Astrologia Chinesa e os Cinco Elementos

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Por José Joacir dos Santos

A Astrologia chinesa diz que anos, meses e dias ocorrem em ciclos de cinco, correspondendo aos cinco elementos. Cada animal simbolizado em cada signo está ligado a todos os elementos. Os cinco elementos fazem parte da constituição dos nossos sete corpos, acoplados um ao outro, a maioria invisível ao olho comum. Na hora da morte, são abertos os laços que conectam cada elemento aos corpos e de acordo com a hierarquia deles, os órgãos físicos relacionados com os cinco elementos são liberatos para morrer.Um interessante livro sobre esse processo de desligamento dos cinco elementos é: Do Viver e do Morrer, de Rimpoche.

A personalidade e o destino de cada indivíduo sofrem influência de todos os elementos que governam o momento do seu nascimento e todos os dias de sua vida.

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Por exemplo, uma pessoa pode nascer sob a força do Metal em um ano governado pela Madeira, em um mês regido pela Terra, em um dia onde predomina o elemento Fogo, no momento em que o elemento Água está em ascensão. Essa combinação de forças regula nossas vidas e interferem construtivamente e/ou destrutivamente em cada mínima mudança no equilíbrio dos elementos no Cosmos. Devemos levar em consideração que cada pessoa é uma combinação única e estamos todos constantemente interagindo essas diferentes forças. Tudo é energia e a energia é um conjunto de forças musicais coloridas.

A astrologia chinesa difere em muito da astrologia praticada no Brasil, por exemplo, porque a chinesa faz uso de arquétipos múltiplos, comum na cultura oriental, onde nada existe separadamente. A astrologia oriental é amplamente utilizada em conexão com o estudo da energia chamado Feng Shue, utilizada desde a construção de prédios e até a posição da cama que você dorme. E isso seria superstição? As superstições não vivem muito tempo. Essa cultura é milenar. O Feng Shue é muito similiar às teorias da Física e na medida que você estudar vai ver que não existe superstição alguma nisso. Veja a foto da porta redonda de uma casa que fica de frente para uma estrada movimentada. É circular, para não segurar a energia da estrada.

Os cinco elementos são um dos grandes pontos de partida da Medicina Oriental. Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água, estão relacionados a órgãos, tecidos, sensores físicos (ouvido…), secreções (fluidos), elementos de contato externo como unhas, cabelo, lábios, emoções, sabores, cores, estações do ano, demônios, direções e sons. Por exemplo, a madeira é verde, o fogo é vermelho, a terra é amarela, o metal é branco e a água é preta. A madeira governa o fígado, o fogo o coração, a terra o baço, o metal os pulmões e a água os rins e a bexiga. Um desequilíbrio nos pulmões se manifesta no cabelo, nas unhas, no nariz (secreção, entupimento constante), a pessoa tem crises de tristeza e depressão (ou vice-versa, a depressão desequilibra os pulmões), e a pessoa chora por qualquer motivo (pessoas choronas precisam verificar se carregam depressão escondida).

Teoria do Yi-Ching (I Ching), os Cinco Elementos

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Por José Joacir dos Santos

Um dos livros mais complexos e completos da cultura chinesa milenar é mundialmente conhecido como I Ching, Livro das Mutações, Oráculo Chinês. Neste livro tudo é explicado com base na relação entre o céu e a terra, a dança dos cinco elementos primordiais. O Dr. Wang Xu Dong, do Instituto de Medicina Tradicional Chinesa da Província de Hunan, China, um dos maiores mestres de terapia musical do seu país, diz que “as técnicas curativas da terapia musical combatem desequilíbrios e restauram o metabolismo harmônico sem o gosto amargo e os efeitos colaterais das drogas, sem a dor e invasões físicas de outras técnicas medicinais mecânicas. Seu único efeito colateral é tornar os ouvidos macios”.

Ele fez uma extensa pesquisa em arquivos centenários não destruídos pela revolução comunista, com o apoio do Governo de Taiwan. O expoente desses conhecimentos é o livro I Ching. A teoria dos cinco elementos, também chamada Cinco Fases Evolutivas, é uma organização de todos os aspectos do mundo fenomenológico em categorias do Fogo,Água, Madeira, Terra e Metal, cujos registros datam da Zhou Dinastia, entre 1066 A-C e o ano 256 D-C. Nas dinastias seguintes vários aspectos dessa teoria foram aprimorados e passaram a fazer parte do dia-a-dia da cultura chinesa, embora tenham demorado séculos para atingir o povo comum. As primeiras teorias chinesas envolvendo saúde, doença e tratamentos médicos, astrológicos, espirituais, e mesmo as teorias da tonalidade musical foram unificadas através das bases mútuas da teoria dos cinco elementos.

