Futebol separa casais?

Comportamento

É muito triste ver um jovem goleiro com suas precisas mãos algemadas pela polícia sob a acusação de cúmplice em assassinado. Não faz muito tempo que todas as câmaras do mundo estavam voltadas para as mãos preciosas de goleiros de várias nacionalidades, reunidos na copa do mundo. O futebol é um dos esportes mais fascinantes, que gera fortunas, capaz de congregar milhares de pessoas em um único foco, a bola! Parece que as pessoas esquecem tudo na vida diante de um grande jogo e o mundo vira um colorido maravilhoso de bandeiras, camisas, raças e beleza. Gritar pelo gol é uma excelente terapia, se a pessoa não tiver fígado e pulmões fracos. Este artigo está longe de fazer uma análise profunda sobre o futebol e aqueles por ele envolvidos, por isso estou livre para lhe perguntar: afetivamente, você é vitima do futebol?

Faz tempo que atores perderam o troféu dos mais complicados em termos de relacionamentos afetivos, troca de parcerias, divórcios. A atriz de Hollywood se gabava de seus recordes de divórcios, como se isso fosse uma taça de ouro. Nos últimos anos, as páginas de jornais, especialmente os sensacionalistas, estão cheias de notícias de jogadores famosos que se divorciam, separam, reconhecem ou rejeitam parternidades, são presos com prostitutas e travestis. Há os que dão milhões para os cofres das igrejas sem questionar o destino do dinheiro, pensando que terão terrenos pagos no céu. Raramente se vê um jogador fotografado ao lado da esposa ou companheiro de longa relação. Contraditoriamente aos abraços e beijos mostrados pela tv, há até queixas de homofobia no futebol, embora líderes e pessoas famosas tenham defendido os direitos civis igualitários de todos os cidadãos pelo mundo afora.

Qual seria a incompatibilidade entre futebol e casamentos ou futebol e relacionamentos afetivos? Que fascínio exercerá uma simples bola, capaz de envolver profundamente uma pessoa e fazer essa pessoa colocar todo o universo ao seu redor em segundo plano? Anos atrás tive um amigo que sofria muito a cada jogo. O goleiro de certo time era seu amante. Nos dias de jogo ele ouvia, desesperadamente, uma música cantada por Maria Bethania que dizia “… ele é casado, e eu sou a outra que o mundo difama…”. Sim, o goleiro-amado pelo meu amigo era casado e tinha duas esposas: aquela que havia se casado e cuidava dos seus dois filhos, ainda crianças, e o futebol. O meu amigo era só uma de suas diversões para quebrar a rotina do futebol. Existiria uma relação entre falo e bola? Por qual motivo o amante do futebol é capaz de deixar o amante sofrer, roer as unhas, e se amargurar na longa espera? Ele nunca sabia quando o amante apareceria, sempre no meio da noite. Imagine a esposa. Como era um amante masculino, ele tinha que viver no anonimato. Eram os anos 90 em Brasilia e a homossexualidade era crime, embora livre na escuridão da Esplanada.

Brasília nunca foi tão famosa pelos times de futebol, mas, mesmo assim, havia times da região, das empresas, dos ministérios. Com o tempo, o consultório passou a receber esposas, amantes ou namoradas de jogadores de futebol e a primeira queixa era: solidão, abandono, longas esperas, falta de cometimento, insegurança na relação e, especialmente, as conversas sobre jogo. Quando a cliente começava a falar eu já sabia do resto: ele chega em casa correndo, larga as roupas pelo chão da casa, grita que prepare o prato com comida, toma banho, veste a roupa do time, come correndo, agarra a mochila e diz: tem jogo hoje e vou chegar tarde!!! Durante a copa na África havia um comercial interessante na tv indiana: o rapaz assiste televisão de braços com a namorada. Ela dá um cochilo. Ele estica a mão atrás do sofá e puxa um enorme boneco de pano e coloca no lugar dele. A moça continua dormindo e ele corre para a casa dos amigos onde todos estão felizes, vibrando, com copos nas mãos, pelo futebol… As vezes os filhos gritam, pai, pai, quero ir e ele responde: juro que na semana que vem eu levo você. A semana que vem nunca chega. A mulher quer ir mas ele diz: não beim, é um ambiente só de homem. Quando ele volta, tarde da noite, o prato está gelado. A mulher esquenta, ele come e diz, “tou morrendo de cansado, vou dormir”. Dorme e ronca. Pelo menos uma vez na semana essa rotina se repete.

