Pressão alta pode ser controlada sem utilizar remédios

Pressão alta pode ser controlada sem remédio Hipertensão: sedentarismo, alimentação gordurosa e estresse são os principais fatores.

Por Nuno Cobra

A hipertensão atinge 30 milhões de brasileiros e mais de 90% dos hipertensos não cuidam do problema de forma adequada. Hipertensão não é doença.Essa ‘conquista extraordinária’ só acontece após anos e anos de abuso em relação ao organismo. São pessoas estressadas, obesas e sedentárias. Elas se esqueceram completamente que o homem caminhou sobre a superfície da Terra por mais de três milhões de anos, e essa evolução fez do homem um animal do movimento. O sedentarismo em primeiro lugar, mais a alimentação anárquica e gordurosa se transformam numa bomba relógio com tempo marcado para explodir. Se juntarmos a isso o álcool e o fumo adiantamos mais ainda seus ponteiros.

É impressionante como as pessoas não se gostam e como elas não se protegem deixando de cuidar até mesmo do seu sono, colocando o repouso, muitas horas após seu organismo tê-lo solicitado.O organismo humano é uma máquina extraordinária. Mesmo com todo esse desastre, o corpo sustenta esta agressão durante décadas, buscando um ponto de equilíbrio para fornecer um nível de saúde razoável para a sobrevivência.

A hipertensão é apenas uma resposta que o organismo dá ao enorme desprezo que as pessoas tem por ele. Fatores genéticos É claro que existem fatores genéticos que também influem para que determinado número de pessoas sejam hipertensas ou se tornem mais sensíveis à hipertensão. Mas não podemos esquecer que esse percentual é muito baixo e de forma nenhuma explica essa quantidade absurda de pessoas com pressão alta. Mas aqueles que adquirem esse desequilíbrio aos 30, 40 anos ou mais são os que são relapsos com o corpo. Como surge a pressão alta A nossa bomba ejetora (coração) tem a função de atender com eficiência todos os tecidos do organismo. Se a pessoa adquire muita banha, muito tecido adiposo (gordura) cria uma área geográfica muito maior para o coração atender. Toda essa gordura é tecido vivo e necessita de nutrientes. Aliás, os mesmos que são levados para o cérebro. Isto é uma motivação interessante para as pessoas pensarem: elas estão repartindo o precioso sangue que torna a mente mais lúcida e o cérebro mais poderoso com esse monte de gordura. Outro grande problema da hipertensão, é justamente a circulação sangüínea ‘enterrada’ - por gordura - do homem moderno totalmente alheio ao movimento. A dificuldade do sangue em passar por esses encanamentos muito estreitos, obriga invariavelmente o coração a aumentar a sua pressão. Este e um processo absolutamente natural do organismo, porque esse sangue tem que chegar em todos os departamentos do corpo, para atender células ávidas por oxigênio, mesmo que elas não tenham nenhuma função, como é o caso das gorduras em excesso. Ao se lançar numa atividade física, a pessoa emagrece o que já facilita a circulação sangüínea, - porque ‘desenterra’ os vasos das banhas. O movimento sistemático e agradável - caminhada ou corrida de acordo com o momento cardiovascular de cada um - vai, entre dezenas de outras maravilhas, aumentar a luz do vaso, que é o calibre das artérias, arteriolas (pequenas arterinhas) e capilares. Com a atividade física regular, o sangue passa a circular com mais suavidade e abundância por estes intrincados encanamentos do nosso corpo oferecendo ao coração condições ideais de trabalho, tornando mais fácil esta incrível tarefa de levar vida a todas as células do organismo, regularizando a pressão arterial. A dosagem do remédio poderá ser diminuída gradativamente, até sua completa suspensão autorizada pelo cardiologista Então o coração não precisará mais se esforçar tanto, criando essa pressão inconveniente para cumprir seu papel fundamental para a manutenção da vida.

