Gays são excelentes pais

A NOVA FAMILIA         

         Nenhum governo tem coragem hoje de fazer desfeita com as verbas para a educação porque sabe que a ignorância é inimiga da evolução, da democracia e a história vai lembrar dos seus feitos para sempre – exceto em alguns estados brasileiros. Quando há condições sociais favoráveis e democráticas, a famíla de hoje é cada vez mais educada, independente emocionalmente e encara as diferenças individuais com mais compreensão e naturalidade. Tabus e preconceitos são cada vez mais vergonhosos, inadmissíveis e ninguém quer ser apontado como portador dessa ignorância. As sociedades democráticas evoluem e aquilo que era considerado problem é hoje visto com uma opção de vida, como a homossexualidade, viver solteiro, a terceira idade, a mulher chefe de família etc. A família moderna se adapta à evolução comportamental da espécie humana que através da educação, que é a base da democracia, e começa a compreender que todos somos iguais independentemente das preferências e dos comportamentos individuais. A Nova Era refaz o conceito de família para salvar a própria família e reafirma que preconceito sexual, por exemplo, é sinônimo de ignorância e desrespeito. Já se sabe que gays fazem sexo na cama do mesmo jeito que qualquer um outro ser humano não-gay. As estatísticas norte-americano dizem que a grande maioria dos abusos sexuais registrados nas prisões são cometidos por homens heterossexuais, inclusive casados – contra gays e não-gays! É fácil atacar gays porque a maioria não tem o apoio emocional sequer da própria família. A preferência sexual não faz um pai ser bom ou ruim, mas tem pai que exclui filho por causa da forma como o filho se expressa sexualmente. Os orfanatos estão lotados na America Latina! Você acha que essas crianças são filhas de gays?

            Já não é segredo que a pobreza não é cármica e está atrelada à ignorância e a falta de educação básica da população, em todos os sentidos. Quando São Francisco de Assis saiu da casa do pai, há séculos, tinha certeza que era impossível viver um estado de pureza arrodeado de rigidez, opulência adquirida mediante a exploração dos outros, mão-de-ferro, escravos, serventes e preconceitos. Mais tarde o franciscanismo confundiu pureza com pobreza e este foi mais um equívoco do catolicismo europeu exatamente porque não consegue resolver os seus próprios preconceitos em nome de Deus – entre eles declaradamente contra os homossexuais, como se esses não fossem filhos de Deus da mesma forma que os heteros são, colocando uma barreira social desnecessária exatamente em um assunto em que o celibato é fragilizado e responsável pelas igrejas vazias.  A riqueza, a prosperidade e o respeito pelo ser humano só são alcançados com o acesso fácil e amplo à educação, à leitura e ao conhecimento, mas toda a história humana desde Jesus não foi capaz de ensinar isso às sociedades cristãs, muito menos às igrejas. Todos os movimentos populares tiveram origem nas camadas mais escolarizadas da sociedade, embora as consequências tenham atuado contra essas clases – como aconteceu com a Lei Aurea: a elite lutou pela libertação dos escravos – nada mais justo – e perdeu o lucro das grandes fazendas onde os negros eram estigmatizados por aquilo que representava a escravidão.

            A educação é responsável pelo desenvolvimento da família como um todo. Na grande maioria de casos dos desastres familiares investigados, os indicadores apontam numa direção: ignorância dos pais, dos chefes de famílias ou responsáveis que fracassam na condução dos interesses da família. Com a evolução da espécie e a influência da Nova Era, indivíduos bem educados e sadios têm plena capacidade de discernimento já aos 16 anos. A internete e a abundância de publicações boas e ruins têm contribuído com isso. Políticos brasileiros debatem a maioridade mas têm medo de ir em frente porque têm culpa acumulada pelo descaso com que conduzem suas vidas públicas sem comprometimento com as necessidades da população e por isso há falhas profundas na educação. Não há desculpas que justifiquem ações preconceituosas de qualquer espécie, ainda mais de pessoas que trabalham com o nome de Deus e em nome da sociedade.

