Outro encontro com John e Lourdes Gray

johngray-055.JPGjohngray-062.JPG Finalizei mais uma etapa da minha vida ao reencontrar e realizar mais um treinamento com os meus mestres Reiki John Gray e Lourdes. John hoje tem 92 anos e é o primeiro aluno iniciado no Ocidente pela Mestra Takata. Ele, com a esposa Lourdes, iniciada por ele, é um exemplo vivo do que representa a Terapia Reiki, além de conduzir todos os ensinamentos originais da Mestra Takata. John repete gestos e palavras da Mestra Takata e não alterou uma vírgula do que ela recebeu do Mestre Chujiro Hayashi. Fico muito feliz em poder resgatar essas informações da fonte original e poder transmiti-la aos meus alunos com a mesma fidelidade e toda honra que a Terapia Reiki circunda em si mesma. Vocês não imaginam os sacrifícios físicos e materiais desta realização, e eu respondo a mim mesmo: para que serve esta vida, não é mesmo? O mais importante para mim é saber de onde venho, quem sou e para onde vou.

hayashi-takata.jpg Mestre Takata com o Mestre Hayashi

usui_pupils.jpg Mestre Usui com alunos

usui-students.jpg Mestre Usui com seus únicos alunos de mestrado

takata-furumoto.jpg Takata com a neta Phyllis

takata-with-man-1979-005.jpg meu Mestre John Gray com a Mestra Takata

O diamante está nas suas mãos

shinto-priests-750.jpgPor José Joacir dos Santos

O Mestre Reiki Tadao Yamaguchi diz, em seu livro “Light on the origins of Reiki” que aprendeu uma nova postura sobre o comportamento dos ocidentais com o Mestre Frank Arjava. Ele diz que o japonês não está acostumado a olhar nos olhos das pessoas quando fala nem a fazer perguntas a um mestre como os ocidentais fazem, e ele teve que seguir as orientações de Arjava para poder dar cursos para ocidentais, tanto no Japão quanto fora dele. Ele chama sua maneira de ensinar de Jikiden Reiki, que significa Reiki Verdadeiro, porque a linhagem dele vem do Mestre Hayashi, o mesmo que iniciou a Mestre Takata, isto é, a mesma fonte. Isso põe por terra algumas fantasias, por exemplo, de que o Reiki vindo de mestres japoneses seria diferente e melhor do que o Reiki vindo de Takata. A diferença do ensino fica por conta do que os mestres acrescentam de si mesmo, como eu dou aula ensinando conceitos da Medicina Chinesa. Seria o caso de eu registrar um método chamado joacir chin chin, o verdadeiro?

Ele admite que se o Reiki não tivesse saído do Japão, através da dupla Hayashi-Takata, hoje essa valiosa técnica de saúde pública estaria morta no próprio Japão, que sofre da mesma falta de auto-estima do brasileiro, isto é, tudo que vem de fora é melhor do que o que temos (que besteira!), e isso é ainda trauma  de guerra porque o Japão saiu derrrotado na II Guerra Mundial e teve que conviver com as exigências norte-americanas de “vencedor”. Os americanos levaram para o Japão seus próprios traumas e impuseram o mais famoso: não me toque! Assim, as terapias holísticas foram proibidas no Japão pelos americanos, logo depois da guerra, inclusive acupuntura, e dai vem aquela história de aplicar energia sem tocar na pessoa, como é praticado por seitas como Mahikari, Messiânica, todas primas distantes do Reiki, mas mais próximas do Shintoismo. Os acupunturistas brigaram e venceram, mas ninguém foi brigar pelas demais terapias. Por isso que a massagem japonesa perdeu espaço para a chinesa e a coreana.

Yamaguchi diz que o japonês vai às montanhas e pequenas capelas Shintoistas fazer seus agradecimentos a Kami, a força da vida, casa em igrejas católicas porque é bonita a cerimônia e quando morre alguém da família a cerimônia é feita em templo budista. Ele é a terceira geração de mestres depois de Mikao Usui, como eu, e foi iniciado pela mãe, que despertou para Reiki ainda menor de idade mas que manteve a técnica dentro dos limites das atividades domésticas até voltar da Manchúria, depois da guerra. Ele recomenda a leitura do Manual de Reiki do Mestre Hayashi porque tem fotografia das posições de aplicação de Reiki – Segundo o meu Mestre John, aluno de Takata, existem posições básicas mas na hora do tratamento o reikiano segue sua intuição já que a energia é inteligente e sabe onde há a necessidade. Não é a necessidade que “puxa” a energia, é a energia quem sabe onde há a necessidade. As posições básicas criam o ambiente propício para o despertar da necessidade de cura das demais partes do corpo, da mente e do espírito.

