual urgente. Deixei. Não demorou e estava arrodeado de índios de várias tribos, que nunca vi nesta vida, nem em fotografias. Houve uma conversa boa, agradável, alegre, mas conscientemente não me recordo porque falávamos uma língua que não conheço. Em certo momento, os índios abrem espaço em campo aberto, próximo a uma mata e ouço uma entidade, que não a vejo, chamada Nanã. Ela conversa sobre mim em outra língua para mim desconhecida mas eu compreendo as últimas frases quando ela diz que está enviando uma pessoa para trabalhar comigo. Da mata sai um homem alto, moreno, tímido, inseguro, ainda olhando para tras como se tivesse deixado algo ou alguém. Ouço os tambores tocarem em um ritmo africano que naquele momento era conhecido mas que nesta vida nunca o ouvi. Começamos todos a dançar. Era um ritmo maravilhoso e eu não queria parar até que fui trazido de volta ao meu corpo. Olhei no relógio e ele marcava três horas a mais, embora a sensação fosse de segundos. Não tinha conhecimento de Nanã até esta data, quando pesquisei, com uma amiga, na internete. Há detalhes aqui que não posso revelar.  Mais uma vez estou certo que os arquétipos não tem limite de tempo nem de espaço e estão ligados a cada um de nós mesmo sem o nosso conhecimento e consciência. Salve Nanã e seus enviados! Com o meu respeito, salubá! – San Francisco, 13/04/2007

O Grande Espírito está presente

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O astrólogo me aconselhou a ir passar meu aniversário de 2001 no Chile porque naquela data havia a mesma constelação planetária do dia do meu aniversário. Viña del Mar foi o local indicado e lá estava eu.

Logo na primeira noite havia uma aglomeração em torna de grandes lunetas, no meio da rua, e lá fui ver a minha constelação. Linda, os anéis de Saturno mais nítidos do que nunca, entre outros.

Na manhã seguinte o programa era subir o Aconcágua, o pico mais alto da Cordilheira dos Andes. Do meio para o fim o oxigênio era visivelmente rarefeito e um pássaro caiu no pára-brisa do carro.

O motorista parou e me entregou o pássaro sem palavras. Lembrei de emitir o sopro de vida sobre ele e assim o fiz até que deu sinais de vida. No pico da montanha, lerdo e meio tonto, a vista era uma das mais lindas.

Soltei o pássaro na beira do lago azul e não pensei em nada. Naquele momento senti o vento fazendo rodas ao meu redor e o Grande Espírito falou comigo. Não sei o que conversamos, mas o fato é que quando desci a montanha sabia com clareza o que iria fazer da minha vida daquele momento em diante. Aho!

Um espetáculo tridimensional na Sala Villa Lobos, em Brasília

Estava na entrada da Comunhão Espírita em Brasília esperando a hora dos serviços de passe quando uma senhora cheia de pacotes me pediu ajuda. Subimos as escadas e no final ela disse, carinhosamente: volte amanhã que eu preciso de você para resolver o problema dos ingressos da peça. Olhei para ela e disse: ok! Voltei no dia seguinte e descobri que aquela senhora era Irene Carvalho, psicografa de inúmeros livros do espírito de Luis Sérgio, funcionário do Banco do Brasil que morreu em um acidente, drogado, e já ditou inúmeros livros para Dona Irene sobre suas experiências astrais. A peça em questão era sobre A Vida de Chico Xavier. Fomos ao teatro resolver o problema dos ingressos e daquele momento em diante passei a ajudar a ela na venda e controle dos ingressos, que foram todos vendidos com antecipação, para as três noites, e toda a renda doada. Na estréia marcamos para chegar juntos. Tinha que caminhar segurando no braço dela devido a idade e o teatro é cheio de escadas e degraus. Fizemos tudo o que tínhamos a fazer e sentamos para ver o show. De repente ela me olha e diz: está vendo aquilo? Os espíritos estão chegando para ver o espetáculo! Passei a anotar os nomes das entidades e dos grupos que chegavam – eu nem sabia que existiam tantos. O público estava em perfeito silêncio. Haviam dois teatros ao mesmo tempo, em três dimensões. A cor era rosa e um leve perfume enchia o ar. Todos os fundadores de Brasília, inclusive o Presidente Juscelino, e todos os funcionários que trabalharam na obra do conjunto de teatros estavam presentes. Tenho dificuldade, aqui, de descrever a cena geral porque chorava de alegria e de aprendizado. Ela mesma estava surpresa. Imagine vocês os milhares de espíritos que puderam ver aquele exemplo de vida pela transmissão da rede de televisão astral! Sim, tudo existe!

