Magia negra confunde médicos

anjo-miguel.jpgO paciente chegou à UTI do hospital com  uma pressão sanguinea de 15 por 9, muito alta, forte dor-de-cabeça e começando a não articular palavras. Os médicos desistiram daquelas perguntas fora de hora, sobre identidade, endereço, número do seguro-saúde porque o paciente começava a não lembrar de mais nada. Retiraram sangue e urina imediatamente para os exames, escanearam a cabeça e todos os procedimentos para sintomas de ataque cardíaco. O paciente apenas se deixou levar pelas muitas mãos que tiravam suas roupas, examinavam, espetavam agulhas e conversavam, embora as conversas se distanciassem no tempo e no entendimento.

Preocupado em perder a consciência e ser vítima de erro médico, o paciente conectou sua mente com os seres espirituais de ajuda e proteção. Sete horas depois ele acordou sem saber onde estava e o que tinha lhe acontecido. O cheiro logo denunciou o ambiente de éter e a energia pesada de medo, doenças e morte daqueles centros hospitalares. Sozinho, veio uma pergunta: será que estou vivo ou já ultrapassei a faixa? Um ser apareceu: Mascarado, todo de verde, com um sotaque de inglês britânico e lhe perguntou: como se sente, senhor? A frieza do contato era uma certeza, para o paciente, de que não havia ultrapassado a faixa para o outro lado da vida. Essa frieza ele já conhecia, era bem terrena. O paciente tentou se levantar mas não teve forças e aí se deu conta de que estava cheio de fios e conexões eletrônicas dos equipamentos hospitalares. Outros seres apareceram e o paciente pediu para ir embora.

Os resultados médicos eram uma incógnita para aqueles profissionais alopáticos: como é possível pressão, temperatura e outras medições hospitalares estarem tão altas e o paciente não ter tido nenhum dano nos órgãos nem apresentar sinais de problemas circulatórios, de coração, no sangue, na urina? Um dos seres, com linguagem médica, lhe perguntou: que droga o senhor utilizou para quase morrer? Droga? Eu? Sim, porque nos exames não apareceram nenhum tipo de droga mas o senhor deve ter utiliza algo novo, ainda não detectável… Pode falar… aqui o senhor pode falar… O paciente olhou com compaixão para tamanha ignorância, uma vez que nunca se drogou  nesta vida, mas aquela informação lhe ajudou a compreender tudo: a droga não era física, o que lhe aconteceu foi um ataque de “magia negra”.

Antes do ocorrido, efeitos materiais negativos aconteceram na casa do cliente: lâmpadas queimaram, aparelhos eletrônicos queimaram, objetos caíram pelo chão sozinhos, seres espirituais sem formas foram vistos no corredor, entre outras.

Não demorou muito e os autores da magia foram identificados, com nomes e endereços por uma pessoa do Lado Bom. Entidades do amor e da compaixão foram enviadas para convencer as 17 outras contrárias a desistir da empreitada. Escravas, cegas, aprisionadas por pessoas sem escrúpulos que se dizem espiritualistas, essas entidades são seres fracos e viciados, que não se soltam da vida material. Sua conduta na vida fisica foi desregrada, atrelada às coisas “fáceis” da vida, à mentira, à inveja, à maldade, ao sexo desenfreado e irresponsável, à falta de amor, ao vício, e hoje trabalham como escravos do Lado Ruim.

Ao desencarnar, são aprisionados por aqueles seres do Lado Ruim, como gangues de narcotráfico, de redes de roubo e assalto, da maldade, também desencarnados mas que vivem na ilusão de estarem vivos. Essas sugam toda energia daquelas e assim se perpetuam na escuridão do mundo das sombras, usando médiuns fracos e irresponsáveis para suas empreitadas de vampirismo, maldade e até assassinatos de inocentes.