Quando não tem jogo, ele se deita no sofá e fica procurando de canal em canal onde tem jogo ou notícias de jogo. Não adianta os protestos do resto da platéia. O assunto é, tam tam tam tammmmm: jogo. Certa vez uma  cliente  disse que o marido saiu para jogar na sexta e voltou na segunda, de cuecas, sem dinheiro e sem saber onde perdeu a roupa… Na época da copa ou de campeonato nacional a coisa fica intensa: jogo, jogo e jogo. A turma do time dele também se empolga e qualquer folga na semana, especialmente à noite, “vou bater uma bolinha”. O celular não pára: jogo, jogo, jogo. A família, a cama, a mesa e o banho podem esquecer que existe uma pessoa a mais na casa porque essa pessoa vive para o seu futebol. Isso até lembra outra música de Chico Buarque, não é? Como serão os casamentos com jogadores famosos, menos famosos, quase famosos e ainda para serem famosos? Separação parece ser o caminho para muitos casamentos onde futebol tem um fanático ou um profissonal dedicada a esse esporte.

Será que todo mundo tem que gostar de futebol? Há brasileiros que pensam que quem não gosta de futebol, cerveja, samba não é brasileiro… Pena que quem ganha a copa é um time estrangeiro… Ele vira para a mulher e diz: beim, a única coisa que eu faço por mim é o futebol, você não percebe? O que ele não percebe é que direciona toda a sua vida para o futebol. Do jogo há sempre um churrasco, um bar e essas coisas parecem com aquela relação entre fumante e cafezinho. “Se tomo café lembro do cigarro. Se fumo tenho que tomar um cafezinho”. Quem aguenta isso por muito tempo? O pouco que sobra é quase nada para sustentar os relacionamentos, a atenção aos filhos, o interesse pelo vida dos membros da família, o amor, o cuidado, o gato, o cachorro, o aluguel. Mas, a gente pode culpar uma inocente bola por tudo isso? Não, não estamos procurando um culpado.

Quando o Brasil perdeu a copa da África, os cronistas esportivos queriam “matar”, em seus artigos, o tal do Dunga. Os comentários eram tão cegos como as pregações de pastores evangélicos fanáticos. Pela telinha, direto da África, olhava para a cara amargurada do Dunca e pensava: coitado! Era como se perder não fizesse parte do jogo. Era como se os perdedores não fossem aqueles que ganham milhares de dólares de salários nos times europeus. E o povo ainda acredita que eles machucariam suas musculosas pernas pela pátria! Por que “deuses” perdem um jogo? Algo está errado nas regras desse jogo. A idéia do futebol parecia ser um esporte feliz e as platéias deliram com o domínio propriamente da bola, do jogo-de-cintura do jogador, nada mais. Desde quando passou a ser algo sem controle emocional, uma frissura masculina incontrolável e alienante? Já observaram como já há mulheres que tentam imitar os gestos masculinos dos jogadores? Será que “deuses” encomendam assassinatos com as mesmas mãos que agarram bolas fantásticas? Podem “deuses” deixar atrás de si pessoas mal-amadas, filhos sem pais, pais sem filhos, pratos nas mesas e amantes solitários? Mas, veja, por que será que esses deuses masculinos quando fazem um gol se agarram, se beijam, celebram e dividem momentos afetivos de fazer inveja a quem está do outro lado da tela? Eles fazem as pessoas gritar alto, soltar o corpo e desejar uma “cerva gelada e lôra”… Os tambores roncam, a festa vira a noite, mas, e as esposas, namoradas, namorados, filhos, amantes, onde ficam? Em que parte o jogo se perdeu? Será que há uma semente de solidão, de tristeza, de abandono ou de pobreza que só a adrenalina do gol pode por alguns segundos se liberar ou bloquear? O que anda na cabeça daqueles pobres meninos ricos do futebol? Quantos ajudam orfanatos, hospitais sem equipamentos, escolas sem livros ou qualquer outra ação que seja compatível com os risos, os abraços e os afetos entre si exibidos a cada gol? Em que parte do estádio ficou perdido aquele esporte inocente que servia para liberar o suor e socializar? José Joacir dos Santos é psicólogo jjoacir@gmail.com

