A saúde depende do equilíbrio dos chácras

chakraall.jpg chakras.jpg Os chácras principais são sete, cada um com nome, símbolo, som, cor. Também chamados de superiores, os sete centros de luz e força ficam localizados nos lugares onde existe a maior confluência de nervos e tecidos nervosos, cuja rede se entrelaça do encéfalo aos plexos, envolvendo a coluna vertebral. Eles são os centros de energia de todos os nossos sistemas, físicos e sutis. O sistema nervoso é denso, físico. Já os chácras e plexos são condutores etéreos. Não é por coincidência que eles estão bem próximos uns dos outros nem nas imediações dos principais órgãos vitais do corpo humano. Trabalham juntos, “assim na terra como no céu”.

A função principal dos chácras é a de transformar a energia captada do cosmos e do meio ambiente em combustível de saúde e equilíbrio para cada órgão físico ou glândula sob sua jurisdição. Eles respondem rapidamente às vibrações sonoras. É preciso conhecê-los bem e tirar benefícios dessa obra da engenharia divina. Os nomes indianos são uma tradição. Veja boas dicas abaixo.Assim como o sistema nervoso responde a todos os atos, palavras e emoções, da mesma forma funcionam os chácras, cujas cores e sonoridades são repassadas para os órgãos e glândulas do corpo. Cada um de nós pode processar cerca de 91 mil pensamentos por dia. Junte a esse caldeirão de informações os sons e as palavras. Tudo passa pelos chácras e fica registrado na memória celular, até nos fios de cabelo. Nada passa desapercebido pelos sensores físicos e espirituais dos nossos sete corpos. É um trabalho silencioso e permanente.

Você pode mentir para o mundo inteiro menos para os seus próprios sensores internos. Esses centros de captação de energia vital trabalham em sentido helicoidal e são ligados uns aos outros por condutores multifacetados. São centros de armazenamento de informação, ou seja, banco de dados. A informação ali processada tem a velocidade da luz, célula por célula, em qualquer situação em que o corpo esteja submetido, independente do tamanho ou da forma.

Como equilibrar? - Há inúmeras técnicas capazes de ajustar e manter o equilíbrio dos chácras. Você pode fazer isso sozinho praticando meditação, Ioga, judô ou outra arte marcial porque essas práticas exigem disciplina e essa é uma virtude básica para o equilíbrio energético. A rotina das grandes cidades e da vida diária nem sempre nos permitem reservar um tempo só para nós, mas esse é um objetivo que cada um deve perseguir e persistir. Para quem não pretende ser terapeuta o ideal é passar pelas iniciações de Reiki I e II, sempre com um mestre credenciado. O Reiki ajusta, equilibra e mantém, quando praticado com devoção. Para os que não têm tempo, disciplina e disposição para se dedicar a autocura, a solução é procurar um terapeuta que trabalhe com uma das técnicas de ajuste energético dos chácras utilizando Cromoterapia, Florais, Cristais, Reiki, Reflexologia, Musicoterapia etc. Se o terapeuta tiver vidência ou puder ver a aura facilita. Do contrário, uma foto Kirlian ajuda a diagnosticar e geralmente que tem essa máquina tem treinamento para diagnosticar. Para todos nós, o contato com a natureza e a luz do Sol é essencial tanto quanto a alimentação balanceada e o aprimoramento do comportamento.

Como checar? — Naturalmente que um autodiagnóstico pode ser feito sem aparelhagem eletrônica: examine o que você pensou nas últimas duas horas, veja o que você está fazendo na vida, o que come, o que bebe, como dorme, o que pensa de você e do mundo inteiro. Olhe pela janela da sua casa e analise a saúde do meio-ambiente ao redor do lugar onde você mora ou passa a maioria das horas, as árvores, o nível de poluição sonora, visual e do ar. Veja como está a arrumação de suas gavetas, armários e estantes e dê uma olhadinha na limpeza da casa. Depois disso imprima o resultado! Quem dera tivesse uma impressora conectada ao nosso corpo, não era? Sem brincadeira, tudo o que você conseguiu visualizar já foi processado pela sua memória celular e pelos seus chácras, com resultados já em andamento dentro de todo o seu ser. O importante é que você teve uma idéia de como tudo ao nosso redor interage conosco e altera nossos processos mentais, espirituais, físicos e emocionais. Aqui estão os sete principais chácras:

Muladhara - a ligação com a Terra — Comecemos a ler os chácras de baixo para cima, considerando ser humano em pé. Esse primeiro chama-se básico e fica entre o ânus e a vagina ou o pênis. É chamado pelos indianos de Muladhara, que significa raiz. Sua cor vibratória é a vermelha, e estende-se até outros menores nos joelhos e pés, projetando-se para fora do corpo através da aura em forma de um cordão de ligação com a gravidade da Terra. Essas extensões localizadas no peito dos pés servem para captar da Terra o equilíbrio energético necessário para nos mantermos vivos, centrados, conectados com o Universo. A cor vermelha vibra na mais baixa freqüência justamente para poder fazer a polaridade com a Terra e trazer dela os instintos e direções. Começa aí a maravilhosa engenharia do corpo humano: entra em cena a glândula supra-renal, ligada aos rins, responsável pela produção de adrenalina que agita o sangue de acordo com os pensamentos e as emoções. Este centro de força é a fundação de todo o sistema dos sete e é quem absorve a Kundalini, que será distribuída onde necessitar. Quem exagera nas bebidas alcoólicas, que são processadas pelos rins, já pode imaginar o que acontece com o chácra básico depois de uma noite de bebedeira. É por este chácra que os espíritos obsessores e as forma-pensamento laçam suas vítimas.

O corpo humano interage com todo o sistema solar. Portanto, qualquer desequilíbrio de ordem física, mental, emocional ou espiritual tem reações em cascata. Como este chácra administra pernas, pés, joelhos e intestinos, a manifestação física de desequilibro aparece em forma de prisão-de-ventre, hemorróidas, obesidade, problemas no útero/próstata. A nível emocional traz tristeza, depressão e instabilidade. O excesso de energia nesta usina traz avareza, medo do futuro, sede pelo poder, supervalorização de valores externos e “vista curta”. Quando há equilíbrio, a pessoa mostra-se de bem com a vida, seguro e consciente do que representa no universo. Tambores e gongos reproduzem o som ideal para a regeneração deste chácra. Os Florais ajudam a trazer o indivíduo para o aqui e agora.

Svadhistana - o centro sexual da vida — O segundo chácra fica entre o púbis e o umbigo. Chama-se Svadhistana. A cor é laranja. Quando equilibrado dá a sensação de fluidez, solta a criatividade, levanta a auto-estima, estimula o prazer, o desejo, a sexualidade e a intuição. Governa a sexualidade e a reprodução. O desequilíbrio manifesta-se em frustrações, imaturidade emocional, ciúmes, rigidez, medo do prazer, impotência, frigidez, dores na bacia, problemas genitais, nos rins e na visão. Transforma a energia do Sol em magnetismo restaurador. É armazenador dos processos vitais e é utilizado nos processos mediúnicos. Os ovários e os testículos são as glândulas sob influência deste ponto energético. Há uma comunicação estreita entre ele e o da garganta. Este chácra é o mais visado por entidades vampirizadoras porque podem sugar energias através do esplênico, retirando a força e a vitalidade. Os passes magnéticos são perfeitos no processo de restauração.

Manipura - Gastrites ou Mozart no café da manhã — Três a quadro dedos acima do umbigo fica o Plexo Solar, o terceiro chácra, amarelo, responsável pelo metabolismo do processo digestivo. Está ligado a Nervo Vago, que por sua vez está conectado a diversas glândulas responsáveis pela produção química de líquidos gástricos, especialmente o pâncreas. O Nervo Vago responde com sensibilidade à emoção e seu desequilíbrio materializa-se em forma de gastrite, úlcera etc. Este chácra está ligado aos plexos hepático (fígado), pilórico (ligação estômago-duodeno), gástrico, mesentério (jejuno e íleo) etc. Quando em desequilíbrio a pessoa fica nervosa, irritada, chora facilmente, tem depressão e tristeza profundas. Pode ficar obesa. A expressão verbal e emotiva flui com facilidade quando não há bloqueios aqui. Musicoterapia com as tigelas tibetanas ou Mozart no café da manhã têm ótico resultado. A nota é Mi.