Homens de São Paulo produzem cada vez menos sêmen

O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, divulgou o resultado de pesquisa realizada nobre o número de sêmen da população masculina daquela cidade e chegou à conclusão que o numero de sêmen vem diminuindo nos últimos dez anos, já atingindo o patamar de um terço. O estudo afirma que, apensar dessa queda, os homens continuam férteis, a coordenadora do Banco de Sêmen daquele hospital, Vera Beatriz Feher Brand, afirma que se a tendência de queda continuar “não sei onde vamos chegar”.

Os especialistas acreditam que as principais causas da produção de sêmen na população masculina de São Paulo são: estilo de vida relacionado ao consumo de produtos industrializados, ao uso de remédios e produtos para a queda de cabelo, e à exposição a irradiações. A queda de número de sêmen é mesmo alarmante: de 100 e 150 milhões para 30 y 50 milhões. A coordenadora do Banco de Sêmen não mencionou se o estudo levou em consideração a população masculina viciada em maconha, a qual interfere no sistema linfático do usuário e diminui todos os líquidos do corpo, da saliva à quantidade de esperma, culminando do a impotência.

A saúde do fígado é o termômetro das emoções

Por José Joacir dos Santos

Quando fui iniciado no Budismo, nos início dos anos 90, na Tailândia, rejeitei a idéia de meditar. Como esvaziar o cérebro e para quê? Muitas foram as tentativas fracassadas e aos poucos fui descobrindo que o cérebro foi feito para pensar, sem interrupção e isso funciona como uma torneira aberta dia e noite. Esvaziá-lo não era mesmo uma tarefa fácil, mas descobri que fazia sentido. Quando consegui isso tive uma enorme sensação de paz. Esse simples exercício produz resultados impressionantes. Você passa a controlar e a selecionar o que, quando e como pensar. Isso terá um enorme impacto em todos os seus órgãos interno na direção da saúde, especialmente o fígado. Aos poucos vai descobrir um outro passo mais que importante: visualizar.

É verdade que a gente é o que pensa e se isso é feito com imagens visuais os efeitos são profundos. Vá ao cinema e mantenha os olhos fechados o filme todo e depois discuta o filme com alguém que viu o filme. Você vai descobrir que o seu filme foi outro. Outro exemplo: alguém constrói no seu cérebro a idéia de que há dois caminhos depois da morte – céu e inferno. Aí você morre e vai contar os pecados que acha que tem. A conta dá desfavorável… Para onde você vai? Para aquela sua criação íntima de inferno, aquela que você visualizou a cada vez que sentiu no coração a pitada da maldade criativa. Não é toda pessoa que visualiza com facilidade mas quase todas pensam sem parar, dia e noite, e remoem os pensamentos como um carro descontrolado de ladeira a baixo. Esse remoer vira imagem.

A mente é tudo e precisa ser “domesticada” a nosso favor porque se a deixarmos solta ela vai… O cérebro é apenas uma parte do nosso corpo e temos que exercer controle sobre ele: direcioná-lo, exercitá-lo. Muita gente enche a cabeça de lixo sem saber que tudo fica em alguma parte da sua memória celular, à espera de maiores informações para se materializar no corpo físico. Não existe um pé de maçã quase abacate assim como não existe um pensamento positivo quase negativo. A natureza dividiu as coisas em polaridades e com isso temos que conviver. O que definiríamos como lixo? Tudo aquilo que não nos ajuda e evoluir, a compreender a dinâmica da vida e de trabalhar a favor do nosso processo angelical. No tempo de Jesus tínhamos que largar tudo e seguir o pastor. Hoje tendemos a seguir o consumismo.