Reencarnação: a diminuição dos corpos espiritual e emocional

sol1.jpgTive a primeira experiência sobre os preparativos para a reencarnação, quando o espírito entra em processo de diminuição em todos os aspectos: físico, mental e emocional. Mais uma vez, inesperadamente, a pessoa que fui ver como exemplo era a minha mãe biológica, falecida em março de 2009. Pensei que iria a um lugar diferente, um laboratório, mas estava enganado. O transporte me deixou em frente à casa onde minha mãe biológica viveu e faleceu, na dimensão espiritual dela, isto é, na cópia de tudo o que é material. É como se a cópia estivesse em cima da casa real, da rua real. Não havia ninguém. Aproveitei para andar na rua e procurar o motivo da minha ida àquele lugar. Quem me levou apenas me largou lá e sumiu. É quase sempre assim, não há paparicagem alguma, a gente tem que descobrir sozinho o motivo da viagem, exatamente como na vida presente. Aqui revelo apenas o que é possível.

Vi alguns espíritos pela vizinhança e chamei pela da minha mãe para ver se funcionava. Nada aconteceu. De repente, uma menina morena atravessa a rua correndo e entra na casa. Vou atrás da menina e, antes de perguntar alguma coisa, vejo duas senhoras com a aura diferenciada, o que significa seres mais evoluídos e descomprometidos com o mundo material. Uma delas me cumprimentou. Parecia um rosto conhecido. Antes que lhe perguntasse alguma coisa, ela se adiantou e disse que “somos as supervisoras da sua ex-mãe”. Ex? Resolvi testar. Olhei para a menina e disse: mãe? Imeditamente a menina assumiu a forma física exatamente igual àquela que minha mãe desencarnou, cheia de dores, aos 93 anos. A outra supervisora olhou-me seriamente e disse: controle as suas emoções, nada de emoção aqui!
As duas se fixaram na minha mãe e ela voltou à forma de menina novamente e começou a correr pra lá e pra cá como toda menina de aproximadamente 8 para 9 anos de idade faz.

As supervisoras começaram a explicar como tudo funciona. Houve uma espécie de mudança de frequência, como se mudasse a estação do rádio, para que a menina não sofresse interferência com nossa conversa. O processo de diminuição é lento, gradual e cheio de cuidados. Qualquer emoção ou pensamento dos familiares atrapalham. Choro, lamento, raiva, briga por herança, idas a cemitério, conversas sobre defeitos da pessoa que faleceu e qualquer outra conversa ou pensamento que não seja feliz e amoroso atrapalha esse processo de preparação para a reencarnação, o qual não depende de religião ou de crença, todo ser humano é submetido a ele, quer acredite ou não nele. A diferença que a religião encarnacionista proporciona é facilitar porque a pessoa já tem o entendimento e a aceitação. As que não são reencarnacionistas o processo pode até ser doloroso, especialmente se a pessoa acreditava que quando morresse iria direto para o “céu” ou que deveria esperar pelo “dia de juízo”. Isso funciona como programação negativa ou “crença” emocional, que é parecido com um trauma, isto é, atrapalha. Se não houver quem se intresse pela pessoa, ela pode ficar vagando centenas de anos ou presa a lugares onde viveu ou morreu – até mesmo ao túmulo. Como fazer para não atrapalhar quem já passou para o outro lado da vida? Só lembrar e pensar coisas boas e positivas, com mensagem de amor e de perdão, mesmo que não tenha vontade de perdoar porque quem pensa se compromete com o que pensa.

