Por que os músicos morrem cedo?

tingsha.jpgQuando eu era adolescente, nos anos setenta, já tinha coleção de discos de vinil e me gabava de dizer que era fã do guitarrista Jimmy Hendrix. Escutava Chopin quando chovia e Beethoven nos domingos de sol forte. Claro que meus colegas de escola me chamavam de esnobe e eu gostava. Naquela época, na Paraíba, sem televisão, pouca gente podia se dar ao luxo de ter em casa revistas do Sul do país – Cruzeiro e Manchete – que só falavam dos Estados Unidos e dos ídolos do rock. Embarcava nessa leitura, achando que o mundo era assim e por uma questão de tempo todos seríamos norte-americanos.

Mergulhei no aprendizado do inglês, e não demorei a descobrir que meu herói guitarrista era um excelente músico mas um desastre de pessoa, envolvido com todo tipo de droga, um antisocial por natureza. Além disso, o rock pauleira que escutava só falava em droga e porcaria. Incitava a uma agressividade e a uma rebeldia que não sentia nas minhas veias, embora adolescentes. Claro que os EUA viviam, naquela época, o inferno da guerra do Vietnã e da propaganda da “guerra fria”, mas, e daí? O que isso tinha a ver comigo? O legado deixado pelos ídolos da minha adolescência foi um desastre e muita gente ainda embarca nele hoje: se enfeita como árvore de Natal, repetindo os comandos das gangues e suas tatuagens, piercings, etc.

Foi duro perceber que Jimmy Hendrix não casava com a vida pacata e sadia, muito menos com os meus projetos de uma vida melhor e feliz. Ele logo morreu, drogado. Assim, parei de ser o macaquinho de imitação que as revistas vendiam como sendo a moda a seguir – mas a imprensa brasileira ainda não parou de vender imagens falsas e irreais de fora do Brasil, assim como de denegrir o sentimento herdado de Tupã e de seu povo nú.  Como compreender que a música cura se a grande maioria dos músicos morre cedo, entra no desfiladeiro sem retorno das drogas, da Aids, tem ataques cardíacos, são desorganizados, as vezes desastrados e não consegue pôr os pés no chão? Simples: música provoca efeitos físicos. Se a música afeta profundamente quem a escuta, imagine o que não acontece com quem a executa! Cada instrumento tem uma afinidade e essa afinidade afeta os órgãos físicos, a mente e a estrutura espiritual de cada pessoa, tanto para a saúde quanto para a doença.

O som repetitivo da guitarra, por longas horas, desafina os órgãos digestivos. A bateria tira a pessoa do chão, da vida real. Com que parece o som do violino? Os tibetanos sabem como provocar levitação tocando instrumentos rudimentares de metal, mas não ensinam ao ocidente. Tanto para a saúde quanto para a doença, a questão básica que envolve a música, o som, o tom, é a repetição, a duração e a qualidade dessa repetição. Cada órgão físico, tecido, víscera, tipo de fluido vital e líquido tem sua própria sintonia, ritmo, tom. É como o nome próprio. Se na multidão alguém chama Joacir, vou olhar na direção daquele que reconheço como meu. Se houverem outros Joacir na mesma multidão, alguns vão olhar mas sem muita convicção, enquanto que outros nem olharão para trás. Cada músico desenvolve a personalidade de acordo com o instrumento que a ele está ligado com frequência. Cada pessoa, independente de ser músico ou não, tem o seu tom, que vibra quando entra em sintonia com ele. Daí a importância de se tocar/ouvir instrumentos diferentes para variar a sintonia corporal sem desequilibrá-la. As vezes uma pessoa é chamada pelo nome em um lugar que só tem ela com aquele nome e ela pergunta: eu? Por quê? Porque ela não está afinada com o próprio ser – há emoções a serem trabalhadas.

O tom pode afinar ou desafinar tanto quem toca quando quem é a ele exposto. Antes de uma sessão de musicoterapia eu me “afino” com oração, diapasão, Reiki, floral. Mesmo assim, as vezes o suor corre, e eu tenho que me afinar imediatamente. Já falamos em outro texto que aquele tum-tum-tum eletrônico estoura o chácra básica e contribui para a diminuição dos fluidos e dos líquidos do corpo, como esperma e saliva. Pois bem, o que ocorre com os músicos profissionais é que eles estabelecem todo um meio-ambiente propício para esvair a essência vital e assim “apressar” a morte.

