O uso positivo do incenso em casa

casa-2-009.JPG FAMILIA

A literatura japonesa traz o mais famoso registro sobre o uso do incenso na novela The Tale of Genji, escrita pela Lady Murasaki Shikigu, no século XVII, cujo exemplar se encontra no museu de Tokugawa, Japão. Kiyoko Morita, em seu livro Incense, publicado em 1978, afirma ter encontrado menção ao uso de incenso no primeiro jornal japonês, Nihonshoki (Crônicas do Japão), publicado no ano 595. O texto narra o uso de aroma pelos moradores da ilha Awaji, perto de Kobe, e que seu uso teria sido introduzido no Japão juntamente com o budismo, no século VI, e cita em outros a utilização de sândalo, cravo-da-Índia, canela e cânfora.  Na literatura tibetana com certeza há registro que vai a milênios mas enfrenta o grande problema da falta de tradutores para os idiomas ocidentais, especialmente inglês, sem contar com o que foi destruído com a ocupação do país em 1948 e consequentemente o exilo do Dalai Lama na Índia. Seja como for, é importante aqui ressaltar a origem cerimonial do uso do incenso nas culturas orientais e ainda hoje não se acende um incenso sem oferecê-lo a mentores espirituais, ascenstrais, divindades, protetores, anjos e guardiães da família e da casa.

Nas pinturas existentes nos museus japoneses, especialmente datadas dos séculos 17 e 18, fala-se que os personagens, bem vestidos e em posição de cerimônia, estão “ouvindo o incenso”, como se ouve a lareira queimar, a fogueira, como se canta com as velas de aniversário acesas. Essa leveza da cultura oriental se baseia no respeito por tudo que há no universo e no entendimento que somos partes do todo, privilegiando o sentimento positivo pelas coisas simples ligadas à natureza.

Aqueles que discriminam o uso de altares e de incenso certamente nunca prestaram bem atenção ao que está escrito em Genesis VIII, 12:21. Esse trecho da Bíblia diz que Noah construiu um altar e acendeu incensos a Deus. Na história do nascimento de Jesus também é narrado que os Reis Magos trouxeram incensos e ofereceram ao recém-nascido. Quando o corpo de Jesus foi dado como morto, diz-se que ele boi banhado com mirra e sândalos, os mais conhecidos ingredientes de incenso na antiguidade, como símbolo de pureza. Buda foi cremado com madeira de sândalo, assim como os ricos indianos ainda o fazem hoje. Foi encontrada mirra em todas as múmias egípcias. O Império Romano importava plantas aromáticas para fabricação de incenso.  Nas histórias populares chinesas, há registro do uso de incenso pelos nobres da corte desde o século 150 antes de Cristo. No Japão, nos livros antigos, como The Pillow Book, escrito pela Lady Shonagon no ano 1002, o incenso estava muito ligado a um luxo das classes favorecidas, porque as ervas e especiarias já eram caras naquela época. Há centenas de anos que o uso do incenso se espalhou pela Ásia inteira e por todas as classes sociais.

Um detalhe interessante e cheio de contrastres dentro da sociedade japonesa, ao contrário da chinesa, especialmente no século XVII, é que só homens utilizavam incensos mas os shoguns e os samurais não chegavam nem perto de incensos, poesia e cerimônia do chá. Ao mesmo tempo, as classes menos favorecidas e os comerciantes valorizavam o incenso e por volta do ano 1603 apareceram “escolas” de incenso, que mais tarde se tornariam “fábricas” com a demanda e a adesão da elite militarizada com os shoguns e os samurais até o governo interferir e baixar normas para os incensos, que passaram a ser “fabricados” por duas grandes escolas holísticas, de profundo treinamento espiritualista chamadas Shino Soshin e Sanjonishi Sanetaka. Daí, o povão passou a criar e apareceram os travesseiros com incensos e toda uma gama de produtos direcionados ao uso do incenso, chamado em japonês de Koh-do. Veja que o Japão desenvolveu isso tudo por volta do ano 1603. Nessa mesma época, o budismo tibetano já tinha influenciado, há séculos, o uso do incenso por toda China, Mangólia e região e o Brasil estava no auge da exploração da Floresta Atlântica pelos portugueses e aventureiros do mar.