Anahata - a casa astral do companheirismo — O quarto chácra é o coronário, que está ligado ao coração, pulmões, às linfas e ao timo. A cor é verde. Quando equilibrado a pessoa sente-se aceita, cheia de compaixão, tem relações afetivas saudáveis e equilíbrio interno. Em desequilíbrio perde a noção de limites, possessiva, ciumenta, solitária, amarga, crítica. A nível físico, aparecem problemas respiratórios, asma, problemas circulatórios e cardíacos. As linfas fazem uma varredura diária no corpo e depositam a sujeira em forma de gânglios nos seios. Brócolis ajudam a fortalecer a imunidade. Quando detectados no início da formação, os gânglios podem ser dissolvidos com Reflexologia Podal e Reiki. Os Florais de Bach ajudam nos desbloqueios de forma eficiente. O cristal rosa, programado, pode ser usado como colar. Jade verde ajuda a resolver as pendências emocionais/afetivas pelo sono. Fá é a nota.

Vishuddha - Expressão, ritmo e gengibre — O quinto chácra é o da garganta. É azul turquesa. É a expressão, a voz, a comunicação. A tireóide e a paratireóide estão sob seu domínio e desenvolvem-se melhor entre os 28 e 35 anos de idade. Quando equilibrado a pessoa faz uso da expressão com clareza, criatividade, livre de embaraços, aberta à telepatia. O bloqueio é caracterizado pela fala excessiva, tagarela, incapacidade de escutar os outros, medo de falar em público ou mesmo falar de si, falta de ritmo, inchaço na tireóide, dores de garganta, bem como pode afetar a função sexual. Lá Bemol é a nota. Gengibre batido com mel e suco de laranja ajuda a cicatrizar feridas físicas da garganta.

Ajna - a mãozinha do Arcanjo Gabriel — O chácra do terceiro olho, localizado entre as sobrancelhas, é o penúltimo da série. A cor pode variar entre índigo azul e roxo. A glândula pituitária está sob o comando. Preces ao Arcanjo Gabriel pode ajudar a desenvolver a abertura deste ponto de visão espiritual, derrubando todos os empecilhos e bloqueios. Quando equilibrado favorece a percepção extra-sensorial, a vidência, a interpretação correta dos fatos e questionamentos. No desequilíbrio atrai os pesadelos, alucinações, desilusões, dificuldade de se concentrar, pouca memória, dores de cabeça, negação, pouca visão, problemas nasais e endócrinos. A nota é Si.

Sahasrara - a comunhão com a luz — O último dos sete chácras chama-se coronário, da coroa, recebe ação direta dos espíritos e age sobre os demais pontos energéticos. Fica na linha reta da ponta das orelhas. A glândula pineal está intimamente ligada a este ponto energético. O desenvolvimento pleno só aparece entre 42 e 49 anos de idade. Quando desenvolvido e em equilíbrio proporciona sabedoria, conhecimento, conscientização, conexões espirituais e comunhão com a luz. Em desarmonia provoca intelectualismo exacerbado, confusão mental, dissociação, descrença, materialismo, apatia etc.

A Iniciação de Kin e o Despertar da Mãe Falecida

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Fui convidado a dar o curso de Reiki II em Chicago por um aluno que veio a San Francisco fazer o nível-I. Sua história merece ser contada, salvaguardando, como sempre, a sua privacidade. Por isso, chamo-o de Kin. Logo depois da iniciação no nível-I, a comunicação com Kin aumentou tanto por telefone quanto por e-mail. Ele queria saber de tudo relativo a Reiki, apesar do curso ter sido exaustivo e de ter dado a change a todos os alunos para tirarem todas as suas dúvidas.

Ele é chinês e aos 30 anos nunca tinha tido qualquer contato com as terapias energéticas porque a geração dele foi proibida, em seu país, de fazer qualquer contato com tudo aquilo que tivesse relacionado com a espiritualidade — embora o governo tenha mantido acesa a medicina tradicional porque, além da necessidade da saúde pública, é uma alta fonte de divisas estrageiras através da exportação de ervas, agulhas, ferramentas, etc.