Noitadas em claro, fumo, álcool e alimentação desregrada contribuem para a queda da imunidade, da força vital, da beleza corpórea e do estabelecimento de buracos na aurea de qualquer pessoa. Pode observar que o cabelo começa a cair. Se em lugar do fumo entra a maconha, a velocidade é ainda maior. O músico começa ou a perder peso ou a engordar, dependo dos demais desequilíbrios físicos, mentais, emocionais e espirituais. Quem não lembra do Raul Seixas, um gênio, que ficou quase cego, sem voz e muito magro antes de morrer? A maconha, assim como outras drogas, emagrece ou desenvolve a falsa obesidade (Tim Maia) – muitas vezes é só inchaço. Aparecem rugas imensas no rosto. A pele seca. Os líquidos secam ou incham. Todo o sistema linfático entra em colapso e o esperma não é gerado. O homem passa a ter impotência ou dificuldades de ereção e a mulher perde a fertilidade, os óvulos adoecem, secam e ela começa a ficar “fria”. Dá também fraqueza nos joelhos, nos ossos e dores lombares. A febre da herpes torna-se uma companheira frequente. O começo da degeneração depende da genética de cada um. Os sintomas demoram mais a aparecer em alguns mas em outros são rápidos e profundos. Lembro da voz de Cássia Eller antes de gravar o primeiro disco… era linda!

Um gongo afinado e bem utilizado pode provocar a limpeza imediata de uma pessoa intoxicada com maconha, por exemplo. Numa sessão de cinco minutos a pessoa fica pálida, perdida, fria, cansada. Alguns choram, gritam, pedem para parar. Quando você pára, é preciso segurar a pessoa e fazê-la deitar porque ela está totalmente em choque (não sei que palavra melhor poderia colocar aqui). Se essa pessoa, durante o tratamento, for submetida ao mesmo tempo a exercícios físicos, sexo saudável, vegetais, frutas, luz solar e afeto, ela pode começar a “enjoar” a maconha, porque muda de frequência. É fundamental trocar o tipo de música que ouve. Piano e sax fazem bem. O que vai ser extremamente necessário é que haja um apoio emocional firme e forte para essa pessoa porque a energia da maconha, assim como toda droga química ou vegetal, aprisiona o sistema celular, diminui e pode até paralizar o funcionamento do fígado, do baço e do pâncreas – algumas ervas chamadas “de poder” deixam o usuário verde, porque elas foram colocadas na natureza só para o uso dos xamãs, que têm um modo de vida especial – as entidades espirituais sugam as toxinas do fígado dos xamãs, porque faz parte do trato espiritual. Uma pessoa comum não tem esse “trato”. Aquela tremedeira que dá nos viciados de cocaína e ácidos é exatamente porque o sistema celular perde a sua estrutura, a química básica, cai a energia, perdem-se os fluidos vitais e líquidos renovadores – entidades espirituais sugam os viciados.

A pessoa começa a secar e a morrer – é uma questão de tempo. Quando começa a dar ruído nos ouvidos, é um péssimo sinal. É como um carro sem os óleo. A morte física pode durar anos mas o raciocínio lógico, a capacidade criativa e de se concentrar morrem rápido.Elas perdem o interesse pelas coisas da vida, procuram viver mais para a noite que para o dia, começam a gostar do escuro, do perigo, da maldade e da violência – e passam pelo esperma ou pelo óvulo, para as gerações futuras, a herança genética desequilibrada. A pessoa mantém a casca, mas está ôca. Vi muitos clientes, nesse estágio, que tinham dificuldade de entender o que eu falava. O teste era fácil: Era só elevar o nível do vocabulário e eles se perdem porque o sistema não consegue raciocinar. Como todos somos diferentes, em mim, por exemplo, uma inocente barra de chocolate provoca irritação. Se eu fosse boxeador, era só comer uma barra de chocolate antes da luta. Clientes não viciados têm experiências eufóricas com gongos, riem e querem mais.

Diapasões afinam os chácras deles com facilidade. O músico, assim como qualquer pessoa, só morre cedo se ele se trancar em seu próprio mundo e esquecer de praticar uma maneira sadia de viver, conectada com o universo mais puro, longe dos copos de plástico e das farmácias de plantão. A musicoterapia é um excelente coadjuvante nos resgates do equilíbrio, seja ele de origem mental, emocional, física, espiritual ou todas essas coisas juntas. Qualquer pessoa convalescente pode aprender a tocar um instrumento simples e com isso se desconectar dos ganchos emocionais que lhe fez adoecer. Buscar o caminho da musicoterapia para ajudar a alguém com uma doença crônica, terminal, mental ou a sair do vício pode um achado. Um instrumento musical, juntamente com as condições emocionais para ajudá-lo a compreender em que enrascada se meteu, seria o caminho ideal para famílias e amigos, que geralmente se afastam das pessoas doentes da família.

