O amor é a chave da vida

second-temple-segundo-templo.jpgE uma voz de mulher me disse: ele vivia com quatro mulheres e mandou todas embora para ficar com um dos empregados, seu amante. Por causa disso, o Rei retirou os seus títulos da família real e mandou prendê-lo em uma ilha com os seus pertences. Era uma ilha vulcânica, cheia de montanhas e naquela época não havia equipamento para subir nas montanhas. A casa-prisão ficava no meio da ilha, como se fosse o fundo de um copo rodeada de paredes rochosas. O homem se viu sozinho para tudo, até para fazer sua própria comida, coisa que nunca havia pensado antes. O Rei, que se considerava generoso e justo, mandou deixar suprimentos para três meses até o próximo carregamento. Andando pela casa, cheia de pacotes com seus pertences, o homem encontrou os apetrechos do seu altar e o ergueu na sala principal, de frente para a porta de entrada, que nunca fechou. Entre a casa e o mar havia um lago, atrás do lago uma montanha que dividia o lago e o mar.  Depois de quarenta dias de angústria, depressão e arrependimento de tudo o que tinha feito na vida até aquele momento, o homem resolveu rezar em frente ao seu altar. Lá do fundo do coração veio o pedido de perdão, por ter desperdiçado a sua vida como membro da família real, usando as pessoas como se elas fossem animais de estimação, que você brinca quando quer e quando não quer amarra, põe na gaiola, prende no cercado ou faz qualquer coisa. Ele rezou profundamente e pediu perdão a cada uma das suas quatro mulheres, dos filhos que cada uma tinha e que ele sequer sabia os nomes e ao seu amante cujo destino era por ele ignorado. Ao encerrar suas preces e se preparar para ai mesmo dormir, o homem ouviu a minha voz: você se arrepende do fundo do coração pelo sofrimento causado a essas pessoas e as outras pessoas da sua família? O homem levantou, assustado. Quem está ai? Que é? E procurou pela casa, fora dela e não viu ninguém, até lembrar que estava sozinho na ilha. Sem sono, o homem começou a arrumar a casa inteira, colocando tudo no seu devido lugar. No outro dia, resolveu andar pela ilha e ver o que ela tinha a oferecer e até descobrir árvores com frutas e praias de água doce e salgada.  Nos dias que se seguiram ele correu pela ilha como se fosse uma criança, brincando com as árvores, olhando os pássaros, as flores, a beleza das paisagens sem se dar conta de marcar na parede os dias que passavam. Numa manhã, acordou com um barulho vindo do porto improvisado e lá estava um barco a mando do Rei, com suprimentos. Ele correu até lá e sem perguntar nada agradeceu aos dois empregados pelo suprimento e voltou para casa curioso para ver o que existia nos pacotes.  A cena se repete nos próximos três meses mas ele sequer toca no que vem de comida porque agora está mais interessado nas frutas da ilha, no peixe fresco que aprendeu a pescar, nos ovos dos pássaros, no mel das abelhas, nas flores comestíveis do lugar. Nos três meses seguintes, quando chegou o carregamento ele agradeceu, sorrindo, e pediu aos empregados que levassem tudo para eles mesmos e suas famílias. Agora o homem não comia mais os ovos dos pássaros. Cuidava deles e via nascer os novos pássaros, alguns deles com o tempo até pousavam em sua cabeça quando ele pescava. As orações não eram mais feitas de frente para o altar, embora o conservasse com flores nativas, mas sim quando pescava, quando nadava, quando caminhava pelas praias que eram só suas, cada uma com o nome de uma das pessoas que ele sentia ter causado sofrimento. Brincando com um pássaro que havia pousado em sua cabeça, balançando de um lado para o outro para ver até que ponto o pássaro se equilibraria, eu me projetei sobre as ondas, sorrindo. Sem se assustar, ele reconheceu minha voz: agora que você se ama e está preparado para enfrentar a vida, vá para o seu altar e pense na pessoa que você mais ama nesta vida. Ele não pensou duas vezes, mandou o pássaro voar, jogou a vara de pescar no mar e correu para o seu altar. De frente para o altar, ele pensou em todas as pessoas que passaram na sua vida, todas as que teve alguma relação, e a única pessoa que veio em sua cabeça, além dele mesmo, foi o pobre empregado que era seu amante. O drama do remorso misturado com culpa e vergonha, por todas as humilhações que passou por ter um amante homem voltaram a sua cabeça, embora reconheça que o amante foi a única pessoa que aparentemente lhe amou e foi amado sem os interesses materiais ou da sua posição na família real —  assim como eram as quatro mulheres negociadas família a família –, e ele chorou profundamente. De repente, um forte barulho na porta da casa: havia um pano azul caído. Como? De onde? Quem? Como um pano causaria um barulho tão forte? Ele ajoelhou-se e pegou o pano. 