E a Medicina Chinesa tem muito a ver com espiritualidade. A sede de respostas e o acúmulo de perguntas tinham a ver com o impacto que a iniciação de Reiki teve em sua vida. Em um mês, Kin rompeu com um casamento de cinco anos, cheio de brigas, separações, voltas e máguas. As mudanças na sua vida também ocorrerem no trabalho, onde foi promovido. É importante mencionar que o carma coletivo dos chineses passa necessariamente pela espiritualidade, de uma forma ou de outra.

É como se houvesse um chamado natural do universo, o qual independe da força política, do sistema, etc. Kin viajou para a China e foi direto ao Tibete, de onde voltou carregado de imagens e pinturas. Antes, jamais tinha se interessado pelo Tibete, que é ocupado pelo seu país. Convidado para visitar sua casa em Chicago, dei de cara com as tankas cheias de Kuan Yin, Tara e do Buda da Medicina trazidas do Tibete.

Ele não fazia idéia do que aquelas pinturas significavam mas confessou que sentira-se atraído por elas no primeiro contato. Quando comecei a explicar o que cada uma significava, o meu aluno começou a andar de um lado para outro da casa, ansioso, inquieto, querendo apressar a data do nível II de Reiki, que seria dois dias depois. “Eu sinto tudo isso dentro de mim” – repetia, para depois me mostrar uma coleção de livros que havia comprado sobre Reiki, em seu idioma nativo, editados fora da China. Finalmente a iniciação chegou.

Outros alunos chineses se juntaram ao grupo. Fiquei impressionado com a ansiedade deles por aquele momento porque trata-se de resgatar um elo perdido. Tive diarréia na noite anterior e esse sinal me disse que a iniciação seria profunda – e foi. Um silêncio absoluto tomou conta do prédio inteiro onde estava sendo efetuada a iniciação. Tive que retirar os óculos da cara porque minha visão voltou ao natural completamente, como ocorre quando ministro cursos. O fluxo energético era intenso. Tudo brilhava ao redor.

Os moveis ficam como se estivessem úmidos. Antes do Reiki eu não percebia esses brilhos. Ao serem apresentados aos símbolos do nível II, os alunos chineses ficaram eufóricos e desenhavam todos com facilidade na primeira tentativa, inclusive o número 3, que os ocidentais levam tempo para aprender. Quando iniciei Kin, fiz contato intuitivo com a mãe dele que faleceu há cinco anos e que nunca a vi nesta vida. Na casa dele, objetos relativos ao ex-casamento caíram da parede. Depois do curso chamei ele para conversar.

As imagens viam no meu campo mental com velocidade e a primeira coisa que desejei fazer foi enviar Reiki para a mãe dele falecida. Naquela noite a mãe de Kin entrou no meu quarto e à sua maneira não desejou mostrar a sua imagem. Ouvia os passos de um lado para outro do quarto, mas nada via. Ele me passou imagens de uma mesa e de um armário na casa de Kin.

No dia seguinte chamei o rapaz para perguntar sobre isso e ele, surpreso, mas feliz, disse que acima da mesa tinha as jóias de sua mãe e no armário as roupas que ele não desejou jogar fora. Excitato, curioso e com as mãos geladas, o meu aluno passou a falar da relação difícil com a mãe, que o tinha adotado desde bebê mas que ele a considerava mãe.Decidi então fazer uma cerimônia xamânica para promover o perdão entre filho e mãe.

O aluno se submeteu à cerimônia, que foi linda e emocionante. Ele sorria o tempo inteiro, repetindo que se sentia de volta para a sua cultura, de uma maneira que jamais havia imaginado. Naquela noite, logo que entrei no quarto de hóspedes a mim reservado, a mãe do meu aluno se mostrou por inteira no meu campo mental, agradecendo, sorrindo e me mostrando a imagem do filho quando pequeno.

Conversamos por segundos, e lhe pedi para ir em busca da luz do Sol Central. Ela foi. No dia seguinte, Kin ligou-me para dizer que estava mudando a posição de todos os móveis da casa de acordo com as orientações de um livro que havia comprado sobre Feng Shue, onde cada coisa tem seu lugar e seu espaço no tempo. Ele também passou a fazer Qiqong após a prática de Reiki e confessou que, pela primeira vez na vida, sentia a vida correr em suas veias de uma maneira inusitada.

