Utilização dos Cinco Tons no Tratamento da Úlcera Intestinal

ulcera-intestinal.jpg

O sistema gastrointestinal estende-se da boca até o ânus e pode chegar a nove metros de comprimento. Por esse caminho longo e através dos órgãos a ele interligados são realizadas diversas operações químicas e produzidos fermentos pancreáticos, ácidos gástricos, insulina, hormônios hepáticos etc. Tudo o que é ingerido é considerado como alimento e processado. O corpo não faz escolhas. Aquilo que não consegue processar é programado para ser expulso do corpo, de uma forma ou de outra, mas as vezes isso não acontece e a matéria enlarguece as paredes intestinais, provocando gases e outros efeitos físicos.

Os desequilíbrios emocionais, psicológicos, emotivos (cólera, ciúme, ódio, medo, preocupações exageradas etc.) provoca reações de descontrole na produção desses agentes químicos que efetuam o trato intestinal. Junte-se a isso os maus hábitos relacionados à bebida e/ou drogas, à alimentação compulsiva, hereditariedade e o pensamento focalizado no lado negativo da vida produzem os desequilíbrios físicos, mentais, emocionais — juntamente ou não com os espirituais.

O Nervo Simpático atua no aceleramento das atividades do coração, no estreitamento dos vasos e na dilatação das veias respiratórias, assim como aumenta o nível de oxigênio do sangue, mobilizando o açúcar armazenado no fígado, a drenagem da bílis e com esse trabalho possibilitando o funcionamento dos músculos, etc. É o nervo do trabalho. O Nervo Vago ou Parassimpático trabalha ao inverso, possibilitando o descanso do corpo. O estresse produzido por uma prolongada situação de agitação resulta no crescimento da secreção de corticosteróides e de anormais estímulos do Nervo Vago, que entra em conflito com o trabalho do Nervo Simpático. Conseqüentemente, o nível de ácidos gástricos e pepsinas aumenta. O movimento digestivo acelera-se e a secreção mucosa que protege as paredes gástricas diminui. Essa diminuição da proteção pode levar à erosão das camadas mucosas devido a hiperacidez. É assim que se forma o processo de ulceração.

Estudos laboratoriais realizados no Primeiro Hospital de Veteranos da Província de Jilin, China, chegaram às seguintes conclusões: Separou-se dois ratos com a mesma concentração de pepsina gástrica. Um rato foi amarrado e ambos submetidos a um ambiente de medo e tensão. Depois de nove horas foi observada a erosão das paredes gástricas. O nível de lesão da úlcera era proporcional à concentração de pepsina. Ao mesmo tempo não foi achada erosão alguma no rato que não foi amarrado. De acordo com esse experimento, o estresse sócio-psicológico é o responsável pela formação da ulceração. Pouco tempo depois, foi tocada música para os mesmos ratos. Dez dias depois, ratos tratados com a música recuperaram-se mais facilmente das ulcerações do que os que não foram submetidos à música. Inúmeras pesquisas como esta são guardadas a sete chaves pelos chineses e a medicina alopática pensa que não existem.

De acordo com a Tradicional Medicina Chinesa praticada na Ásia, o Baço está conectado com o Estômago por uma membrana fina que os relaciona com o interior e o exterior. Em particular, o baço produz sangue novo e está ligado diretamente à mente — ocupando a mente em excesso, o baço adoece. Ambos são órgãos fundamentais do sistema digestivo. Não estão apenas relacionados, mas também um influencia no funcionamento do outro. O bom funcionamento do fígado, do baço e do estômago, isto é, de todo o sistema digestino depende imensamente do que você pensa o tempo inteiro, do processamento de suas emoções. Quem não digere bem os alimentos também não digere bem a vida e vice-versa. Pessoas conectadas com comportamento negativos, como a rebeldia sem causa, adoecem facilmente, mais cedo ou mais tarde.

Os médicos chineses afirmam que o Baço é um “organismo pensante”. Excesso de pensamentos prejudica o Baço. Se o processo de pensar de um indivíduo é normal, correto, positivo, o seu Baço não é incomodado. Saiu do normal e entrou no excesso e, ainda por cima, negativo, o Baço acelera-se e perde a sua “sintonia natural”. A continuação desse processo leva à desordem no sistema digestivo e conseqüentemente à formação de ulcerações.

