Por: José Joacir dos Santos
Na primeira vez que vi um quadro pintado a óleo, de origem tibetana e de mais de 200 anos, no qual Kuan Yin aparece com muitos braços e diferentes armas, fiquei intrigado. Por que Kuan Yin precisaria de armas? A resposta, de um velho monge, foi clara: Kuan Yin é um ser especial, cuja missão é a compaixão, o perdão e difundir o amor incondicional. Então perguntei: e as armas? O mundo espiritual não é constituído só de anjos do bem. Existem os nossos irmãos que se juntam ao outro lado da luz para adquirirem poder pessoal, ligado ao mundo material. Então, quando Kuan Yin recebe um chamado e necessita descer aos infernos para resgatar alguém, ou mesmo resgatar um anjo do bem temporariamente envolvido pela força do outro lado da luz, ela se veste de acordo com essa necessidade e vai onde precisar ir. Como os demônios aparecem sempre de forma a amedrontar e a intimitar quem eles abordam, geralmente o fazem através do medo e da intimidação, com aparências horríveis, sangrentas, deformadas. Para isso materializam armas - espadas, foices, tridentes, facas etc. Kuan Yin então materializa o espelho dessas armas para que eles se sintam intimidados e isso funciona bem. Eles abram passagem e se precisar ela os enfrenta assim mesmo, usando o mental distorcido deles mesmos, porque ela sabe que durante um enfrentamento desses ela pode convercer o irmão equivocado a voltar para a luz. Não existe limite para a compaixão e o perdão e ela não mede esforços nesse sentido. Não é à-toa que Kuan Yin já recusou inúmeras vezes o chamado da Grande Fraternidade Branca para permanecer em outras dimensões. Ela sempre responde que não largará a Terra enquanto houver sofrimento e pessoas que necessitam conhecer o perdão, a compaixão e o amor incondicional. Por isso ela aparece de diversas formas, inclusive com inúmeros braços e cabeças, de acordo com a necessidade do local, das pessoas, e da época, assim como o faz a Mãe de Jesus. Então, em qualquer circunstância, o chamado por Kuan Yin será atendido — e nem sempre a resposta é aquela que a gente quer ou compreende. O mundo espiritual sempre ver tudo de uma ótima maior, tanto os irmãos do bem quando os do outro lado. Kuan Yin é sutil, versável e não precisa de velas nem de incenso, apenas do seu coração e da sua mente. Por exemplo, ela tem a facilidade de passar do masculino para o feminino e do feminino para o masculino, de acordo com quem a chama, manifestando a sua energia de amor incondicional por todos os seres humanos porque ela sabe que todos somos igual diante de Deus, não importa a forma e a aparência física. Uma vez perguntei a um espírito sobre a homossexualidade e ele me respondeu: isso é apenas físico, nesta vida, e tem a função de educar a todas as pessoas envolvidas no caminho do amor incondicional. Uma das histórias de Kuan Yin mais famosas é a de um pesquisador europeu que se perdeu no interior da China, à procura dos templos e do culto a Kuan Yin. Ele se perdeu no meio de uma tempestade de chuva forte, numa época em que o transporte era o lombo do cavalo. Ele era católico e devoto de Santa Bernadete. Então, se ajoelhou no chão e pediu ajuda a Santa Bernadete. Em poucos instantes apareceu uma mulher mostrando a ele o caminho de uma gruta para passar a noite. Não deu tempo de agradecer e a mulher sumiu. Ele puxou os animais naquela direção e encontrou uma caverna confortável até para os animais. Dormiu. Quando acordou, pessoas que iam na caravana disseram que havia um vilarejo ali perto e um templo. Seguiram para o vilarejo e ele foi direto ao templo, que seria em homenagem a Pu Sa (um dos nomes de Kuan Yin). Quando entrou no tempo, que surpresa! A santa no altar era exatamente aquela mulher que havia mostrado o caminho da gruta na noite anterior — e ele pensava que era Santa Bernadete. Isto é, Kuan Yin apareceu da forma que ele precisava acreditar e ver. A história da aparição está registrada no livro de Martin Palmer, Jay Ramsay e Man-Ho Kwok, editado em 1995, Londres.
12/11/2006 ·
19:16 ·
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Por: José Joacir dos Santos

A mitologia/simbologia cultural tibetana tem heranças xamânicas. Tuda instrução aparece por símbolos porque é anterior a origem da escrita e as pessoas daquela época precisava evoluir — porque é esta a função aqui na Terra. Precisamos do corpo físico para evoluir. Quem ignora o corpo ou o despreza através do suicídio, por exemplo, está assinando um contrato com a escuridão eterna. Quando Kuan Yin aparece pintada em pé com um pavão ao lado significa que ela é a protetora de toda forma de vida. Nessa forma ela se personifica a Rainha-Mãe do Oeste, muito cultivada secretamente ainda hoje na China porque o comunismo proibiu as práticas religiosas mas é livre em outros países da Ásia.