Essa experiência veio confirmar, mais uma vez, que quando uma pessoa da família é iniciada em Reiki, todas as outras são afetadas de alguma maneira, isto é, recebem o chamado da luz. Para aqueles que partiram para o outro lado da vida sem a consciência da luz, a iniciação de um parente funciona como um despertar para a preciosidade da vida em outra dimensão, da qual independe de crenças e que ninguém pode evitar.

José Joacir dos Santos é mestre Reiki.

Síndrome de Down, Telepatia e Reiki são Compatíveis?

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Acordei cedo para ir buscar os abajours que mandei consertar. Levei junto o carrinho de compras para na volta comprar frutas como faço todos os sábados. Dentro do ônibus, comprimi o carrinho contra meu corpo para não incomodar as pessoas. Não quis sentar porque a minha parada não era longe e fiquei próximo a um rapaz portador da síndrome de Down que estava sentado junto da porta. Não sei o que se passou pela cabeça dele. De repente, começou a chutar o meu carrinho de compras. Ignorei completamente, esperando que alguém que estivesse com ele visse e o mandasse parar.

Ninguém se manifestou e ele não parou de chutar o carrinho. Veio uma vontade imensa de mandar Reiki para ele. Não pensei duas vezes. Silenciosamente olhei para ele, pedi permissão ao ser superior dele e mandei os símbolos. Imediatamente ele olhou para mim e disse (em inglês), alto para quem quisesse ouvir: não quero essa coisa na minha testa. Fiquei firme e calado mas o meu coração disparou. Olhei firme para a testa dele e mandei Reiki novamente. Imediatamente ele parou de chutar o carrinho e se encolheu na cadeira.

Muitos pessoas ja receberem Reiki à distância e sempre funciona, mas esta foi a primeira vez que vi, literalmente, Reiki funcionar com uma pessoa com Síndrome de Down. Não sabia que eles podem ter a telepatia completamente aberta e funcionando com perfeição como esse rapaz hoje me provou. E se todos forem assim? Já sabia que Síndrome de Down não é doença mas não sabia que os sentidos e a mediunidade podem ser completamente normais e até mais desenvolvida do que as pessoas não portadoras.

Fica aqui o meu apelo para os familiares e amigos de pessoas com Síndrome de Down: não subestimem esses seres! Se eles são capazes de aceitar vir, para esta vida, com um cromossomo a mais, é porque têm capacidade para muito mais! Imagino se eles forem iniciados em Reiki…

Joacir, San Francisco, EUA, 07 de outubro de 2006

O segredo da iniciação está na qualidade do perfume

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Hebreus, 6:2: “E da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno”.

Um louco falador colocava-se à disposição de quem desejasse, no meio de um riacho, e sobre suas cabeças colocava suas mãos e abençoava. Elas saíram dali molhados e sentindo-se diferentes. Em certo momento, o seu DNA foi ativado como um relâmpago. O mundo passou a girar em câmara lenta, silencioso, e ele não conseguia tirar os olhos daquele homem que se aproximava anonimamente, em silêncio, para receber a sua bênção. Na cabeça do louco as imagens se processavam a uma velocidade incontrolável, com mensagens e códigos de um mundo distante e até incompreensível. Enfim o desconhecido levanta os olhos e acontece entre ambos uma leitura rápida, de imagens conhecidas, que se juntam para cumprir um código. A profecia se consumou: João Batista inicia Jesus.

No momento da iniciação, de qualquer tipo, o iniciante conecta o iniciado com a linhagem espiritual a que pertence e neste exercício são confirmados os padrões mentais de todo o grupo. Pouco tempo depois de iniciar Jesus, o louco João Batista foi preso e da cadeia saiu em pedaços para o túmulo. Sua cabeça foi oferecida em bandeja de prata para cumprir o desejo do espírito da escuridão das noites. No momento em que cruzou os olhos com Jesus ele foi informado de que a sua inglória missão havia chegado ao fim e que daquele instante em diante o seu relógio vital estaria em contagem regressiva.