Ao tocar no pano com as duas mãos, o homem foi levantado do chão e começou a voar, como hoje seria uma asa delta. A casa foi ficando mais longe, enquanto ele subia próximo ao paredão rochoso das montanhas. Agora podia ver o mar, as ilhas e o vento continuava a levá-lo na direção do continente. Agora já via as casas, os palácios que um dia foram seus, e o pano começa a perder forças na direção de uma pequena vila onde ele cai sobre um arrozal já maduro. No chão, ele solta o pano para trás, distraído e atônico com o que estava lhe acontecendo, quando ouviu uma voz masculina bem atrás. Ao virar a cabeça, o pano havia se transformado na figura do seu amante, sorrindo. Sem voz, o momento era de escutar, mais uma vez: eu fui morto pelos guardas do seu pai. Viva a sua vida! Sem mais, a imagem sumiu. O homem sentou-se ao chão, confuso, sem saber se aquilo era real ou um sonho. Formigas inundaram suas pernas e o trazeiro e ele se levantou para se livrar delas quando me viu, olhando para ele em silêncio: O senhor pode ajudar? Naquela palhoça tem uma mulher em trabalhos de parto e está sofrendo muito…  O homem não pensou muito e correui para a cabana. Uma jovem mulher gemia e chorava, deitada numa esteira, sangrando, com o bebê já nascendo. Sem saber o que fazer, o homem pegou um pano limpo e esperou a criança sair da mãe e o acolheu enquanto a mãe dava o último suspiro nesta vida. Era um menino. Ouviu vozes lá fora e um casal adentrou a cabana. A senhora dizia, minha filha, minha filha, e se ofereceu para segurar o recém-nascido. O senhor, tirou o chapéu e disse: obrigado, se quizer trabalhar conosco no arrozal, a casa é sua! (*) José Joacir dos Santos é psicoterapeuta. Observação: Este texto foi ditado por uma entidade espiritual. jjoacir@yahoo.com

A reencarnação já é provada cientificamente

in-a-temple-near-beijing.jpg Cresce a cada dia o número de publicações em inglês sobre espiritismo, reencarnação, vidas passadas baseados em pesquisa científica, aproximando mais a necessidade da psicologia reatar, com urgência, para o benefício dos pacientes, os laços quase perdidos entre a mente, a emoção e o espírito.  Parece que o momento é de quebrar os padrões antigos, os preconceitos infundados e os livros aparecem em quantidade, assinados por médicos. Outro traço interessante é que os escritores e pesquisadores vem de sociedades antigamente fechadas ao assunto, assim como provam que essa conexão espiritual sempre esteve presente, apesar de ser ignorada pelas sociedades. Num desses momentos do tempo, talvez orquestrado por quem de direito, fui apresentado ao médico Walter Semkiw, uma celebridade no assunto e autor de dois livros de sucesso sobre reencarnação: “Retorno dos Revoluncionários” e “Nascer Novamente”. Em “Retorno dos Revoluncionários” o pesquisador relata o caso da reencarnação de um grupo de pessoas que viveram e participaram da revolução civil norte-americana, os quais estão reencarnadas hoje, influenciando mais uma vez o destino dos EUA. No segundo livro ele documenta as reencarnações de pessoas famosas da política indiana e de atores de Hollywood – mostrando gente famosa para ficar mais profunda a identificação com as vidas anteriores. 

