Consumo de maconha pode favorecer aparição de esquizofrenia

23/07/2007 - 14h31 - Da Efe, Genebra, Suíça:

“O consumo de maconha e haxixe pode favorecer o aparecimento de sintomas de esquizofrenia e outros tipos de psicoses, revelaram nesta segunda-feira os autores de uma pesquisa feita na Clínica Universitária Psiquiátrica de Zurique, baseada na recopilação de dados clínicos durante 30 anos.

Em artigo publicado hoje, na revista especializada “Schizophrenia Research”, os pesquisadores afirmam que a “cannabis é menos inofensiva do que se pensava”, e recomendam a reavaliação dos fatores de risco propiciados pelo consumo dessa substância, e sua influência no desenvolvimento de doenças psíquicas.

Os autores da pesquisa recomendam que, em princípio, as pessoas com tendência a desenvolver tais patologias, seja por suscetibilidade pessoal ou histórico familiar, renunciem ao consumo da cannabis.

Dirigida pelos cientistas Wulf Rossler e Vladeta Ajdacic, o estudo permitiu determinar um aumento dos casos de esquizofrenia nos jovens de Zurique nos anos 90, em relação ao consumo de maconha e haxixe.

Esse resultado surgiu da análise do registro de entradas em centros psiquiátricos dessa cidade, entre os anos de 1977 e 2005.

Mais concretamente, as estatísticas apontam que, entre os jovens de 15 a 19 anos, os casos de psicoses esquizofrênicas aumentaram de 20 para 50, por cada 100 mil habitantes, entre 1990 e 1998.

Os pesquisadores relacionaram essa tendência ao aumento do consumo de cannabis por usuários cada vez mais jovens. Segundo o artigo, uma evidência disso seria que o consumo da droga entre adolescentes do sexo masculino, com idades entre 15 e 16, anos passou de 15% para 40% nesse período.

Outra revelação é que o aumento das doenças psiquiátricas foi particularmente grande entre os homens jovens, em relação a mulheres e outros grupos etários.

Além disso, os autores do estudo revelam que a combinação de cannabis e de ecstasy aumentou o surgimento de psicoses na década de 90, embora reconheçam que não contam com provas definitivas a esse respeito”.

Dinheiro, Saúde e Sagrado

Autor: Dr. Waldemar Magaldi Filho (*)

Nos últimos dias estão sendo veiculadas inúmeras matérias a respeito do lançamento de novos medicamentos que podem melhorar o nosso humor. Remédios antidepressivos capazes de nos deixar livres de qualquer tipo de vício além de propiciarem sentimentos de felicidade e paz! É evidente que em nossa sociedade, aonde a dificuldade de sobrevivência cada vez mais brutaliza e estressa o ser humano, notícias como essas são muito bem vindas.De fato, muitas empresas farmacêuticas estão investindo pesadamente neste segmento, que é altamente rentável e atinge mais de 40% da população mundial. Porém, é importante lembrarmos que há exatamente 20 anos o lançamento da fluoxetine (princípio ativo do Prozac) provocou as mesmas reações eufóricas. Mas, infelizmente, apesar do consumo exagerado deste e de outros antidepressivos ou estabilizantes de humor de última geração, os problemas emocionais continuam crescendo e provocando muitos danos tanto relacionais quanto orgânicos.Não podemos “terceirizar” a responsabilidade que devemos ter com a nossa felicidade. A felicidade não pode vir por meio de coisas externas, pois a verdadeira e perene felicidade só pode acontecer na jornada do autoconhecimento e do encontro de sentido e significado existencial. Nem o dinheiro pode ser instrumento para se atingir a felicidade, pois feliz é quem gosta de viver e tem fé na própria vida, independente dos percalços tristes que possam atingi-lo.O medicamento pode ser um instrumento momentâneo para quem está sofrendo e não está conseguindo se libertar dos pensamentos e emoções destrutivas. Hoje nós sabemos que existe uma estreita relação entre a emoção e a bioquímica corporal e, neste caso, a medicação pode, de fora para dentro, tentar restabelecer o equilíbrio. Porém, se não houver uma mudança no padrão de crenças e de pensamentos, o organismo vai criando resistência ao remédio e todos os sintomas reaparecem. Nesse momento é que os novos produtos, que obviamente são mais caros, substituirão os antigos e a cura, infelizmente, fica de lado.Nesse sentido que publiquei o livro: “Dinheiro, saúde e Sagrado”, com o intuito de promover a reflexão sobre essas situações contemporâneas que abrangem tanto a medicina quanto as religiões, facilitando o autoconhecimento e o alcance da cura que é muito mais abrangente do que a supressão dos sintomas.   (*) WALDEMAR MAGALDI FILHO (www.waldemarmagaldi.com) é psicólogo, especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Homeopatia. É mestre e doutor em Ciências da Religião. Autor do livro: “Dinheiro, Saúde e Sagrado”.  Por ter atuado tanto no meio corporativo de empresas multinacionais quanto no comércio varejista, tem uma vasta experiência nas demandas do mercado econômico. Atualmente, atende clientes em seu consultório, apresenta palestras em empresas, coordena e ministra aulas nos cursos de especialização em Psicologia Junguiana; Psicossomática; Dependências, Abusos e Compulsões; e Gestão Organizacional nas abordagens Junguiana e Integral da FACIS - Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo.