Nada a se preocupar, o Louco de Deus aceitou e fechou o selo. Daquele momento em diante a linhagem continuada por Jesus teria filas quilométricas através dos séculos e o padrão vibratório seria alterado de acordo com a instabilidade do coração dos homens. Ao lançar hoje um olhar sobre as diferentes manifestações da cristandade a sensação é a de que pouco restou do perfume original na linhagem das responsáveis pelas religiões.

De inquisições, fogueiras, condenações, degredo além mar e estádios cheios de coletores de dinheiro o inferno se fortaleceu e o céu ficou cada vez mais parecido com a travessia de um camelo por um buraco de agulha e o incentivo à fé escorrega entre os dedos de poucos fiéis seguidores da luz. Onde tudo deu errado? Nas iniciações! Em algum momento o iniciado deixou que a avareza, o ódio, a política, o negócio, a covardia e muitos outros padrões e interesses humanos tomassem o lugar do perfume original e dessa essência vieram falsificações, imitações, franquias, ideologias, teologias, direitos autorais e as famosas patentes da coisa sagrada.

Por que será que as igrejas andam varias? Por que será que as pessoas procuram de todas as formas reaver a conexão com o divino? Nada disso está fora do previsto. A era de Aquários é a era da limpeza e nada mais fácil de ser efetuada uma boa limpeza quando a sujeira está bem exposta. No Oriente as iniciações também morreram em praias muitas vezes. Assim como no Brasil os padres católicos saíram das igrejas para pregar a Teoria da Libertação e misturar rosários com guerrilha e fuzis. Na China, por exemplo, o despreparo de iniciados levou à mistura do Budismo com inúmeras outras interpretações até chegar no Confucionismo.

Dessa fragilidade cheia de invenções criou-se o distanciamento do povo e abriu-se as portas para o marxismo russo. Aliás, na Rússia a história não foi diferente: padres ortodoxos despreparados espiritualmente teceram interpretações rasteiras, mesclaram o perfume original e depois tiveram que pagar com a vida nos campos de concentração de Stalin na Sibéria. Ao povo restou o banimento das religiões. Com a aproximação da Era de Aquários os ventos começaram a soprar as cinzas e muitos conhecimentos antigos vieram à superfície e a cruzar oceanos e continentes. Chegaram ao Ocidente antigas práticas orientais executadas pelo processo de iniciação.

Como não poderia deixar de ocorrer, o esoterismo explodiu e com ele muitas formas anárquicas de comportamento e confusão. A Índia passou a exportar gurus que exigiam que seus iniciados ou seguidores se vestissem com determinadas cores para marcar presença como fãs de times de futebol. O Japão mandou seitas coletoras de moedas. Havia nos bares de Brasília na década de oitenta uma mistura de grito pela democracia e vestes vermelhas das seitas e seus gurus. Em meio a uma discussão e outra quem não fumava maconha era visto como se faltasse um braço ou massa cinzenta no cérebro.

As patrulhas ideológicas e “espirituais” ficaram famosas, todas elas misturando-se aos chás de cogumelo e ao sexo grupal, com muito incenso. Era aceitável que esse ou aquele guru tivesse inúmeras carros milionários e morasse em fazendas coletivas onde o céu era o limite para as luxúrias. Mas os grãos de mostarda não resistem ao Sol quente do destino do Planeta. Aos poucos os véus das cortinas começaram a ruir e gurus passaram a ser vistos nos tribunais, acusados de tudo menos de refinarem a essência do perfume original. Não demorou muito e um guru indiano declarou-se portador de Aids.

Mais uma vez a história se repete e o perfume da linhagem foi manchado com um vírus mortal. Um amigo gaúcho confessou-me que sem mais nem menos um dia o seu “rosário” vindo de uma iniciação daquele guru com Aids caiu da parede e virou pedaços. Uma amiga, de origem japonesa, disse-me que nadava em uma piscina natural e seu cordão, vindo do Japão, despregou-se e foi levado pela corrente. No mesmo dia, quando chegou em casa abriu o jornal e leu uma matéria que dizia que o líder de sua seita fora reconhecido por membros do grupo como tendo “ultrapassado a linha divisória da força” para o lado escuro dela, devido a sua avareza recheada de mansões, mulheres fáceis e champanhe.