            O entendimento e o respeito pela pessoa humana são fundamentais para com aqueles que nasceram com comportamentos diferentes, inclusive sexuais. Os movimentos pela liberação homosssexual nasceram há algumas décadas quando os EUA mandava seus filhos para uma guerra que ninguém compreendia – a do Vietnã. Quando a opinião pública acordou e percebeu o que estava apoiando uma causa sem rebelde, comecaçam a aparecer acusações de que eram mandados para a guerra os indesejados, entre eles negros, latinos, homossexuais e imigrantes pobres – isto é, a escolha era baseada no preconceito. Dizem que essa situação não mudou com a guerra do Iraque. Ainda hoje há muitos estados norte-americanos onde gays são assassinados e excluídos. No Brasil esse número é alarmante embora não haja estatística confiável. Hitler, Stalin e Mao mataram centenas de gays, embora muitos líderes gays apóiem o comunismo e o socialismo ainda hoje. A Igreja Católica, assim como protestantes e evangélicos, condena abertamente essa opção de vida até hoje e ninguém lembra que Jesus acolheu como discipulos uma prostituta e um indeciso sexual chamado Paulo. O que dizer daquelas igrejas caça-níqueis que prometem “curar” homossexuais? Mas os países desenvolvidos já olham para essa questão com olhos mais sadios, assim como alguns corajosos gatos pingados do sistema jurídico brasileiro onde já há jurisprudência na adoção de crianças por casais ou solteiros gays, união estável, “casamentos”, direito a seguro-saúde etc. Não há uma política pública clara a favor das diversidades culturais e humanas no Brasil. Há muitos projetos do Governo para erradicar a pobleza física mas não a pobreza emocional e mental baseada em preconceitos de muitas espécies. O governo ainda aparece como patrão, não como pai. Quando o Governo Lula acabar, corre o risco do número de pedintes no Brasil ser maior do que o de quem pode dar esmolas.

            As estatísticas norte-americanas falam alto e mostram que os casais homossexuais têm mais dinheiro, vivem melhor, viajam pelo mundo, trabalham por causas sociais, são os que mais atendem a situações emergenciais de desastres naturais e, mais recentemente, são os pais mais exemplares. Há muito são os que melhor cuidam dos pais na velhice e representam grandes parcelas da sociedade nas grandes cidades. Não há esse tipo de estatística no Brasil por causa do preconceito em tratar assuntos que são o dia-a-dia de milhares de pessoas em todas as camadas da sociedade. A homossexualidade é parte da história emocional humana e não é um “defeito” ou um “castigo” de determinada classe, raça ou etnia. O estado norte-americano de Ilinois tem “limpado” as creches de crianças negras que não são adotadas pela população negra pobre e decadente nem por brancos héteros e preconceituosos. Em 2006, gasais não-gays brancos norte-americanos adotam 60 mil crianças chinesas enquanto que as crianças negras continuam nas creches! Chinês não corre o risco de mudar de cor, não é verdade? Gays brancos ou casais onde um é branco e o outro é negro adotam e dão todas as opções de educação às crianças porque são pessoas, em sua maioria, com bom nível educacional e financeiro – seguro-saúde, por exemplo, é um sonho que muitos norte-americanos não podem contar mas os gays podem pagar. O processo é ainda longo, cheio de entrevistas, mas funciona. Vários estados norte-americanos já incluem no registro de nascimento do menor adotado o nome dos dois pais ou das duas mães ou apenas de um quando o casal assim decide. A Lei nos EUA para menores é igual a dois mais dois: cobra financeiramente dos pais e responsáveis todo o apoio necessário ao bem-estar do menor até a declaração da maioridade e quem não cumpre vai ver o sol nascer quadrado. O sistema jurídico brasileiro precisa sair do armário da ignorância e tomar atitudes positivas, que preencham as necessidades da sociedade que lhe paga os gordos salários. Imposto não tem preferência sexual, de raça, de cor, de religião e nós brasileiros somos sufocados por impostos. Para onde esse dinheiro vai?

          Esse novo comportamento social norte-americano mexeu com os profissionais de saúde nos últimos cinco anos, que têm agora que se adaptar à evolução social e da espécie humana, soltando para sempre as teorias psicológicas baseadas nos mestres de dois séculos atrás, as quais naturalmente refletem os preconceitos sociais das sociedades de cada época. Ainda há psicólogos que mandam clientes gays para o psiquiatra enterrá-los nos remédios sonolentos para que eles não percebam que estão vivos. O processo de seleção de profissionais de saúde, especialmente na área psicológica para cargos públicos são conduzidos, em alguns estados norte-americanos, por profissionais com conhecimento de causa no que diz respeito a novos comportamentos sociais, isto é, homossexuais inclusive. As forças policiais de alguns grandes conglomerados urbanos como Nova Iorque e São Francisco incluem, há tempos, em seus quadros, profissionais de diversas opções sexuais para lidar com a população emancipada, liberada dos preconceitos e conhecedora dos seus direitos individuais e civis com igualdade de condições. A chefe de todo o sistema de segurança do transporte, inclusive metrô, da cidade de São Francisco, é um indíviduo transsexual que superou, em eficiência, todos os homens héteros que ocuparam o mesmo cargo nos últimos dez anos, segundo a imprensa local. Quantos exemplos de gays bem-sucedidos e saudáveis emocionalmente é preciso para satisfazer o apetite da ignorância? Esses são sinais de mudança comportamental da espécie humana advindos da educação e do entendimento de que todo ser humano é igual em todos os sentidos, independentente do seu comportamento entre as quatro paredes do quarto em que dorme. José Joacir dos Santos é jornalista e psicoterapeuta jjoacir@yahoo.com.