Vinte e quatro clientes com ulcerações, relativas ao estresse psicológico, foram divididos em dois grupos no Primeiro Hospital de Veteranos da Província de Jilin. Um grupo de 14 pessoas diagnosticadas como portadoras de “excesso de Chi (energia) no fígado”, isto é, sofrendo de problemas estomacais. Os outros 10 clientes sofriam de “fraqueza e frieza no Baço e no Estômago” (falta de energia).

Todos foram submetidos a sessões de musicoterapia (os cinco tons) e receitado apenas chá. Outras 24 pessoas, também divididas em um grupo de 14 e outro de 10 com os mesmos sintomas dos grupos anteriores foram tratadas só com medicamentos. O resultado foi o seguinte: no primeiro grupo houve 92% de clientes curados e no segundo grupo apenas 79%. Estresse e excessos são aqui tratados como sinônimos.Para problemas estomacais são aplicadas músicas próprias com ênfase no tom Kung. O extrato líquido de Espinheira Santa é um excelente regulador das ulcerações e pode-se utilizá-la como coadjuvante no tratamento com a música. Se associada à Valeriana Officinalis pode acalmar o pensamento e devolver a tranquilidade. Há infinita possibilidade e o tratamento depende da pessoa, da história dela, do sistema de memória dela, da luta interna consigo mesma e do enfrentamento com o mundo que a rodeia.

Sonhos, Postura, Cores Preferidas e Sabores

sabor.jpg

O terapeuta deve acompanhar de perto os sonhos, posturas e cores preferidas pelo cliente. Os sonhos podem retratar o andamento emocional do cliente. Por exemplo, sonhos tristes, pesados, agitados podem estar denunciando uma inflamação interna ainda não registrada pelo cliente. No Ocidente, os sonhos são largamente estudados por profissionais que trabalham com a mente e a emoção.  Sigmund Freud publicou 24 volumes sobre o seu trabalho com psicanálise e um deles, com pouco mais de 40 páginas, é dedicado aos sonhos (On Dreams, publicado em 1952). A psicologia budista registra o estudo dos senhos há mais de dois mil anos. Faz parte da prática médica oriental perguntar ao cliente sobre os seus últimos sonhos. Na psicoterapia isto é fundamental e pode direcionar o psicoterapeuta na lida com os casos. Analisar sonhos e interpretá-los é um exercício que deve ser executado pelo cliente, com a ajuda técnica do terapeuta. Mas, uma coisa é certa: enquanto dormimos, o mundo continua vivo e ativo, inclusive o nosso!

A postura (maneira de sentar, falar, vocabulário utilizado etc.) também revela o desequilíbrio nos chácras e as cores que o cliente escolhe para vestir ou para absorver (frutas) também chamam a atenção para a necessidade do chácra. O corpo é inteligene e pede sempre o que precisa, assim como rejeita o que não precisa, a não ser que o proprietário seja uma pessoa desequilibrada e tenha corrompido seus gostos, vontades, intuições, sentimentos – pessoas que se drogam promovem a confusão interna no sistema de memória celular. O corpo também pede doce, salgado, azedo, o sabor que precisa, muitas vezes de acordo com o balanceamento dos chácras no momento. Um bom livro para se estudar fisiologia dentro da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é: Fluid Physiology and Pathology in Traditional Chinese Medicine, escrito por Steven Clavey — na verdade uma boa tradução de textos antigos orientais — pouca novidade surge na medicina oriental porque o conhecimento é milenar. Na MTC não muito o que ser criado hoje em dia, por isso que não dá para entender o recente interesse da medicina oficial brasileira pela acupuntura, que é invisivel e faz parte do contexto milenar da medicina oriental. Por que milhares de pessoas, há milhares de anos, usando a mesma medicina não é suficiente para convencer alguns intelectuais brasileiros das classes privilegiadas da saúde? De onde eles vieram mesmo?