Em termos de reencarnação, cada caso é um caso. Há milhares de possibilidades, as quais dependem de muita coisa, por exemplo, de como a pessoa viveu; o que ela acreditava ser a vida e a morte; o que a pessoa pensava de si mesma; se ela viveu a vida dela ou vivia o que os outros queriam que ela vivesse (dai a importância de sair do armário); se morreu de acidente, drogada, de aborto, mortes violentas, etc. Não há uma fórmula de castigo ou punição, e aí é onde pecam as religiões cheias de dogmas, crendices e invenções de pastores, padres ou líderes. A maneira de viver, o nível educacional e o nível social da pessoa têm forte influência no momento pós-morte porque há responsabilidades envolvidas tanto com a pobreza, a riqueza, a ignorância e o conhecimento. Isto é, a pessoa rica ou que tem o poder de decisão governamental ou outro qualquer nas mãos tem completa responsabilidade com isso, assim como a pessoa que é pobre porque cultiva a ignorância também tem. Em todos os casos, a consciência da importância da vida é fundamental para o equilíbrio ou o desespero após a morte, especialmente porque muitas pesssoas se enganam completamente ao pensar que depois que morrer tudo estará resolvido. O único momento em que a gente pode alterar, modificar, redesenhar o nosso ser mental e emocional é agora, nesta vida. Depois, o arquivo já está salvo e nada poderá ser modificado.

O processo de diminuição física do ser emocional em estado de espírito é muito especial, delicado e precisa que a pessoa tenha muito merecimento para passar por ele de forma suave e equilibrado, cuja diferença podemos dizer que seja aquela entre a massa da pizza feita com amor, cuidado e tempo para deixar a massa no ponto, ou simplesmente pegar a massa, dá umas batidas e preparar a pizza, com insatisfação porque tem que cozinhar, etc.

Quando percebi que uma supervisora era bem gentil e suave a outra meio cara-feia e dura, compreendi que as duas funcionavam bem juntas, como um pai que precisa ter o controle e as rédeas e a mãe que necessita ser a suavidade do equilíbrio da família sem desmerecer nem descredenciar as atitudes do pai. Se o pai é suave e a mãe dura pode ou não criar filhos desequilibrados se um não equilibra o outro. Nem o pai tem que ser duro o tempo todo nem a mãe tem que ser suave porque é mãe e esse jogo de equilíbrio é uma ciência que nem todo mundo nasce com ela, dai a responsabilidade em ter ou não ter filhos. O equilíbrio de qualquer pessoa não depende do gênero nem da opção sexual. Há pessoas que são criadas por tias ou só por mulheres ou só por tios ou homens e são equilibradas porque o equilíbrio emocional não está atrelado às genitálias e sim à mente e ao coração das pessoas.

O ponto mais interessante desse aprendizado foi aquele em que o meu pensamento e a minha emoção poderiam equilibrar ou desequilibrar o processo em que minha mãe passava, em questões de segundos – por causa da nossa ex-ligação carnal. Ela mudava até de feições e de tamanho apenas com os próprios pensamentos dela, que ora estavam no estado presente, de menina, ou no passado, na vida recente, com todos os problemas que ela enfrentou durante toda a vida passada (essa variação é 24 horas ao dias, segundo por segundo). Mesmo estando no presente, menina, ela tinha acesso a imagens da sua vida recente, e até das coisas materiais que possuía. Quando isso acontecia, todas essas coisas se materializavam na sua mente e se projetavam em sua visão, de forma que ela pensava estar vivendo aquilo no momento presente – numa velocidade impressionante (eu e as supervisoras tínhamos acesso a tudo o que ela pensava ou sentia). O trabalho das supervisoras era grande demais e incessante, isto é, com o pensamento, elas controlavam o acesso a informações mentais e emocionais da minha mãe, de forma a conduzir, harmoniosamente, o ser espiritual dela ao tamanho necessário para o encaixe no futuro óvulo fecundado da futura mãe ou em um tamanho adequado para que o espírito tomasse conta do futuro corpo em formação – sem ter crises entre o passado, o presente e o futuro. Ao contrário do que a ciência informa, a mente é o grande carro-chefe condutor das emoções do ser humano, cujo banco de dados não morre com a morte física. Como dizem os amigos do Chico Xavier, “a vida continua”.

