Por: José Joacir dos Santos




Quando ouvi falar de Katmandu, Nepal, há anos atrás, pensei firmemente que um dia visitaria, especialmente por se tratar de um refúgio para milhares de tibetanos. O Nepal de hoje está em decadência econômica e política, mas os tibetanos, exilados, dão um toque de beleza e força de um povo esforçado e trabalhador. O Nepal passa a imagem de que o país é um santuário budista, sem ser. A maioria dos nepaleses é da religião Hindu e estão fortemente ligados à India Hindu, que é bem diferente do budismo.
Não foi a noite barulhenta dos bares cheios de estrangeiros ocidentais malucos e libertinos que procurei. Foi o dia, as lojas tibetanas, cafés, restaurantes, lojas de tapetes, artigos religiosos e livrarias. A idéia não era comprar, era ver e registrar um “novo Tibete” livre e exilado, mantendo suas tradições ricas, cheias de fé, com o pé no estangeiro e a mente no sagrado Tibete invadido. Esse lugar é como se fosse um bairro de Katmandu. A língua tibetana se mistura com a nepalesa e um infinito de outras línguas trazidas pelos turistas do mundo inteiro. Essa é a maior fonte de renda hoje. O cheiro de incenso, das comidas, dos perfumes dos tibetanos mantém as tradições budistas e ascenstrais, que movimentam um mercado internacional sempre crescente de artigos budistas e criam uma atmosfera que lhe transporta para o Tibete do passado. No início, o Nepal deve ter se incomodando com tantos exilados mas hoje eles agradecem porque é graças a essa gente que o fluxo de turistas continua trazendo recursos para o país.
Caminhei por todas as ruas e vielas, entrei em todos os templos, toquei em tudo o que pude tocar e me emocionei ao lançar meus olhos sobre os olhos do Buda do Futuro. Era quase uma da tarde, cansado e com fome, mas esse encontro de olhos parecia orquestrado. Um coro de crianças budistas começou a contar em um templo do complexo de casas, lojas e a grande estufa do Buda do Futuro. Ali ninguém me olhou como estrangeiro. Perguntei a mim mesmo: quem sou eu?
Nas conversas com vendedores tibetanos, você escuta: “compre isso porque no próximo ano não existirá mais…”; “Os chineses estão destruindo tudo no Tibete”. E não era conversa de vendedor porque eu olhei nos olhos deles e vi as lágrimas se formarem. Uma simpática garçonete se assustou com uma frase minha em mandarim e respondeu sem prestanejar. Depois, olhou bem nos meus olhos querendo saber como eu sabia falar aquela língua. Foi minha vez de perguntar: como uma tibetana fala chinês? Ela passou o pano que estava nas mãos lentamente sobre a minha mesa, olhou nos meus olhos e disse: só assim eu estou viva e aqui… Esse costume de olhar dentro dos olhos é um costume antigo tibetano. Eles acreditam, também, que os olhos refletem a alma ou o espírito.
12/06/2011 ·
11:15 ·
Você está navegando na categoria Curiosidades
Por: José Joacir dos Santos
Sábado pela manhã. Cidadãos fazem oferendas e orações para deuses desconhecidos no Ocidente mas que para eles estão lá há milênios. Não sei qual é a divindade, mas observei que as oferendas são feitas por homens e meninos. A estátua fica na parte antiga de Katmandu, um lugar que nos leva a outros tempos, talvez a outras vidas. Uma coisa é certa: a estátua e a prática das oferendas são mais antigas que o Brasil.
12/06/2011 ·
10:02 ·
Você está navegando na categoria Curiosidades
Por: José Joacir dos Santos
Faz alguns anos que realizo várias experiências. Uma delas é com os nomes sagrados. Já posso afirmar que os nomes sagrados criam espaços sagrados, em qualquer lugar, até no banheiro, e sei que não sou o primeiro a descobrir isso. A criação dos espaços sagrados faz deles pequenos pontos de luz, em contato direto com o Sol Central. Através deles podem viajar os seres de luz, suas imagens, pensamentos e formas. O Arcanjo Miguel diz que precisa de pilares de luz para trazer a luz e eles são criados por pessoas ou a própria pessoa se torna um pilar de luz. A prática e criação desses espaços é muitos simples: basta você pronunciar ou cantar, com frequência, os nomes sagrados de seres divinos no mesmo lugar, incluindo os orientais, africanos, todos. Por exemplo, toda vez que estiver no banho. Com o tempo, outras pessoas vão comentar que gostam daquele particular ponto sem saber que você criou um espaço sagrado. E, com o tempo, ao pronunciar ou cantar os nomes você vai começar a ouvir um forte eco, como se o lugar fosse muito amplo ou tivesse um teto bem alto, como as catedrais. Quando você começar a ouvir esse eco, pode, então utilizar o espaço para a sua própria cura e a de quem frequentar aquele mesmo espaço. Deixe que os seres do universo também possam utilizá-lo como for necessário. Você pode fazer isso se tem uma pessoa da familia doente, acamada, há muito tempo, ou tem alguém com uma deficiência prolongada ou se um lugar em particular soa negativo. Crie o espaço sagrado e ensine à pessoa que usa o espaço a criá-lo e observe os benefícios que irão ocorrer com o tempo. Os sinais aparecem. Se você faz a mesma coisa que eu, me escreva!
25/05/2011 ·
13:23 ·
Você está navegando na categoria Curiosidades
Por: José Joacir dos Santos
Sexta-feira, dia 20 de maio, manchetes de jornais de Israel e dos Estados Unidos mostravam fundamentalistas cristãos-evangélicos anunciando o “fim do mundo” para hoje, sábado, dia 21 de maio. Alguns chegaram a doar propriedades. O mundo deve ter acabado de vergonha para todos eles hoje porque aqui na India, quatro horas e meia, antes do sol nascer no Brasil, o mundo amanheceu esplêndido. Como uma bênção do universo, depois de três semanas de calor, beirando os 45 graus, amanheceu chovendo, limpando a pesada poluição do ar da cidade de Nova Delhi, uma das maiores causas de doenças pulmonares, respiratórias e da visão nesta terra. Mais uma vez, o universo diz que quem dita as regras da vida e reafirma que fanatismo religioso só faz sentido na cabeça estreita de algumas pessoas. A vida é muito mais além do fundamentalismo religioso. Veja o quanto o Congresso Nacional está infectado pelo fanatismo religioso que impede o avanço dos direitos civis. Temos que rezar muito por essa gente perdida, que faz um barulho dos infernos para confundir a cabeça de quem não tiver os pés bem no chão e a clareza da vista sobre o que é Deus. Os infernos só existem na cabeça deles!
21/05/2011 ·
03:35 ·
Você está navegando na categoria Curiosidades