Relacionamentos sobrevivem só de amor?

pomegran.jpg ”Eterno amor, do meu coração.

                                 Alguém te reconheceu lá no salão.

                                 Você pode andar abaixo e acima,

                                  com essa luz que te ilumina…”.

Por José Joacir dos Santos

É incontestável que o amor é a base da vida humana, animal, mineral, vegetal, espiritual. Por exemplo, mais do que nunca o amor pelo meio-ambiente e a natureza é pré-requisito para a saúde da vida no Planeta inteiro. O mesmo se aplica ao reino mineral e o mundo animal que cada vez mais são protegidos pelas leis com a mesma finalidade: o bem-estar do Planeta. Em termos de seres humanos, já sabemos que o relacionamento é a parte mais difícil de todas e sem amor não há sustentação emocional, física, mental e espiritual. Até nos seriados de televisão a gente ver pessoas declararem que amam profundamente o companheiro, mas… Na vida diária de um consultório as queixas familiares convergem sempre para um ponto: fulano ou fulana me ama muito mas é um pai terrível ou uma mãe insuportável. Fulana me ama muito mas não ajuda em nada em casa; ou não paga a pensão dos filhos que tanto ama. Fulano me ama mas usa drogas; chega bêbado em casa; bate. E o amor? Nos anos da ditatura os militares diziam, em relação ao Brasil: ou ame-o ou deixe-o. Só que ninguém podia abrir a boca e falar de democracia. Será que eles sabiam o que é amar? Seria o amor suficiente para sustentar equilibradamente um relacionamento afetivo de qualquer espécie?  

A mulher liga para o marido e diz: beim, estou morrendo de dor-de-cabeça, passe na farmácia e compre um remédio pra mim…! O marido responde: eu tou muito ocupado, se der eu passo, tá, beim? E ele diz que ama a mulher o tempo inteiro. Ë só a mulher começar a reclamar da falta de compromisso no casamento e ele diz: mais eu te amo, beim! Outra vez ouvi a seguinte história: pedi a meu companheiro para passar na igreja e rezar por mim porque estava me sentindo mal. O companheiro responde: amor, isso não é importante… A pessoa estava impossibilitada de ir a igreja porque estava no hospital… O que não é importante para mim também não deve ser importante para a pessoa que eu amo, e vice-versa? Desde quando? Como eu posso julgar o que é importante para minha companheira quando ela afirma que aquele aspecto da sua vida é importante? Tive um cliente que era separado e tinha um filho sob a guarda da ex-mulher. Ele chorava no consultório dizendo ter muita saudade do filho. Um dia lhe perguntei: quanto custa a escola do seu filho? Ele respondeu: não sei, a minha ex-mulher paga a escola dele… Ai perguntei: e quantas vezes você levou ele no campo de futebol que você vai todo final-de-semana? Ele respondeu cheio de desculpas, culpando sempre a ex por isso e aquilo e por nunca ter levado o filho no jogo de futebol. E você ama muito o seu filho, não é? Ele respondeu: sim, amo muito…

Sim, os relacionamentos são complicados e difíceis, tanto entre pais e filhos como entre casais, colegas de trabalho, na rua, especialmente quando as pessoas não têm uma definição clara do que é respeitar o outro, do que é companheirismo, do que é amar. Há quinhentas definições do que é amar e eu diria que são todas elas juntas, não há como separar o coração da mente, da emoção, do espírito e do dia-a-dia da vida real, bem no chão. Amar de verdade requer, também, a materialização do sentimento. Isto é, você tem que executar ações claras e definidas que expressem o seu amor. Não dá para você colocar comida em casa e ser ausente no compartilhamento, nas conversas, no abraço, no afeto, nas palavras amorosas. Não dá para você dizer que ama e só se importa com o seu trabalho, a sua vida, a sua conta, o seu carro, o seu horário, a sua vontade. Dá para se viver de brisa? Mas a brisa não é uma delícia? Não dá para dizer que ama e você expressa em atitudes, atos e palavras todo um conjunto de comportamentos egocêntricos, egoístas, como se o mundo tivesse que girar só e unicamente em função da sua pessoa. É demais a pessoa que está em um hospital pedir ao companheiro que passe na igreja preferida dela e reze? Arrancaria algum pedaço o fato de você ir a  uma igreja que você não gosta?