A técnica de redução do ser espiritual é do conhecimento de muitos seres espirituais elevados que trabalham e vivem para o bem, assim como para aqueles que trabalham e vivem para o lado da maldade. Uma vez evoluído, o ser tem a opção (chamado de livre-arbítrio) de permanecer e viver eternamente no lado que deseja, com as consequências que cada lado oferece. Há muitos seres que escolhem viver apenas no lado espiritual, assim como há os que vivem em espírito no mundo material (anjos, espíritos do bem, socorristas, vampiros e obsessores). Há uma linha divisória, em certo momento da evolução, que não tem retorno. O grande exemplo disso é a Kuan Yin, um ser dedicado ao amor, à compaixão e ao perdão, cuja essência é masculina e feminina, exatamente porque se fosse de um só lado não conseguiria ter a dimensão da compaixão e do perdão, as quais são multidimensionais. 03/04/2010, New Delhi.

Mudanças enriquecem a vida

s1030713.JPGA maioria das pessoas tem medo de mudanças e não fui diferente. O que a gente não sabe até os trinta anos é que tudo na vida muda, as estações, o céu, a terra, o vento, o mar, especialmente o corpo os físico, a mente, todo o sistema emocional e a percepção espiritual. Agora mesmo o planeta inteiro está mudando e independente da vontade do ser humano e da ciência. Assim, até os 30 anos de idade, a gente não sabe de nada e a familia não está preparada, muito menos a escola, para nos ensinar que tudo muda com o tempo e que a gente precisa se colocar a disposiçao para todas as mudanças, deste as do corpo físico, ao corpo mental, emocional e espiritual. Todas as mudanças físicas dependem da química interna, do sistema hormonal, da alimentação e do estilo de vida, assim como as mentais, emocionais e espirituais requerem que a pessoa queira mudar, se ajudar, para se ajustar. Muita gente confunde mudança espiritual com religião e isso é pura ignorância. O corpo fisico é a base para as mudanças nos demais corpos, de forma que aquele que maltrata o proprio corpo esta bloqueando e amputando todos os canais de mudanças naturais dos demais corpos — e pagara um alto por isso. Sera que ainda tem gente que nao sabe da existência dos demais corpos?

As mudanças físicas, tanto na mulher quanto no homem, nunca param de acontecer, desde o momento da concepção até a morte. Todo esse processo depende do que a pessoa come, do seu estilo de vida, dos pensamentos e emoções. A herança genética tem uma atuação nisso também, mas, basicamente, tudo caminhara de acordo com pensamentos e o estado mental. Quem nåo se alimenta corretamente, nåo consegue pensar corretamente. Quem se violenta pela alimentação pela ingestão de substancias abusivas e anti-naturais como as drogas, vai sofrer as conseqüências emocionais, mentais e espirituais das suas escolhas erradas e equivocadas. O corpo humano atual esta cada vez mais sensível e conectado com todo o universo, de forma que o que eu fizer com o meu tera ressonância de acordo com as minhas escolhas. Ja tem muita criança nascendo com deficiências mentais graças aos pais drogados e irreponsaveis. Até hoje tem mulheres que nao se preparam para as mudanças hormonais e entram em parafuso quando elas acontecem, e acreditam que a menopausa somente acontece com outras mulheres. O homem é mais privilegiado em termos físicos, mas também tem suas alterações — muitos entram em depressão quando o pênis começa a ficar menos rígido, a vontade sexual diminui, os músculos murcham, a forca física diminui. Nenhum tipo de droga combina com virilidade, enganem-se quem quiser.

