Treine seu cérebro para viver no momento presente

Por José Joacir dos Santos

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Nesta minha jornada, tive que me acostumar com as constantes mudanças de países. Devido às minhas pesquisas em busca do aprimoramento pessoal, há muito que aprendi a viver no momento presente  e graças a isso consigo realizar os meus projetos. Esta é uma tarefa muito difícil e precisa de treinamentos constantes porque o nosso cérebre tende a vagar, talvez para não se perder. Parece que ele vive checando e comparando o presente com o passado. Se o presente não estiver sendo vivido, ele pára no passado. Essa caixinha de segredos chamada cérebro foi programado pela natureza a ser o que é. A ciência já elaborou inúmeras teses e todas são inconclusivas. Por isso a gente se flagra pensando em pessoas, lugares, situações e até comida, coisas que nunca voltarão porque tudo segue o seu curso e o destino do passado é virar cinzas. As vezes o pensamento é tão forte que a gente se conecta com o passado. Vez por outra aparece uma pessoa que viveu momentos comigo há anos e até tenho dificuldades de lembrar as feições e o que fui vivido na época, principalmente depois que aprendi línguas diferentes e vivi em países diferentes. E quando você de repente se depara com um espírito que viveu em determinada época e pensa que você ainda está nela? É terrível você estar na cama e de repente pensar em alguém que atrapalhou ou infernizou a sua vida em determinado momento. Parece que quando você baixa a guarda as más experiências fazem fila para lhe visitar pela mente. Mas é muito bom se lembrar de alguém que lhe fez sorrir, que você amou ou que teve momentos brilhantes juntos. Recentemente fui contactado pelo amigo Baco. Depois de 25 anos ele me achou na internete e me trouxe as lembranças do Pôr-do-Sol, vermelho e belo, de Brasília. Como vou imaginá-lo 25 anos depois? Quantas vezes cada um de nós já mudou completamente nesses 25 anos passados? É, a vida segue em uma velocidade constante, como o próprio Planeta Terra. Tudo gira, tudo muda, tudo tem que seguir em frente e você precisa acompanhar essa correria e viver no presente. Neste momento eu gostaria muito de dar um abraço no amigo Baco, de estar em um lugar muito bonito e trazer para ele todas as pessoas maravilhosas que cruzaram a minha vida, nem que tenha sido só por um momento, inclusive alunos e familiares. Gostaria de puder estar presente no aniversário da minha sobrinha Gabriela, como no de todos os meus amigos, amados, amantes, sobrinhos e familiares, mas no momento presente estou do outro lado do mundo. Como Jesus diz, o próximo é quem está mais próximo. Sim, aqui e agora, mesmo que eu não compreenda, tenho obrigações com tudo o que está a meu redor. Mesmo odiando a barulheira desenfreada que é Nova Delhi, poluída, suja, complicada. Mesmo que não ame a agressividade que testemunho todos os dias nas ruas e no trabalho, eu estou aqui e agora. Ao invés de sofrer com isso, me coloquei contra a parede e me perguntei: qual é a sua missão aqui? Só uma palavra veio à minha mente: rezar. Então, nos meus momentos de folga, sento no meu canto de orações e rezo por este país, por tudo que vejo e não vejo, e coloco na fila todas as pessoas que cruzaram o meu caminho ou eu cruzei o delas, em todas as épocas e lugares. Não esqueço nunca os antepassados. Nem os inimigos. Não esqueço aquelas pessoas que ainda vão cruzar o meu caminho. É esse treinamento que faz você disciplinar o cérebro a viver no presente. Há momentos que você tem que falar alto e dizer: não quero pensar nisso. Reclamei com um mentor sobre os sonhos desagradáveis que estava tendo e ele respondeu: quem programa os sonhos é você! Como assim? Faça um teste, disse ele. Fiz o teste e é batata! Disse ao meu cérebro, sentado na cama para dormir, que queria sonhar com coisas construtivas, boas, felizes e não levantei a noite inteira. Isso me remeteu a outra instrução também recebida: a vida da gente é o resultado dos nossos pensamentos, da direção que a gente dá ao cérebro. Na nossa era cósmica, não se entrega nada a Deus. Agora é cada um por si. Deus só ajuda a quem se ajuda. Ou você disciplina o cérebro a ter sucesso na vida, a realizar os seus projetos, a atrair a pessoa certa na sua vida, a ter saúde ou nada acontece. Quando me desligo dessa disciplina tenho crise de saúde. Como diz o Budismo, o passado é vazio, o futuro não existe ainda. Tudo o que é real é o presente. Isto não significa que você apaga as pessoas da sua vida, muito pelo contrário. Nas orações, você visualiza elas felizes, realizando seus projetos, tendo muito saúde e agradecendo por terem feito parte de quem você é  hoje. jjoacir@gmail.com

O passado está sempre presente, como encará-lo?