Não há Força Ruim que sobreviva ao amor, à compaixão e à proteção dos anjos, arcanjos, seres do Lado Bom. Qual a diferença entre eles? A sutileza da energia e o desligamento das ilusões da vida terrena, porque a imensidão do espaço guarda situações e estágios muito mais interessantes, todos regados pela Luz Divina. Tudo foi desfeito. E tudo foi reprogramado. O universo se encarrega do resto. Embora o trabalho tenha dido desfeito, a ação e a intenção dos autores não é desmanchada e toda a energia gasta volta para eles com mais força e destruição. Não podemos entrar, por alguma razão, em estágios de negação e ignorar que isso existe. O estágio de negação é gatilhado quando você se acha impotente para enfrentar e ver com clareza tudo o que está abaixo das nuvens, aqui no chão.

Os aparelhos eletrônicos ainda continuaram da registrar energias físicas altas, com o efeito colateral da interferência maligna, mas a desintoxicação está em andamento e o paciente já olha para os seus olhos e ver a vida pulsar, mais forte! Quantas pessoas morrem inocentemente, vítimas dessas maldades? Quantas situações como essas dão um nó na cabeça da medicina da terra? Aqueles médiuns a serviço da maldade continuam a cometer seus crimes até que seja a vez deles passarem para o outro lado da vida e serem submetidos à escrevidão da mesma forma que eles hoje, aqui nesta vida, escravisam entidades com álcool, sangue animal, corpos mortos, fumo, etc. A vida é um mistério maravilhoso e divino e a experiência de viver é uma dádiva divina. Pena que aqueles médiuns nunca irão descobrir o que é dormir e sonhar com os anjos e santos.

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A proteção divina não tem noite nem dia

gabriel-arcanjo.jpgbudismo2.jpgavalokitesvara400×358.jpgrosalima3-225×3001.jpgiansa.jpgHá um Deus, sim, há um Deus, pai eterno e poderoso, que nos olha da imensidão do espaço. Através dele os canais de luz, de anjos, protetores, mestres, orientadores e guardiães com sua imensa bondade e compaixão para todos aqueles que trabalham para o bem e com a luz. Sim, Eu Sou Filho do Sol, Eu Sou filho da Luz, Eu Sou filho da Presença Eu Sou!  Eu Sou filho da Grande Fraternidade Branca! Eu tenho a proteção divina. O Senhor Jesus está comigo, assim como a Mãe Santissima, Nossa Senhora de Fátima, Nosssa Senhora da Conceição, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Abadia, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora Desatadora dos Nós, Santa Rosa de Lima. Todos os anjos e santos guardam a proteção da minha mente e do meu espírito. Índios comandados pelo Grande Tahum. Orientais comandados pela Mestra Kuan Yin. Africanos comandados pelo Pai Sebastião. Todos guardam a minha proteção física, mental, emocional e espiritual. A vida física é passageira, assim como a ilusão do poder pessoal e da venda da própria alma através da maldade. Eu Sou filho do Sol, Eu Sou filho da Luz! Toda energia que não é minha, e se aproxima de mim com maldade, é derretida para sempre. Há um Deus, sim, há um Deus, que nos olha do infinito dos céus e tem poder sobre o relógio do carma da vida, que grava cada ato, cada gesto, de todo ser vivo, por mais ilusão de poder pessoal que possamos alimentar. Nada passa desapercebido, tudo fica gravado. Toda energia negativa volta para a origem e seus autores, pelo poder de todos os meus protetores.