As mudanças emocionais acompanham as físicas e adicionam as condições de vida, sociais, a capacidade de compreender a sexualidade ou nao — ha casos em que a pessoa envelhece e continua se comportando como adolescente mas isso ‘e considerado um desequilíbrio. De acordo com a idade, a educação, o estilo de vida e a alimentação é tambem o nivel de percepção da realidade da vida, a capacidade de se adaptar ås mudanças e tirar proveito delas com sabedoria. Essa capacidade é o segredo da felicidade e do sucesso. Sem jogo de cintura, a pessoa vive a vida como alguém que so come a nata, isto é, apenas percebe o que esta na superfície, dai chamarmos certas pessoas de superficiais. O mergulho de si mesmo so acontece com pessoas corajosas, que estão nesta vida para vive-la na integralidade dela e nao passar por ela como turistas desorganizados, desorientados, despreparados, desfavorecidos e todos os demais “des” que voce ver no dia-a-dia, como os ” sem” teto, sem-terra, sem-isso, sem-aquilo. A pobreza também pode ser falta de percepcao, de desenvolvimento das capacidades cerebrais pela falta de escoridade, de engajamento nas atividades produtivas e as deficiências fisico-emociais hereditarias. Ao contrario de ter pena dessas pessoas, precisamos oferecer condições para que elas reconheçam as escolhas equivocadas da vida, isto é, a dificuldade de lidar com as mudanças naturais da vida.

Quando a gente é criança tem amigos do jardim da infância, come mingaus e mama. Quando é adolescente a gente tem amigos que praticam esportes, descobrem o sexo e tem curiosidade sobre tudo na vida, achando que vai mudar o mundo do seu próprio jeito. Depois dos vinte, os desafios batem na porta e a pessoa nao responde a eles, fica para trás e sera um daqueles eternos insatisfeitos, ou daqueles que acreditam que o mundo inteiro tem que lhe prestar assistência pelo resto da vida, como naqueles programas sociais. Como nao se separa o corpo da mente, das emoções e do espirito, as mudanças espirituais so ocorrem de acordo com a resposta que a pessoa da para as demais mudanças. O que seria uma mudança espiritual? É a independência nas escolhas dos caminhos baseados na crença, na fe e na experiência pessoal. Uma pessoa que precisa seguir o que um pastor evangélico ou um padre ou outro líder religioso ou, ainda, um espirito, diz para fazer da sua vida é uma pessoa perdida, um pedinte espiritual bloqueado em si mesmo como aquelas pessoas que passam anos sentadas na porta das igrejas pedindo esmolas e vivendo das esmolas. A independência emocional é uma das chaves da felicidade e isso está ao alcance daqueles que querem ser felizes e prósperos.

Todas as mudanças sao boas. So precisam que a gente tenha a capacidade de fazer escolhas certas, equilibradas, honestas, com os pés no chão, preparados para ver, ouvir, mediar, negociar, tanto internamente quanto externamente. Por exemplo, mudar de um pais para outro. Isso requer equilíbrio e desprendimento. Largar tudo para tras e entrar em um avião com uma mala na mao é um desafio e tanto. Muita gente faz isso hoje em dia e muitas pessoas fracassam. Aqueles que tem sucesso nesse empreendimento sao os que se trabalham diariamente, acompanham as mudanças do tempo, tornam-se pessoas flexíveis nao so consigo mesmas, mas com o tempo, o corpo, as emoções, e o espirito.

Nào é nada fácil largar tudo e partir para um pais distante, ou para um estado diferente, começar nova vida, ou simplesmente voltar `a escola para fazer um curso profissionalizante que mudara a vida. Quando a gente se permite, é fascinante, e provoca alterações em todos os aspectos da nossa vida, do corpo físico ao espiritual. Sim, a vida ganha um sentido especial e os olhos brilham com as diferenças e desafios. Aquele espirito de adolescência feliz, de desbravar e descobrir ressuscita. A grande diferença, com a idade, é que a gente faz isso com o poder da escolha correta, equilibrada, balanceada, com objetivos específicos, visando o desenvolvimento e o aprimoramento físico, mental, emocional e espiritual. A vida responde com sentido, firmeza, satisfação e brilho. Caminhos serão encurtados na roda do Karma. E ai, fazer o que realmente a gente gosta é uma premiaçåo prazerosa. Tudo isso é possível, me pergunte e lhe direi mais. Veja que algumas palavras estão sem acentuação, e eu nao estou nem ligando para as deficiências do teclado do meu computador…