Como já tivemos muitas vidas, o trabalho de em busca do equilíbrio depende das nossas ações mentais e físicas. A comunicação do mundo moderno é maravilhosa mas exerce forte pressão e é capaz de nos tornar insensíveis, alheios, perdidos, desligados, vazios ou cheios mentalmente do que não necessitamos e nos puxa para baixo. Por exemplo, o tum tum tum da música desestabiliza completamente o chácra básico tanto quanto o telefone celular desestabiliza os ouvidos, centro do equilíbrio emocional, se usado sem moderação e sem limites. O que isso tudo tem a ver com o fígado? O fígado está ligado ao cérebro pelo mais que poderoso Nervo Vago, o maestro dos líquidos vitais. É preciso reagir diante do jogo competitivo do mundo moderno que nos empurra para a ilusão do conforto, o ódio, a calúnia, o rancor, a amargura, o sofrimento, a maldade, a maledicência, a inveja, o egoísmo, a violência mental e emotiva, os abusos emocionais, o prejuízo ao próximo, e tentarmos ser anjos aqui e agora, aprendendo a conviver com o próximo, que não é uma figura fictícia – o próximo dos outros é você! O próximo é quem estar ao lado, na frente, na mente. Esse aprendizado passa necessariamente pelos processos mentais e depende exclusivamente de uma saúde física estável.

Os sentimentos negativos envenenam os pensamentos, desequilibram os corpos emocional, espiritual e material e se materializam em forma de doenças. Muitos de nós fixamos nossa mente em um momento difícil da vida, com uma pessoa desfavorável, e assim nos tornamos amargos e achamos que isso é Deus quem quer. Esse amargor fica rodando no cérebro como uma fita-cassete até se materializar em doenças de pele, alergias, câncer e uma infinidade de desequilíbrios psicossomáticos que muitas vezes a gente tem dificuldade de se livrar deles sem ajuda profissional. Quando o fígado está congestionado pode-se sentir um amargor na boca, um mau-humor insuportável isto é, um alarme do corpo pedindo ajuda. O cérebro é inteligente, obedece unicamente às nossas ordens e sabe onde arquivar tudo que lhe é enviado, com a melhor das intenções porque ele é fiel ao portador. A inteligência universal criou o corpo humano com um emaranhado de órgãos, coordenados pelo cérebro, formados de células e só há pouco tempo é que a ciência descobriu que uma célula reproduz todas as características do corpo através do DNA. Já pensou se tivessem criado esse arquivo nas pernas? O que aconteceria com uma pessoa que perdesse as pernas? José Fuzeira, revisor de Ramatis no livro “Mediunidade de Cura”, repete o que os tibetanos dizem há séculos e que os chineses reproduzem na Medicina Tradicional Chinesa: a emoção está ligada ao fígado. “Daí, pois, o fato de que as angústias, preocupações, aflições, frustrações, cólera, ciúme, inveja, inclusive os descontroles nervosos afetam a região hepática à altura do plexo solar ou abdominal”. As famosas dores na barriga que aparecem quando a gente está sob tensão emocional não são bem na barrida e sim no plexo solar, onde se encontram o fígado e a vesícula. As dores acontecem porque a vesícula se contrai, fica lenta e não produz os líquidos que deveria.