A linguagem usada no livro é a de um médico-pesquisador, sem entrar muito no mérito da questão espiritualista, embora os fatos falem por si. Ele conta que tudo começou como uma consulta espiritual, onde o médium incorporou e de cara o espírito disse quem tinha sido ele na vida anterior. Impressionado, ele pesquisou sobre a pessoa que ele teria sido, um dos presidentes norte-americanos. Aprofundou-se nas pesquisas e os casos de reencarnações de outras pessoas começaram a lhe aparecer do nada. O resultado é que ele acabou se dedicando a essas pesquisas.O Brasil ‘e um dos paises mais avancados na pratica deste assunto, mas tudo em portugues. ‘E seguido pela India, que publica em ingles, mas ninguem tem coragem de comprar livros usando cartoes de credito nos sites indianos.

Para o leitor brasileiro, acostumado com a diversidade cultural brasileira onde o espiritismo tem milhares de títulos publicados, a pesquisa do Dr. Walter parece simples e lógica. Mas para o público norte-americando é uma revelação impressionante, especialmente a comunidade médica. Ele diz que há vários aspectos físicos, emocionais (e de personalidade) e espirituais que carregamos ao longo das encarnações. “Podemos ser baixinhos numa vida e altos em outra, mas carregamos os mesmos aspectos faciais e gestos”, independente do sexo que nascemos. Segundo ele, de 10 a 20% dos casos, a alma alterna entre nascer homem ou mulher e mesmo assim os traços faciais são mantidos. Cerca de 80% das pessoas mantém a mesma sexualidade de uma vida para outra, e essa alternância teria a ver com a necessidade de aproximação dos fatores que facilitam a execução kármica.

“Tenho observado que as doenças mentais não persistem de uma vida para outra”, mas isto não está cem por cento comprovado. Ele concorda que temos o livre-arbítrio para mudar a direção originalmente planejada para a presente reencarnação, mas em muitos casos a pessoa morre e volta ao ponto onde deveria ter seguido da vida em que usou o livre-arbítrio para mudar de direção e não cumpriu o karma.  Com relação a nascer pobre ou rico, o pesquisador diz que esse aspecto varia de acordo com a necessidade do indivíduo em trabalhar o seu próprio karma. E isso vale também para o tipo de religião que vai seguir, sendo comum a pessoa alterar a religião de acordo com a necessidade kármica – categorizando como completamente sem sentido a disputa entre as religiões. Uma coisa é certa: do Karma, ninguém escapa! Então, não torne a sua vida mais complicada do que poderá ser.

Só a compreensão dos aspectos acima levantados já seria o suficiente para curar inúmeros desequilíbrios emocionais originados na família e nos grupos devido a fatores como sexo, raça, cor, religião, aparências, tamanhos, essas coisas que fazem as pessoas perderem horas preciosas de suas vidas preocupadas com elas, sem que isso tenha muito significado e sentido no cômputo geral da necessidade do karma e da nossa história eterna. Tomara que a psicologia praticada no Brasil acorde para isso, com urgência! Falando deste assunto com uma cliente, ela me perguntou: como reconhecer que estamos saindo do caminho do karma? Respondi: fazendo o que realmente você gosta! Porque esta é a informação do Karma: a gente é atraído a gostar daquilo que é preciso trabalhar para evoluir – e com prazer! Uma coisa é fundamental: saúde. Então, não se maltrate. Sem saúde, você pode atrasar mais ainda a sua próxima vida. José Joacir dos Santos é doutor em psicologia. jjoacir@yahoo.com