Yamaguchi confirma que Mikao Usui aprendeu técnicas de várias fontes antes de se tornar celibatário para a preparação dos 21 dias no Monte Kurama e que ao chamar os seus principais alunos para o treinamento Shihan ele já sabia que teria pouco tempo de vida porque uma pessoa quando atinge a iluminação tem muito pouca a fazer nesta vida. Uma das técnicas teria sido “An-Jin Ryu-Mei”, praticada por monges Zen Budistas, que significa: “o estado de completa paz mental”. Enfatiza a importância de ser recitado o Gokai pelo reikiano porque as palavras escolhidas para os Cinco Princípios, em japonês, têm a força de mantras e devem ser recitadas na posição Gassho, que é praticado no Shintoismo, especialmente quando alguém vai se dirigir a Kami, a força da vida. O monge Shintoista não utiliza a palavra mantra, que é tibetana, mas sim “kotodama”, isto é, a força da palavra.

Kami não é Deus, como nós concebemos Deus. Muitos ocidentais até pensam que Deus é Homem. Para os japoneses, Kami não tem imagem de homem ou de mulher, é a força vital que você sente no cheio dos campos, das matas, dos rios, do mar, das tardes ensolaradas, do calor do fogo. Reiki é uma das técnicas energéticas solares, isto é, vindas do Sol Central. Segundo Yamaguchi, o Mestre Mikao Usui, depois que se tornou iluminado no Monte Kurama, chamou o seu método de “Shin-Shin Kai-Zen Usui Reiki Ryo-Ho”, que traduzido significa Reiki Usui, Método de Tratamento e Melhoria do Corpo e da Mente. A palavra “melhoria” não é bem apropriada mas dá a idéia, poderia ser “ajuste”. A importância do livro de Tadao Yamaguchi é pacificar. Dá mais segurança a tudo que a Mestra Takata ensinou e reafirma a necessidade do reikiano se dedicar às práticas e ao trabalho de cura, dentro do que ele já tem nas mãos. Tudo o que a Mestra de Yamaguchi tinha escrito, inclusive o certificado dado por Hayashi, se perdeu na confusão da saída dos estrangeiros da Manchúria, em barcos lotados. Ele também diz que perdeu os seus escritos nessa viagem mas depois que chegou ao Japão descobriu que o diamante mais precioso e tudo o que precisava para cumprir sua missão de disseminar o Reiki estava contido em suas mãos e isso ninguém tira. Nas gravações que a Mestra Takata deixou com meu mestre John ela diz: Reiki ensina!

Takata combinava Reiki com alimentação

repolhothumbnail.jpglimaothumbnail.jpgbeterrabathumbnail.jpg Por Lourdes Gray (*)

Embora muitos praticantes saibam que Hawayo Takata trouxe Reiki para o Ocidente e foi responsável pela expansão do sistema, poucos sabem que ela estudou nutrição e não só usou Reiki como prática de cura mas também usou alimentação como remédio. Ela também utilizou psicologia em seu trabalho, não como conhecemos na prática clínica mas como forma de persuadir, o bom senso.Takata dava aula de Reiki contando histórias aos alunos (como os mestres orientais fazem). Frequentemente ela contava histórias de cura combinando Reiki e alimentação. Takata sempre dizia: “Reiki é causa e efeito… Remova a causa e não haverá mais efeito”. Takata acreditava que muitas das doenças dos clientes eram causadas por suas próprias dietas. Ela acreditava que a raiz das doenças era o excesso de acidez no corpo…, incluindo doenças respiratórias, cardíacas e epilepcia. Ela não só aplicava Reiki nos seus clientes diariamente mas também fazia recomendações alimentícias, as quais, se seguidas corretamente, poderiam restaurar o equilibrio entre acidez e a alcalinidade do corpo.

 

Uma das mais conhecidas receitas alcalinas para o corpo é sua famosa “salada gratinada”. Essa salada consiste de partes iguais de beterraba, couve-flor e repolho, tudo ralado e cru. Pedaços de maçã são adicionados para melhorar o sabor. O molho pode ser feito de qualquer coisa desde que não contienha nenhum laticínio. Ela dizia que beterraba limpa o sangue, que couve-flor fortalece os ossos, que repolho alcaliniza todos os sistemas (e isso é provado na Medicina Chinesa). Takata frequentemente recomendava essa salada para clientes com repetidos processos de acidez. Ela também recomendava sumo de limão com água sem açúcar nas refeições. “Adicione um pouquinho de sumo de limão à água… não muito”, dizia. Takata  advertia contra a ingestão de laticínios. Ela dizia: “Laticínios só devem ser ingeridos por pessoas que não tenham problemas digestivos ou estomacais”. “Beba leite de soja”. Ela recomendava leite de soja como substituto aos laticínios.