Por que você detesta tudo que é auto-ajuda?

autoajuda1.jpgÉ fácil saber quando alguém detesta tudo que diz respeito a auto-ajuda: livros, cursos, artigos, textos. Geralmente essas pessoas precisam muito de tudo isso e estão vivendo um estado de negação. Em psicologia, o estado de negação é aquele em que a pessoa finge não existir um problema ou ataca qualquer pessoa que fale sobre o assunto. Ela reage assim porque não quer enfrentar os ganchos emocionais, que todo mundo tem mas nao precisa guarda-los para a vida inteira. A pessoa se esconde por trás da máscara da negação para tentar, ilusoriamente, permanecer em um estado de satisfação mental – fuga. Naturalmente que isso só atrapalha. Aumenta traumas e problemas emocionais vinculados ao estado de negação. Quando você se posiciona fortemente contra alguma coisa é porque você tem muito a ver com aquela coisa e aí seu instinto faz você reagir firmemente contra, especialmente quando você não está disposto a enfrentar. Quando você ver algo que não gosta, não lhe atrai e você não toma partido, simplesmente igonora ou tenta conviver e respeitar as diferenças, significa que você tem um comportamento saudável. Pessoas que facilmente falam “eu detesto isso, eu detesto aquilo”, estão claramente dizendo onde elas têm algo mal-resolvido sobre o que dizem detestar. É natural a gente gostar e não gostar de coisas, pessoas, comportamentos, comida, etc. Ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas mas é saudável conviver pacificamente com as diferença de gostos, aparências, preferências, gêneros, etc. Mas se há uma ladainha imensa a respeito da cebola no prato, sim, há brasas escondidas nessa fumaça.

Para saber se uma pessoa é emocionalmente complicada é só pedir uma lista das coisas que ela detesta na própria vida e na vida de outras  pessoas. Um profisional saberá puxar da lista a história familiar dessa pessoa. Há pessoas que não gostam de tomates, por exemplo. Isso pode ser apenas uma reação física dela à química de tomates. Cada ser humano tem cinco sabores dentro de si, que traduzem o estado de saúde dos cinco principais órgãos, e se manifestam pelos sentidos: ver, ouvir, saborear, respirar, tocar. Quando há um desequilíbrio químico, o corpo tende a manifestar o desejo ou a rejeição a um desses sabores. Mas isso só acontece quando a pessoa está saudável. Se acontece com muita frequência há um desequilíbrio fisico, mental, emocional ou espiritual. O desequilíbrio de um dos sabores no organismo leva à confusão física (chamada doença) e um bom exemplo disso é quando a pessoa manifesta obsessivamente vontade de comer doce, salgado, azedo, apodrecido e amargo. Detestar quem come tomates é assunto para muitas sessões de terapia. Pessoas com história familiar de abuso e/ou violência doméstica tendem a se posicionar rigidamente sobre qualquer coisa, qualquer assunto, porque o cérebro reage de acordo com o mundo que ela conhece: abuso e violência.

A violência é unilateral, produz visão falsa do equilíbrio, destroi a capacidade natural de amar e torna as pessoas avessas, agressivas, azedas e muitas vezes insuportáveis. Não há meio-termo, não há meia-pancada, não há meia-palavra agressiva, não há meio-palavrão. A violência familiar deixa tatuagens profundas no sistema emocianal de todos as pessoas expostas a ela, de criança a adulto. Não há um só ser humano imune à violência, especialmente quando ela é praticada por pessoas que supostamente deveriam ser amáveis e ensinar a amar. Crianças mal-amadas ou rejeitadas, filhas de pessoas ocupadas demais, que não têm tempo para acariciar os filhos, com abraços e palavras, jestos e atitudes, tendem a dividir o mundo em pedaços, em times, em gostar e não gostar, e essa divisão segue, na maioria das vezes, o adulto para a vida inteira.   Este assunto é muito vasto e educar não combina com ameaçar, forçar, gritar, bater, xingar, despresar, não-abraçar, não-elogiar, não fornecer as necessidades básicas, materiais e emocionais, de um ser humano.