Xamanismo, o caminho tibetano da saúde holística

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Por José Joacir dos Santos 

Uma das coisas que mais me chamou a atenção nas primeiras visitas a templos budistas tibetanos na China, Hong Kong e Tailândia, foram as armas exibidas por divindades espiritualistas. Máscaras e expressões faciais não ficam por menos e o ocidental desavisado, acostumado com a cara bonita de santos e anjos, pode se assustar e imediatamente fazer julgamentos errados e conectar ao que ele conhece por “demônio”. Para o tibetano e muitos outros asiáticos, acostumados com tradições milenares, tais entidades têm poder e são elas que atravessam as dimensões do tempo, do espaço e da hierarquia dos mundos com uma só finalidade: a bondade. São muitas as entidades que aparecem também com “armas”. A Mestra Kuan Yin, por exemplo, quando necessita ir aos infernos e nesse trajeto tem que enfrentar “donos” dos lugares, também armados, ela não se faz de rogada e materializa artefatos militares semelhantes à natureza densa daqueles que encontra pela frente e o tom de igualdade intimida tais criaturas nas portas e portais do tempo. Ela também tem outras formas: Kannon, Cherezig, Pu Sa, Avalokitesvara e veste-se de acordo com a missão.  Para o xamanismo tibetano, a espada é um dos instrumentos de trabalho espiritual e essa maneira de ser foi incorporada aos templos onde se ensina artes-marciais. A tradição antiga diz que o iniciado (sim, artes-marciais no Brasil perdeu este caminho) recebe uma espada invisível de presente do seu mestre para ser utilizado nos momentos de transe, de viagem ou de conexão espiritual. O instrumento transfigura-se e aparece aos olhos de todos os que forem de outros mundos, especialmente anjos inconformados e presos ao ódio, mais conhecidos como “demônios”. Essa tradição é registrada pelos estudiosos tibetanos e siberianos. O pesquisador René de Nebesky Wojkowitz diz, em seu livro “Oracles and Demons of Tibet”, que muitas tradições xamânicas tibetanas sobreviventes são pré-budistas e semelhantes às práticas da gelada Sibéria, embora as distâncias geográficas, caracterizando, assim, a raiz xamânica humana.  Ao contrário de algumas tradições xamânicas latino-americanas, nas quais são utilizadas plantas alucinógenas, fumo, álcool e até haxixe (mascado ou fumado), nos processos de transe de médiuns e xamãs, nas tradições tibetanas isso é proibido. Um xamã sob efeitos de ervas ou de qualquer coisa que retire a ligação com sua consciência plena não tem acesso a seres espirituais de elevada categoria. No Tibete, quem utiliza ervas alucinógenas ou qualquer outra coisa para rituais xamânicos são consideros impostores, isto é, perderam seus poderes e são passíveis de punição se a comunidade descobrir. Uma pessoa sobre efeitos alucinógenos de qualquer espécie só acessa seus próprios demônios, se é que consegue.  O máximo permitido ao médium e ao xamã tibetano (e siberiano) é a queimação de folhas de ervas medicinais como juniper, que é uma árvore medicinal também utilizada nos funerais da India, pinheiro, elcalipto, salvia, etc. Eles fazem uma fogueira e colocam as erpas para queimar por cima da madeira. Óleos essenciais dessas plantas também são utilizados como incenso. O principal elemento para induzir à transe é a música, cânticos, mantras. A música é tida como auxiliar nos processos de incorporação de espíritos, ajuda na utilização do corpo físico do xamã/médium, na expressão facial e espíritos do outro lado da luz odeiam música. Há uma rica gama de instrumentos musicais na cerimônias, vários tipos de tambor. Algumas orações são cantadas em ritmo acelerado, puxado por tambores, para facilitar e dar o tom do processo de incorporação. Depois que a entidade assume o corpo do xamã, faz imediatamente ajustes energéticos e de cura no próprio corpo do xamã para poder começar os trabalhos de cura.  