É comum nos relacionamentos acontecer que a pessoa amada reclame dessa ou daquela atitude, contrária ao que ela espera do companheiro e também é muito comum o companheiro reagir com chantagem, se fazer de vítima, de incompreendido quando na verdade é ele que não quer compreender nem se comprometer. Uma relação só funciona se houver mútuo interesse e jogo de cintura para equilibrar os altos e baixos naturais de tudo ser humano porque somos vulneráveis até à metereologia. Ai você diz “te amo”, “eu te amo”, muitas vezes para tentar parar a outra pessoa de se expressar e mostrar a você como a sua noção de amor é limitada. É como se a relação tivesse que viver em função das suas vontades. As vezes você não pára de dizer que ama, talvez porque tenha dificuldades de assumir a parcela do seu eu que não entrou na relação, seja por trauma familiar ou outro qualquer, e você não enfrenta. Em uma vida a dois, amar não é tudo, embora o amor seja a base incontestável da vida. Nenhum relacionamento vive só de amor. Há todo um universo de atos, palavras e ações que envolvem e fortalecem a essência desse lindo sentimento chamado amor, que precisa estar bem juntinho, porque a vida é um conjunto de ações diárias que requer o amor em tudo, com o pé no chão – não se pode ignorar o lado prático da vida. Recentemente um casal famoso da televisão se separou e o repórter perguntou ao homem: mas vocês não se amavam tanto? Ele disse: claro, eu ainda a amo muito… Posso perguntar porque se separaram? O homem gaguejou e disse “incompatibilidade”. Para a sorte desse homem, o repórter não perguntou mais nada diante das câmaras porque por trás delas o mundo inteiro sabe que o homem ama muito a mulher, mas, na vida real, só a mulher trabalhava e pagava as contas. Ele vivia de beleza, na piscina, tomando conta do Sol.

Naturalmente que esse assunto não tem um final porque cada cabeça pensa de um jeito. Mas, veja, vamos fazer uma comparação com as leis de trânsito. Elas são as mesmas para todas as pessoas, embora cada motorista seja uma pessoa diferente, pense diferente sobre todos os aspectos da vida. Mas, quando você entra no carro para dirigir, todo o universo se resume nas limitadas leis do trânsito e você tem que se enquadrar nelas. Assim como você pode adorar seus colegas de futebol mas a sua família está acima de qualquer campeonato, pelo menos é o que se espera. Você pode amar muito aquela pessoinha, mas se você não der flores no aniversário vai faltar um pedaço. Um caso de falta de amor à ecologia aconteceu recentemente na China. Pegaram um rio rasinho e criaram um atalhe para que a água desse rio fosse toda despejada em outro, maior e mais profundo. Um mês depois começou a aparecer peixe morto nas praias do rio. Ecologistas estudaram e descobriram que os peixes daquele rio que cortaram o curso não se adaptavam às águas profundas do novo rio e morriam. De início tudo era só água e o desvio era a salvação elétrica do governo. Um pequeno detalhe não observado e todos os peixes morreram. O amor não é tudo quando é expresso só com o coração. Nós, como os peixes mortos, somos constituídos de corpo, mente, emoção e espírito. O amor tem que estar em compatibilidade com esses quatro aspectos que formam a nossa vida – ou não é amor.

Há desajustes entre corpo e alma

ode.jpg VIDAS PASSADAS

Psicologia/Reencarnação

(*) Por José Joacir dos Santos

Se você defende o raciocício lógico  e anda com uma régua para medir, comparar tamanhos, peso, forma e a cor de todas as coisas, sinto muito pelo seu atraso mental. Se você se sente um peixe fora dágua no próprio corpo, é hora de estudar os polos da dualidade universal. O nosso grande Freud tentou manipular o conhecimento de que tudo era físico/químico, como a medicina faz, com a bênção das religiões cristãs, mas C. J. Jung caiu fora e optou por viajar e conhecer culturas diferentes para se espelhar, muitas delas com conhecimento milenar aplicado no dia-a-dia. A Psicologia tentou esconder essa busca, e muitos escolas de psicologia ainda estão perdidas nela no Brasil, mas Jung conseguiu manter sua independência mental e estudou os antigamente chamados “fenômenos paranormais” até reconhecer que existe um fogo sagrado que dá força à vida além da matéria e da química – que o cristianismo atual contraditoriamente nega. Quem ainda não leu a versão original dos livros “Psicologia e Alquimia” (Jung, publicado em 1968) e “Mysterium Coniunctionais”(considerado o livro-mestre de Jung, publicado em 1963)? Algumas versões brasileiras são mal-traduzidas e cheias de censura, por ignorância. Há independência mental nas escolas de saúde brasileiras?