Fui abduzido sem violência

             Em todos os contatos com seres de outras dimensões, desde os sete anos de idade, sempre tive que brigar para não ir com eles porque a maneira forçada como eles faziam contato parecia ser sequestro, invasão de privacidade ou qualquer outra definição parecida. Todos pareciam não ter sentimento algum e pouco ligarem para os meus protestos. Os primeiros contatos foram na Paraíba, depois em Brasilia, em Jakarta, na Indonésia, e em um quarto de hotel em São Paulo. Os seres que me apareciam era rudes, me pegavam à força, congelavam e/ou paralizavam os meus movimentos para me puxar para os seus veículos. Há uma “coincidência” estranha nisso: esses contatos agressivos sempre aconteciam em Brasilia quando havia manifestações políticas nas ruas, com quebra-quebra, envolvendo os sem-terra, e em Jakarta durante o quebra-quebra promovido por grupos islâmicos contra a independência do Timor Leste – qual seria a conexão? Seriam esses acontecimentos inspirados? Muitas vezes tive que chamar os meus mentores espirituais, guias e pedir a interferência deles porque o assédio era constante e sempre grosseiro, forçado, que me fazia perder a consciência e não registrar muitos detalhes. Alguns vezes não adiantou chamar ninguém. Na minha irfância e adolescência era horrível porque eu não tinha religião e nem a quem chamar. Certa vez toda a instalação elétrica da casa ficou em pane por horas em Jakarta, sem que o mesmo ocorresse com a vizinhança. Todos os aparelhos eletrônicos também pararam de funcionar, até o alarme da casa. Os seres são de diferentes lugares no universo e têm diferentes propósitos na nossa dimensão. Alguns deles tratam o ser humano da mesma forma que o humano trata os chipanzés nos zoológicos. Ontem, essa história mudou.

 É bom esclarecer que isso não é viagem astral, não é aparição de espírito, não é sonho e nem sou esquisofrênico como a turma ortodoxa gosta de classificar as pessoas com essa habilidade. A viagem astral é um desprendimento natural do corpo, com ou sem ajuda de mentores, onde o corpo físico fica ligado ao corpo espiritual pelo cordão prateado, embora algumas pessoas não precisem mais do cordão prateado, e elas têm sempre o propósito de visitar lugares conhecidos, pessoas, fazer resgates e aprender. Servem como empurrão para pessoas que têm missões fortes a cumprir e estão paradas por alguma razão. Espírito só aparece a quem tem conexão para ajudá-los porque os obsessores nem aparecem e só atrapalham. A interferência deles é nítida e pode ser verificada por quem conhece. Há quatro estágios nos sonhos, e você pode ler sobre eles em outro artigo meu. Esses contatos com seres de outras dimensões são bem reais e envolvem o corpo físico como ele é e o contato é direto, onde se pode ouvir e ver os veículos utilizados, bem como tudo ao redor – o objetivo é quase sempre buscar cobaia para pesquisar o ser humano, física ou mentalmente. Pessoas com esquisofrenia não lidam com nenhum dos casos acima porque a doença está ligada à memória celular da própria vítima – felizmente tenho plena saúde.

 Por volta das seis da tarde, com o Sol alto no horizonte, televisão ligada, respondendo a e-mails na internete, senti forte barulho interno, no ouvido, tremores no corpo, peso físico. Já sei que isso é chamada para contato. Olhei ao redor e não vi nada, mas quando comecei a perder o interesse pelo que estava fazendo percebi que era hora de deitar – porque senão perco o controle físico. Assim que deitei senti o vidro da janela do meu quarto vibrar como um vento forte. Olhei e não vi nada, mas senti uma onda magnética pelo quarto inteiro. Quem é? Perguntei, como de costume, e nada! Fechei os olhos e vi um ser junto aos meus pés na cama, em branco prateado, luminoso. Perguntei o que queria e ele me mostrou um quadro com um programa, calendário, agenda, horas e mentalmente me disse que queria me convidar para participar daquele programa. Questionei o programa e ele me mostrou o sistema neurológico do cérebro em uma tela e perguntou se queria experimentar antes. Respondi positivamente e ele me fez entrar no meu próprio cérebro e ver as camadas cerebrais, os circuitos, as cavernas, a memória “líquida” percorrendo os neurônios parecendo estalactites. Fiquei encantado também com a cor interna do cérebro e disse que gostaria de participar. Ele me mostrou quantas pessoas participariam do programa, cerca de 20 mil, em 191 países, de diferentes raças e projetou uma espécie de contrato (só imagens) nas minhas mãos, parecendo um tábua eletrônica. Olhei o “contrato” e disse sim. Usando uma espécie de laterna manual, ele projetou sobre o meu corpo uma luz branca que dava a sensação de geléia, pegajosa. O meu corpo entrou na luz, que me levou imediatamente e numa velocidade fantástica, como se a casa não tivesse paredes, para um veículo estacionado na rua, quadrado, como uma ambulância, suspenso no ar e de uma claridade que ofuscava a minha vista.