 

Takata dizia que laranja e abacaxi eram muito ácidas (e as do Hawaii são demais!).. Ela dizia que os plantadores de abacaxi (japoneses eram os plantadores daquela época no Hawaii), mesmo usando luvas, quimavam a pele com a acidez do pé de abacaxi que pingava fora das luvas. Ela dizia que os ocidentais comiam muita açúcar (o Oriental não faz isso ainda hoje). Ela também recomendava que pessoas acima dos 50 deveriam ficar longe de tudo que é açúcar. Açúcar faz muito mal aos sistemas físicos. Ela dizia aos casais que queriam ter filhos para ficar longe de suco de laranja e de abacaxi. Para substitui-los, dizia, “beba sumo de limão e suco de grapefuit (espécie de laranja que não existe no Brasil).

 

Takata dizia que o sistema digestivo era o “motor geral do corpo” (ela estudou Anatomia em Universidade da Califórnia). “Se você quer funcionar bem, então precisa fazer tudo funcionar bem”. Quando ela dava demonstração da prática de Reiki, ela sempre começava pela parte da frente do dorso, sobre o sistema digestivo. As quatro primeiras posições. As mesmas quatro posições que o Mestre John Gray ensina hoje, conhecidas como “o primeiro padrão”, são as bases do tratamento com Reiki (do mesmo jeito que o Mestre Joacir ensina hoje). Isso faz muito sentido já que a energia é enviada primeiro profundamente para os órgãos digestivos internos. Como Takata trabalhava primeiro e sempre com as “bases do tratamento”, ela também transmitia energia para o Baço (que também faz parte da digestão na Medicina Chinesa). O Baço é considerado na Medicina Chinesa como a fonte de energia do Chi (qi) pós-natal. Ele é um dos principais produtores de energia do nosso corpo físico.

 

Com os anos, houve uma certa confusão sobre onde Takata começava o tratamento: no torso ou na cabeça? Muitos mestres Reiki, mesmo aqueles que seguem Takata, ensinam seus alunos que o tratamento deve começar na cabeça porque eles pensam que Takata começava pela cabeça. Isso  é incorreto. Takata sempre começava com o que ela chamava de “base do tratamento” que é a parte da frente do torso (abaixo do peito e acima do umbigo). Depois de completar o tratamento na “base”, aí, sim, Takata ia para as posições da cabeça. Em seguida, o trabalho era feito nas costas (até o tronco da espinha, parte de tras dos joelhos e pés).O sucesso de Takata ajudando às pessoas a se curarem é normalmente atribuído somente as suas habilidades com Reiki e com o poder de canalização do Reiki. O que pouca gente sabe é que ela também usava alimentação como medicina e se envolvia completamente com a nutrição do cliente. Ela dava o mesmo valor à alimentação e ao Reiki. (*) A Dra. Lourdes Gray, é esposa do Mestre John Gray, ambos são mestres de José Joacir dos Santos, o tradutor deste artigo.

