O que fazer Diante da Porta sem Retorno?

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Muitos foram os acontecimentos que me fizeram confiar na intuição sem questionamentos ou julgamentos. Baseado nisso, dei sempre atenção a aqueles livros que me chamavam nas vitrines das livrarias.

Alguns deles lia imediatamente. Outros guardava para o momento certo. Muitos deles levaram anos para serem abertos e lidos, e alguns nunca foram lidos e acabaram sendo doados porque sentia que a nossa relação havia se esvaído sem a necessidade de lê-los. Tornei- me fluente em inglês por essa necessidade porque nas minhas andanças pelo mundo passei a sentir atração irresistível por livros em outras línguas, sem tem a menor idéia do que tratavam.

Nos anos oitenta, as livrarias brasileiras eram poucas e pobres de espírito, então devorava os livros de Lubsang Rampa que achava nas bancas de revista e jamais perguntei como eles foram parar lá. Foi nessa época que fui atraído pelo “Bardo Thodal”, “O livro dos mortos tibetano”, publicado em 1980 pela Editora Hemus, traduzido do sânscrito pelo Lama Kazi Dawa Samdup. Jamais abri o livro, que é uma história de mais de 3000 anos. Certa vez cheguei a doar 700 livros para a Universidade de Brasília, anonimamente, mas esse foi um dos livros que jamais doei. Em 1994, em Hong Kong, a edição em inglês do Bardo puxou os meus olhos e o comprei. Na África em 2002, repetiu-se a cena com a edição em inglês publicada em 1998. Jamais li nenhum deles.

Ontem à noite esse mistério foi desvendado. No meio da noite senti-me fora do corpo de frente para uma porta de “vidro” transparente, vendo tudo com clareza à minha frente. Depois da porta havia um grande vazio e do outro lado do vazio havia médicos e enfermeiros à minha espera, inquietos. Nesse espaço vazio entre nós era como se fosse uma casa abandonada sendo pintada com cal. Era como se fosse um saco de plástico cheio de ar, onde o tempo era uma ilusão. As informações saltavam na minha mente como se fosse velho conhecido daquele processo (e todos nós já passamos por ele). Imediatamente sabia que estava morrendo e os médicos e enfermeiros esperavam do outro lado para ver o que aconteceria. A minha intuição dizia que se atravessasse aquela porta de vidro teria que enfrentar aquele lugar vazio antes de chegar ao grupo de atendentes e nesse espaço de tempo muita coisa aconteceria comigo porque todos os meus medos seriam revelados, assim como imagens e memórias de coisas, pessoas e espíritos amigos e inimigos, crenças e tradições falsas e verdadeiras, desta e de outras vidas. Um processo doloroso e perigoso, onde muitos se perdem e onde já me perdi em outros tempos.

Dei uma volta para ver se havia outra saída e percebi que estava dentro de um certo avião, sozinho, que levava de volta àquela porta. Quando parei novamente diante da porta de vidro ouvi vozes, com sotaque chinês, que me chamavam de Santosê (como meus amigos chineses chamam) e pediam para “voltar”. Vi que o grupo de médicos e enfermeiros ficava mais inquieto como alguém que perde a paciência com uma criança teimosa que não sabe o que quer. Resolvi olhar para trás, de onde vinha o chamado. Neste instante me vi na cama sendo sufocado por travesseiros e cobertas. Imediatamente fui sugado para meu corpo e nele abri os braços retirando os lençóis que me impediam de respirar. Respirei fundo e abri os olhos. Sim, estava morrendo sufocado e só, na hora errada, por causa do excesso de lençóis e travesseiros na minha cama. Hoje resolvi ler as instruções dos lamas tibetanos sobre o processo da morte, tão bem explicado em Bardo Thodal e não fiquei surpreso ao perceber que a descrição do processo é igual ao que senti diante daquela porta de vidro. Esse livro é uma aula que todos precisamos ter.

O processo de desligamento do corpo pode ser mais dolorido e confuso do que o nascimento – o nascimento é um despertar de um longo sono dentro de nova realidade. Quem ultrapassa aquela porta, e não tem estrutura emocional para isso pode jamais ser recebido pelos plantonistas, e se perder por muito tempo na imensidão sem relógios. Do outro lado da porta, o tempo e a distância duram uma eternidade. Aquele trecho que ora me parecia um saco de plástico vazio e grande e ora uma casa vazia em reformas já era parte da ilusão a que somos acometidos no pós-morte. São as imagens do nosso inconsciente, da nossa história fragilizada, do turbilhão de memórias que somos constituídos, quer queiramos ou não. Jung preferia chamar isso de “sombra” e a define como um grande saco onde a gente guarda nele todos os pedaços, importantes ou não, da nossa história desde o nascer. Não importa o nome que receba: esse processo é solitário e a gente é obrigado a enfrentar o que jamais conhecemos de nós mesmos, em vários níveis da consciência e da inconsciência. A estrutura emocional que precisaremos ter pode ser construída e todos somos capaz disso se tivermos os olhos para ver e a inteligência para discernir e filtrar o aprendizado a que somos submetidos desde a barriga da mãe até o momento presente.