 Do lado de fora havia uma mulher mais ou menos da minha estatura, oriental, falando em japonês com aquele que me guiava. Ao entrar no veículo, a luz se fundiu na própria luz do veículo e me projetou em um outro, muito grande, estacionado em uma região do deserto da Califórnia. Lá, deitado, a mesma pessoa que me conduziu reapareceu, entre outras, algumas falando japonês e outras que não falavam com a boca, apenas telepaticamente. A energia do lugar era tão forte como um calor que nos faz dormir e o meu corpo caminhava para o sono, sentindo um estranho frio interno. Percebi que eles projetavam tudo o que eu pensava em uma imensa tela e minha voz mental era audível como se um enorme autofalante estivesse ligado – adorei essa parte e se não fosse interrompido teria pensado muitas coisas para ver as imagens. Alguém me mostrava as partes do cérebro, do lado direito, onde são possíveis, segundo a orientação, desenvolver a capacidade de pensar e executar mais de uma coisa ou pensamento ou projeção de imagem ao mesmo tempo e eu adorei fazer isso (não sei se a ciência pensa assim). Fiquei meio embaraçado, mas por pouco tempo, quando vi que o telão projetava o meu corpo completamente nú (tinha pensado que estava nú) para toda a audiência mas vi que ninguém se preocupava com isso. Em certo momento, alguém disse que o meu corpo perdia muita energia e precisava ser “recarregado”. Outro alguém projetou porções de algo parecendo bolas de sorvete coloridas na frente da minha boca e me mandou morder, mastigar e engolir. Assim que comecei a fazer isso, senti a energia do meu corpo se estabilizar, o sono diminuir e o calor interno aumentar. Era gostosa a “comida”, mas não tinha sabor conhecido e se desmanchava na boca como sorvete. Muitas outras experiências foram feitas e me comprometi a não revelar, entre elas, a minha capacidade de ver sem óculos.

 Quando acabou, aquele ser inicial disse, por telepatia, que era hora de voltar e já marcou o próximo encontro. Projetou novamente a luz sobre o meu corpo e me mostou o veículo do lado de fora, pequeno, mas disse que eu tentasse caminhar sozinho até o veículo mas não entrasse, ficasse atrás. Assim o fiz. Logo que fiquei atrás o veículo desmaterializou e eu me vi só, dentro daquela bolha de luz gelatinosa e todos eles me olhando. Um deles disse: pense agora no lugar onde lhe pegamos. Pensei na minha cama e numa velocidade que jamais pensei existir fui trazido de volta para a cama. A sensação de voltar foi maravilhosa e o cobertor estava quente com a energia que eu trazia, de forma que os pelos todos se arrepiaram. Olhei imediatamente no relógio de cabeceira e haviam se passado quatro horas certinhas. A casa estava toda iluminada, o computador e a televisão ligados e os meus vizinhos devem ter estranhado o barulho já que àquela hora geralmente estou dormingo: 22:30.Andei pela casa, meio mole, desliguei tudo e estava com uma fome imensa. Foi ao banheiro e houve uma volumosa limpeza, ao ponto de ter que dar mais de uma descarga no vaso. Espantado, lembrei que sequer tinha jantado antes do acontecido e só me alimentado daquilo que foi servido no laboratório deles. Qual seria o motivo dessa que chamo de limpeza? Pensei que iria ficar a noite inteira no vaso… Abacai não comendo nada. Ao contrário do que acontece quando durmo durante o dia ou tenho visitas espirituais, voltei para a cama e dormi a noite inteira amanhecendo com uma sensação agradável de felicidade, disposição e como se a minha cabeça tivesse diminuido de tamanho. O mais interessante foi ver os carros pararem para mim quando caminhava para o ponto do ônibus, o que normalmente não acontece… Parei esperando eles passaram mas alguém parou, acenou que eu passasse e todos os outros ficaram esperando. O que estaria acontecendo? Percebi que estava com forte carga magnética, que durou o dia inteiro. Outra detalhe interessante é que tudo o que estava pendente na minha vida andou de alguma forma. Espero ter permissão para continuar narrando esses encontros. San Francisco, 25 de maio de 2007. José Joacir dos Santos é jornalista. jjoacir@yahoo.com 

Experimentam vacina contra o vício da cocaína

freud.jpg flor-da-coca.jpgSem identificar o hospital espanhol, a agência de notícias EFE publicou dia 08 de maio passado notícia segundo a qual o serviço de psiquiatria do hospital estaria iniciando um projeto de vacinação de 50 pacientes viciados em cocaína com a “vacina contra o vício de cocaína”. Os pacientes, que seriam de Barcelona, Madri  e Valência, teriam entre 18 e 50 anos  e entre os selecionados não poderia existir pacientes com “outras enfermidades físicas ou transtornos mentais” – porque a cocaína os potencializa.  A notícia não deu detalhes técnicos da vacina e nem mencionou se estaria sendo posto em prática o princípio homeopático. Se por acaso existe noticiário eletrônico no além, quem deve ter estremecido com essa notícia foi o pai da psicanálise, o Dr. Sigmund Freud, introdutor da pesquisa com a cocaína para tratamentos psiquiátricos na Europa por volta de 1884. Ele pensava estar no caminho certo para altas descobertas com o que na época era chamado de “pouco conhecido alcalóide cocaína”, extraído de folhas cultivadas por índios latino-americanos, especialmente do Peru (na época). O carro-chefe da propaganda da coca, já no século 19, era que os índios peruanos mascavam a folha contra a fome e o cansaço.