Transtorno bipolar: cresce o número de diagnóstico errado

buda-da-medicina-e-o-tiro.jpg  Pesquisadores da Faculdade de Medicina Warren Alpert, da Universidade Brawn, EUA, concluíram que mais da metade dos diagnósticos de transtorno bipolar nos Estados Unidos estão errados. A pesquisa foi publicada no Journal of Clinical Psychiatry (http://www.psychiatrist.com), em 6 de maio, mas divulgada eletronicamente só para assinantes, como parte do trabalho “Transtorno Bipolar é Diagnosticado Exageradamente” (Zimmerman M, et al). Talvez a decisão de publicar o trabalho restritamente atenha-se ao fato de que faz parte da conclusão do trabalho a acusação de que o motivo principal dos diagnósticos errados e exagerados é simples: diante de um paciente agitado e difícil, o médico prefere dá um diagnóstico qualquer para começar a medicar, isto é, se livrar do paciente já que a fila de espera é grande; o outro motivo não é surpresa: alguns médicos vinculados à indústria de medicamentos, confortáveis com os “presentes” mensais, não têm forças para dizer não à pressão agressiva dos poderosos laboratórios farmacêuticos, os mesmos que manipulam o que é médico e ou que não é médico. Muitos casos de agitação, insônia e depressão associada a isso foram rotulados de transtorno bipolar, sem sequer ser considerada outra alternativa de tratamento. O grande perigo dessa manipulação é que os medicamentos psiquiátricos, ingeridos por quem não necessita, provocam o efeito colateral do adoecimento. Os tempos mudam, a história fisiológica e mental das pessoas está mudando constantemente e a psiquiatria continua com óculos escuros… Que será? Se isso ocorre nos Estados Unidos, o que deverá ocorrer em outros países? As pessoas poderiam ser simplesmente tratadas com psicoterapia, mudança alimentar, de hábitos e ervas, mas isso não é do interesse da indústria farmacêutica ligada à psiquiatria. O trabalho é o mais recente dedicado a esse estudo específico, e faz parte de um projeto novo daquela universidade chamado Midas, o qual tem como objetivo melhorar os diagnósticos e serviços ligados à psiquiatria, fundamentado na parceria entre a comunidade e os serviços de psiquiatria – no qual o paciente tem a chance de ser ouvido. A pesquisa incluiu 700 pacientes de psiquatria e foi utilizado o método SCID (Structured Clinical Interview) recomendado pelo DSM. O questionário é exaustivo e pergunta diretamente quantas vezes o paciente foi diagnosticado com transtorno bipolar e maníaco depressivo. Em um grupo de 145 deles, diagnosticados com transtorno bipolar e maníaco depressivo, 63 estavam erradamente diagosticados tanto numa coisa como noutra. Resultados como este estão cada vez mais vindo à tona, e não é coincidência de que só agora o público e a comunidade da saúde toma conhecimento: o governo Bush está com os dias contados… E a liberdade de expressão, mais uma vez, chega antes que seja tarde.De acordo com pesquisa realizada no banco de dados do governo norte-americano, preparada pela Agency for Healthcare Research and Quality, entre 2002 e 2005, foram prescriptos de 154 a 170 milhões de receitas com antidepressivos, incluindo ligações telefônicas dos próprios médicos, que aqui ‘e permitido. Entre os médicos, 29% são psiquiatras, 23% são clínicos gerais, 21% são “médicos de família”, 10% especialistas em medicina interna, que nos EUA inclui psicoterapeutas credenciados como eu (que não faço isso).

Karma

Ou você enfrenta ou é enfrentado

* Por José Joacir dos Santos

Quanto mais estudo o karma mais vejo que tenho muito a estudar. As inúmeras iniciações, regressões, sessões de psicanálise, tratamentos espirituais, a vivência clínica com a história de inúmeros clientes, me ajudaram imensamente, não só abrindo os meus caminhos nesta vida mas também a entender, enfrentar, suavisar e desatar laços karmicos. O mais interessante aspecto é compreender que a quantidade de vidas vividas é maior do que a gente possa imaginar e o lixo acumulado pode ser grande e pesado. Não há outro jeito, a gente é obrigado a voltar e a recomeçar do zero. O velho espírito está preso ao ciclo das reencarnações, que parece infindável. A única certeza que a gente tem é que não tem outro jeito a não ser vivenciar a agonia do trabalho árduo e duro de se enfrentar, todos os dias, e tentar conviver, tentar melhorar e progredir nos inúmeros degraus visíveis e invisíveis desta vida – com tudo e todos que estão atrelados nesse processo individual:  família, colegas de trabalho, pessoas da rua, conhecidos e desconhecidos, visíveis e invisíveis – o mundo é um todo, integral, céu e terra, juntos!