Por José Joacir dos Santos 

templo-dourado-para-o-site.jpg templo-dourado-para-o-site-1.jpg templo-dourado-053-para-o-site-3.jpgEm meados de maio de 2011, acordei no meio da noite com um um pesadelo. Estava em um hotel no meio de uma briga feia, que tinha começado porque reclamava da qualidade do quarto e o dono, em vez de acomodar minhas reivindicações, preferiu briga. A coisa envolveu outros hóspedes e aí acordei. Sentei na cama e mandei Reiki para a situação. Como estava organizando minha viagem ao Nepal, comecei a pensar mil coisas a respeito da viagem, a duvidar se deveria ir ou não, se este era o momento porque a situação do país não estava nada segura para estrangeiros: crise econômica, desemprego e pobreza crescente. Já entrei no avião rezando e mandando muito Reiki para o quem fosse encontrar. Tudo transcorreu normalíssimo no Nepal. Ao contrário, foi prazeroso re-encontrar com a cultura tibetana ainda preservada pelos inúmeros imigrantes tibetanos que ali vivem.

Ainda no Nepal, cheguei a voltar, em pensamento, àquele pesadelo com o hotel, que nada parecia com o hotel em que me hospedei em Katmandu. Como mandei muito Reiki para a situação, estava gratificado que tudo havia sido transmutado daquele pesadelo. Na primeira noite, cheguei a trocar de quarto porque na janela havia muito cocô de pombo e isso tirava a imagem bonita dos jardins do hotel. Também não queria que o cocô de pombos trouxesse coisas negativas. Há muito aprendi que só se deve ficar em hotel de cinco estrelas em países difíceis, complicados, remotos ou que estejam passando por uma crise como o Nepal. Aquele era um hotel de cinco estrelas, embora o banheiro parecesse que nunca havia sido lavado na vida. Uma vez que hotel é para se dormir, dava para tomar banho de chinelos e gastar meio papel higiênico para cobrir o vaso e pronto.

Sempre quiz ir a Katmandu… O lado budista da cidade é como se você voltasse ao antigo e lindo Tibete. Numa sentada para almoçar, em um restaurante caseiro em frente à grande estupa do Buda do Futuro, imagens das minhas vidas passadas desfilavam à minha frente.  Lágrimas caíam e eu fiz um esforço enorme para me concentrar no apetitoso prato-feito de arroz com vegetais picados com cogumelos. Sai do Nepal com a sensação de não mais voltar, o que é lamentável, mas as minhas orações agora eram para que o avião me levasse vivo para a India porque a lataria parecia que iria despencar no ar.

Logo que voltei para a India, comecei a organizar a próxima viagem porque não se sabe o que esperar de 2012. Desta vez a viagem é para Punjab, o estado indiano onde fica localizado o Templo Dourado da religião Sikh, construído em 1574. Sikh é uma seita que vem do hinduísmo, onde há aspectos de religião misturados com militarismo, espadas, guardião de templos, difícil de compreender. Os homens nunca cortam os cabelos do corpo e a mulher não tem papel algum, a não ser procriar. O interessante é que eles são organizados de tal forma que os homens têm que usar turbantes e uma pulseira de qualquer material no braço, desde criança e para o resto da vida. Eles também usam muitos anéis e são bons comerciantes. Dizem que o templo tem  uma camada de ouro ao redor, nas paredes mais altas e o complexo inteiro. Além de servir como um “vaticano” para a religião deles, é um lugar muito bonito e pacífico, cheio de rituais como a obrigação de homens e mulheres, mesmo turistas, de lavar os pés, deixar os calçados na porta e usar um pano qualquer na cabeça – boné não vale. Há guardas só para fiscalizar se você lavou os pés. A indumentária deles é coisa de ficar horas olhando e as espadas estão sempre à mostra.