No caso de viciados, a primeira reação do pai é querer expulsar o filho de casa — e isso é um erro. É preciso ter em mente que todo viciado comeca a mentir, a chantagear, a roubar e a viver das imagens distorcidas que a droga cria no cérebro, como óleo de carro no asfalto. São capazes de chorar para a chantagem ficar mais bem feita. É uma situação muito difícil de lidar sem amparo profissional – e há uma enorme carência de pessoal especializado capaz de lidar com viciados em droga sem ter que drogá-los. A chave do segredo do resgate está no caminho espiritual e no afeto. Em qualquer situação, a família precisa se unir, resgatar os seus valores morais, emocionais e espirituais para lidar com o problema. Muita conversa, demonstração de carinho e atenção ajuda muito.

Tive uma cliente com doze tumores de câncer que a imunidade dela aumentou quando ela foi para a terra natal dela e lá passava horas na praia ouvindo o som do mar, sozinha. Passei três dias intensos em um seminário de musicoterapia na Califórnia, com o que de mais expoente existe nessa área, e percebi entre eles um erro gravíssimo: a maioria pensa que a musicoterapia por sí basta. Não é assim. Nada se basta. Se se bastasse, a vida na terra já seria perfeita, equilibrada, porque a história humana é a mesma, apenas variando de tempo e espaço. Cometemos os mesmos erros, com versões diferentes, pensando que a vida é uma linha reta. Um dos mestres da técnica vocal, presente no seminário acima referido, quando abre a boca o mundo se enche de tom. Fora do palco é uma pessoa indisciplinada, fala alto e é grosseiro. A esposa não larga o pé porque sabe que ele é incapaz de lembrar que tem um cartão de visitas.

Dizem que um grande cantor de ópera italiano da atualidade sofre de depressões profundas quando não está no palco (faleceu depois que esse artigo havia sido escrito). Por que será? Por que pára de ouvir os aplausos? Ou porque coloca no palco toda a essência da sua vida? O primeiro cliente que você deve tratar com musicoterapia é você.

Dê adeus a uma série de coisas que parece linda, maravilhosa e você se convence que é verdade: aquelas baladas tristes e pessimistas de “eu morro a cada vez que de vejo”, isto é, a música depressiva de solidão, angústia e sofrimento; a música computadorizada, que é como cebola de caixinha, não reproduz o cheiro original! É boa para dançar e é bom dançá-la uma vez ou outra; o problema das boates hoje em dia (ou de sempre?) é o volume, a fumaça, a bebida e as drogas, tudo junto no mesmo lugar.

As pessoas liberam energias emocionais desequilibradas e energia não fica sem moradia, invade o próximo corpo disponível. Sai de um corpo e entra em outro; aprender a ir para a cama cedo e acordar cedo; caminhar ao Sol; comer frutas frescas, castanhas, gengibre na carne, pequi; Dançar, fazer sexo intensamente com a pessoa que gosta e caminhar em lugares verdes, com água… Praticar um esporte; ter um animal de estimação, plantas para cuidar ou participar mais dos jogos dos filhos; diminuir ao extremo o uso de telefone e da internet. Rezar, cantar, meditar, fazer Reiki, tocar seu instrumento preferido em lugares silenciosos, como em um parque, por exemplo.

Cantar no banheiro, ouvir piano, saxofone, violino, harpa, tambor xamânico. Nadar é um excelente exercício para harmoniar os centros energéticos. A psicoterapia é essencial. Fumar atrapalha a percepção e os cinco sentidos. Você precisa libertar os monstros, que nem sabe que comanda, antes que eles lhe convençam que você é quem incomoda.

O musicoterapeuta precisa adquirir técnicas psicoterápicas, conhecer anatomia e desenvolver a intuição através de técnicas energéticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, como Reiki, Yoga, Tai Chi, etc.

(*) José Joacir dos Santos é Musicoterapeuta Oriental e membro da Sound Healing Association, EUA. Texto escrito em novembro de 2006, depois de ministrar um curso de Reiki. 