Freud era ambicioso e queria estar no time de frente da Europa de sua época, segundo Ernest Jones, autor de The Life and Work of Sigmund Freud, página 52. Assim que começou a recomendar a cocaína aos pacientes, a qual comprava a peso de ouro já naquela época a distribuidores europeus (que não eram chamados de traficantes), e chegou a pensar que o pó lhe daria fama, dinheiro e prestígio porque imaginava estar no caminho para substituir a morfina no tratamento da dor fisiológica. Nas cartas que escreveu a amigos, chegou a mencionar que tinha “um novo e esperançoso projeto terapeutico”. Confessa que indicou o pó para vários clientes, mas em doses muito pequenas e no estilo médico porque ele não vislumbrava a possibilidade da droga ser utilizada para outros fins, nem também achava que ela poderia viciar alguém – o que hoje sabemos ser esse um dos sintomas dos viciados: perdem a capacidade de raciocionar com clareza; confiam na eurofia que a droga produz no início; não percebem que o corpo vai precisar de maior quantidade na medida que o tempo passa; acham que não viciam; e que podem parar de usar a qualquer momento – os danos só são percebidos muito depois da primeira dose e as vezes nunca serão. A pessoa pode começar a adoecer, ir ao médico, tomar remédios ocultando o vício, e os problemas fisiológicos despencam um atrás de outro.

Apesar da recomendação contrária de amigos mais próximos, médicos, inclusive advertindo sobre as implicações públicas que suas teses poderiam gerar, Freud  publicou alguns artigos defendendo o uso terapeutico da cocaína em prestigiados jornais da época, entre eles Heitler’s Centralblatt fur die gesammte Therapie – da Bélgica. Agora já atraía colegas curiosos e dispostos a participar da pesquisa, com os quais viria a romper amizades pela disputa da liderança das pesquisas, que Freud queria só para ele. Há um episódio citado no livro acima, segundo o qual Freud e amigos teriam combinado de publicar simultaneamente alguns resultados dos estudos da droga mas os amigos “se esqueceram” do combinado, publicaram sozinhos e juraram de pés juntos que não haviam combinado nada. Freud foi incapaz de perceber que esse “esquecimento” já fazia parte dos efeitos colaterais da droga nos colegas viciados. Ele também foi incapaz de perceber que “a droga mágica”, como a chamava, o havia pego pelo pé. Reclamava que a sua namorada estava gerando despesas com o uso da droga mas não admitia que ela já estava viciada. Nesse período, a bibliografia não é clara e as cartas são mais confusas ainda sobre a possível paixão de Freud por um ou outro amigo que parecia mais interessante que a namorada viciada.

“Tomo doses muito pequenas regularmente contra depressão e indigestão, com brilhante sucesso. Espero que ache um jeito de acabar com os vômitos”, registrou Freud em cartas. Nos circulos sociais da classe médica rondava um zum-zum sobre as pesquisas do Dr. Freud e já as apelidavam de “delírios de Freud”. O pai da psicanálise reagia com muita raiva a comentários e fofocas até que um paciente morreu de overdose e um amigo, Keller, também médico, imigrou para os Estados Unidos já viciado e aqui foi reconhecido como portador de distúrbios da personalidade, outro efeito colateral da droga que o Dr. Freud não chegou a imaginar que ocorreria aos viciados – uma das suas fotos mais famosas ele exibe um enorme charuto, que também naquela época ninguém achava, nem ele, que o fumo era nocivo à saúde mas, sim, símbolo de status e de masculinidade.