Não foi possível achar um hotel de cinco estrelas em Amritsar, só por um dia. A viagem de Nova Delhi, de 13 horas de trem, requer pelo menos um banho digno, já que sou brasileiro e o nosso povo tem mania de tomar banho. A viagem deveria durar só 5 horas e 45 minutos… Não havia muita informação sobre os hotéis na internete e decidi ficar em um chamado Lua Azul. Morto de cansado da viagem, peguei o primeiro triciclo que apareceu e fui para o hotel. Você não se sente muito confortável sentado atrás e um ser humano pedalando na frente… Ao avistar o nome “Lua Azul”, tive uma sensação estranha e logo me veio um converseiro na cabeça, começando pelo nome do hotel: como você vai ficar em um hotel de uma lua que não existe?

A gente tem a impressão que os avisos do universo são sempre em relação ao momento presente. Naquele pesadelo, o universo tinha me avisado sobre algo que eu nem havia planejado ainda, que era essa viagem a Amritsar. Ao ser cumprimentado na recepção do hotel, de luzes apagadas, o recepcionista apenas perguntou meu último nome e logo passou a chave. Quando o carregador veio pegar minha mala eu o reconheci na hora – briguei muito com ele naquele pesadelo. Ninguém precisava me levar até o quarto porque eu já sabia o caminho, mas fiquei quietinho. Todos os personagens daquela briga vinham à minha mente, até o que eu dizia e gritava, o chão das escadas, os corredores, a porta do quarto e até a cor da madeira da cama. O mais chocante foi um quadro na parede, acima da cama. Eu me tremi todo.

O que fazer? Ir embora? Ao entrar na recepção eu já não estava raciocinando claramente. Todo aquele pesadelo tido antes da viagem para o Nepal estava bem ali na minha frente. O carregador, com voz macia, me perguntou se queria café da manhã e para me livrar dele disse sim. Só deu tempo tomar um banho rápido e o café da manhã estava ali, perfeito, simples mas apetitoso. Aquele hotel havia sido uma casa na colonização britânica mas eu não quiz perguntar nada para não trazer mais coisas à tona. Depois do banho e do café da manhã, olhei no relógio e vi que não havia muito tempo para ir ao templo e ainda pegar o trem das cinco de volta a Nova Delhi. Será que era seguro deixar minhas coisas nesse hotel e ir para o templo? Que opção tinha, levar a mala para o templo? Lá fora a cidade de Amritsar é mais pobre do que Katmandu. Os serviços de taxi são oferecidos por triciclos… Fiz uma oração e pedi proteção antes de sair para o templo, com todas aquelas vozes nos meus ouvidos. Ao descer as escadas, vi que as portas de todos os quartos estavam abertas. Eu era o único hóspede…

O templo em si é bonito de se ver e eu ficava dividido entre olhar para as pessoas e a arquitetura. As pessoas tocam nas paredes, nas árvores, parecem depositar ali todas as suas esperanças. Elas se vestem e se comportam de maneira muito exótica. Os homens ficam de cuecas e mergulham nas águas do piscinão que rodeia o tempo porque, para eles, aquela água é santa. As mulheres podem molhar os saris, vestidas, e mesmo assim há uma ala muito pequena reservada a elas enquanto que os homens podem ficar seminus em qualquer lugar da área. O mundo, na India, é dos homens. Mulheres na política é para inglês ver. A sensação que eu tinha a todo instante é que estava dentro de um filme muito exótico, onde todos os meus conceitos e preconceitos nada valiam. Ver as pessoas beberem daquela água é algo que quem viaja pela Índia precisa acostumar o estômago.

No meio daquele formigueiro humano, um dos guardiães do templo, armado, se aproximou de mim e me disse que queria ser fotografado comigo. Alguém tirou a foto e ele se despediu de forma tão rápida quanto foi a aproximação. Por que eu? Contando o tempo real no relógio, voltei ao hotel preocupado em sair dali o mais rápido possível. Eram quase quatro horas e meu trem saía às cinco. O recepcionista me ofereceu um café. Meio hesitante, aceitei. Paguei a conta e fui para a rua arristar um taxi mas acabei indo para a estação de triciclo. Nada demais, além das imagens e das vozes, aconteceu comigo naquele hotel. Lembra que mandei muito Reiki à distância quando acordei na noite do pesadelo? Sim, o tempo é uma ilusão mágica no nosso raciocínio lógico, mas as orações funcionam independente da lógica e do tempo. Tudo foi  transmutado e agora eu tenho o bônus de poder mandar mais orações para aquele meu passado que não foi nada pacífico. A memória celular é algo que cada vez mais me fascina, especialmente a memória celular espiritual. Somos seres eternos, ligados a um grande arquivo no tempo, jamais tive dúvidas!