Todos temos a tendência de lever para as famílias que formamos as malezas da família que nos criou e educou – no amor ou na violência. Então, adultos cheios de tatuagens emocionais serão péssimos chefes, governantes, médicos, policiais, professores, terapeutas, especialmente se nunca se submeterem a tratamentos. Esses aumentarão as filas dos mau-amados do mundo, responsáveis por tudo, inclusive da visão negativa, pessimista, mesquinha e cavernosas do mundo. Esses são os responsáveis pelo atraso da humanidade, pelas manchas no DNA das futuras gerações, pelo bloquio ao desenvolvimento das terapias holísticas, dos programas sociais, da morte dos ecossistemas, da poluição dos mares e rios, pelo desmatamento das florestas, pelo crime urbano.  A literatura de auto-ajuda é imensa. Está presente em cada banca de revista do país, nas grandes e pequenas livrarias, para todos os gostos. Isso também faz parte de paises democráticos, multiculturais, multiraciais e em transição econômica de terceiro para primeiro mundo como o Brasil. Somos abundantes neste assunto, felizmente. Não cabe aqui julgamentos a respeito do conteúdo dessa literatura, muito pelo contrário. Incentivamos a busca individual por aquilo que falta lá dentro do seu ser, por qualquer razão, mesmo uma não citada neste artigo. Mesmo aquilo que a gente sabe que é apelação de editora para fazer dinheiro fácil, pode ter alguma coisa interessante.

Em termos espirituais, o universo tenta mandar mensagens para cada ser humano, todos os dias, todas as horas e por todos os meios. Por isso, é preciso que cada ser humano dê uma olhada nas bancas de revistas, vitrines de livrarias e nas poucas bibliotecas públicas do país, porque somos ainda muito pobres de leitura. Quantos livros você leu nos últimos 30 dias, e quantas revistas você passou pelo menos as páginas? Cada um de nós se intressa por um assunto ou muitos de de uma vez. Quais são os seus? Se você não tem resposta a essas perguntas a sua vida está muito sem graça e o único responsável por isso são os seus próprios preconceitos — saia da toca!  A leitura é a principal arma anti-envelhecimento, anti-doenças mentais, anti-esquecimento, relaxa a musculatura até no banheiro.

A leitura retarda o envelhecimento e a invasão das doenças. Se você se deixa ler um livro, uma revista ou um texto na internete, que fala das coisas que você rejeita, já é meio caminho andado na luta contra o grande bicho-papão: você mesmo. Aproveite seus momentos de solidão para ler sobre aquilo que você detesta e se posiciona contra. Procure várias fontes sobre o mesmo assunto até você descobrir porque você gasta tanta energia detestando e sendo contra. Comece a construir um perfil sobre você, o “detestador de auto-ajuda”, e um belo dia, sozinho no banheiro, se liberte: eu detesto porque preciso de auto-ajuda! Falta democracia na minha própria vida! Eu posso estar preso a traumas familiares, a coisa que não me pertence, a preconceitos que não são meus e eu vivo alimentando tudo isso! Quem sabe, o próximo passo é você ler uma historinha para o filho, o sobrinho, o vizinho — daquilo que você realmente gosta. Ah, mas anjos não existem, não é? Só por que você nunca viu um diz que não existem? Você não sabir que essa época de só acreditar no que pode pegar e ver já passou? Sabia que a base da cultura ocidental é formada pela história de anjos? E o resto que você ainda não sabe porque ignora tudo que se tem escrito a respeito? Humm, então, meu caro, tam-tam-tam-tam…: fe-che-a-bo-qui-nha, o mundo não só o que os seus olhos podem ver e acreditar! Um título universitário não é o passaporte para você virar uma pessoa chata e incrédula, copiador de maus ensinamentos de professores sem esperança, aqueles chatos da universidade, ou de pais desequilibrados. Liberte-se, procure o caminho da sua auto-ajuda.

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