Lista de plantas medicinais tem um milhão de nomes

Fitoterapeutas de todo o mundo ganharam um superpresente, que tanto faz falta no Brasil: um site com 1.25 milhão de nomes de plantas medicinais do Planeta, construído por britânicos e norte-americanos dentro de um projeto das Nações Unidas. O site também oferece links preciosos de banco de dados mundiais. É um achado para quem estiver estudando fitoterapia, botânica, biologia e demais áreas que envolvem as plantas mediciais, o caminho do bem. Vá para: www.theplantlist.org

Sucupira fala por si mesmo, diz universidades

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Há 30 anos, catei sementes de Sucupira no Parque da Cidade, em Brasília e os raizeiros do Cerrado já profetizavam as propriedades curativas daquela planta, que também já era tomada com vinho tinto para curar problemas de garganta. A árvore é nativa do Cerrado e nasce no Distrito Federal em abundância. Já naquela época havia a patrulha contra os remédios caseiros, mas também naquela época eu e muita gente boa já ignoravamos eles e tomávamos chá da semente de Sucupira até para inflamação de dentes. Finalmente, nos dois últimos anos, várias universidades brasileiras acordaram e já concluíram pesquisas sobre os efeitos medicinais dessa árvore, que além de ser ornamental produz uma deliciosa sombra, que ameniza o calor do verão do Cerrado. O que as universidades fizeram foi, apenas, comprovar a sabedoria popular e certificar os efeitos curativos da planta, mas, enfim, fizeram. Tomara que eles se interessem pelos 17 mil tipos de plantas medicinais ainda por serem catalogadas. Modestamente, falamos em 17 mil. A verdade é que existem muito mais. O país é abençoado com plantas medicinais em todas as regiões, loucas para serem “descobertas” oficialmente. Até câncer de próstata já está sendo curado com o chá da semente de Sucupira. Quando chega a época de brotar sementes, ela é abundante e espalha, com a ajuda do Sol, suas sementes em distâncias de até 10 metros. O que o Governo do Distrito Federal não fez ainda foi incentivar o plantio das inúmeras árvores medicinais nativas como é a Sucupira e proibir a fabricação de móveis com a madeira dela. Com a publicidade que as universidades estão dando com os “achados” sobre a Sucupira, e a competição dos laboratórios para oferecer o “melhor chá”, a população do Distrito Federal e de Goiás, onde há maior concentração da planta, precisa proteger esses seres nativos e começar a boicotar as madereiras que vendem a madeira para a fabricação de móveis e construção civil. É preciso plantar essa jóia do Cerrado para o futuro da saúde das gerações. Quando ela flora, é um espetáculo! 

Homeopatia e Ayurveda estão no “SUS” da Índia

A homeopatia é uma prática incentivada pelo governo indiano há mais de sessenta anos, e é praticada no país há mais de 150 anos. A Ayurveda (fitoterapia) é praticada há mais de 3000 anos. Numa simples caminhada pelas ruas de Nova Delhi, capital da República da India, você vai encontrar inúmeras farmácias homeopáticas e ayurvedas, onde médicos-homeopatas atendem direto no balção. Difícil é encontrar uma farmácia alopática, aspirina, etc. O governo indiano incentiva as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Humana, recomendadas pela OMS. A maioria tem cursos superiores de quatro anos, como Ayurveda e Homeopatia, bem como hospitais-escolas e redes de farmácias espalhadas por todo o país. O indiano comum pouco ou nada conhece de remédios químicos alopáticos, encontrados apenas em alguns hospitais. Fitoterápicos são facilmente encontrados, assim como profissionais dessas especialidades, cujos custos são mínimos – se comparados com os praticados no Brasil pela medicina alopática. Um dos principais hospitais públicos e gratuitos do país está em Nova Delhi e faz parte de uma escola superior de homeopatia.  Até psiquiatria usa homeopatia e ervas. Há cursos superiores de quatro anos diurnos. Veja o site deles:  http://www.delhihomeo.com/

Livros sobre homeopatia são facilmente adquiridos pela internet. Veja alguns: Clinical Homoeopathy, de A. Jayasuriya; Practical Homoeopathy, de Beth Maceoion; The Companion to Homeopathy, de Colin Griffith; Homoeopathic Materia Medica, de P. Ishwardas Tarkas e Ajit k. Kulkarni.

Lauki controla pressão alta

lauki.jpgLauki é um vegetal que pode ser cozido ou utilizado da mesma forma que abobrinha. Nas farmácias indianas, pelo preço de 10 reais, você compra uma garrafa do suco de Lauki, com a instrução de se tomar 30ml duas vezes ao dia, a primeira dose com estômago vazio e a segunda ao deitar. O nome científico é Lagenaria Siceraria, da família Curcubitaceae. Os cientistas indianos descobriram que esse vegetal é uma rica fonte de vitaminas e minerais, especialmente vitaminas A, B1, B2, C, Ferro, regula a açúcar do sangue e a normalidade operacional dos órgãos digestivos. É rico em potássio e cálcio. Purifica o sangue e regula o metabolismo. É também tido com um tônico cardíaco e a pessoa pode fazer sopa desse vegetal, que não tem sabor algum. É rico em fibras e equilibra as funções do fígado. O suco do vegetal é utilizado para combater acidez estomacal, indigestão e úlceras. É vendido também junto com outros vegetais nas feiras livres e o suco é industrializado com a autorização das autoridades sanitárias de saúde pública.

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