Os budistas chamam karma de roda e isso faz muito sentido. Por mais que a gente queira ignorar um aspecto da vida acaba voltando ao ponto inicial: vem através de pessoas, animais e situações.  Você se livra de uma situação, de uma pessoa, e a coisa se repete em outro momento, com outra pessoa e insiste, repetidamente, até que seja enfrentada e dissolvida. Sim, as vezes um nó é tão pequeno que pode ser dissolvido com a mente porque não pode ser palpável. A questão é que, para o  universo karmico, o tamanho não faz diferença alguma: um assassinato ou uma palavra podem ter a mesma importância karmica. Há karma positivos e mesmo assim a gente quer brincar de “normal” as vezes. Por exemplo, depois de um dia pesado no trabalho, sai para caminhar e apreciar o verão. Mal saí do prédio e alguém veio no meu ouvido e disse: preste atenção ao que as pessoas estão falando! Imediatamente passei a ouvir todas as conversas das pessoas que naquela hora iam na mesma direção da rua, saindo do trabalho como eu. Só ouvia palavras pesadas, palavrões, expressão de raiva. Ai a voz voltou e me disse: por que você acha que tem tanto sofrimento no mundo? – Eu não sei e não quero saber, gritei no meio da rua, sem me importar para quem olhasse para mim. Mas eu sabia que aquilo tudo era porque eu teria que escrever sobre este assunto que você está lendo. As vezes os espíritos perdem a noção de que, nesta vida, a gente tem um corpo que cansa, se irrita, dorme, come, faz cocô. Eles simplesmente vem a qualquer hora e lugar e acham que você está sempre disponível – é karma.

Então, a gente não pode se esconder. Tudo e todos estão ligados de alguma forma: a família, os relacionamentos interpessoais, a moça do caixa, o chefe de pessoal, a telefonista, o motorista do ônibus, aquela pessoa quem nem escuta o que você está falando e está pronta para dizer não e com isso atrapalhar a sua carreira, o seu casamento, o seu trabalho e, especialmente, o seu progresso espiritual, mental, emocional. Pois é, aquela colega de trabalho que jura de pés juntos que é sua amiga e tudo o que você confidencia ela espalha para todos os lados. Os lados todos escutam e a sua vida vira um inferno. Aí você desabafa e ela corre ao telefone para espalhar que você está “maus”. Essas pequenas coisas viram um ciclo e se repetem de várias maneiras. A sua irmã, sangue do seu sangue, aquela que dizia estar com você em qualquer situação é a mesma que pega as suas fraquezas e espalha pela familia inteira para barganhar a confiança de todos e se tornar importante como aquela colega do trabalho, sua confidente, que até tem ciúmes de você com os outros colegas de trabalho – e se alimenta da confidencialidade que você nela deposita para preencher aspectos sombrios de sua própria vida, da roda do Karma dela, que também se repete em ciclos, como a sua irmã de sangue.

O ciclo se complica quando você decide casar por dinheiro; roubar; puxar os tapetes de quem estiver no seu caminho; matar alguém ou um animal; passar uma doença sexual sabendo que você é doente; usar o seu cargo político e o dinheiro público para manipular a vida das pessoas a seu belo prazer; inventar uma mentira para prejudicar alguém; achar que você está no topo do mundo e o resto é o resto, etc. Cada ser humano neste planeta está envolvido nesse jogo invisível e isso não depende de acreditar ou não que existe uma lei universal de ação e reação. E, ao que parece, o calderão do karma cada dia ferve mais forte, provocando inundações, furações, terremotos, doenças esquisitas, coisas inusitadas, situações pessoais inesperadas e inimaginadas. Mesmo que você seja como eu, dedicado ao trabalho e aos estudos, a toda hora a sua história celestial bate na porta da memória celular que você carrega em cada sécula do seu corpo. Sim, como íma, a gente é empurrado para a onda eletromagnética do nosso karma, para encontrar não só aqueles relacionados com o seu karma mas também com aqueles que têm frequências semelhantes, por exemplo, quem precisa trabalhar o amor, os problemas mentais, sexuais, materiais, puramente físicos, de ganância, assassinatos coletivos, brigas, ódio e tudo o que é construído pela mente humana desde a idade da pedra até os dias de hoje.