Resgate do corpo espiritual

scan00072.jpgVIAGEM ASTRAL

* Por José Joacir dos Santos

Percebi que estava fora do corpo quando descia sobre uma cidade plana mas que não a conhecia. Fui deixado em frente a uma casa com uma longa escadaria que levava ao primeiro andar e no pé dela havia um ser masculino olhando direto para mim como se já me esperasse há tempos. A única palavra mental que ele disse foi: suba. E me seguiu até um quarto onde havia outro já me esperando – o chefe. Não sabia o motivo daquela viagem mas havia, no fundo, confiança naquelas pessoas aparentemente desconhecidas. Não conseguia olhar firmemente para ele porque a sua imagem era muito transparente e sumia quando eu fixava nele. A linguagem era só mental. O assistente recebeu do chefe uma espécie de papel e me entregou. Quando segurei e li, era um cheque milionário e nominal. Ao ler o cheque mais uma vez veio na minha mente a imagem de uma fazenda e o nome do proprietário. Uma voz no fundo da minha cabeça disse: lembre desse nome. O assistente diz: você vai me gratificar? Devolvo a ele o cheque. Os dois seres se entreolham.  Era um teste. O assistente devolve o cheque, agradece e se retira. O chefe me manda sentar. Sobre a cadeira havia uma espécie de fone de ouvido brilhante, como se fosse ouro, sem fios, solto no ar. À distância, o chefe comandou: agora você vai ter acesso à memória de muitas outras vidas, pelo menos das últimas 30. Quando o “fone de ouvido” pousou sobre minha cabeça, a minha consciência foi para o ar e eu desabei em choro. A transmissão daquelas memórias era feita diretamente em conexão com meu próprio DNA. Era como se não fosse de fora para dentro mas de dentro para dentro, confirmando o conhecimento já existente de que tudo está gravado em nossas próprias células. O fone foi retirado e o meu ser colocado em pé debaixo de uma “portal”, que eu diria eletrônico, mas a olho nú era como se fosse um portal de madeira desses que se coloca nas portas. Ele disse para dar um passo para  a frente e outro para trás sem interrupção e mantivesse nesse movimento sem sair da área do portal. Uma música foi colocado para testar se eu estava mesmo concentrado. Entendi o recado, e me concentrei a fundo. Em segundos, ouvi uma voz de mulher atrás de mim. “Sim, é ele”, disse a mulher. “Ele sempre me ignora dessa forma”, continuou. Pensando ser outro teste, nem olhei para trás. Pela primeira vez ouvi a voz física do chefe, que mandou a mulher ficar na minha frente e me olhar firmemente. Ela se colocou na minha frente e começou a chorar. Olhei rapidamente para seu rosto e continuei fazendo o meu “exercício”, ignorando ela porque poderia ser mais um teste. Vi que meu corpo agora era muito mais alto do que o atual, cerca de 1.85cm. A voz do chefe manda que a mulher olhe para o meu pé direito. Eu também olho e vejo que não tenho os dedos no pé direito. O chefe diz para a mulher que ela não é a minha mãe na vida presente (ela pensa que é), mas quando foi minha mãe em outra vida ela cortou todos os dedos do meu pé, ainda quando criança, em um momento de raiva. A mulher chora muito e conta em que circunstância cortou os dedos do filho. Toda a memória daquela vida veio à tona e comecei a chorar também. Agora via meu pé de criança sendo cortado pela minha mãe e que resultou na minha morte – ela nunca mais reencarnou por esse motivo. O chefe agora se dirige a mim e manda que eu passe a mão no pé e o reconstitua. Obedeço e meu pé é reconstituído. É perguntado à mulher se ela quer me pedir perdão pelo feito. A mulher olha nos meus olhos e pede perdão. Eu a perdoo e repito que o faço de todo o meu coração. A mulher é liberada e o meu exercício acaba. Olho para o “chefe” emocionado e sou devolvido ao corpo físico. Eu poderia ter ficado com o cheque e voltando para o meu corpo imediatamente — e aí o cheque se materializaria de uma forma ou de outra nesta vida. Talvez eu ficasse rico de uma hora para outra, mas, em compensação, tinha bloqueado minha evolução espiritual que naquela vida anterior estava muito ligada ao dinheiro, negativamente. Mas ao gratificar sem olhar a quantia, eu passei em mais um teste e foi gratificado com a regressão de uma vida passada, importante, que afetava a atual sem que nem desconfiasse. O meu pé direito, nesta vida, tinha aparente saúde plena, mas sempre foi aquele que as unhas encravavam, havia acidentes, frieiras, dormência, bati tanto com os dedos a vida inteira que um deles é bem torto. Em novembro passado apareceu uma ferida entre os dedos desse pé. Tentei tratar com medicamentos e nada aconteceu. Comecei a aplicar Reiki e, de preta, a ferida ficou branca. Talvez tenha sido esse tratamento que me habilitou a resgatar todo o corpo espiritual do meu pé e, paralelamente, libertar uma pessoa presa por um crime cometido contra uma criança – seu próprio filho, que nem se lembrava. Voltei para o corpo com a feliz sensação de ter resgatado o meu pé, cuja ferida branca secou e a casca caiu. Quantas fragmentações dos corpos espirituais podem ser projetadas na vida atual em forma de deficiência física? Quantas pessoas podem estar presas por trás delas? Então, um dia a justiça é feita? Por que será que a justiça depende de cada um? A verdade é que na medida em que avançamos espiritualmente precisamos ter o corpo espiritual sem defeitos físicos ou emocionais — a integridade do ser. Se você tem uma deficiência física, procure trabalhar o seu ser espiritual para essa deficiência seja corrigida em outros níveis do seu ser.

Deseja ver outros artigos da mesma categoria? | Topo | Página Inicial | Voltar »