Seriam mesmo os “pretos velhos” pretos e velhos?

Não estudei  este assunto profundamente, conto apenas a minha experiência. Em 1979, quando cheguei a Brasília, fui levado por uma colega de trabalho para uma sessão no Centro Espírito Cícero Pereira, uma pequena casa de madeira ao estilo dos barracões do início de Brasília. Detestava essa colega porque ela vivia puxando todo mundo para aprender inglês e insistia para que eu a acompanhasse até aquele centro. Fui, na verdade, para me livrar dela. Ao chegar a minha hora de ser atendido, várias entidades se manifestaram. Muitos deles pesadas, agressivas e com cara de inimigo. Estava muito assustado até que um deles se dizendo “Preto Velho” a mim se dirigiu e começou a descrever o meu momento e a me falar do futuro. Fiquei encantado com o tal Pai Sebastião, e surpreso por saber tanto a meu respeito sem ninguém naquela casa me conhecer tanto, inclusive a minha colega de trabalho. Sai dali leve, agradecido e, nos próximos cinco anos, nunca mais deixei de ir. La, passei por inúmeros tratamentos, regressões, puxões de orelha, aconselhamentos e, acima de tudo, me sentia amado pelas entidades. Levei muito a sério os sermões de Pai Sebastião, apesar de não gostar do seu sotaque e palavreado em português errado. Cheguei até a duvidar da médium que incorporava a entidade, achando que ela estava inventando o sotaque porque o conteúdo ela não estava. Passei a ler os livros de Chico Xavier, que eram naquela época difíceis de achar em Brasília. Ao mesmo tempo fui literalmente empurrado para uma banca de revista em um ponto de ônibus onde existiam inúmeros livros do budismo tibetano. Muitos anos depois iria descobrir que o Budismo é muito semelhante, em alguns aspectos, ao Espiritismo praticado no Brasil, com a diferença que o Budismo não é religião e sim uma filosofia de vida. Devo dizer que minha vida tomou um rumo jamais imaginado depois das minhas idas àquele lugar tão simples, gratuito, e depois que comecei a entender a minha conexão com o mundo paranormal que eu tanto temia, mas que fui inteligente o suficiente para não ignorá-lo. Rezo, do meu jeito, todas as noites e toma a “bênção” a todos os mestres e guardiões, sempre menciono alguns nomes, inclusive o de Pai Sebastião. O tempo passou e fui trabalhar em Nairobi, Quênia, no leste da África, em 2002. Um belo domingo pela manhã acordo cheio de preguiça, meio gripado e resolvo ficar na cama. De repente entra pelo quarto um homem de aparência indiana e na casa do 50 anos. Assustado, sento-me na cama  e pergunto o que ele quer e como entrou na minha casa. Ele sorri, calmo e sereno. Neste momento percebo que é uma entidade espiritual. Ele diz: “você me conhece com outro nome…”. Qual? “Pai Sebastião” – responde. Fico profundamente emocionado e ele toca o meu pé direito, dizendo: “naquela época era preciso aparentar aquela forma, hoje não”. Outro olhar carinhoso e sumiu. Comecei a chorar de emoção e adormeci mais uma vez. Quando acordei estava completamente curado da gripe. Hoje compreendo que a ignorancia precisava de máscaras, mas era tudo unilateral. Salve Pai Sebastião!

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