Como já vimos, a medicina tradicional praticada na Ásia tem por base a teoria dos Cinco Órgãos, os quais identificam das deficiências dos sistemas internos correlacionados. A teoria musical dos cinco tons identifica cada modo e cada nota com cada um dos cinco elementos, levando em consideração que cada elemento governa um órgão humano. Essa teoria unifica o corpo humano com o universo natural e estabelece explícitas conexões entre os tons musicais e os tecidos do corpo. Todos os desequilíbrios físicos e emocionais são conseqüência da desarmonia interna desses elementos. Por essa teoria, cada elemento predominante dá origem a um tipo físico e consequentemente um comportamento. As pessoas do tipo Madeira “sofrem de doenças causadas por fatores patogênicos do outono e do inverno. São inteligentes mas têm pouca força física”; o tipo Fogo é saudável na  primavera e no verão e adoecem no outono e no inverno. São ávidos, energéticos e ativos. Sacodem o corpo quando andam e são irracíveis. O tipo Terra é relativamente saudável no outono e no inverno e adoecem na primavera e no verão. É calmo e generoso mas tem caráter instável. Gosta de ajudar as pessoas e não é ambicioso. O tipo Metal é relativamente saudável no outono e no inverno, mas ficam doentes na primavera e no verão. São calmas mas decisivas quando necessário. O tipo água ficam bem de saúde no outono e inverno mas sofrem na primavera e no verão.  São atendos e sensíveis”. Estas características estão bem traduzidas do chinês e detalhadas no livro de Giovanni Maciocia, Diagnóstico na Medicina Chinesa, Editora Roca, capítulo 1, a partir da página 11. Espero que a editora melhore a edição e adicione o que foi cortado e só publicado na edição em inglês. O povo brasileiro precisa desse conhecimento sem cortes nem censura. E também precisa que o governo brasileiro não deixe os conglomerados internacionais, representados no país pelos “conselhos” de saúde, corporativar a medicina oriental — porque o único objetivo deles é financeiro, isto é, nada de social, de gente, de povo. É dinheiro!

Musicoterapia e o combate aos desequilíbrios psicossomáticos

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Por José Joacir dos Santos

Os cinco tons e as músicas com eles criadas proporcionam uma interação entre os pólos positivo e negativo (Yin e Yang) dos sete corpos que compõem cada indivíduo, em conexão com os cinco elementos primordiais, trazendo de volta a essência natural do ser, que é parte de um todo: corpo, mente, emoção, espírito e todas as coisas do universo.

Os problemas psicossomáticos são alvo principal da eficiência da música como instrumento de harmonização de desequilíbrios registrados na memória celular. Independentemente da vontade do indivíduo, todas as células do corpo escutam e vibram com o estímulo sonoro e guardam a gravação disso tudo, formando um imenso e profundo banco de dados, que cada um tem a senha. Por isso que os tratamentos só funcionam para quem quer.

Cada célula tem sua própria vibração, assim como cada órgão, tecido etc. A musicoterapia facilita a mudança das freqüências energéticas celulares. A música eletrônica, sem o tom primordial dos instrumentos originais, atrapalha o processo celular porque afeta fisicamente todas as células. Nada passa desapercebido pelo gravação individual, que ele tenha consciência disso ou não porque aqui não entra a crença individual.

Havendo mudança de comportamento, juntamente com um tratamento, há reflexos imediatos em todo o sistema e o resultado é o equilíbrio. O desequilíbrio perde a força e tende a deixar de funcionar como centro de comando, mesmo porque passará a existir naquele campo por ela ocupada uma outra freqüência, outra força, outra polaridade, outra energia, outro comando, outra vontade.

O simples fato de você tocar um instrumento pode alterar seu estado vibracional. Mas, para que haja uma mudança de freqüência na totalidade do seu corpo é preciso que o cliente também exercite a VONTADE e a determinação para efetuar mudanças comportamentais na sua vida. Isso exige equilíbrio mental, saber usar o poder do cérebro, controlar os pensamentos, direcionar tudo para o lado bom e positivo. É um trabalho duro e exige disciplina. Não adianta fazer um dia e dez não, nem por conta própria. Precisa ser conduzido por um profissional especializado nisso e com experiência. A vontade de equilibrar-se enfraquece os desequilíbrios no indivíduo. A vontade de viver aumenta a imunidade do corpo, já provado cientificamente.

Os problemas psicossomáticos mais combatidos pela musicoterapia chinesa são: Insônia (música para dormir e acordar), Ulceração Intestinal, Dor de Cabeça, Câncer, Síndrome Climática, Hipertensão, Prisão de Ventre, Arteriosclerose Coronária, Obesidade, Derrames, Menopausa, Trombose. Evidentemente que tudo é entrelaçado e cada sintoma desses poderia esclarecer uma séria de causas emocionais, mentais, de herança genética física e sutil. O equívoco da medicina ocidental é ir ao que aparece na superfície. Não somos máquinas.