Os passos são os seguintes: o espírito a ser incorporado é conhecido e invocado (não se incorpora espíritos desconhecidos, que se negam a se identificar ou que pedem compensação física como bebida, fumo, etc.). Acredita-se que ao ser invocado, o espírito imediatamente se apresenta. Dai o fato dos tibetanos não pronunciarem os nomes dos demônios. Com o ritmo da música há a incorporação. A entidade dança e dá provas da sua identidade. Há o ajuste com o corpo do médium. As vezes o médium espuma pela boca, contorce-se e muda de figura. A espuma é natural e faz parte do ajuste energético dos dois mundos, mas logo passa. O corpo do xamã é dominado e ele se acalma. A entidade então fala, dá instruções, ensina, canta orações e mantras e pode materializar objetos, curar doenças, executar cirurgias e muitas outras habilidades que a comunidade sabe que o xamã em sã consciência jamais poderia executar ou dizer, até for falta de conhecimentos.  Em algumas circunstâncias os espíritos fazem questão de provar a idoneidade do xamã. A entidade se utiliza de espadas ou outra coisa disponivel do uso pessoal do xamã e faz com que o xamã se corte sem sentir dor. Esses “cortes” também servem para purificar o corpo do médium dos venenos que incomodam a energia do espírito. Tive a oportunidade de participar de uma cerimônia dessas, na qual a entidade retaliou a língua do xamã e com o sangue dele escreveu para mim um mantra, com as devidas recomendações que não posso revelar. A entidade falava como se a língua do médium não tivesse sido ferida e ainda por cima em um idioma antigo tibetano, traduzido para duas outras línguas até chegar ao inglês para que eu compreendesse. Ainda com a língua jorrando bastante sangue, a entidade deu passagem a uma cerimônica de iniciação secreta que não posso dar detalhes. Segurando um facho de incensos acesos, a entidade passou o fogo rente ao meu corpo físico, seguindo a linha dos chácras até os pés, sem que o fogo me queimasse.  Em seguida, literalmente cuspiu todo o sangue da boca do médium sobre o meu rosto. O sangue evaporou-se totalmente e eu entrei em transe, o qual durou até o final da iniciação. Não sabia qual a língua que estava sendo falada mas no centro do meu cérebro havia completo entendimento de tudo o que era dito, como se fosse um código que só o iniciado pudesse saber. Ao terminar a cerimônia e as pessoas esvaziarem o templo, fui chamado pelo monge-xamã para uma conversa amistosa depois que me foi dito ser o único estangeiro admitido no local. Em um bom inglês, pudemos conversar e não havia sinal algum dos cortes na língua daquele homem-santo. Falamos de muitas coisas, não tocamos no assunto da iniciação e, utilizando a vidência, ele me aconselhou sobre coisas da vida prática, enaltecendo minha capacidade de juntar coisas do Oriente com Ocidente. Os tibetanos atribuem a uma “seleção divina” a escolha de um xamã. Nem todos os médiuns com alta capacidade de manifestação, são escolhidos para a medicina xamânica. Como não há outra maneira de se exercer a atividade xamânica sem a submissão do candidato a um processo iniciático, especialmente porque ele vai ser aquele que atenderá terapeuticamente à comunidade, muitos candidatos são preteridos pelas “imperfeições da psiquê”, embora manifestem habilidades mediúnicas importantes. Acredita-se que quem sofreu um trauma e não curou carrega essa memória para as reencarnações seguintes e o trauma se manifesta em forma de deficiência física ou mental. Ainda hoje no Tibete e em múitas regiões da Sibéria, o xamã é o único “médico” que a