Já fui igual a você, mas, felizmente, resolvi usar minha inteligência. Divido minhas próprias experiências. Fui levado em viagem astral para um ilha na costa africana e obrigado a encontrar com minha própria forma humana vivida naquela ilha. Não tive muita dificuldade de olhar para mim mesmo, de estar diante de uma forma física minha e conversar com ela e entrar nas memórias dela, embora eu hoje e aquela forma fóssemos visivelmente diferentes. Sim, era mulher, negra, educada por brancos colonizadores europeus que falavam francês e italiano. Não deu para investigar muito a vida familiar dela porque o momento era de encarar e resgatar minhas próprias memórias presas naquela vida, que foi tão breve.

Meu espírito conta, através dela, das dificuldades de aceitar minha próxima reencarnação porque o corpo a  “ela” reservado, além de ser de um homem, era branco, que ela detestava. Disse que “foi abusada inúmeras vezes pelo meu patrão branco”. Sou bem menor em estatura que ela foi. Isso me fez compreender que estava diante de uma emanação do meu próprio ser. Eu nunca simpatizei pela França e sempre passo longe da Itália… Há coisas que não compreendi e que aqui não posso revelar. Como ela foi obrigada a reencarnar, tentou várias vezes “me largar”, abandonar o corpo a sua própria sorte (quase morri afogado aos seis anos e de acidente de cavalo aos sete), mas teve sempre a pressão dos mentores responsáveis por aquela nova reencarnação.  Há estudos budistas que comprovam a existências dessas nossas “cascas” que ficam presas no universo, as vezes pela eternidade, atrapalhando a nossa vida atual.

Agora que minha forma nesta vida estava de frente para ela, houve ainda as reações de não aceitação mas neste momento aconteceu a interferência dos mentores da vida atual e pude resgatar para dentro de mim aquelas memórias perdidas naquela emanação que pairava no ar sem o fogo do espírito – como se estivesse congelada no tempo e no espaço. É interessante o bloqueio emocional que aconteceu naquela  vida na África porque anteriormente a ela reencarnei inúmeras vezes em corpo de homem e de mulher sem problemas (no Oriente sempre homem; no Ocidente, as vezes homem, as vezes mulher), porque isso é necessário para a evolução através da implantação do amor incondicional pela humanidade, pela terra, pela vida, etc.

O primeiro país africano que morei e trabalhei, nesta vida, foi Libia, colonizada pelos italianos… Lá fui visitado por sete mulheres curandeiras numa manhã de domingo, com pompas e circunstâncias. Naquela época ainda não era espiritualizado. Foi um choque ver aquelas  mulheres, com rosas amarelas nas mãos, entrando pela porta da frente da casa e me enchendo de mimos que iam lá fundo no meu coração. Lembro quando criança, nesta vida, e também na adolescência, a grande preocupação por ver em mim o corpo masculino, os órgãos genitais, a pele branca, a altura menor do que a esperada. Achava que só eu tinha os órgãos genitais masculinos, até ir para a escola. Lembro de quantas vezes cai, me feri, era chamado de “desastrado” pelos pais porque deixava as coisas cairem das mãos, pulava de lugares altos achando que eram baixos, pegava pesos maiores que meu corpo suportava, falava como adulto no meio dos pequeninos colegas da escola primária. Havia um claro desajuste entre corpo e alma. Quando tinha sete anos, enfrentei uma pessoa que tinham prendido animais de propriedade dos meus pais, fui no local e libertei os animais. Não sei o que a pessoa estava vendo em mim mas me lembro de ver aquele homem congelado olhando pra mim e me deixando soltar os animais. Lembro das muitas vezes que fui levado em viagem astral e na volta tinha medo de não caber no corpo físico. Isso era um prato cheio para não voltar para esta vida, até que a espiritualidade me empurrou para o estudo e o conhecimento, primeiro pela dor – agora pelo amor.