A música feita para a terapia não pode ser ouvida em movimento, por exemplo, no carro, ou com fone de ouvido. Preferencialmente o cliente deve estar deitado. O terapeuta deve orientar o cliente para que ele não durma nem se mova e mantenha a mente ligado no desenrolar dos instrumentos tocados. Depois da sessão, é recomendado um bom copo de chá quente, de preferência feito com erva na mesma linha de terapêutica do desequilíbrio tratado. Todas as alterações e mudanças de freqüência energética passam necessariamente pelos sete chácras superiores, positiva ou negativamente. Os diapasões são muito eficientes na alteração de padrões energéticos dos órgãos. Time muitos casos de sucesso em meu consultório em Brasília com aqueles clientes abertos a alternativas de saúde. Pena que a alfândega brasileira cobre mais de oitenta por cento de imposto sobre o valor desses instrumentos, especialmente por ignorância e por não haver uma política de saúde que faça o país importar esse tipo de material sem imposto, já que é utilizado na saúde pública. O que está errado com a administração do Ministério da Saúde? Por que o Ministério da Saúde não conversa com a Receita Federal, a Anvisa, o Ministério do Trabalho? Pergunto isso porque não transparece de público os possíveis benefícios que indique haver uma conversa na Esplanada dos Ministérios tendo o interesse da saúde pública em primeiro lugar. Quem souber de alguma coisa nesse sentido me avise para que eu modifique este texto. Leia neste site minha monografia de tese de conclusão de pós-graduação em Psicossomática.

Inspiração e Encontro com os Cinco Tons

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Em 1992 percorri todas as lojas especializadas de Pequim à procura de gravações de músicas com os cinco tons e ninguém sabia do que eu estava falando. Tinha lido sobre isso em um pequeno parágrafo de um livro antigo. No Natal desse mesmo ano fui a Hong Kong (ainda inglesa) a convite de uma família-amiga para passar as festas de fim de ano e assistir a um casamento dentro dos rituais milenares chineses, banidos na China.

Dormi a manhã inteira depois de três horas de vôo. Acordei no meio da tarde faminto e saí do hotel para procurar comida. As ruas estavam, como sempre, movimentadas e ruidosas. Não demorou muito e senti como se alguém estivesse andando muito próximo a mim. Olhei para trás e nada. Caminhei mais e senti a mesma coisa. Desconfiado, perguntei mentalmente: quem é? Uma voz sussurrou no meu ouvido que “atravesse a rua e entre na loja na sua frente”. Fiquei arrepiado e não questionei. Era uma loja de chás, enorme. “Compre um chá”. Fui ao balcão e pedi “um chá”.

O atendente, um senhor idoso, olhou para mim, deu meia volta e voltou com um chá. Paguei e ele disse-me: “Vá ao terceiro andar”. Olhei longamente para ele e obedeci. Os primeiro e segundo andares eram de móveis e louça. Ao chegar no terceiro andar esperei que a voz me orientasse e nada aconteceu. Subitamente fui atraído por uma prateleira cheia de Cd. Comecei a examiná-los. Era tudo escrito em chinês e o meu chinês era bom apenas para falar, não para ler. Perguntei à atendente que música continuam aqueles: “medicina”, foi a resposta. Comprei os 16 raros exemplares da musicoterapia chinesa milenar. Ao voltar para Pequim chamei meus amigos, médicos e terapeutas tradicionais, e pedi que examinasse e traduzissem o conteúdo das instruções dos discos.

Estudei cada um e passei a utilizá-los para os problemas de desequilíbrios meus, da família e dos amigos, com excelentes resultados. Utilizei contra úlcera, dor-de-cabeça, ansiedade, insônia, compulsão alimentar, diarréia, tristezas, melancolias, “saudades do Brasil”, entre outros. Adicionei chás como complemento. Pude observar que havia resultado positivo independente da aceitação da musicoterapia chinesa por parte do cliente. “E isso funciona?”. O sono é inevitável nas pessoas mais sensíveis logo nos primeiros 10 minutos de audição e os resultados são positivos em casos psicossomáticos — a música interfere primeiramente nas conexões mentais e espirituais.

É praticamente impossível, no Brasil e em muitas cidades da China, reunir os próprios instrumentos para uma audição ao vivo porque eles não foram criados para orquestra ou coisa parecida. Surgira para atender às necessidades de saúde. Meu professor e médico Dr. Guan Tao, com toda sua experiência com exercícios energéticos como Tai Chi Chuan e Chi Gong reagia como um bambu ao vento quando era submetido a um dos Cd.

Na verdade, a vibração corporal dele era natural e refletia o equilíbrio harmônico em que se encontravam seus sete chácras devido à prática de artes marciais e outros exercícios de fortalecimento do campo energético, magnético e vibracional dos sete corpos. Ele ria, e era a primeira vez que experimentava essa audição. Já gravações de rock ou metal pesado o desequilibrava imediatamente. Quando vejo um adolescente andando com fones de ouvido tocando músicas eletrônica tenho dó da programação que ele está dizendo ao cérebro para adotar como sua. Todo tipo de música pode ser ouvido para entretenimento, mas o cuidado é com a repetição porque o cérebro, que é como uma câmara aberta na rua, capta tudo e entende que você quer essa vibração para o seu ser. A musicoterapia só funciona se houver uma direção, um foco, com os instrumentos certos, no tom ideal e com repetição ou frequência de execução.

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