Os sentimentos negativos, espalhados na mais perfeita rede de comunicação comandada pelo cérebro, viram fluidos venenosos e com eles o fígado perde a força vibracional natural. Ele não foi criado para processar outros venenos como álcool, cocaína, maconha e comprimidos para dormir. Congestionado, a rede perfeita do corpo fica bloqueada e as demais funções físicas, emocionais, mentais e espirituais ficam comprometidas. Não é à-toa que pessoas viciadas passam a ter problemas sexuais, de administração da própria vida, de falta de concentração, de memória, etc. O uso prolongado de antibióticos e comprimidos para dormir fazem a pessoa perder o sono, ficar angustiada e deprimida. O fígado bombardeado, sem fôlego, não consegue processar tanto veneno. Os ataques espirituais são também efetuados pelo fígado. Se o fígado tem essa importância, e os outros órgãos? Não há, no universo, tudo faz sentido! A engenharia genética espacial é a mais afiada de todas as engenharias. Um cliente meu, de 20 anos, colocado de frente ao espelho não conseguiu se definir. Outro, de 26, sentado e de olhos fechados, não conseguiu visualizar o Sol. Ambos têm em comum uma história de judiação do fígado através de suplementos alimentares indicados por academias, aqueles que fazer inchar os músculos. No turbilhão da vida somos ensinados a valorizar inúmeras coisas inúteis, enquanto que deixamos de perceber outras simples como o significado dos sentidos corporais (ver, ouvir, respirar, sentir, pensar, comer, amar) e amadurecer com saúde. A maioria dos jovens acha que jamais envelhecerá e que o corpo é saco para qualquer pancada. Nem todos terão a chance de envelhecer com saúde para repintar a casa, olhar para as flores, sentir o dourado do Sol no frio da idade, o calor de um abraço após um inverno longo. A maioria esquece de uma ferramenta fundamental e usada sem muita propriedade: a inteligência. Na China cria-se cobra hoje em dia para fins alimentícios e medicinais enquanto que no Egito antigo criava-se cobra como arma militar – assassinatos e suicídios. É do veneno da cobra que se extrai vacinas. Na China as pessoas matam cobra criada no cativeiro como galinhas e comem o fígado cru, tido como ativador da imunidade geral do organismo humano. Para testar a importância do seu próprio fígado, encha a cara de bebida alcoólica e veja como fica o seu humor na manhã do dia seguinte. Há uma vasta literatura que pretende ensinar a meditar e a visualizar mas as vezes esses ensinamentos são longos e cheios de misticismo, quando deveriam ser apenas um treinamento simples para esvaziar a mente.

Como desfrutar disso tendo um fígado saudável? Assim: aproveite a hora do almoço e antes de comer pare por cinco minutos. O estômago cheio atrapalha porque os órgãos precisam se comunicar no processo digestivo. Retire os sapatos, feche os olhos e focalize a sua mente na imagem do mar, do sol, ou do céu azul ou em uma palavra, por exemplo, Jesus. Não deixe que nenhum outro pensamento ou imagem atrapalhe. Se preferir, imagine que você é um pé de bambu, oco, solto ao vento. Concentre-se no entrar e sair do ar do seu nariz. Observe a grandeza do instrumento que carrega o seu espírito eterno. Da terceira vez em diante tudo fica mais fácil. Quando abrir os olhos verifique a cor das coisas ao seu redor e não se surpreenda se sentir a visão melhor. O mais interessante no treinamento de esvaziar a mente é que o cérebro se educa a focalizar e a direcionar sua energia vital para aquilo que você desejar, sem se perder no emaranhado multidimensional das informações a que somos submetidos todos os dias. Passe a tomar um copo de chá de boldo por semana e seu fígado vai lhe agradecer bastante. O budismo ensina que a repetição é o grande segredo da materialização do que pensamos ou rezamos. Mas o budismo leva em consideração que você tem a consciência do templo que é seu corpo e do carinho que você tem por ele que é, afinal, o veículo do espírito. A repetição errada produz efeito contrário. Dê ouvido a suas orações, visualize o que você diz e reze, crie, e em pouco tempo toda a sua vida tomará um rumo sadio através da seleção das memórias que comporão sua luz eterna, angelical. Jesus nos diz que somos a imagem e semelhança de Deus. Então, construa essa imagem e semelhança, modifique o estabelecido, programado, herdado pelo sangue ou pelos pensamentos dos outros, sem venenos químicos ou mentais. Tome conta desse ser angelical que se esconde em máscaras falsas, sem bases sólidas, de um mundo material onde deveria existir apenas como apoio ao seu desenvolvimento espiritual. Lembre-se que tudo que você processar mentalmente vai direto ao seu fígado e você vai precisar dele para ter uma velhice sadia e feliz. Limpe a casa e dance. Cuide do seu fígado para que ele dance a dança das águas e dos fluidos que processa com a finalidade de enriquecer o seu espírito eterno em busca dele mesmo. Neste aspecto, ninguém é diferente, por mais que lhe queiram dizer para atrapalhar ou retardar a sua evolução. Se ainda assim acha que não é capaz, use a inteligência e procure ajuda. A inteligência não foi criada só para o uso intelectual porque um intelectual crítico, questionador, incrédulo é igual a um touro que se acha o rei do pasto sem perceber que o açougue o espera. Como vê, uma vez na terra precisamos de corpo sadio para poder liberar a mente como um lançador de foguetes que é o espírito.