A grande diferença do incenso fabricado pelos tibetanos, japoneses e parte da China, ainda hoje, é a inexistência de produtos químicos ao contrário da Índia que utiliza química até em roupas. O incenso que chega hoje ao Brasil, vindo da Índia, é impregnado de produtos químicos e em muitos casos provoca irritação e alergias. O incenso puro não causa alergia. Não faz muito tempo a revista Time denunciou a exploração de pessoas pobres pelas fábricas indianas de roupas e mostrou casos de morte por contaminação pelos produtos químicos utilizados nos tecidos. Nós brasileiros temos a capacidade de importar lixo de várias fontes, só pelo preço, como os produtos paraguaios vindos da China e produzidos lá pelos chamados prisioneiros da consciência, isto é, pessoas presas por serem religiosas, por serem homossexuais, por pensarem diferente, por discordarem do estabelecido como milhares de tibetanos presos e obrigados a fabricar incensos e outras coisas, de graça, para serem vendidos no exterior a preço de banana mas que volta para os cofres chineses como dólares.

Se você visitar os mercados populares de Belém do Pará e de Manaus (não visitei, mas uma amiga fez a pesquisa por mim), você vai perceber o quanto o Brasil desconhece os ricos aromas das ervas cultivadas ou simplesmente catadas na floresta pela população que vive da venda de ervas. Em Brasilia, percorri os shoppings procurando óleo ou essência pura de arruda. Simplesmente não existe. As lojas vendem essências importadas, caras, saturadas e ignoram as brasileiras, ricas em aroma e qualidade. Aqui e ali você acha incensos feitos com ervas nativas brasileiras, mas ainda de má qualidade e são caros. Quando a gente vai chegar lá? Quando nós brasileiros vamos compreender que o país é rico em tudo? E que tudo isso pode virar ouro em pó? É uma questão de educação ou política?

Com o tempo, os monges budistas e taoístas desenvolveram a cerimônia do incenso e a rica musicoterapia chinesa antes da revolução comunista também pensou nisso, assim como os tibetanos já fazia até antes do budismo chegar por lá (só existiam xamãs no Tibete). Os japoneses adoram ceminônia e toda a família é envolvida nelas, tendo os mais velhos o privilégio de conduzi-las e de sentar-se nos nos lugares de honra da casa. Nos dias de hoje, todo bom espiritualista tem seu altar em casa, uma tradição nas principais religiões do mundo, e você pode até mandar fazer um lindo móvel só para isso. No incenceiro coloca arroz cru da melhor qualidade para segurar os incensos (não coloca terra). Lembre que o arroz nasce na lama, atravessa a água e transmuta os nutrientes em caroços deliciosos, hummm. A toalha do altar deve ser de tecido puro, algodão ou seda, em cores vibrantes, ao gosto do dono, especialmente dourado, lilás, azul, rosa. Fotografias dos que já se foram podem ser colocadas no altar quando você rezar para os antepassados. Flores, copo com água pura, cristal, algo de metal e madeira para completar os cinco elementos essenciais. O altar deve ficar, de preferência, virado para o Norte por causa do ímã polar. Em frente ao altar você conversa, reza, pede, conta o que aconteceu, canta, dança, agradece e chama os protetores da família. É o ponto da terapia familiar ou individual. É dito que não há energia negativa que fique na casa onde incenso é queimado no altar, que por si cria um polo de conexão energética positiva para toda a casa. Coloque as imagens que quizer no altar. Quem tiver problema com imagens deve fazer terapia – porque isso faz parte do medo da própria imagem. As crianças devem ser ensinadas a fazer esses rituais logo cedo para aprenderem valores sólidos, positivos, e se tornarem imunes ao mundo agressivo e contaminado fora de casa. Em algumas casas, as flores do altar mucham rapidamente. Você substitui até que as flores não muchem facilmente – e assim a casa estará limpa. Com o tempo a casa passa a cheirar e as pessoas a se sentirem felizes em casa. José Joacir dos Santos é Doutor em Psicologia. jjoacir@yahoo.com

Quais são os seus projetos para 2008?