Isso me fez ter dificuldades de dirigir, de andar a cavalo, e quebrar muita coisa porque achava que pegava e não pegava. Hoje, graças a todo essa dedicação de um monte de gente, estou  muito feliz com meu corpo e pude voltar aquela vida na África para “conversar”com meu próprio ser e definitivamente aprender comigo mesmo as mil facetas, sem lógica, dos mundos não-físicos. Foi um resgate de alma, da minha própria alma. Mais do que nunca compreendo todos aqueles que não se amam, não se gostam, se rejeitam de alguma forma, são infelizes nos seus corpos porque sei que há um gancho em uma vida anterior que impede a aceitação e com isso a felicidade aqui e agora. Tudo isso pode ser mudado!

A bondade dos seres que me acompanham é tão grande que eles aproveitaram para me fazer encontrar amigos daquela época, mostrar que muitos foram resgatados na vida atual em forma de alunos, clientes e em relações afetivas, e também para me mostrar que é muito raro um espírito receber um corpo que se encaixe perfeitamente naqueles padrões mensuráveis que ele ou ela está acostumado a experimentar. Vi e achei até cômico corpos pequenos com espíritos enormes e corpos enormes com espíritos de “tamanho” pequeno andando nas ruas, com todas as dificuldades dessa falta de encaixe. Alguns tentam, inconscientemente, “compensar” essas dificuldades usando roupas largas demais ou curtas e apertadas demais – e em nenhum dos casos o ajuste acontece, até fica ridículo, porque esse ajuste é mental, espiritual, e envolve muito amor por si mesmo. As vezes é como carregar uma bacia grande com uma xícara pequena dentro, ou colocar na mala do carro uma bola de basquete solta. Algumas pessoas sofrem tanto com esses desajustres que muitas vidas são desperdiçadas e muito projetos de evolução não são cumpridos, com a ajuda negativa da família, da escola, dos amigos e vizinhos. O que fazer?

A solução está no trabalho terapeutico de auto-aceitação, mesclado com orações, prática de esportes (até caminhar ajuda), a construção do pensamento positivo e as práticas energéticas como Reiki. E você der ouvidos aos algozes que toda família tem, vai ser uma pessoa sempre infeliz. A felicidade dão se compra nem vem na herançaer. A felicidade é uma conquistada individual. Não havendo a aceitação haverá profundos problemas no futuro porque o futuro vai depender só e unicamente da vida presente. (*) José Joacir dos Santos, é doutor em psicologia oriental. jjoacir@yahoo.com

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Nota do autor: incentivo o estudo da psicologia com a vestimenta reencarnacionista porque foi aí que me encontrei. Em uma simples busca no Google em 12/06/2010 com a palavra “reencarnação”, aparecem  ”Aproximadamente 236.000 resultados em 0,38 segundos”. Ao colocar a palavra traduzida para inglês “reincarnation”, aparecem “Aproximadamente 3.990.000 resultados”. Claro que nem tudo na internet é confiável, mas é isso que temos no nosso tempo hoje para consultas. Com esse novo conhecimento, você vai abrir a Bíblia e reler tudo o que já leu com uma visão diferenciada porque tudo está lá “para quem tem olhos para ver”.  

 

 

 

 

É triste o quadro da saúde mental nos EUA

gts_map.gif SAÚDE MENTAL

A edição de outubro do jornal “Psychiatrist”, para assinantes, traz um ensaio assinado pelo Dr. Peter F. Buckley, sob o título “Fatores que influenciam no sucesso do tratamento de esquizofrenia”, no qual, pela primeira vez, é listado junto ao artigo o nome dos laboratórios farmaceuticos dos quais o autor recebe pagamento para avaliar os medicamentos psiquiátricos e antidepressivos. O que me chama a atenção no artigo científico não é a discussão do autor sobre qual droga é mais ou menos eficiente nos tratamentos, que ele mesmo diz “não dispõe de evidências claras” sobre o que os médicos escrevem sobre as reações positivas e negativas dos medicamentos. É citado vários “estudos” feitos em pacientes com os medicamentos e também me chama a atenção  quando ele diz que tal e tal medicamento foram testados juntos  e esse e aquele foram “descontinuados” por não fazer efeito “depois de 18 meses” de ingestão. Dezoito meses de ingestão para ver se aparece um resultado?