A gravidez é um momento na imensidão do tempo

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Por José Joacir dos Santos

A cliente chegou para uma consulta trazida mais pela curiosidade do que pela vontade de trabalhar aspectos da sua personalidade. Iniciamos a conversa sobre o estado dos seus sete meses de gravidez – a segunda. Estava muito patente a insegurança e a pouca experiência daquela jovem mãe que vive sob o olhar superprotetor dos pais, os quais adiam, inconscientemente, o processo de amadurecimento da filha e do genro. Combinei com ela que conversaríamos sobre tudo a respeito da gravidez de forma que ela adquirisse mais confiança e serenidade para perceber a importância desse momento único e privilegiado. No final da consulta ofereci à minha cliente uma sessão de Reiki e ela aceitou. Criamos o clima, ela relaxou e comecei a canalizar Reiki. Logo no primeiro toque o bebê reagiu. Quando coloquei as mãos sobre a barriga ele colocou as suas junto às minhas, pelo lado de dentro, como se as paredes da barriga da mãe não representassem coisa alguma.

Comecei a brincar, e ele acompanhou minhas mãos mexendo a parte do seu corpo onde tocava. Foi divertido e emocionante, enquanto que a mãe deu uma cochilada quase que de propósito para que eu e o bebê ficássemos a sós. Ele mostrou-me sua forma física e aproveitei para mostrar a ele imagens bonitas da vida.Visualizei campos floridos, oceanos, rios, florestas, pássaros, borboletas, gatinhos, cachorros, coelhos e tudo o que vinha à minha mente de lindo nesta vida. Em certo momento não sabia se era eu quem visualizava ou se era ele quem pedia e assim estava difícil de me manter em pé aplicando Reiki. Foi uma conversa mental sem precedentes e o consultório encheu- se de luz e os mundos se entrelaçaram em um momento de infinita beleza e paz, onde eu representava apenas um bambu oco, canalizador, transmissor.

Estaria o espírito do bebê junto ao feto ou fora dele observando tudo e transmitindo o que queria para a minha mente? Encerrei a sessão e acordei a mãe, que parecia rejuvenescida, com os olhos brilhantes e a pele rosada. A cliente foi embora e aproveitei para revisar episódios da minha vida. Desde criança tinha feridas inexplicáveis por todo o corpo, especialmente nas pernas. Aos oito ou nove anos havia tanta ferida no meu corpo que quando acordava estava grudado no lençol e aí o sofrimento era me despregar dele. Já estava acostumado com um certo mau-cheio rodeando o meu corpo e não havia remédio que curasse aquelas feridas, que me isolava das outras crianças ao ponto de vizinhos proibirem que os filhos brincassem comigo.

Tomar banho era um suplício e minha mãe não tinha muita paciência com isso. Essa situação melhorou um pouco quando entrei na adolescência, mas de um modo geral era um menino fisicamente fraco e adoecia com facilidade, até com a mudança de tempo. Aos vinte anos, em uma regressão espiritual em Brasília, o mistério foi desvendado. Um dos membros da sessão espírita incorporou uma mulher desesperada, agressiva, pouco educada, mas ávida para falar comigo. Quem? Ela contou que quando minha mãe estava grávida de mim tiveram uma discussão, cheia de agressões mútuas, por causa de terras. Ela disse que, com raiva, desejou “coisas ruins” ao bebê que estava na barrida da minha mãe.