Como saber se a gente está vivendo o karma ou não? É simples: Se há situações que se repetem na vida, isso é karma. Observe, as vezes até palavras se repetem na sua frente! Por exemplo, namorar pessoas com as mesmas características, as vezes mesmo nome, que gosta de fazer as mesmas coisas. Muita gente pensa, erradamente, que, se é karma, tem que permanecer. Não é assim. Se é karma precisa ser desatado. Por exemplo, uma relação afetiva com dor e sofrimento pode ser um karma que precisa ser enfrentado, desatado e as vezes o nó só se desata com a separação. Quem permanece em relações afetivas sofridas está comprando karma negativo porque o amor não causa sofrimento. Se não há amor só há sofrimento. Você pode nascer em  uma família com forte karma e ter que sair dela, ir para longe e utilizar a distância para curar o karma. Hoje há muitas ferramentas disponíveis e Reiki é  uma delas. Já vi muitos karmas serem desatados com Reiki, a partir do segundo nível. Todos os países que eu vivi até hoje haviam conexões karmicas fortíssimas. E elas se estabelecem independentemente da sua vontade. Olhe ao seu redor e veja com os olhos abertos. Nada nesta vida acontece por acaso. Aquela história de destino é história da carochinha e você acredita nela se quizer.

A gente pode vivenciar vários karmas ao mesmo tempo, dependendo de onde a gente coloca o bedelho nesta vida. Vamos dizer que o karma que você está vivenciando é muito pesado e você chora pelos cantos dizendo que Deus lhe abandonou. Pois bem, seja lá o for que você esteja metido, se você realmente quizer sair, você sai. Se tem alguma coisa que parece impossível, vá a luta e peça ajuda. A gente não veio aqui para ser justiceiro nem para viver aprisionado. Mova-se! Lembre-se que 90% dos pastores evangélicos, padres e pais-de-santo não têm educação superior… Quem ler um só livro a vida inteira vira fanático. Há exceções… Procure profissional capacitado, treinado profissionalmente para ouvir e guiar sem preconceitos, castigos e culpas. Há uma quantidade enorme de terapeutas capacitados, que estudam, pesquisam, se atualizam, fazem cursos, etc. Em termos de karma, a grande diferença entre o Cristianismo e o Budismo é a seguinte: no Cristianismo você aprendeu a transferir para Jesus os seus problemas, a sofrer, quem sabe a ser crucificado. E Ele, em sua enorme bondade, escuta tudo – mas é você quem tem que se mover! No Budismo você não entrega os seus problemas a ninguém, muito menos a um guru. Você enfrenta eles porque você é a imagem e semelhança de Deus. Jesus tentou explicar isso, mas pouca gente escutou até hoje e continua fingindo ser o intermediário do Grande Mestre e usa chantagens emocionais como dízimo. Você tem que ir à luta na vida e descobrir os seus karmas positivos para com eles curar o que tiver que ser curado e resgatar o ser espiritual divino que está gravado no fundo da sua alma. Tanto no Budismo como no Cristianismo, se você enfrenta a vida e seus karmas, os Mestres acompanham todos os passos e conspiram a favor. Falta coragem? Bom, você escolhe: vou enfrenta ou se acovarda e o karma é acumulado.

Então, reaja! Pare de copiar os outros, de sintonizar com os outros negativamente, por exemplo, modismos, girias, tatuagens, linguagem do tipo “caracas”, “sacanagem”, preconceitos, idéias e grupos extremas, vícios, prostituição, etc., porque isso é compra de karma. Se você não recebeu uma boa educação familiar, corrija isso e aproveite que você vive em um dos poucos países do mundo onde a educação é gratuita. Ouça a sua canção interior porque ela é única e bela. Liberte-se de quem quer que esteja impedindo essa canção de ser ouvida e projetada para a construção de um ser melhor, em um mundo melhor. “Não tenha medo de nada”, diz a Mãe de Jesus.  (*)José Joacir dos Santos  jjoacir@yahoo.com

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