Quando o autor fala em farmacogeneticos e poliformismos, diz que “até recentemente, as razões pelas quais um paciente mostra um mínimo ou não não-mostra resposta a um antipsicótico tem sido um mistério”. No final do artigo o autor cita a entidade chamada “Substance Abuse & Mental Health Services Administration (SAMHSA)”, “a qual enumerou uma lista de dez componentes que caracterizam o processo de recuperação” de pacientes sob tratamento com remédios psiquiátricos e/ou antidepressivos (que nos EUA não é exclusividade de médicos): “auto-direção e responsabilidade (do paciente em colaborar com o tratamento); individualização de tratamentos (reconhendo que ninguém tem uma genética igual) e tramentos holísticos combinados com alopáticos (enfatizando a importância da adaptação ao processo às necessidades individuais de cada paciente); tratamento envolvendo o paciente como um todo (emoção, mente, corpo e espírito); tratamento não-linear; tratamento que envolva serviços de apoio e a eliminação de preconceitos; e ânfase na esperança de recuperação”. O autor conclui que “em mais de 50 anos, o tratamento de esquizofrenia permanece inconclusivo”, isto é, a medicina alopática não encontrou a fórmula mágica, mas continua testando medicamentos. Ele diz: “um tratamento sério ainda está para aparecer” (acho que ele quer dizer: eficaz).

Nas referências, o autor é honesto e apresenta uma nota de rodapé na qual aparece um link para o site da NANI (The National Alliance on Mental Illness). A NANI publica o resultado de uma pesquisa que apresenta o quadro nacional dos Estados Unidos em termos de tratamento de doenças mentais (acima, aperte para aumentar), com o grau de eficiência dos sistemas de saúde, estado por estado. A letra “A”, em azul, é o mais eficiente mas não chega a bom, e a letra “U” é o estado que não respondeu à pesquisa (Nova York e Colorado). Colorado está na sétima posição no número de suicídios (a primeira posição é o número maior de suicídios). Para ver detalhes da situação em cada estado, copie o link a seguir inteiro e junto:  http://www.nami.org/content/navigationmenu

/grading_the_states/NAMIs_Grading_the_States_2006_Report.htm

Nenhum estado recebeu a cor azul, de “bom”, e a cor verde, letra “B”, onde a situação é “médio”, só cinco estados aparecem. A cor amarela já é “ruim”, e neles está um dos estados mais ricos e considerados “leves” que é a California, mesmo assim ocupa a 42ª posição na quantidade de suicídios, entre os 48 estados. Só em San Francisco, nos últimos dois anos, é alarmante o número de suicídios efetivados em um dos principais pontos turísticos da cidade, a ponte Golden Gate. O Havai, considerado turístico, ocupa a posição 41ª. O primeiro da lista é o estado de Wyoming (MY), localizado no Centro-Norte do país. Esses estados do centro-norte é onde moram aqueles norte-americanos mais consevadores, onde existem aquelas seitas e religiões extremistas, onde imigrante não tem vez. O estudo aponta as deficiências de cada estado, e de um modo geral está a “falta de comprometimento dos profissionais de saúde, falta de hospitais (os hospitais de saúde mental do Havai são superlotados), falta de treinamento adequado, preconceito, falta de recursos (pouquissimos são os hospitais que oferecem serviços públicos e gratuitos), falta de treinamentos assertivos”. Há que se considerar a complexidade da sociedade norte-americana atual, onde há um alto índice de automedicação porque poucos podem pagar os caríssimos tratamentos hospitalares e o povo é vítima do excesso de propaganda sobre”medicamentos maravilhosos” nas meios de comunicação. Há uma carência muito grande de profissionais habilitados e um aumento grande de pacientes necessitados que voltam de guerras, como Iraque, conflitos sociais internos, drogas e desastres naturais. José Joacir dos Santos é jornalista e doutor em psicologia jjoacir@yahoo.com

As cenas do filme eterno se repetem

my-carpets-stolen-in-riade-saudi-arabia.jpgVIDAS PASSADAS * Por José Joacir dos Santos 