Livros sobre musicoterapia

forks.jpgcymbal1.jpgtinghas11.jpgsinging-bowl.jpgPor José Joacir dos Santos

Nos livros abaixo indicados, os autores usam como base a musicoterapia tibetana: 1 – Healing Sounds, the Power of Harmonics – Jonathan Goldman; 2 – Singing Bowls – Eva Rudy Jansen, 3 – Shifting frequencies – Jonathan Goldman, 4 – Sons que Curam, Mitchell L. Gaynor. As técnicas da musicoterapia tibetana são passadas de mestre para aluno. Não há tradição de editar livros sobre o assunto no estilo ocidental. O ensinamento básico é obtido em alguns templos budistas que seguem a linha tibetana. Os meus artigos neste site têm mais conteúdo do que todos os livros acima, inclusive porque são baseados na experiência prática. Tibetanos não escrevem sobre este assunto porque a musicoterapia está ligada a templos budistas e especialmente à cultura da população tibetana chamada Bör. A a musicoterapia não é só tocar um instrumento, nem só ouvir música, nem muito menos é terapia com música. Tem um envolvimento maior com corpo, mente, emoção e espírito. As escolas ocidentais esquecem essa conexão, infelizmente.

Aquisição de tigelas tibetanas

tigelas-003.JPG singingballs.jpg  tigelas-004.JPG tigelas-005.JPG tigelas-006.JPGUma boa tigela tibetana, adquirida no Nepal, custa em média trezentos dólares. Tem que ser bem embaladas para transporte porque se cair perde muita qualidade. Preço e qualidade as vezes andam juntos neste caso. Elas são feitas de várias metais, as melhores de sete metais. Trabalhar com as tigelas é muito gratificante mas o investimento é alto e em dólares. Elas são pesadas e o frete sai caro. O ideal é trazer no colo.  Lembre-se que não se fabrica mais tigelas no Tibete depois da invasão chinesa de 1948. As que foram feitas, foram feitas. Só existem no Nepal e em partes da Índia, de onde são exportadas para os EUA. Há, no Brasil, tigelas japonesas que não servem para o trabalho terapeutico, só para rituais e meditação, devido ao material empregado nelas. É o caso da foto No. 1, grande, com três tigelas juntas, veja que dentro elas são bem amarelas. Têm o som bonito mas só para cerimônias, não para a terapia. A foto No.2 tem um homem com várias tigelas, copiada da internete. Essas tigelas podem ser tibetanas e são adquiridas no Nepal ou na Índia. Na foto No. 3 você tem uma tigela de cristal, uma tibetana grande, uma tibetana pequena amarelada (nas diferente das japonesas), e uma tibetana escura. Essa escura é de alta qualidade e cara, tem símbolos, sinais, nome do proprietário cravado nelas. Essa custa 450,00 reais com frente e sem seguro. São raras. Junto dela há uma garrafa de vinho para você comparar tamanhos. Na foto No. 4 você tem a de cristal, produzida nos EUA, e uma tibetana grande. Veja que a tibetana tem uma espessura igual ou quase à de cristal. Essas são caras, geralmente desse tamanho e muito boas para a terapia. Não tem marcas nem símbolos mas o som é inconfundível. Na foto No. 5 você tem duas tibetanas:  uma mais barata e outra mais cara, com os símbolos (a escura). Aperte na foto para vê em tamanho grande e você verá os símbolos cravados nela. As de cristal são interessantes, podem ser utilizadas nos tratamentos e meditações, limpeza de ambiente, mas as melhores na terapia são as tibetanas porque o material utilizado é antigo, não se desenvolveu como os metais no Ocidente e o tibetano não dava a menor importância a ouro ou outros metais. Misturava tudo para fazer tigelas e objetos para meditação, medicina e templos, ou seja, tudo pelo desenvolvimento espiritual.  Cada tigela tem um frequência e uma tonalidade ou um nota. Para cada chácra há uma nota. Não compre nada nos paises que fazem fronteira com o nosso, via Foz do Iguaçu, porque se você comprar estará contribuindo com o que é roubado ou tomado dos tibetanos pelos chineses que ocupam o Tibete e a maioria é de baixa qualidade. Algumas são só sinos e eles vendem como tigelas. As amarelas japonesas, que na verdade só são sinos, na foto No. 1, você pode adquirir em São Paulo, nas casas de materiais para templo e altar. Antigamente tinha na principal rua da Liberdade.