Anos depois dessa briga, a minha família mudou-se para outra localidade e ela faleceu. Ao chegar do outro lado da vida não teve permissão de ir em frente porque havia desejado aquelas “coisas ruins” a uma criança ainda na barrida da mãe. Ignorada e forçada por seus mentores a reparar o delito, ela disse que passou a me seguir na esperança de poder se fazer ouvir e pedir perdão. A intenção dela de me seguir parecia boa, mas o resultado era horrível: ela havia falecido com um problema na pele que a revestia de feridas por todo o corpo.Ao se aproximar de mim afetava o meu campo magnético, estourava meu corpo de feridas e os médicos não encontravam remédio que curasse. Muitas vezes sentia cheio de podre e pensava ser das feridas. Perguntada se ela tinha consciência da segunda maldade que me causava ela respondeu: que maldade?

Na verdade, ela passou quase vinte anos atrapalhando minha vida sem se dar conta do que fazia, “assim na terra como no céu”. Os mentores a fizeram compreender, a perdoei e ela foi levada para o nível vibracional a que se assemelhava, provavelmente um hospital. Depois da sessão, liguei para a minha mãe – que não acreditava em nada disso mas que ficou chocada com o meu relato, especialmente porque sabia que eu não sabia daquela história, mas prometeu rezar por aquela sofrida alma. Minha saúde deu uma guinada positiva e toda a minha vida tomou um novo rumo. Adeus feridas e doenças! Parecia que algo muito pesado havia saído das minhas costas. Diante disso, passei a ter um novo comportamento perante o mundo e especialmente diante de uma mulher grávida, mesmo uma desconhecida na rua: rezo e mando muito amor para o bebê. Esse trabalho toma uma dimensão imensurável com o Reiki. Portanto, não tenho dúvida alguma sobre a intercomunicação dos mundos e a responsabilidade de todos, vivos e mortos.

A própria ciência já admite que o bebê participa e percebe o mundo fora da barriga. Pena que alguns pais ou candidatos são tão despreparados e irresponsáveis que são capazes de largar para trás a mulher grávida, muitas vezes também abandonada pela família preconceituosa e ignorante.O que sentirá um bebê ao perceber que sua mãe está sendo agredida fisicamente ou torturada emocionalmente? Como será a relação de vontade de comer sem ter o quê? E sentir um rio de álcool ou droga descendo na sua direção? E a ameaça de aborto? E as memórias da raiva de estupro da mãe? Que estaria sentindo o bebê ao perceber que a energia universal do Reiki estava ali para fazê-lo pulsar em um novo corpo?

Aquele bebê brincando com minhas mãos reikianas deu-me a sensação, mais uma vez, de que a vida é o que de mais interessante existe e que ele merece toda a festa, carinho, esperança e a beleza e um mundo melhor, sem violência, com inteligência, cheio de amor. Olívia, um personagem de Érico Veríssimo em “Olhai os lírios do campo”diz: “o que de mais importante na vida são as relações de pessoa para pessoa”. Há sempre dois processos na gravidez: um físico, com a futura mãe, e um físico-espiritual com quem vai nascer. Muitas vezes é difícil separar um processo do outro devido a problemas cármicos entre as pessoas envolvidas dos dois lados da vida.

As vezes o espírito não quer reencarnar e também não quer que aquela seja a sua mãe mas esses problemas são bem trabalhados e solucionados pelos terapeutas espaciais.Um dia a ciência vai compreender que enjôos, sangramentos, abortos naturais, morte prematura na barriga e um sem-número de “patologias” não têm a ver somente com as características físico-hereditárias. Há algo mais elaborado e infinitamente belo. Por que será que a mulher grávida pode alterar a beleza física do futuro filho apenas enviando mentalmente visualizações de beleza e saúde? Por que será que se a mulher grávida que toma passes espíritas acalma o bebê e a gestação é mais saudável? Por que será que um pai que acompanha a gravidez da mulher transmite segurança e tudo ocorre com tranqüilidade?

Minha irmã Gorete teve quatro filhos com problemas físicos e o médico dela a aconselhou a não ter mais filhos. Veio a quinta gravidez e ela entrou em pânico porque geneticamente era um risco grave para a formação do bebê, segundo o médico.Ela pediu-me ajuda e passei a tomar passes magnéticos por ela e o bebê que moravam a mais de dois mil quilômetros de mim. A gravidez ocorreu sem maiores problemas, a não ser pelo nervosismo da minha irmã. Thiago nasceu perfeito, bonito, e hoje já é pai.