Afinal, o homem é polígamo e a mulher monógama?

 Autor: Dr. Waldemar Magaldi Filho (*) 

As diferenças entre homens e mulheres são importantes porque graças aos contrários e oposições que eles se atraem, apesar de que conviver com as diferenças, com o tempo, pode ficar desgastante e estressante. Constitucionalmente existem tanto as diferenças fisicamente visíveis quanto as invisíveis e, dentre elas, a mais importante é que a mulher tem mais cérebro límbico e mais ocitocina, que é apelidado de hormônio do amor, do que os homens que possuem mais testosterona, hormônio responsável pela agressividade e competitividade. Com isso, as mulheres são muito mais propensas a estabelecer e desejar manter os vínculos de relacionamento da monogamia.

        Outro aspecto interessante é que uma mulher, no início da menstruação, possui por volta de 400.000 óvulos, porém são liberados, durante toda sua vida reprodutiva, aproximadamente 400 óvulos, um em cada ciclo menstrual. Em contrapartida, um homem saudável em uma única ejaculação libera a quantidade aproximada de 80 milhões de espermatozóides. Essa diferença já nos dá a medida dos comportamentos, pois enquanto os homens, instintivamente, desejam “pulverizar” horizontalmente seus gametas, as mulheres priorizam, também instintivamente, tanto a qualidade genética do parceiro quanto a segurança que ele irá oferecer. Esses fatores interferem bastante no estar gamado, sinônimo de vidrado ou apaixonado.

Psicologicamente, à luz da psicologia analítica de C. G. Jung, sabe-se que todo homem tem em sua intimidade um contraponto sexual chamado Anima. Da mesma forma que as mulheres possuem o Animus, representante do seu lado masculino inconsciente. Animus e Anima são estruturas arquetípicas, agindo como fôrmas primordiais, que norteiam nossas relações com o sexo oposto. Essas fôrmas arquetípicas vão sendo preenchidas por meio das nossas vivências e acabam sendo projetadas no mundo exterior, produzindo atrações ou repulsões a determinados tipos humanos. Daí que surgem as paixões ou os ódios incompreensíveis.

É significativo compreender que no homem a Anima é preponderantemente construída a partir da figura materna, enquanto o Animus da mulher surge das experiências masculinas de sua mãe. Com isso, a Anima fica muito mais coesa e o Animus mais polivalente e multifacetado. Dessa diferença temos que o homem carrega dentro de si uma imagem de mulher mais idealizada e por essa razão tende a procurá-la mais insistentemente – o representante extremo e patológico dessa busca pela Anima é o personagem Dom Juan, o eterno conquistador. A mulher, por ter uma pluralidade de figuras masculinas em seu Animus, tende a ser mais adaptada e compreensiva nas relações.

Essas características fazem com que o homem tenha muita dificuldade em amar verdadeiramente mais do que uma mulher ao mesmo tempo, enquanto que as mulheres conseguem amar e serem fiéis a mais do que um homem simultaneamente, porque possuem a capacidade de amar fragmentos e aspectos de cada homem e não sua totalidade. Por isso, os homens aprenderam a dissociar amor de sexo, usando e abusando dessa habilidade apesar de, em sua intimidade, acreditarem estar sendo fieis à mulher amada, aquela que se assemelha com a imagem da sua Anima. O que os deixa muito mais adaptados para o comportamento poligâmico. As mulheres, por sua vez, apesar de conseguirem amar aspectos masculinos em vários homens, sexualmente, são mais fieis, por terem dificuldade de amarem aspectos iguais em homens diferentes, podendo ter atração sexual por um, atração intelectual por outro, e assim por diante.