Acuado por todos os lados e depois de observar que alguns pacientes entravam em convulsão, tinham severas insônias, perdiam o controle sobre os próprios distúrbios emocionais depois de intoxicados (viciados), viam cobras nas paredes sob o efeito da droga, Freud tentou baixar um pouco a bandeira do pau mas era tarde: a sua reputação de médico já estava abalada seriamente. Ele já suspeitava, mas como viciado era incapaz de ir mais à frente, que a cocaína injetada parava a dor mas não funcionava como um substituto para a morfina, o corpo pedia sempre uma dose maior, tinha efeitos colaterais que ele ainda não compreendia, que a superdose matava e, acima de tudo, viciava. O que mais lhe intrigava era o fato de que alguns usuários da droga não demonstravam claramente os efeitos colaterais, inclusive ele, enquanto que outros era logo visível o efeito mórbido. Tecnicamente Freud cometeu o grave erro de pensar que a cocaína só viciaria aqueles que a injetam pela veia. Também estava longe dele perceber os danos que a droga causa às funções cerebrais como um todo.  Naquela época ainda não se sabia que cada um tem uma genética diferente e reage diferentemente a estímulos iguais. As questões do DNA e da memória celular ainda não apareciam nem psicografadas. Ele pensava que se administrasse nos pacientes apenas 0.03 a 0.05 gramas por dose funcionaria como medicamento mas não sabia que o corpo absorve essa dose rapidamente e passa a exigir doses maiores a cada dia, ao ponto do usuário perder o controle e caminhar para as superdoses capazes de impedir o funcionamento normal dos órgãos internos como fígado, baço, pâncreas, coração, sistema linfático como um todo e até do sistema digestivo. Quando o viciado atinge essa etapa começa a ter tremura nas mãos, necessita de outras drogas adicionais, quer misturar cocaíca com outras coisas mais excitantes, tem dores pelo corpo, tem cansaço, começa o processo de perder ereção e toda a bagagem emocional não-trabalhada sadiamente despenca. Tem ataques estéricos com pequenas coisas e todas as fraquezas do seu sistema físico vêm à tona, embora a grande maioria dos usuários seja incapaz de perceber qualquer desses efeitos colaterais da droga — perdem a noção da realidade.

O pai da psicanálise morreu sem saber que as doenças mentais podem ser tratadas sem medicamentos de laboratórios e que a psicoterapia pode necessitar de complementos de vitaminas, sais minerais, ervas medicinais, florais, yoga, atividade física, reeducação alimentar, envolvimento familiar, terapias energéticas como Reiki e que o paciente precisa rebuscar os seus valores espiritualistas, isto é, estímulos cerebrais positivos, sadios e não-anestesiantes. Ele jamais vai saber que a cocaína hoje é responsável por uma rede internacional de crime organizado responsável pelo fim de inúmeras vidas e pela hospedagem forçada de milhares de pessoas em hospitais (privilégio daqueles que têm dinheiro), muitas vezes sem recuperação, sem mencionar o número de famílias destruídas. (*) José Joacir dos Santos é pos-graduado em Fitoterapia, Mestre em Medicina Oriental e Psicanalista. jjoacir@yahoo.com

É a beleza fundamental?

 Até bem pouco tempo não era politicamente incorreto dizer que “a beleza é fundamental”.  Com o aumento da população, o desenvolvimento da sociedade e com a solidez da democracia já é possível desmascarar preconceitos embutidos em conceitos que viraram normas, tabus, regras e crenças populares. No que se refere à beleza física, essa frase provavelmente foi refeita e saiu dos bares burgueses de Copacabana, na época da Bossa Nova, e já foi dita até em conceituados programas de televisão sem culpas aparentes. Embora a Bossa Nova seja cultivada hoje mais fora do Brasil do que dentro, o brasileiro já assimilou inconscientemente essa história e colocou a beleza física como o pré-requisito para tudo, inclusive para ignorar que a vida humana tem um caminho que a leva naturalmente à velhice.

Antigamente o foco da beleza era a mulher, mas hoje o homem já disputa quase que meio a  meio esse mercado, especialmente nos países democráticos. Talvez o país não tenha chegado ao nível de neurose sobre a beleza que hoje vive a Coréia do Sul, um país pouco maior que Sergipe e onde se executam o maior número de cirurgias plásticas por pessoa no mundo, cujo modelo de beleza se baseia na fantasia dos filmes de Hollywood – completamente oposto à cultura oriental coreana, uma das mais antigas e ricas do continente asiático.

Antes de trazer o assunto à tona, a professora perguntou aos quase cem alunos estrangeiros na sala de aula do Citi College de San Francisco, EUA: levante a mão quem acha que as empresas escolhem os empregados pela beleza física e não pela capacidade? Noventa e cinco por cento levantou a mão. Observando atentamente essa reação, logo compreendi: Entre esses alunos estão pessoas de diferentes raças e nacionalidades, obviamente todos já foram vítimas de preconceito de raça, cor e aparência física no cada vez mais difícil e humilhante mercado de trabalho norte-americano para estrangeiros ou imigrantes. E a história anterior dessas pessoas? Por que largaram seus países de nascimento? Uma senhora húrgara, imigrante, disse que sentiu na pele quando as duas filhas deram entrada no processo de visto para os Estados Unidos, em dias diferentes. A primeira teve o visto negado e o agente consular nem abriu o passaporte dela muito menos leu os documentos. A segunda, nervosa, resolveu pintar o cabelo de loiro um dia antes da entrevista. Advinha o que aconteceu? Ela recebeu o visto. Há quem diga que brasileiros brancos não tem muitos problemas com visto para os EUA e quando têm são tratados diferencialmente em relação a outros de outras “cores”.  Seja verdade ou não, há o sentimento de que a beleza física, especialmente a aparência, faz diferença na hora da entrevista para um trabalho e que está diretamente relacionada ao sucesso na vida, isto é, os mais bonitinhos não suam muito e conseguem tudo o que querem se expressarem um sorrizo para os selecionadores ou encarregos de seleção de pessoal para emprego e outras atividades, especialmente se esses selecionadores forem pessoas frustradas e inseguras. Há quem diga que os norte-americanos escolhem o presidente entre os de melhor aparência e o ex-presidente Clinton fez o que fez dentro da Casa Branca porque era branco, bonito, de olhos azuis e homem. A América Latina talvez não tenha chegado a esse estágio, mas por que será que candidatos barbudos têm mais change entre as mulheres do que aqueles sem barba? Há quem ache Fidel Castro lindo! Estaria por tras disso outra coisa chamada opção pelo machismo por parte das mulheres?