comunidade conhece e respeita. Por isso é que o xamã é chamado “homem da medicina e da cura”. Ele entende de plantas medicinais, das dificuldades da mente, do corpo, da alma e do espírito porque essas coisas não se pode separar no ser humano. Os “conselhos” de iniciação viajam no tempo e no espaço das vidas do candidato para examinar todos os aspectos do ser. Sabe-se que há, sempre, entre os candidatos, raposas em pele de carneiro. Ninguém substima as capacidades dos demônios porque eles são tão poderosos quanto os anjos do bem. A única diferença entre eles é o destino final das intenções. Quando um demônio decide aliciar uma pessoa é porque conhece a real intenção do ser eterno daquela pessoa, que pode ser corrigido se ela quizer. Como aliciar uma pessoa para ser químico se ela não tem a menor habilidade para a química da cura? Depois de selecionado e submetido ao processo iniciático, o xamã passa por períodos de treinamento nos rituais da nova profissão em completo isolamento nos mosteiros. Não se aceita candidato a xamã se o pai for xamã. Os xamãs são celibatários e não há distinção entre homem e mulher. O que conta são suas habilidades e qualificações. Muitos são escolhidos já na infância. Alguns são anunciados como Jesus foi. Em outros, as habilidades se manifestam na maturidade sexual. Esse mesmo processo acontece com os demônios. Os tibetanos acreditam que os demônios escolhem um corpo infantil ou em processo de puberdade. A aproximação de um demônio com essa intençao (a tomada do corpo) provoca adoecimento na vítima, cujos sintomas a medicina halopática desconhece. Alguns demônios não se submetem ao processo comum e às normas encarnatórias e forçam a aquisição de um corpo para assim viver na Terra.   Os xamãs noviços são submetidos a muitos tratamentos para serem curados dos males naturais ou daqueles impostos por espíritos conhecedores das habilidadaes deles. As vezes é preciso morrer para renascer… Um dos treinamentos psiquicos faz o noviço sentir mentalmente como se seu corpo fosse retalhado e os pedaços servidos a famintos demônios. Talvez haja aí uma semelhança com a Paixão de Cristo. Outro treinamento leva o noviço a se transportar mentalmente para uma árvore, a qual é cortada em depaços. De acordo com sua reação, ele está habilitado a efetuar os vôos da alma e sai do corpo para visitar outros mudos, em missão, de forma a poupar seu próprio corpo físico de qualquer imposição demoníaca. Essas viagem habilitam o noviço na linguagem das cores do arco-iris, dos sete raios, e aí ele aprende a ler aura a serviço da cura. Tudo isso sem uso de qualquer alucinógeno, qualquer erva tóxica, porque essas coisas levam o usuário ao mundo de suas próprias ilusões, indefeso, incapaz de discernir o joio do trigo, além de se expor à vulnerabilidade de domínio e possessão do seu corpo por demônios enganadores, vendedores de favores fúteis. Acredita-se que o xamã que pratica ou aceita encomendas para a maldade seja a própria encarnação da maldade vestida em pele de cordeiro. Essa visão tibetana pose ser arremessada como pré-requisito básico a todas as terapias energéticas em voga hoje no Brasil e no mundo ocidental, aí incluídas Reiki, Cura Prânica, Mãos de Luz, etc., todas vindas da mesma origem e alimentadas pela mesma fonte energética universal. O Espiritismo Kardercista faz as mesmas recomendações com outras palavras. A responsabilidade de praticantes e curadores é a mesma de segurar o cajado como faziam os curadores judaico-cristãos, desde Moisés. Também não ficam distantes desse contexto os trabalhadores da área de saúde porque estamos falando de diferentes matizes da mesma luz. Há de chegar o momento em que todos trabalharemos em parceria. jjoacir@yahoo.com