É muito interessante a dinâmica com que os assuntos são encaminhados para o meu trabalho. Por exemplo, quando aparece um dependente químico, em sequida vem um grupo. Quando o problema é conflito familiar, vem cinco ou seis clientes com o mesmo assunto, e assim por diante. Os textos também. E o assunto esta semana está sendo reencarnação, karma, vidas passadas. E não há um só minuto de descanso. O trabalho é dia e noite. Quando o corpo dorme, o espírito trabalha e é levado a ver o passado, meu e de outros, derrubando por terra conceitos, preconceitos, afirmações e crenças. Dia sim dia não estou na China, aliás, nas Chinas, porque cada vez é uma região completamente diferente, como se hoje estivesse na Paraiba e amanhã em São Paulo. Nem sempre as sistuações são boas ou prazeirosas. Nos seis anos desta vida que vivi em Pequim, reencontrei pessoas das vidas anteriores e eu pensava, até ontem, que eu era quem tinha dívida com todas elas. Pois é, pensava. Assisti, ontem, bem de perto, uma de minhas vidas em que viajava na Rota da Seda até o Egito, como negociante de tapetes, e me foi revelado o caráter das pessoas que viviam comigo naquela época, cuja convivência se repetiu em várias vidas, inclusive na atual, na eterna roda do Karma. A grande vantagem são as minhas especialidades acadêmicas. O fato de ter estudado, nesta vida, a mente humana, a emoção e a natureza do espírito, torna tudo mais fácil. Sou tratado e cobrado pelo que conheço, estudei e sei.   Em termos emocionais, não é fácil voltar a encontrar as pessoas, com sentimentos mistos, ver o pai, a mãe, mulher, filhos, empregados, colegas, chefes, cada um se revezando em uma posição diferente das demais vidas, como um redemoinho que não se livra de si mesmo. Nesta noite, a grande surpresa foi reencontrar uma pessoa que muito me ajudou quando vivi em Pequim, nesta vida, e saber que ela já esteve comigo em outras vidas. Nesta revelação ela era um empregado de confiança que roubava e forjava assaltos contra mim e meus negócios, naquela vida. Certa vez a caravana inteira foi roubada e os assaltantes foram tão cruéis que me obrigaram a continuar a jornada despido. Houve mortes. Nesta vida, essa pessoa veio ao meu encontro para redimir o seu Karma e, mais uma vez, fracassou. Desta vez, quem era o negociante era ela. Em 1991, caminhando em Pequim, ela se ofereceu para comprar um tapete que gostei muito e estava sem a carteira. Disse não, mas ela insistiu e compramos o tapete. Uma semana depois paguei o tapete. Um mês depois, ela me cobrou o dinheiro do tapete. No começo pensava que era brincadeira mas o assunto ficou sério e veio uma ameaça. Constrangido e magoado, achei melhor pagar o tapete mais uma vez do que ter meu nome vinculado a fofocas. E o meu salário era bem contado naquela época, a Era Collor de Mello, sem chances de sobrar. A amizade foi danificada como um copo de cristal que se quebra. Antes da minha partida definitiva de Pequim, essa pessoa teve prejuízos financeiros e os segócios dela fracassaram ao ponto de ter que se desfazer de bens para pagar dividas.  Tudo poderia ter ficado como estava se não fosse a noite passada, onde tudo foi revelado sem tirar nem por. O outro detalhe, não menos importante, é que aquele tapete foi roubado juntamente com 15 outros tapetes na minha mudança entre a Arábia Saudita e a Indonésia e eu perdi tudo, em 1997. O funcionário que deveria ter feito o seguro total da mudança não o fez. O meu chefe que deveria ter cobrado justiça junto às autoridades da Arábia Saudita nada fez, assim como o outro chefe na Indonésia ignorou todo o meu prejuízo. Em Brasilia, o Departamento de Pessoal ignorou o meu drama, eles estavam preocupados apenas com suas promoções. O meu container chegou em Jacarta, Indonésia, apenas com caixas vazias e saqueadas. Naquele dia, a minha vida mudou. Redirecionei o foco, ligado a tapetes e outras coisas, influenciado pela posição que ocupava como funcionário público de um importante ministério em Brasilia, para o estudo e o aprendizado. Foi naquele dia, diante do container vazio, completamente abandonado por quem deveria me proteger, que decidi investir no meu ser espiritual eterno. Ninguém rouba conhecimento e experiência! Os copiadores de textos da internete, por exemplo, roubam apenas os textos mas não conseguem esconder que a idéia não é deles. É fácil de ver isso, só prestar a atenção nas idéias. Ninguém rouba a construção intelectual do meu ser espiritual eterno, mesmo roubando tapetes e ignorando a vida dos funcionários. Voltar a este passado foi mais um aprendizado e agradeço a quem me levou de volta, para poder ter a chance de escrever para você, leitor, e, quem sabe, se espelhar em mim e na sua história. José Joacir dos Santos é Doutor em Psicologia – jjoacir@yahoo.com

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