Acrescidas a essas diferenças nós temos as questões culturais que, infelizmente, devido a um contínuo processo de desfeminilidade social, provocada pela competitividade econômica, produz mudanças drásticas no comportamento humano. Essa situação vem brutalizando os seres humanos deixando as mulheres com mais testosterona e, conseqüentemente, atuando de modo mais masculino e poligâmico. Por isso, atualmente, ambos os gêneros sexuais estão tendendo à poligamia. A meu ver essa situação é responsável pelo aumento de casos de depressão e uma infinidade de queixas e insatisfações relacionais e existenciais. Então, no passado as mulheres tendiam mais para os relacionamentos monogâmicos, mas atualmente a poligamia e a traição são realidades presentes e iguais para ambos os sexos.

Creio que essa situação provocará mudanças nos conceitos familiares e que, num futuro não muito distante, a “guerra dos espermatozóides” voltará ser a responsável pela seleção genética da humanidade. Pois, uma mulher no período fértil ao se relacionar com mais de um parceiro irá ativar a competição dos gametas masculinos em seu útero. Situação que provavelmente acontecia em épocas muito remotas onde a cultura era matrilinear e poligâmica. Para maior compreensão a respeito das conseqüências psicológicas e socioculturais da monetarização da vida, que está motivando essa situação poligâmica e de insustentabilidade planetária, sugiro a leitura do livro: “Dinheiro, Saúde e Sagrado”. Esse livro, que é de minha autoria, possibilita reflexões sobre as questões contemporâneas da humanidade e também o autoconhecimento.

(*)WALDEMAR MAGALDI FILHO (www.waldemarmagaldi.com) é psicólogo, especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Homeopatia. É mestre e doutor

em Ciências da Religião. Autor do livro: “Dinheiro, Saúde e Sagrado”.  Por ter atuado tanto no meio corporativo de empresas multinacionais quanto no comércio varejista, tem uma vasta experiência nas demandas do mercado econômico. Atualmente, atende clientes em seu consultório, apresenta palestras em empresas, coordena e ministra aulas nos cursos de especialização em Psicologia Junguiana; Psicossomática; Dependências, Abusos e Compulsões; e Gestão Organizacional nas abordagens Junguiana e Integral da FACIS - Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo.

Telefone celular volta a ser alvo de acusação contra fertilidade

Pouca gente leu, e certamente que as companhias fabricantes de aparelhos de telefone celular agradecem,  um estudo publicado na edição de setembro de 2006, volume 9, número 3, do New
England Journal of Medicine (
http://content.nejm.org) sobre os efeitos colaterais do uso dos aparelhos celulares de cada dia, já objeto dessas denúncias há mais de cinco anos. A publicação mostra estudo científico realizado com 364 homens indianos submetidos a tratamento de recuperação da fertilidade  em clínicas da Índia. Entre eles, o estudo diz que aqueles que utilizavam aparelhos celulares por quarto ou mais horas por dia, ou que simplesmente carregavam o aparelho no bolso da calça, apresentavam número muito baixo de produção de espermatozóides sadios. Aqueles que utilizavam o celular apenas por duas a quatro horas por dia apresentavam um número mais elevado que o primeiro grupo, mas ainda com incidência de mortalidade. Aqueles que não utilizavam celulares tinham poucos espermatozóides mas sadios. O estudo reconhece a necessidade de estudo mais profundo no assunto e a American Society of Reproductive Medicine acrescenta que o celular pode ser um fator a mais sobre aqueles homens estressados, sedentários e que comem sanduiches, massas prontas e pizzas fáceis pela rua. O jornal trambém diz que o pouco consumo de frutas e verduras contribui para a pouca produção de esperma e de espermatozóides sadios. Laranja natural, folhas verdes, tomates e pimentões vermelhos estão associados ao aumento da fertilidade masculina. Já o Journal of Medicinal Food, de setembro de 2006, apresenta a vitamina “C” oriunda de frutos vermelhos como a acerola como  responsável por sensível aumento na produção de esperma e espermatozóides sadios. Eles não chegam a dizer claramente que a irradiação, seja de telefones celulares ou de computadores e eletrônicos interfere na saúde dos testítulos e talvez aquelas pessoas frissuradas nos aparelhinhos nem notem a falta de vontade da prática saudável do sexo. Quando a ciência vai dizer isso?

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