A palavra tem poder de materialização

jademala2_lg_op.jpg Por José Joacir dos Santos 

Muçulmanos, indus e budistas utilizam algo parecido com o rosário católico, cada um é utilizado de uma forma mas de um modo geral eles servem para que o devoto não se perca nas orações. No budismo tibetano e na língua sânscrita, o rosário chama-se Mala. Essa preocupação em contar as orações está ligada ao conhecimento antigo, segundo o qual é preciso expressar tantas vezes uma palavra ou uma oração para que ela se materialize no mundo físico. Já é do conhecimento de vários povos de que a palavra tem poder. Ela cria uma forma mental, daí o que chamamos de forma-pensamento. Por exemplo, o nome da pessoa, quando é chamado e pronunciado corretamente, dá sustentação terrena à pessoa. Por isso que os apelídios não são recomendados e aqueles nomes que facilmente tornam-se diminutivos devem ser evitados. Por exemplo, quase todo Carlos vira Carlinhos. Quase toda Elizabete vira Betinha. Há muita coisa com relação ao nome da pessoa ser pronunciado e escrito corretamente mas aqui falaremos a respeito da importância dos rosários, focalizando na Mala budista. Como a nação brasileira só tem quinhentos anos, é preciso sempre lembrar que os conhecimentos tibetanos são registrados há mais de três mil anos – desde a contemplação à medicina oriental. A Mala tem mais ou menos essa idade. Ela é composta de 108 contas e é utilizada para recitar as orações budistas chamadas mântras. Os mantras são criados por seres muito elevados e carregam consigo o poder de seus criadores porque eles saber utilizar as chaves do universo. No budismo, os lamas são as pessoas credenciadas para criar mantras. Na hierarquia budista, lama é a mais alta posição e para chegar lá a pessoa dedica pelo menos meio século de oração, sacrifício pessoal, estudo constante e uma vida inteira dedicada às práticas – renúncia total à vida terrena sem sair dela nem se alienar. O lama geralmente é também médico, no sentido geral oriental, e considera o ser humano integral, com corpo, mente, emoção e espírito. O budismo dá prioridade à leitura e ao conhecimento. As bibliotecas são riquissimas. Há inúmeras instruções sobre a utilização da Mala e uma delas é: recitar o mesmo mantra 108 vezes, por nove dias, focalizando um objetivo para materializá-lo. Só o budista pode recitar um mantra? Não. O budismo é um filosofia de vida e pode ser praticada por qualquer pessoa, não é uma religião. Não é só focalizar, mas visualizar, criar e manifestar no mundo físico, como era ensinado no Egito antigo.  Por exemplo, OM MANY PAD ME HUM, relacionado à compaixão, deve ser recitado 108 vezes por nove dias ao mesmo tempo em que você visualizar (para materializar no mundo físico) o objetivo desejado, que, obviamente, tem que ser algo elevado, com amor.  Nenhum mantra funciona, por exemplo, para fazer amarração da pessoas. O conceito aqui é outro: o bem. Criar condições energéticas para que o bem se estabeleça nas situações.  O tibetano utiliza a Mala no pescoço ou enrolado no braço esquerdo porque não é um objeto de adoração. No budismo não existem objetos de adoração. Os objetos e as estátuas, por exemplo, existem como referência. O simples fato de recitar um mantra altera a vibração energética da pessoa e do lugar onde ela está. A mesma coisa também se aplica ao rosário católico, ensinado pela Senhora de Fátima. Ela sabe que ao recitar o rosário há alteração do padrão eletromagnético e isso pode ser medido com aurímetro. A destruição da Segundo Guerra Mundial não atingiu Portugal, onde havia na época uma quantidade imensa de devotos de Fátima.  Medi o lugar onde eu faço orações e o nível de eletromagnetismo é alto, atingindo um raio de quase seis metros quadrados. Isso pode ser criado em qualquer lugar, até no ambiente de trabalho, na clínica, no hospital, em qualquer lugar. O poder da palavra está ligado ao poder da repetição, a criação das formas através do pensamento, da mente. Tanto os mantras tibetanos como as orações católicas já fazem parte do que se chama de Inconsciente Coletivo, ou seja, a torneira eletromagnética do amor e da bondade que existe ao redor dos eixos da terra – assim como também existe, em paralelo, a torneira eletromagnética-mental do mal, acionada pelos palavrões, nomes feios, ou nomes relacionados com a maldade e o crime. Quem fala palavões, se fortalece na torneira eletromagnética da maldade. Dai a importância dos nomes e o problema de apelídios diminutivos. Com relação aos nomes, há os 72 nomes sagrados que só ao pronunciá-los a luz se manifesta.  Quando se pronuncia o nome de uma entidade elevada, por exemplo, Jesus, Kuan Yin, Fátima, imediatamente é criada uma conexão como uma rede de internete. A Mala, juntamente com mantras e orações, é também recomendada contra obsessões, para purificar a mente, para centrar a pessoa, trazê-la para o aqui e agora, para si mesmo e se reconhecer como ser de luz, imagem e semelhança de Deus.

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