Como Utilizar as Tigelas Tibetanas

tinghas1.jpgcymbal.jpgsinging-bowl.jpgtigelas-tibetanas.jpg

Por José Joacir dos Santos

Usa-se um bastão de madeira para tocar as tigelas. Para acalmar e preparar uma pessoa para meditação põe-se a tigela na palma de uma das mãos e com a outra o bastão. Esse mesmo procedimento é feito para meditação e para trazer a pessoa para sua essência vital, emocional, mental, espiritual. O Musicoterapia Oriental é direcionada para a essência espiritual da pessoa, que é a ligação com o universo cósmico. Somos parte dele, inseparável e não se religa com ele se não for através da oração. Isso não tem nada a ver com religião. Religião é um agrupamento social como um time de futebol. O espiritualismo não tem intermediário nem dízimo. É você com você mesmo.

A respiração é sempre feita com o diafragma e não pelos pulmões. Você precisa checar se você aprendeu a respirar errado e isso pode causar a falência de órgãos como o pulmão. Para o tratamento dos sete chácras, as tigelas são postas ao redor do cliente deitado ou sobre os principais chácras, entre as pernas e ao lado dos ouvidos.

O cliente deve ser coberto com um cobertor leve e de algodão ou seda pura. Pode-se usar maca ou simplesmente uma esteira de palhas de coqueiro no chão. O importante é que o material não seja sintético. Deve-se usar uma tigela para cada chácra e tocá-las de acordo com o estado emocional e necessidades do cliente, que entra facilmente no estado Alfa – facilitando a penetração da vibração sonora em seus chácras, iniciando pelo chácra básico. Se você inicia um tratamento pelo chácra coronário o cliente pode ficar tonto e você precisa dele bem consciente. Terapia não é para fazer dormir, é para acordar o ser adormecido para a vida dele mesmo.

As Tingshas são utilizadas no início e término de cerimônias e rituais religiosos. Elas têm uma sonoridade especial que abre e fecha espaços cósmicos. Então, você usa as Tingshas no início e no final do tratamento, assim como no início e final das cerimônicas. Cuidado para não adquirir Tinghas falsas, fabricadas na China por não-tibetanos e que entram no Brasil pela fronteira com Paraguai. As originais são fabricadas de prata ou de material parecido e têm os símbolos budistas ou escrita em sânscrito. As que são fabricadas na China não têm o “segredo”. Está comprovado que o som das Tingshas traz o indivíduo para a sua essência. As tigelas com os metais apropriados e as tingshas originais não são mais fabricadas no Tibete. Por isso que as que existem são caras e raras.

As tigelas e as tingshas juntas restauram a freqüência vibratória, relaxam e facilitam a concentração. Ajuda a recuperar o corpo etéreo. Estudos sobre o corpo etéreo afirmam que ele filtra todas as informações para o ser humano e que é danificado facilmente pelo uso de drogas e medicamentos. Esses instrumentos têm também a capacidade de dissolver energias pesadas que se acumulam pelos ambientes residênciais, hospitalares e, principalmente no corpo físico, na memória celular do ser humano.

Fiz um teste no meu ambiente de trabalho. Aproveitei um momento em que havia muito barulho de pessoas, telefones, máquinas etc. e executei um cd com o som das Tinghas e Tigelas Cantantes. Foi incrível o silêncio do lugar em poucos minutos. Repeti a experiência várias vezes com o mesmo resultado. Nas pessoas, a aplicação ideal das Tinghas é sobre a cabeça, na altura do chácra da coroa, mas em um tratamento pode começar dos pés. Bate-se uma Tingsha na outra, segurando ambas pela presilha de couro. Dessa forma também podem ser utilizados os sinos e o Dorge, que representam as energias feminina e masculina, respectivamente. Um instrumento em cada mão. Os sinos tibetanos também têm os metais especiais direcionados à elevação da vibração energética em pessoas e ambientes. Eu utilizei os sinos em iniciações e todos os iniciados tomaram um rumo diferente em suas vidas, mesmo sem saber o por quê. E os sinos não faziam parte do ritual da iniciação daquela técnica energética que eu estava iniciando as pessoas. O Dorge e o sino juntos requerem treinamento especial dado por experimentado monge budista. É muito importante que seja observado a qualidade o material usado na fabricação dos instrumentos e sua procedência. Há imitações ruins e ineficientes nas chamadas “feiras do Paraguai”. Diapasão – O Dicionário Aurélio define o Diapasão como o “instrumento gerador de audiofreqüências constituído por uma haste de metal cuja freqüência de vibração pode ser excitada por um impulso, ou por um sistema oscilante acoplado à base”.

