Acabei de deitar e eram 22:30h, em Brasília. Ouvi alguém bater na porta da sala, como que forçando a porta. Pensei em ladrão mas lembrei que havia fechado todas as trancas e o prédio tem segurança própria. Ouvi, a seguir, uma voz de mulher chamar pelo meu nome e imediatamente comecei a ser sugado, com muita força, e levado a um cemitério subterrâneo em um lugar onde não consegui identificar.
Lá encontrei presa a uma vala comum a minha irmã Gorete. Alguém disse que ali estavam enterradas pessoas assassinadas por ela, inclusive testemunhas do crime e uma cúmplice. Percebi que ela estava presa por cordões magnéticos emitidos pelas vítimas. Perguntei o que havia acontecido e ela respondeu: veja o que eu fiz! Foi você quem matou todas essas pessoas? Ela disse: sim. Você se arrepende? Sim, respondeu.
Neste momento vi um espírito, de aura dourada, fechando a porta do lugar. Corri até ele e supliquei que ajudasse a reverter tudo aquilo e a trazer aquelas pessoas de volta para a vida. Ele olhou-me com firmeza, parou o que estava fazendo e mandou usar os meus conhecimentos. Não questionei e comecei o trabalho. Apliquei Reiki sobre todo o lugar, todos os mortos, inclusive a minha irmã. Era mesmo uma cova comum.
O anjo facilitava, me dava forças e clareava o lugar com a sua luz, enquanto eu tentava retirar todas as pessoas daquele buraco. Haviam roupas e pertences individuais misturados aos corpos. Todos foram acordados aos poucos do estado paralisante em que se encontravam. Não compreendiam que haviam morrido, mas puxavam a minha irmã para a morte. Utilizei também os raios que aprendi com as técnicas de Magnified Healing e invoquei Kuan Yin para me ajudar nas técnicas de revigoramento dos corpos espirituais daquelas espíritos.
Materializei mel (fluidos que saiam das minhas mãos na cor de mel) sobre as feridas e as dores, outros líquidos (de acordo com a necessidade, alguns eu nunca tinha visto) enquanto falava de perdão, amor, reencarnação e vida. Ninguém contestou, se revoltou ou cobrou alguma coisa. O frio era intenso. Todos pareciam estar naquele lugar há séculos, meio dormentes, sonolentos, sem compreender bem o que havia acontecido. Aos poucos eles foram voltando à vida e saindo daquele lugar, inclusive cavalos. Estendi os raios até onde minha vista alcançava e vi que todo o lugar se iluminava.
Meu objetivo era que todos se beneficiassem, inclusive os que não haviam sido assassinados pela minha irmã, mas que haviam sido enterrados naquele lugar. “Não acredito no que estou vendo”, disse minha irmã para a sua companheira de crime, uma mulher que até aquele momento eu não tinha visto. Imediatamente adverti para que mudasse os pensamentos negativos e ajudasse a tratar a última vítima, que parecia se deliciar com os fluidos líquidos sobre o seu corpo em recuperação.
Foi uma experiência maravilhosa e eu estou agradecido a todos os mentores de todas as épocas e especialmente a quem me buscou para trabalhar no resgate do grupo. Naquele exato momento em que trabalhava, minha irmã Gorete dava entrada no um hospital no interior de Minas Gerais, em recuperação do acidente de ônibus que sofreu e onde sete pessoas faleceram queimadas. Ela vinha de ônibus para Brasília, contrariando a minha sugestão de que ela viesse de avião. Ela sempre faz tudo ao contrário…
Ela escapou com vida e nada dela foi queimado ou perdido no acidente, onde morreram sete pessoas. Ao voltar da coma ela disse que passou o tempo todo sendo assistida por uma “enfermeira”, fora do ônibus em chamas e que havia sido jogada para fora do ônibus pela janela. Ela disse que via as pessoas serem socorridas e via o ônibus queimar a uma certa distância do seu corpo — isso aconteceu espiritualmente.
A história real, física, contada pelos bombeiros, é que ela foi retirada de dentro do ônibus e levada para um hospital próximo. O que ela conta que viu foi tudo espiritual. O espírito dela foi retirado do corpo para não sofrer as dores das duas pernas quebradas em vários lugares e de um enorme corte que fez a pele do rosto se desgrudar, enquanto eu trabalhava no cemitério. Estaria esse acidentes e essas pessoas ligadas por outras vidas?
Esta experiência nos conta que a espiritualidade me usou para ajudar a resgatar o passado espiritual da minha irmã enquanto ela era socorrida em um acidente real e avaliada se partiria ou permaneceria aqui. Com certeza devo ter resgatado alguma dívida passada, talvez não relacionada com o acidente ou com os assassinatos, mas a ela, minha irmã. Quando voltei para o meu corpo o relógio marcava 01:40 da madrugada de 21 de novembro de 2002. Isto significa que trabalhei por cerca de três horas nesse resgate, que foi o primeiro que participei onde havia uma pessoa conhecida e acontecia algo na vida real. Não tardou e o telefone tocou anunciando o acidente. ‘
Depois de inúmeras buscas, localizei a minha irmã na UTI do hospital. Insisti e uma enfermeia colocou um telefone disponível no ouvido dela, em coma. Enviei Reiki à distância usando o telefone e literalmente “acordei” o espírito da minha irmã para que ele retomasse conta do corpo físico dela. Três dias depois, quando ela voltou do estado de coma, disse que “sonhou” fazendo Reiki. Lembrei que eu havia dito por telefone: faça Reiki, acorde, você está viva e precisa reagir imediatamente para tomar conta do seu corpo, que está em um hospital em Minas Gerais. Tudo está bem e você está sendo curada. Passado o acidente, aquela minha irmã continua levando a mesma vida anterior, repetindo os mesmos ciclos, do mesmo jeito que a conheci quando criança… Mas, o que foi feito foi feito e eu agradeço a todos os mentores espirituais, inclusive aos daquela bondosa enfermeira que quebrou o protocolo hospitalar para colocar o telefone no ouvido da minha irmã em coma.
12/11/2006 ·
18:40 ·
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