Agora que passaram os festejos e enquanto o carnaval não é uma desculpa, está na hora de você colocar no papel, agendar, tudo o que você quer realizar neste ano. Tem gente que deixa entar ano e sair ano pensando no que fazer e não consegue realizar nada. Aí vem as desculpas, as culpas, e as vezes você transfere para outras pessoas os seus insucessos. Minha proposta aqui é que você realmente mude. Pare de enrolar a sua própria vida. Pare de mentir para você mesmo e comece uma nova vida, aqui e agora. Então, pegue lápis e papel, junte ao trabalho um calendário e coloque datas em tudo o que você quer concretizar neste ano. Agende tudo no presente do indicativo! O universo só vai saber o que você realmente quer para a sua vida se você se expressar claramente. Escrever é a melhor maneira. Você também tem o direito de deixar a vida passar, a velhice chegar e você ser mais uma pessoa daquelas que culpa o universo inteiro pelos fracassos da vida. Claro, você só engana a você mesmo e um dia você vai descobrir, tarde demais talvez, que a sua vida foi um desperdício. Então, reaja agora! Diga sim à vida e eu lhe dou a maior força porque eu confio plenamente nas forças do universo. Se assim você fizer, daqui a alguns anos você vai agradecer mil vezes ao universo por ter tido a coragem de viver a sua própria vida com decisão, vontade, honestidade e amor incondicional pelo seu ser eterno. E assim agindo, eu acredito que os seus ancestrais vão lhe aplaudir de pé, onde quer que estejam — e eles estão sempre dependendo das nossas ações aqui e agora. Cadê o papel e o lápis? Aqui entre nós, tem um monte de gente que não deseja que você seja uma pessoa próspera, farta, abundante, feliz, cheia de amor e saúde plena. Mas, isso é problema delas, faça a sua parte porque você é a única pessoa responsável por você!

Obrigado. Que 2008 seja o ano mais feliz!

José Joacir dos Santos

O Universo conspirou, eu estava preparado e em pleno dia de Natal eu estava carregando a mudança para casa nova! Essa mudança já traz uma nova perspectiva de qualidade de vida. É isso que eu desejo a todos os parentes, amigos, clientes, alunos e inimigos. Que 2008 seja um ano da guinada da sua vida em busca da perfeição e da qualidade de vida. Precisamos buscar a perfeição em tudo que fazemos, nos relacionamentos, na alimentação, na cama que dormimos porque cada detalhe conta no chamamento da prosperidade e nela está incluída a saúde plena, o amor por você mesmo, o sucesso na carreira, o dinheiro na conta, a libertade de não ter dívidas, as boas companhias, as amizades felizes, prósperos e saudáveis — sem vícios, os relacionamentos construtivos, positivos, cheios do mais puro amor. Sim, nascemos para sermos felizes. É bom lembrar que a felicidade não está diretamente relacionada a outra pessoa. É possível ser feliz individualmente. Ser feliz por ser você mesmo, por se colocar na prioridade em tudo na vida. O resto o Universo faz porque ele tem o seu projeto pessoal em vista — sem isso é impossível o Universo conspirar. Então fica aqui o meu abraço forte e fraterno a todos vocês, onde quer que estejam, porque eu os incluo em minhas orações todos os dias!  Clique na foto (presente de Roberto Lázaro) e veja como a vida é dinâmica, veja as diferentes fazes da minha vida, as mudanças físicas, cada uma no seu momento, e pense em você com muito amor!

Brasília

Cogresso

Este texto foi psicografado e assinado pelo espírito Burle Marx, na data e hora abaixo mencionadas. A pedido, o nome do médium que o psicografou não é mencionado.

“E Brasília dorme, na imensidão do cerrado, na solidão da noite, na madrugada fria, neste clima de deserto. Quem és tu Brasília, que não te reconheces mais? Criada para ser o manancial que brota, como capital da pátria, a emanar leite e mel, te vez transfigurada, desfigurada, não mais em forma, mas em tua essência, tua decência, tua nuance moral e não material.