Seus devotos mais fiéis são vegetarianos por causa do respeito pela vida de todos os sers. Ela também aparece ao lado de um ser parecido com leão que os chineses chamam de Hou. Nesta forma ela se manifesta como protetora e guardiã da Terra. Inclua a Rainha-Mãe do Oeste em suas práticas e orações porque ela facilita a conexão com os seres de todos os reinos na Terra — e a gente precisa deles para crescer espiritualmente, mesmo que não os veja ou não acredite. Como você sabe, acreditar ou não pode ser a chave para a evolução ou a estagnação da evolução. Você é quem escolhe o seu destino, ninguém mais.
12/11/2006 ·
19:15 ·
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Por: José Joacir dos Santos

Especialmente em Xangai, Cantão e Hong Kong, Kuan Yin aparece mais caminhando sob as ondas do mar, alimentando dragões com o “orvalho doce”, onde suas vestes se confundem com as ondas do mar e o seu semblante expressa a mais cálida doçura. Dragões e outros seres do mundo “animal” são as mais comuns formas de expressão espiritual na mitologia chinesa, há milhares de anos. O Brasil tem 500 anos mas a China tem mais de cinco mil anos, e a cultura resiste a tudo, inclusive ao comunismo. Observe que Kuan Yin está sempre segurando alguma coisa, ou um vaso ou uma planta. Ela faz isso para lembrar a todos nós que vivemos aqui e agora, na Terra, isto é, a nossa missão agora é aqui, hoje, neste momento. Resolva o passado com o perdão incondicional e não se preocupe com o futuro porque isso vai vir de qualquer forma. A única coisa real que existe é hoje — a sua respiração. Não guarde projetos para o futuro nem se apegue a imagens do seu passado porque nada disso existe — inclusive pessoas. Só existe o momento em que você respira. Pense nisso e visualize o que você já deixou de viver e crescer porque vive amarrado em coisas do passados, fotografias, cartas antigas, objetos, lugares, promessas, traumas, sofrimento, rancor, ódio. Quem está perdendo tempo é você. Acorde para o presente!
12/11/2006 ·
19:12 ·
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Por: José Joacir dos Santos
Em sua encarnação como a princesa Miao Shan, Kuan Yin teve um pai carrasco e incrédulo, que fez de tudo para que a filha largasse a “mania” de compaixão por tudo e por todos. Há muitas histórias de suas crueldades para com a filha que tentava converter o pai para o benefício de toda a comunidade onde ele era o rei. Há a história que ele mandou tocar fogo em um convento budista onde ele suspeitava que a filha havia se refugiado.
As pessoas que ataram fogo testemunharam que, cercada de fogo, Kuan Yin levantou a mão e criou um túnel de luz pelo qual salvaram-se as monjas e ela mesma escapou da morte. Outras histórias cruéis dão conta que o pai está doente e a filha diz que daria partes do seu corpo se isso pudesse salvá-lo da morte e o pai, para provar a fidelidade da filha, manda arrancar-lhe os olhos e os braços.
Mesmo assim, desencarnada, Kuan Yin reaparece ao pai para lhe perdoar. Arrependido e convencido da santidade da filha, o pai chama o mais famoso dos artistas e manda esculpir a imagem da filha com mil braços e mil olhos – que tudo vê, de todas as formas, de todo lugar.
Ela aparece ainda com várias cabeças e menos braço mas a conotação é a mesma. Imagens assim são encontradas em cavernas por toda a Ásia, inclusive Afeganistão, Paquistão, Coréia e Japão, e os templos também mostram imagens nas mais diferentes formas como a tibetana que aparece na foto, com cerca de 400 anos.
No Japão são comuns as representações de Kuan Yin com várias cabeças e nesse caso também está relacionado às muitas direções e aos muitos mundos que ela pode transmudar de uma Garuda para uma Codorna, e atender a todos ao mesmo tempo. Essa capacidade de estar em vários lugares e de várias formas Jesus também tem, ainda hoje, assim como Maria e muitos espíritos que direcionam o seu trabalho de evangelização nos países ocidentais, especialmente no Brasil.
De uma serpente para um pavão ou um cavalo, dependendo da necessidade espiritual assim como Jesus se manifestou para Paulo como uma árvore em brasas e perguntou: por que me persegues? Antes de Jesus, o Pai se manifestou para Moisés e atendendo a seu pedido, abriu o mar para que os judeus escravisados fugisse dos faraóis do Egito. Essas manifestações físicas continuam acontecendo hoje em dia, naturalmente para aqueles que cultivam a fé. Nada acontece sem a força da fé — e isso é individual, isto é, não adianta você depositar os seus pedidos através de outras pessoas ou de promessas. Tem que ser diretamente do seu coração e da sua mente. Jesus ainda lembra: é a sua fé quem salva. A Bíblia é só uma referência histórica assim como outros livros de outras religiões.
12/11/2006 ·
19:10 ·
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