Tive um cliente que não queria assumir a sua homossexualidade porque era médico militar e antes de largar a terapia deixou a barba crescer, para “parecer mais macho cho cho”. Seria essa a causa da preferência dos homens nordestinos por bigode?Uma outra colega levantou um aspecto mais polêmico: minha mãe prefere a minha irmã mais bonita. Chinesa, Lin se queixa de dois preconceitos dentro de casa: de não ser homem e de ser “feia”. Na China, até hoje, as famílias preferem meninos a meninas e a aparência física é determinante no sucesso ou no fracasso de uma pessoa, mesmo que seja homem. As lojas de cosméticos são as mais prósperas em Pequim e faz muito tempo que as empresas estrangeiras descobriram esse filão no mercado. A obsessão pela beleza na China não é coisa da Bossa Nova, tem milênios, só que em outros tempos essa beleza era fundamentada na interior e não na exterior, desenvolvida, por ironia do destino, com o advento do comunismo em 1948 – o comunismo pregava que o cuidado com a beleza era coisa de burguesia inútil. Não se sabe como Lin chegou aos Estados Unidos mas uma coisa é certa: ela não quer voltar para a China, nem para a família que ficou lá. Disse, de público, que junta dinheiro para fazer cirurgia plástica para tirar as abundantes bochechas que sua mãe lhe deu, aquela mesma que prefere a outra filha “mais bonita”. Ao dizer isso, suas bochechas ficam vermelhinhas! Uma profissão próspera em San Francisco são os salões de beleza, que aqui aplicam até injeções de butox – nos salões de beleza para ricos, trabalham também profissionais de saúde nas diversas especialidades ligadas à beleza externa e até terapeutas holísticos direcionados para a beleza interior. Apesar das mulheres levarem a fama de se preocupar mais com a beleza externa, homens heteros e até executivos vão aos salões para pintar as sobrancelhas e passar um risquinho preto ao redor dos olhos sem drama porque não têm paciência de arrancar aqueles cabelinhos brancos nas sobrancelhas e pouco resistem a receber um risquinho preto para salientar a “beleza” dos olhos. O Estado da California foi taxado por um jornalista brasileiro de “Mega Gay”, em um artigo para guia de viajantes de uma revista gay brasileira. O que ele não sabe, porque aqui passou duas ou três semanas como turista, é que este é um dos estados norte-americanos onde há uma antiga tradição de liberdades individuais, em todos os aspectos, garantidas pelo sistema jurídico. Mesmo assim, parece ser unanimidade a afirmação de que para ser famoso e próspero nos Estados Unidos, inclusive em estados liberais como a California, a beleza física e a aparência externa contam. Negros e latinos, mesmo na terceira geração nascida aqui, mas são feiosos, só ganham fama quando ninguém pode fazer o que eles fazem. Até que ponto no Brasil essa história é igual e ninguém sabe ou não estuda? Quem pode ignorar que no Brasil de hoje quem não aparenta ser jovem, mesmo que seja plástica, não tem muita chance? Isso sem falar no mercado de trabalho porque o brasileiro é taxativo: acima de quarenta, não! Essa filosofia de vida distorcida é realimentada todos os dias pelas telenovelas, revistas, rádios, música popular etc. Clientes dizem que no mundo gay isso é mais taxativo. Os de rostinhos bonitos podem tudo, os que não têm essa “sorte” se contentariam com o amparo inseguro do escuro da noite. Não se sabe como se comportam as mulheres gays porque elas se escondem de todas as formas, chegando até a casar. O homem é mais radical: ou assume ou casa para pular a cerca. Se é tido ou se acha feio vai para a marginalidade. Se é bonito e todo mundo acha, escolhe com quem dorme, mesmo com os heteros que desejam dar uma experimentada. Segundo as estatísticas oficiais norte-americanas, a grande maioria dos estupros masculinos nas prisões são cometidos por homens heteros.