 

Criança sofre assédio sexual espiritual

vampiro2.jpg O assédio sexual por parte de entidades espirituais tem características e ambientes específicos e não pode ser confundido com as carências efetivo-emocionais infantis. É evidente que cada caso é um caso porque jamais podemos generalizar e carimbar reações emocionais. No caso de assédio espiritual, crianças acordam no meio da noite chorando, assombradas, com os olhos parados como se tivessem acessado um mundo distante. Às vezes elas amanhecem pálidas, com marcas, cortes, desacordadas no chão do quarto, sem força e sem coragem. Elas podem desmaiar facilmente em qualquer lugar sem motivo físico algum. Algumas não querem ir à escola, não querem comer, dizem não para tudo. Recentemente apareceu notícia no Uol sobre criança que reclamava de dificuldades respiratórias e outras coisas. A mãe levou ao médico e a médica de plantão sugeriu umas “palmadas”. No Oriente, esse conhecimento é muito antigo. Na China, ainda se coloca três espelhos do “feng shui” nas janelas do quarto, virados para fora, para prevenir isso.

 Às vezes há marcas do assédio nas partes genitais, na região do plexo solar ou no pescoço. Há casos em que a criança fala de monstros e não querem descrever o que lembram com medo de serem censuradas pelos pais.  É comum a criança enveredar em masturbação exagerada e falar de “amiguinhos” dos “sonhos”. Há casos em que a criança fala dormindo e passa a gostar das visitas. Entidades podem ser vistas nas casas, nos quartos e objetos podem cair sozinhos na casa. Crianças e adolescentes podem até descrever, com detalhes, aqueles que lhe assediam e fazem perguntas sobre sexo que surpreendem. Pais pouco esclarecidos chegam a levar crianças para psiquiatras. Os menos favorecidos chegam a bater nas crianças, chamam de nomes, dizem que é “manha”. Tudo isso se chama assédio espiritual e ninguém está livre – não depende de religião. Até o presente momento, só Kardercistas podem ajudar nisso.

No mundo paralelo, não há diferença entre criança e adulto porque cada ser humano quando regressa ao mundo espiritual, mesmo que tenha morrido na infância, volta ao ser espiritual eterno que cada um de nós é, isto é, volta à forma “adulta”, dependendo apenas dos estágios de readaptação ao estágio anterior a reencarnarão e consequentemente à morte. O mais cruel é que os inimigos de outras vidas, e desta vida já falecidos, estão sempre acordados na eternidade porque quem se envolve com a maldade não tem o direito de dormir o sono dos justos, mesmo na espiritualidade. Há também os que desertaram da luz e precisam do sexo e das coisas materiais para “sobreviver”. Esses são também conhecidos por vampiros e entre eles há inúmeras categorias. Hollywood tenta vender a imagem de vampiro bonzinho, mas aquilo lá é tudo mentira.

O assédio sexual contra crianças e adolescentes por parte de entidades espirituais perdidas aumenta todos os dias. Uma das causas do aumento desses assédios é a exposição da criança, antes da idade natural, a cenas de sexo de novelas, filmes, internete, parentes ou amizades. Como o menor de idade (o homem até os 24 anos e a mulher até os 23) não tem o cérebro fisicamente formado e o corpo emocional ainda está imaturo, o pensamento voltado para sexo ou imagens de sexo faz o menor se conectar facilmente com entidades afins e que precisam dessa energia para “viver”. Lares em que há muito consumo de álcool, drogas, carnes e fumo são mais propícios a visitas noturnas. Drogas estão no primeiro lugar da preferência e seus usuários são um prato cheio. Se o menor usa drogas, adeus…