A minha experiência com uma iniciação em Reiki à distância foi de dores terríveis em todo o corpo e a sensação de travamento que só acabou depois de uma longa sessão de exorcismo. Depois tive que ser reiniciado em Reiki com a mestra Claudete Soares, que me devolveu a beleza dessa maravilha que é o Reiki. Está mais do que claro a responsabilidade das iniciações e as conseqüências de se alinhar a uma corrente de padrões vibratórios desequilibrados.

Será o louco João Batista o responsável pela evaporação do perfume original? Será que a chave se perdeu pelo caminho? Será que Shangri-la é a terra que sempre será prometida? Ou será que Bruce Lee morreu com o segredo? Não. Sempre nasceram, estão nascidos e nascerão aqueles encarregos de repetir a loucura de João Batista. O grande desafio para cada um de nós é estar no riacho no momento certo e conduzir a chave como um Cordeiro de Deus que tira os desequilíbrios do mundo baseado no amor universal de grandeza dourada. É muito fácil reconhecer a linhagem: basta perceber o perfume. Sem esse código saia do riacho e esconda a chave do seu coração para apresentá-lo no momento certo ao cordeiro certo.

Não compre lotes no céu! Mesmo iniciado na linhagem correta do Reiki eu tive que me disciplinar e domar as feras que habitavam no meu coração. Não basta a iniciação, é preciso cultivar no dia-a-dia a chama sagrada e deixar o perfume emergir. Todos nós somos capaz disso. Estive em um congresso sindical holístico em São Paulo e fiquei assustado, entre outras coisas, com a desorganização e a apatia dos presentes.

O líder do sindicato transitava de um lado para o outro falando de si mesmo, dos seus livros, dos seus feitos, de sua família, e se gabava, sorrindo, pelo fato de fazer “novos inimigos a cada congresso”. Ninguém podia falar e as perguntas aos palestrantes eram feitas por pequenos pedaços de papel que ele lia, não respondia e não deixava ninguém responder dizendo que a resposta era “de ordem pessoal”. E isso era um congresso de terapeutas, cujo instrumento de trabalho é a expressão, a voz, em um país democrático onde é garantido o livre direito à expressão.

Aquela situação incomodou-me bastante tanto quanto a apatia dos colegas participantes e me vinham na mente imagens das lideranças doentias responsáveis pela perda do perfume original, ao longo dos séculos, uma vez que a vontade pessoal é uma expressão da linhagem. Quando construtiva ela é livre, aberta, alegre, leve, simples e não se enquadra nos comportamentos ditatoriais, nas lideranças negativas e nos egos aviltados.

Essa apatia é muito presente nos bancos das igrejas pelo respeito e pela ignorância. Talvez a chave do bloqueio seja mesmo a ignorância, que é uma das âncoras do repetição do karma negativo. No mundo atual não há margem para a perpetuação da ignorância.

O cuidado com as iniciações tem o objetivo de ficar mais fácil o acesso ao perfume original sem intermediários despreparados e presos a correntes sombrias de pensamento. É só trabalhar o coração, derreter os laços antigos e inúteis e abrir os braços diante do Sol Central, igual ao Senhor do Corcovado.

O Dalai Lama diz em seu novo livro “Mind: Teachings on Generating Compassion”: “Por que será que a gente não consegue manter a felicidade para sempre? E por que tão freqüentemente damos de cara com o sofrimento e a miséria? O Budismo explica que o estado normal da nossa mente é tal qual nossos pensamentos e emoções os quais são selvagens e sem regras, e desde que tenhamos um falta de disciplina para segurar as rédeas a gente perde o poder de controlar sobre eles. Em conseqüência eles nos controlam. Por sua vez os pensamentos e emoções tendem a ser controlados pelos nossos impulsos negativos ao invés de ser pelos positivos.

Precisamos reverter esse ciclo para que nossos pensamentos e emoções sejam libertados de suas subserviências aos impulsos negativos e assim a gente possa, como indivíduos, ganhar controle sobre nossas mentes”. O perfume pertence ao ar e como tal tem que ser preservado com sabedoria e lealdade à origem das flores.

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