O médico jamais compreendeu o que aconteceu com as probabilidades genéticas da minha irmã, casada com um primo legítimo, mas a cada vez que tomava passe por eles mandava mentalmente mensagens de saúde, alegria, felicidade, harmonia e beleza. E Thiago nasceu assim! Segundo Denise Gimenez Ramos, em seu livro “A psique do corpo”, Freud e Jung se desentenderam porque Freud “tencionava liberar o homem do medo repressivo ditado pelas instituições religiosas, acreditando que assim poderíamos aceitar a finalidade da morte e a ausência da força espiritual com equanimidade”.

Freud nasceu em uma Europa onde a religião era tão castradora quando alguns seitas evangélicas de hoje e isso dá para compreender e rejeitar o legado que dá alergia em alguns médicos e psicólogos de hoje, que recebem das universidades essa herança psicossomática do “descobridor” do inconsciente. Não foi à toa que Jung rompeu com ele. O que seria de Freud se estivesse nascido em uma sociedade budista, espírita, católica, evangélica ou simplesmente multiracial, multicultural e democrática como a brasileira hoje? Com certeza ele teria admitido a necessidade da busca de uma razão para viver que fosse não-material como nos leva a pensar a Dra. Denise. Por que será que a Dra. Denise considera que a psicologia tradicional está morta? Qual o brasileiro que aceita interferências no estilo multicultural da sociedade? Como podemos ignorar a sabedoria dos nossos ancestrais?

Não dá para trazer para os nossos consultórios os padrões sociais da Europa de Freud, se ainda hoje a Europa ainda é cheia de padrões que fazem a sociedade brasileira, “terceiro-mundista”, torcer o nariz! É evidente que nossas avós não sabiam ou não tinham muita certeza que estavam grávidas. Hoje temos o controle sobre a gravidez, embora existam muitas famílias bem educadas que não falam de camisinha porque a Igreja Católica acha que é pecado mortal. Claro que sexo ainda é uma palavra não tocada em muitas famílias, mas a televisão e a internet já fazem esse serviço, bem ou mal, quer os pais queiram ou não. Portanto, é imprescindível que os casais antes de pensar em gravidez correm às livrarias ou à internete e busquem informações. O passo seguinte é preparar toda a família para o evento da vinda de um novo ser para o mundo material, com a preocupação de evitar os erros cometidos por gerações inteiras que não sabiam que o pensamento é uma força inquestionável, responsável por todas as nossas escolhas na vida.

A gravidez é um tempo de reconciliação, de apaziguamento, de perdão, mesmo porque quanto mais a família briga mais atrai a encarnação de espírito vingativo e mentalmente doente. Nunca foi tão necessário pensar com amor e aqui repito que amor não é hereditário nem mensurável, portanto, um caso a mais para a ciência. Cada um de nós nasce com essa chama rósea dentro de nós, de forma que não é mais aceita a desculpa que “não recebi amor dos meus pais então não posso dar amor aos meus filhos”. Amar é se permitir.

A gravidez é um momento único, especial, pelo qual todos nós passamos e que podemos proporcionar aos que virão uma melhor aterrissagem, uma transição rosada, protegida, segura, feliz, cheia de projetos e imagens bonitas de um mundo que poderá estar nas mãos daquele que vai nascer. E esse trabalho pode ser feito com o toque carinhoso do pai ou da mãe na barriga, a partir do primeiro momento em que se materializou a gestação. A mãe deve abraçar a barriga e contar as mais lindas histórias ao que vai nascer. O pai deve velar pela alegria da nova jornada na terra de um ser que pode ter sido muito importante em suas vidas passadas. Vejam na minha página a experiência xamânica que tive ao voltar ao útero da minha mãe, relatada no texto “Escuta-se tudo na barriga da mãe”. Foi um segundo renascer muito mais feliz.

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