O vampirismo cada dia aumenta, e é incentivado pelo cinema e pela internete. O vampirismo espiritual não inclui sangue. Eles sugam a energia vital da pessoa através do centro de energia sexual acoplado nos órgãos genitais. Crianças filhas de pessoas que fazem parte de religiões castradores, que falam muito em “fogo do inverno”, “e sangue de Cristo tem poder” também atraem vampiros exatamente por estarem na faixa do medo. O medo é tão forte quanto a crença. Para o cérebro, o que vale é em que faixa vibracional você está. O espírito se liga naquilo que você pensa. O cérebro não faz julgamentos, não sabe discernir o que é fé e o que é medo. Brincar de vampiro ou se conectar com coisas do gênero os atrai. O poder da palavra pronunciada com freqüência é quem atrai a energia e gera as chamadas formas-pensamento.

Hoje em dia as crianças amadurecem fisicamente mais cedo e isso não significa que elas saibam se defender nem dos vivos nem dos mortos. O papel carinhoso dos pais, emocionalmente estáveis (sem vícios, sem brigas, sem disputas, sem palavrões nem violência dentro de casa) é fundamental para que a criança viva o período de formação física infantil, passe pela adolescência sem conflitos e entre na vida adulta equilibrada.

O maior erro que um pai ou uma mãe pode cometer é entrar em competição e atrito com filhos adolescentes ou pré-adolescentes. É preciso ter religiosidade, mas não é necessário religião. A grande maioria dos líderes religiosos de hoje está perdida. Eles se envolvem em tudo menos em espiritualidade e isso tem ajudado a tornar a ida às igrejas um martírio. As pessoas saem das igrejas cansadas e cheias de “medo de Deus”. É esse medo que os vampiros tanto precisam para se infiltrar nas famílias e usar crianças e adolescentes. jjoacir@gmail.com

Abuso sexual pode ocorrer dentro de casa

child-abuse.jpg(*) Por José Joacir dos Santos

Ao contrário do que muitos especialistas pensavam, o maior número de abuso infantil ocorre dentro da própria família, por parte dos pais/tios/padrastros/meio-irmãos. A mania de bater para “educar” é ainda muito forte no país, apesar de se saber que violência doméstica só contribui para o adoecimento emocional de toda a família. Pais que desenvolvem práticas de abuso físico, sexual e emocional contra seus próprios fihos ou contra crianças sob sua supervisão tem as seguintes principais características: situações estressantes como desemprego ou renda insuficiente; falta de planejamento familiar onde se gasta mais do que de ganha; deficiência emocional em lidar com situações difíceis; não sabem como lidar com crianças especiais, hiperativas ou deficientes físicas de qualquer espécie; infelicidade no casamento; abandono por parte de um dos cônjuges; pessoas que perdem o controle facilmente, ficam com raiva facilmente, batem portas, quebram coisas com raiva, batem no cônjuge; solitários de qualquer espécie, especialmente aqueles que possuem uma solidão incurável, desde a infância; o sentimento de não pertencer a uma família ou de não ser amado. Pais ignorantes quanto às necessidades infantis e seus cuidados básicos; ignorantes também sobre o comportamento infantil até a adolescência; as mudanças físicas e emocionais naturias das crianças/adolescentes.

Alguns pais, sem muita educação familiar, desenvolvem as conhecidas relações pai/filha e mãe/filho. Convencem  as crianças de que a filha é a “queridinha do papai” ou a mãe desenvolve a falsa associação de que o filho é o “queridinho só da mamãe”. Marido que chama a mulher de mãe ou a mulher que chama o marido de pai (confunde as crianças). Essas relações evoluem doentias. Esse “favoritismo” é também doentio para a criança vítima dele. Ela cresce com dificuldades de fazer julgamentos corretos, tomar decisões prudentes, ter relacionamentos afetivos sadios e construir grupos de apoio emocionalmente saudáveis e sociáveis. Alguns pais tomam banho com seus filhos como se isso fosse um traço cultural natural na nossa sociedade e não é. Os conflitos começam quando a criança inocentemente comenta com outras crianças e que toma banho com os pais, ou que dormem com o pai ou com a mãe ou com ambos desde os três anos de idade. Elas também comentam do tamanho e da forma da genitália dos pais. É muito comum acontecer incesto nas relações pai/filha queridinha ou mãe/filho querindinho, embora a cumplicidade leve ao segredo e o segredo aos traumas nunca resolvidos que afetam a vida inteira do indivíduo em tudo o que ele fizer.