Os diapasões são utilizados para emitir as andas harmônicas dos sons primordiais aos sete chácras, dentro de freqüências sonoras previamente estabelecidas nas notas de “A” a “G”. Utilizo os diapasões como instrumento para detectar áreas com freqüência baixa ou desequilíbrio e também implantes energéticos.

Para cada objetivo utilizo um par diferente de diapasões, por exemplo: para conseguir o estado de equilíbrio do cliente e fazê-lo sentir-se bem com ele mesmo aciono os diapasões C-512 e G-384 e coloco próximo aos ouvidos. Bato um no outro e “banho” o cliente com movimentos giratórios por todo os seu corpo, até os pés. Depois troco os diapasões de mãos e repito o mesmo banho até perceber que os olhos do cliente estão dando sinais do estado de Alfa. Geralmente utilizo os diapasões em conjunto com a aplicação de Reiki. A parceria é a das mais perfeitas e o alinhamento do cliente é conseguido com rapidez.

Os diapasões que utilizo são: A-4267, B-480, C-256 e 512, D-288, E-320, F-3413 e G-384. Os diapasões precisam ser importados dos Estados Unidos. Pratos de bateria – Os pratos de percussão semelhantes aos usados em bandas escolares ou em orquestras são utilizados no Tibete como instrumentos de cerimônias religiosas. São feitos dos mesmos sete metais das tigelas cantantes e servem para “afastar os espíritos de baixa vibração”. Na musicoterapia os pratos (symbals) são utilizados juntamente com os exercícios de visualização para os trabalhos de desatamento intencional dos nós que nos ligam aos problemas dos ciclos cármicos. É importante que o cliente seja orientado sobre o uso dos pratos porque o som é intenso e pode desestabilizar. Também são excelentes no trabalho de limpeza de ambientes e a vibração deles atinge os desequilíbrios do chácra básico. Adquiri um de excelente qualidade da Orion, fabricado no Rio Grande do Sul, acredite!

Os pratos só são usados em conjunto com outros instrumentos e antes de qualquer um por causa da freqüência de ondas sonoras emitidas. O cliente pode sentir tonturas, suor, ficam pálidos, exalam odores, gases, imediatamente após ser submetido ao som intenso dos pratos e por isso é preciso estar atento. Muitos clientes sentem vontade de ir ao banheiro após uma sessão. Os pratos são excelentes para a Cerimônia do Fogo e da Prosperidade. Os gongos – Os congos são capazes de produzir os sons primordiais e servem para reativar os pontos energéticos do corpo. Pessoas cansadas, esgotadas, com baixa imunidade e que tenham passado por profundo estresse recuperam-se facilmente com sessões de gongos de alta qualidade, feitos para orquestras sofisticadas.

Coloca-se o congo pendurado no teto de forma manipulável. O cliente é colocado próximo ao gongo com os braços para cima. Respira-se profundamente usando o diafragma na medida em que o som aumenta e solta-se o ar pela boca na medida em que o som diminui. O terapeuta inicia os toques no congo até que ele atinja a reprodução de “sinos” ou da tonalidade do OM. Repete-se três vezes no máximo. O cliente pode sentir tontura após a execução. É recomendável que o cliente sente-se até estar bem e pronto para passar para a execução de outros instrumentos ou para uma sessão de Reiki ou outra terapia.

O terapeuta deve estar bem familiarizado com o uso dos gongos para não “sufocar” o cliente, lembrando sempre que ele também participa da vibração dos instrumentos e os chácras dele também recebem a carga sonora. O terapeuta só deve utilizar esses instrumentos depois de se trabalhar primeiro, se submeter a psicoterapia e sessões de Reiki para se limpar e equilibrar porque o tom emitido atinge também quem está executando e por isso que quem executa não pode sofrer dos efeitos físicos iguais ao cliente. Já pensou os dois caírem no chão? É um som intenso e a ação é imediata. É recomendável usar no máximo duas vezes em cada sessão. Como todos os instrumentos, é preciso estar atento para o material de fabricação que deve ser o de melhor qualidade possível. Evitar que caiam. A queda pode afetar a sonoridade vibracional. O terapeuta deve ser bem treinado porque a sonoridade causa efeitos físicos. Recomenda-se que o musicoterapeuta faça também cursos de xamanismo iniciático, não o peruano. 

Deseja ver outros artigos da mesma categoria? | Topo | Página Inicial