Aplicação Terapêutica dos Tons Primordiais

primavera.jpgverao.jpgoutono.jpginverno.jpg

Os tons estão muito relacionados às estações do ano. Pode acontecer, por exemplo, que a estação seja verão e uma pessoa esteja com sintomas físicos de inverno, o que denota o desequilíbrio — alguém sentir fio no verão e calor no inverno. Neste caso, é preciso um trabalho detalhado para trazê-la à estação presente. Vamos aos cinco tons, que só são extraídos dos instrumentos orientais: gongo, tigela tibetana, instrumentos de corda:

Kung – Utilizado basicamente entre as estações do verão e do outono, quando o Chi (energia) da Terra apresenta as características de mudanças. Este tom mantém a estabilidade do Chi dentro dos corpos — energia interna, calor. Espiritualmente, ajuda-nos nas meditações e mantém a calma. É recomendado no combate a problemas estomacais, náuseas, diarréia, desordens intestinais, perda de peso e insônia. Só comer as frutas da estação e da região em que você mora.

Shang – É o tom para o outono. Está relacionado com o Chi (energia) do Metal  (que corta) e tem as características de indução deste Chi no corpo. É capaz de estabilizar e regular os movimentos de subida e descida do Chi dos pulmões, protegendo os rins e reprimindo a função excessiva do fígado. Espiritualmente, ajuda-nos a tranqüilizar o cérebro, especialmente das pessoas inquietas e que não relaxam nunca. É indicado para a harmonizar a deficiência do Chi pulmonar provocada pela má circulação do sangue, suor noturno, gripe, asma, irritação, aflições, mágoas, insônia, depressão. Gripe fora de época pode ser desequilíbrio da circulação sanquínea? Pode!

Cheuh – É o tom da primavera. Está ligado ao Chi da Madeira e tem as características da criação. Ajuda a expressar o Chi interior. Espiritualmente ajuda-nos a despertar e a relaxar. É indicado para a indigestão, falta de apetite, baixo libido, baixa auto-estima, impaciência, má digestão, irritação e falta de inspiração.

Jyy – É o tom do verão. Está ligado ao Chi do Fogo e tem as características do crescimento. Revigoriza o Chi interior. Espiritualmente provoca a excitação criativa e a concentração. Acelera a circulação sanguínea e previne as problemas cardíacas. É recomendado para a má formação e funcionamento dos órgãos internos, vertigem, fadiga, contração e dor muscular, dilatação do peito, falta de ar e dificuldade na respiração. É também indicado para baixa-inspiração e frieza no corpo e membros. Essas são também as características da fraqueza nos órgãos internos.

Yu – É o tom do inverno. Está relacionado ao Chi da Água e tem as características de poupar o movimento do Chi de dentro para fora do corpo. Espiritualmente pacifica a mente e atua como um sedativo. Também liberta a fadiga e combate o excesso de pensamentos. Este tom é sugerido no tratamento de asma, ansiedade, agitação no sono, dores nas pernas, impotência, ejaculação precoce e deficiências renais.

Estações não definidas e instáveis – Para os lugares onde as estações do ano não são definidas ou onde elas se aglutinam aplica-se a peça musical Chi-Circulation (circulação do Chi), equivalente ao floral Emergencial do sistema Saint Germain. Outra peça emergencial chama-se REGIME. Esta peça musical é a junção dos cinco elementos e pode ser utilizado também para harmonizar, estabilizar, centrar e acalmar o cliente.

Essas músicas devem ser ouvidas pelo cliente deitado ou sentado. Jamais em movimento ou sistema de som de automóveis. Nos hospitais o momento ideal é quando o cliente está se alimentando ou sendo medicado. Como complemento a medicação, a música dos cinco tons apressa o restabelecimento e a absorção pelo corpo físico da medicação. Para cada estação é preciso escolher o tipo de chá certo, levando em consideração as propriedades terapêuticas e a condição do cliente — esses Cds só existem em Taiwan.

Alguns chás baixam a pressão quando tomados no inverno ou no verão, por exemplo. Mesmo sendo indicado para o tratamento, é preciso saber qual é a reação de cada chá, tanto quanto das frutas e dos alimentos. Por exemplo, a melancia é um excelente coadjuvante no tratamento das inflações da garganta, especialmente a semente, bem como ajuda na limpeza dos rins, mas não deve ser ingerida como medicamento no inverno, quando a liberação da água do corpo diminui de freqüência.

Nos tratamentos em que se juntar a aromaterapia é preciso verificar se a essência utilizada é propícia à estação ou à condição do cliente. Música, aroma, fruta, chá e vegetais trabalham muito bem em conjunto, mas o cliente pode não se dá com uma ou outra. Geralmente o homem é avesso a canela, por exemplo.