O pai/mãe incestuoso faz o filho/filha se sentir especial no mundo. Presentes “especiais” são constantes. Pais adotivos abusivos também agem da mesma forma. O favoritismo faz a pessoa substituir o parceiro real, vamos dizer, o pai passa a olhar para a filha como o parceiro sexual e ignora a esposa. Os lugares mais utilizados para esses abusos são a cama, banheiro, o carro parado na garagem. Vizinhos também abusam. A mãe insiste em dar banho no menino mais de oito anos, que hoje em dia já estão vem avançados fisicamente. O pai também quer banhar a filha quando ela já tem mais de cinco anos e já pode tomar banho sozinha.  Há registro de empregados abusarem de crianças e adolescentes, especialmente se o patrão ou/e a patroa são daquele tipo que deixam tudo nas mãos dos empregados/tias, tios, cunhados etc. Na maioria dos casos há ameaças se a criança ou o adolescentes “contar a alguém” (Christianoson & Blak 1990).

Há vários sinais de abuso: Criança aparece machucada, com ronchas, e não quer contar o que aconteceu; criança com baixa auto-estima; encena atos sexuais com outras crianças ou com bonecas ou animais de estimação; quer tocar nas genitálias de adultos, mesmo vizinhos; desenha genitálias ou cenas de sexo o tempo todo; baixo rendimento escolar repentino; pai ou  mãe que insiste em botar a criança para dormir, fica mais do que necessário no quarto da criança, acompanha demais a criança ao banheiro; a criança começa a ficar apreensiva dentro de caso; toma atitudes contrárias a um dos pais; fala de sexo fora da sua idade; quer sentar sempre no colo do pai; toca seis da mãe na frente de outras pessoas; chama adultos para tomar banho; não se socializa com outras crianças da mesma idade e se acontece tenta abusar delas.  Os casos mais profundos, a criança desenvolve o desejo por cigarro, drogas e álcool e pai/mãe diz: “comigo não tem problema, só não pode fazer isso na rua, tá ouvindo?”. Crianças abusadas também apresentam-se agressivas contra outras crianças. Não têm mais inocência, isto é, começam a se comportar como adultos, geralmente copiando o adulto preferido. Elas começam a desobedecer as regras, tanto na família quanto em público e na escola. Mesmo pais com formação univesitária, mas com falha em sua formação familiar, abusam de crianças e adolescentes.

Qualquer que for a idade, a criança/adolescente vítima de abuso precisa ser submetida a atendimento terapeutico com certa frequência, assim como os pais. Geralmente há separações quando um dos cônjuges descobre que o outro abusou dos filhos e essas situações devem ser acompanhadas por um especialista para que o dano não seja ainda maior.  É importante lembrar que, em termos de idade, o homem só atinge a fase do amadurecimento e sabe o que está fazendo na vida aos 26 anos. A mulher aos 23. A educaçäo familiar muito rigorosa ou aberta demais produz efeito contrário na formação.

O menor de 18 anos pode facilmente fazer sexo porque não tem, fisicamente, cérebro formado para saber discernir o que é que deve e o que não deve, por mais esperto que seja. Muitos jovens fogem de casa ou saem de casa quando não suportam mais os abusos ou quando começam a perceber que a sua condição é diferente da dos outros na sua idade e que pai nao faz sexo com filha nem filho faz sexo com mãe ou adultos. Muitos até são mortos ou “desaparecem”. É muito importante que os pais tenham a consciência do que é ser pai ou mãe e se comprometerem imparcialmente com a educação dos filhos, a formação da personalidade sadia já que sexo interfere fortemente na formação da personalidade se for mal conduzido ou fora do tempo ou deturpado.

Só a vítima sabe o tamanho da dor que o abuso físico, sexual e emocional provoca. A dor pode vir muito mais tarde, nas noites de solidão, insegurança e medo de enfrentar a vida. As vezes são danos irreparáveis, que pulsam dentro do coração da vítima, por mais que ela se dedique à própria cura. É só olhar para as prisões e se perguntar por que elas estão lotadas…  José Joacir dos Santos é psicólogo/psicossomatista jjoacir@gmail.com

 

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