Estás agora, na calada da noite, como que aviltada pelas turbas errantes, daqueles teus filhos que urdem nas mais variadas formas os meios do vilipendio, a sugar em tuas veias o manancial produtivo que, desviado de seu propósito, trava lutas surdas e medonhas, dignas dos mais baixos seres que, na sede de se manterem no poder, acabam, por assim dizer, vendendo suas almas.

Ai daqueles por quem o escândalo vier! Ai daqueles, cuja mão é motivo de morte e de espoliação da Pátria que juraram amar e, pela ganância e sede de poderes infinitos, se desviaram de seus propósitos de amor ao próximo, gerado no resultado de seu trabalho, no âmago das questões da gestão e da vida públicas. Onde estás, amada Brasília? Presa na teia de influências e jogos de poder que praticam teus filhos amados?

Onde está o teu futuro? que raramente vislumbramos com clareza, esmaecido pela bruma que cobre a visão da Câmara e do Senado. Oh! Homens de pouca fé e ralo propósito! Por que buscais vos esconder sob o manto da legalidade que vós mesmos ajudais a construir, para, então, urdir as mais grotescas escaramuças e vilipendiarem a viúva, apropriando-se da prata e do ouro gerados, que deveriam ser o móvel a alimentar as bocas e as mentes e não no que o transformais, um horroroso quadro de amealhação do alheio, arma poderosa a corromper consciências.

És a porta larga na qual caminha a humanidade, a ranger dentes e semear amarguras e dores, a fim de colher os frutos da semeadura da iniqüidade. Relembrai, irmãos, vossa missão! e não vos afasteis da propositura que fizestes, ao jurar amar e defender a Pátria amada e mãe gentil. Não há razão adequadamente fundamentada, na qual ireis embasar a vossa defesa, na hora em que soar a trombeta angelical e rasgar-se a seda que forma o véu da falsa realidade que a vossa ignorância vos apresenta e puderdes enxergar das sombras em que estareis, a alvura das almas que habitam a casa do Pai e a comparardes com a escuridão e o lamaçal fétido em que estareis mergulhados.

É verdadeiramente triste e amargurante para nós, que agora vemos na clareza de nossas consciências, esclarecidas pela luz da verdade, a horrenda situação que a cada dia preparais para vós. Alegar, ainda, que não sabíeis? que não era do vosso conhecimento? não é mais possível. Acaso não vedes televisão, não ledes jornais, revistas, livros? Acaso a caminhada amorosa e crística, na figura amada que conhecestes na terra por Chico Xavier não vos é suficiente, para, ao menos parardes e, analisando tudo o que a vida vos alcançou, por meio do trabalho dele, buscardes a leitura, compreensão e esclarecimento?

Éh! Amados amigos e irmãos, a vida é assim! Há uma promessa, acordos, preparação e desejo. Basta que a carne estabeleça o embaraço ao espírito, a consciência se esvai! Basta que a situação passada se reflita no espelho de vossa alma, e de novo traga o passado vivido, a fortaleza de ânimo se esfuma e o caminho da porta estreita é abandonado.

Estamos agradecidos pela bondade divina, que alcança a vós, apesar de tudo, a possibilidade de, ainda nesta vida, amainar a vossa pena futura. Ainda há tempo, apenas é necessário que a charrua da caridade abra seus sulcos e lancem-se as sementes, a multiplicarem-se aos cêntuplos, de forma que, ao ser distribuída entre as “famílias” que aqui “aportaram”, vindas das mais longínquas distâncias, a fim de que a Pátria da amorosidade crística, definitivamente, fincasse as suas raízes mais profundas e fosse a árvore frondosa a render a maior quantidade possível de frutos do amor em vossos corações.

Estou de partida para uma nova etapa em minha caminhada eterna, e agradecido a Deus pela oportunidade de aqui expressar a minha angústia, dor e esperança e, na certeza daquele amanhã sonhado, aguardo a hora da minha volta, ou de meu recomeço, se assim for a vontade do Pai.

Agradecido e aplacado em minha dor, despeço-me da amada e querida Brasília, terra da esperança e da luz e, do meu Brasil, a Pátria amada e mãe, gentil acolhedora da minha luta e do meu desejo de realização de sonhos, a Pátria do Evangelho”

Brasília, 05/08/2006, às 05 horas”.

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