Há pressões sociais de todos os lados para que você “melhore” a sua “beleza”. Todos os comerciais de televisão dizem isso subliminarmente a todo instante e há um poderoso mercado de cosméticos, sustentado por laboratórios farmacênticos, empenhado em provar que você é feio e precisa melhorar com tais e tais fórmulas milagrosos que eles inventaram. Ninguém abre a boca para falar mas há quem diga que até homens brancos tatuados ou com piercings só são admitidos para empregos que “não envolvem a imagem da empresa”, isto é, funções internas ou em horário noturno, longe do público. Apesar dos defensores de uma história digna e antiga sobre tatuagens, a verdade é que para a sociedade norte-americana, que divulgou esse costume no mundo todo através dos filmes, a taguagem lembra prisioneiros e quem está na prisão não é flor que se cheire. A mesma coisa é para piercings. Apesar de ferrenhos defensores no Brasil tentarem passar uma imagem chique, aqui essa imagem está ligada aos drogados e depravados que vivem do dinheiro do seguro social pago por honestos trabalhadores. Apesar dos mais novos serem aparentemente mais tolerantes, os acima de trinta anos ainda se levantam quando um passageiro cheio de piercings e tatuagens senta ao lado no metrô ou no ônibus, como o fazem naturalmente com negros mal vestidos e sujos – a California está cheia de pedintes negros e a maioria vive suja pelas ruas, envolvida nas drogas e  no crime e se faz de vítima da escravidão – sim, aquela nossa da Lei Áurea.

A beleza externa deve ser cultivada sem exageros porque os exageros levam a neuroses e a falsos conceitos de felicidade e profundidade. As pessoas muito ligadas na aparência externa geralmente ignoram o que se passa dentro delas. Atrelam-se ao externo para fugir daquilo que não conseguem processar no seu mundo emocional e com o exagero se tornam superficiais até em uma simples conversa. Certa vez ouvi de uma senhora de até certo nível social que preferia “morrer numa mesa de cirurgia plástica” do que “ficar velha e com rugas”. Olhando para ela, a gente não sabe quando ela está rindo ou chorando porque o rosto, de tanta plástica, já não consegue expressar emoções. Aqueles que nasceram privilegiadamente com um rostinho bonito também sofrem e são cobrados e até usados por isso, inclusive pela família – há nos Estados Unidos concurso de beleza para meninas abaixo de cinco anos de idade! Não se sabe ainda o que acontece com o lado emocional daquelas que passam da idade e são substituídas pelas mais novas na passarela. Na Venezuela há clínicas especializadas em cirurgias plásticas para meninas que pretendem se candidatar ao concursos de Miss – nacional e internacional -, tido como fonte be renda e prestígio fácil. Há rumores em Jakarta, Indonésia, de que os árabes recrutam meninos asiáticos bonitos para trabalhar na Arábia Saudita e em outros países do Golfo Pérsico, mas quando lá chegam passam a servir sexualmente a seus patrões. História parecida aconteceria com rapazes brasileiros recrutados com promessa de emprego em grandes cidades da Espanha e que quando chegam lá são trancados em motéis e casas do ramo de prostituição masculina, da mesma forma que aconteceria com meninas, especialmente as loirinhas – a Espanha é o país da Europa onde se registra o maior número de gangues do sexo fácil. Então, a beleza é fundamental? Onde está a beleza? Um velho ditado afirma que a beleza está nos olhos de quem vê e isso é muito correto porque são os olhos o espelho da alma. A gente vê o mundo de acordo com o nosso estado de espírito, ou seja, com o nosso banco de dados emocional. Quando você fica zangado, a vista fica turva. Fiz cirurgia para corrigir o “vício de refração em que os raios luminosos que entram em cada olho, paralelamente ao eixo óptico, são levados a um foco aquém da retina, dado o alongamento ântero-posterior que existe nesse olho”, mais conhecido como miopia, segundo o Novo Dicionário Aurélio. Quem não usa lentes fundo-de-garrafa não sabe o que é acordar um belo dia, abrir os olhos e ver as linhas da palma da mão. Essa emoção eu tive quando operei dos olhos! Quando usava óculos, tirava algumas vezes do rosto porque tem hora que você quer jogá-los no lixo. Incomoda o nariz e freia você até de beijar. Então, voltando a ver tudo sem óculos descobri uma infinidade de coisas que nunca tinha visto por pura incapacidade visual e naturalmente taxado de feio ou bonito. Posso achar uma rosa feia e você, do meu lado, achar a mesma rosa linda. Essa codificação está dentro de cada um porque tudo foi criado para ter a sua própria e única beleza, embora a gente não consiga viver sem os padrões criados por nós mesmos e repassados de geração em geração, sejam falsos ou não. O uso disfarçado do preconceito em nome da beleza é condenável e intolerável. Especialmente com relação ao ser humano, quem pode ver feiura, por exemplo, na imagem de Madre Tereza de Calcutá? (*) José Joacir dos Santos é psicanalista  - jjoacir@yahoo.com

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