O livro do Imperador Amarelo e os Ciclos Vitais do Chi

imperador-amarelo.jpg

Por José Joacir dos Santos

As atividades coordenadas entre esses cinco sistemas constituem o equilíbrio, o balanceamento perfeito entre os sete corpos, contidos neles a mente e o espírito inteligente (aquele que se conecta com o lado positivo da vida). As principais características psicológicas e mecanismos vitais energéticos (Chi) dos cinco sistemas estão em correspondência com os cinco elementos primários.

No mais antigo livro sobre a medicina chinesa conhecido como “Medicina Clássica Interna do Imperador Amarelo”, tido como um tratado sobre a saúde e a longevidade, esse fenômeno é descrito assim: O Chi do elemento Madeira corresponde ao Fígado; o Chi do Fogo ao Coração; o Chi da Terra ao Baço; o Chi do Metal aos Pulmões; e o Chi da Água aos Rins. Entenda que Chi é energia. Os sistemas influenciam uns aos outros. Aparentemente, todos os sistemas funcionam como cópia uns dos outros. Qualquer alteração emocional desencadeia uma série de reações químicas e interfere na vibração de todos os órgãos. A freqüência dessas alterações provoca desequilíbrios. Os cinco elementos primários do universo, suas seqüências, freqüências e estabilidades são os progenitores do colorido e versátil Planeta.

A coordenação, ordem e estabilidade dos cinco elementos no corpo humano são a base e a fundação da saúde. As desarmonias resultam do distúrbio na circulação do Chi nos sete corpos. Os desequilíbrios nascem no espírito. Subseqüentes mudanças psicológicas e emocionais farão parte do processo da saúde ou de desestabilidade. Por esta razão, a estabilidade do Chi é fundamental para a manutenção da saúde e da vitalidade. Como a música afeta a circulação do Chi no corpo humano? Repete-se aqui o livro do Imperador Amarelo, que diz: “os céus possuem cinco tons: Cheuh, Jyy, Kung, Shang e Yu. A melhor tradução deste livro é a edição em inglês: The Medical Classic of the Yellow Emperor, Editora Foreign Languages Press, Beijing, 2001, traduzido para o inglês diretamento do chinês por Zhu Ming. Não recomendo a edição em Português em quadrinhos, da editora Roca, “Clássico de Medicina do Imperador Amarelo”, porque faz parecer que esse clássico da literatura oriental pareça um conjunto de piadas e não é.

O ser humano tem cinco órgãos; Os céus têm cinco a seis normas; O homem tem seis vísceras”. Isto explica a relação entre os cinco tons, as cinco vísceras e os cinco movimentos do Chi. Veja nesta página a tabela de interligação universal. Uma música não é composta de apenas um tom, da mesma forma que a energia Chi não pode vibrar em um só elemento/movimento. Se um certo tom vem a ser o tom central, dominante, cercado de outros tons em uma particular combinação e seqüência, uma peça musical é composta em uma particular escala, com um efeito exclusivo.

Os efeitos acústicos desses cinco tipos de música em seus cinco diferentes tons geram os movimentos do Chi no corpo, filtrando e canalizando o Chi da Madeira, elevando o Chi do Fogo, estabilizando o Chi da Terra, induzindo o Chi do Metal e rebaixando o Chi da Água. O ciclo construtivo é assim: Fogo produz Terra, Terra produz Metal, Metal cria a Água, Água alimenta a Madeira e a Madeira produz o Fogo.

O ciclo destrutivo age assim: Madeira controla a Terra, Terra obstrui a Água, Água elimina o Fogo, Fogo derrete o Metal e o Metal exerce poder sobre a Madeira. Esses ciclos regularizam as funções das cinco vísceras. Cada tom percorre os sete chácras e cada um retira o que lhe é necessário. O resultado do funcionamento das cinco vísceras se reflete nas condições psicológicas e nas funções emocionais de acordo com a alteração química. Forma-se um ciclo repetitivo de auto-alimentação. Com base nessa teoria, cada manifestação patológica requer uma música específica, um tom ou combinação de tons específicos.  Não se esqueça que tudo isso tem influência sobre a energia transportada pelos 12 principais meridianos, que são interligados e fazem parte do sistema central de energia vital do ser humanos.

Deseja ver outros artigos da mesma categoria? | Topo | Página Inicial | Voltar »