Quem aqui se perde jamais se achará ao atravessar aquela porta de vidro. Desta vez fui chamado por amigos porque estava na hora errada de partir. Da próxima talvez esteja sozinho, com o relógio esgotado e o contrato encerrado. Como irei reagir depois da porta? Não sei. Depois da leitura do Bardo Thodal o processo da morte me parece interessante para quem tem a sorte de ter alguém preparado para ler as recomendações assim como fazem os monges tibetanos. Em todo caso, ao tomarmos conhecimento de que existe um processo já é meio caminho andado. Tomar consciência é a chave para o fim do sofrimento. Ler e perceber o processo ajuda muito. Esse livro deveria ser lido na cabeceira dos doentes terminais nos hospitais, por exemplo. Quantos morrem sozinhos, abandonados, sem assistência espiritual alguma? Quantos morrem com a assistência errada, que ao invés de ajudar conduz a pessoa a culpas e “pecados”. Tomara que um dia os hospitais brasileiros admitam terapeutas holísticos – e não representantes de religiões — que possam trabalhar nessas tarefas indispensáveis e para as quais os profissionais da saúde não estão preparados e acredito que jamais poderão estar, pela própria natureza do trabalho. Quem sabe um dia a rigidez mental insana de alguns, em nome da saúde pública, possa dar lugar à razão e à democracia. O universo agradecerá.

José Joacir dos Santos é Psicoterapeuta e Jornalista (jjoacir@yahoo.com)

Previna-se contra os desequilíbrios do sistema endócrino

sistemaendocrino002.jpg Por José Joacir dos Santos

Na cultura brasileira há muita coisa que precisa ainda se ajustar. Os anos em que vivemos sem um sistema democrático atrasaram inúmeros processos de evolução social, entre eles o desenvolvimento das terapias holísticas, bloqueadas até pelo Ministério do Trabalho. Há quem pense ainda hoje que o terapeuta holístico tem que se voltar somente para o espírito, negando aí a essência holística e a realidade da vida: terapeuta tem despesas e precisa estudar, se aperfeiçoar sempre. Há muito preconceito e muita falta de informação.

Vivi e alimentei por muito tempo os conceitos e preconceitos herdados das gerações anteriores, especialmente por influências européias e americanas, mas felizmente fui empurrado pela espiritualidade para o holístico e hoje vejo com clareza quem atrasa o Brasil, tão carente de saúde, raizes e volta às tradições populares.

O estudo da anatomia humana trouxe o conhecimento dos preceitos mais básicos, de forma a compreender e poder ser mais eficiente naquilo que me proponho como terapeuta. Esse estudo ajudou-me a não só a ver a vida sob outra ótica como também a me integrar às necessidades do novo tempo, trazidas pelo novo milênio. De algum tempo para cá, quem não avançar ficará definitivamente para trás. Não dá para trabalhar bem com Reiki, Musicoterapia, Reflexologia e muitas outras terapias holísticas se não conhecer nuances do corpo humano, os chácras, e os sistemas físicos mais ligados ao trato emocional, em suas causas e efeitos. Com o tempo, as imagens trazidas à minha terceira visão e à intuição, seja no toque ou na conversa com o cliente, ficaram mais nítidas, coloridas, e o entendimento das matrizes passou a ser mais profundo. Agora, se meus guias falam sobre sutilezas da aura de um cliente eu já posso entender a linguagem técnica e trabalhar a origem da causa de forma direta ou simplesmente solicitar que o cliente procure um médico ou uma terapia mais especializada naquilo que se apresenta.

É preciso estar ciente das nossas limitações, mas não se acomodar nelas. Por isso voltei à universidade e me especializei. A espiritualidade insiste: é preciso “não ter medo de nada e ir em frente”. Um dos sistemas mais interessantes e essenciais ao trabalho holístico é o sistema endócrino. Mikao Usui, o canalizador do Reiki Tradicional, e Takata, que trouxe o Reiki para o Ocidente, destacavam a importância da harmonia no sistema endócrino e o balanceamento dos chácras para o equilíbrio do corpo. Ele é constituído das seguintes glândulas e seus respectivos chácras: hipotálamo (coroa), pituitária (terceiro olho), tireóide e paratireóide (garganta), timo (coração), córtex (plexo solar), supra-renais (chácra básico), ovários e testículos (sacral). O sistema endócrino regula várias funções corporais, incluindo o sistema reprodutor, imunológico, de crescimento, o metabolismo, respostas alérgicas e intolerâncias. O principal trabalho dessas glândulas é produzir hormônios que transitam pelas artérias e tecidos. Elas trabalham com independência e harmonia. Os desequilíbrios neste sistema causam, entre outras, disfunções na tireóide, diabetes, Doença de Addison, hipoglicemia e obesidade.

A glândula tireóide precisa de iodo - Localizada no pescoço, a glândula tireóide é responsável pelo controle das atividades gerais do corpo. Quando excede suas atividades provoca aquecimento, acelera o processo digestivo, traduzindo tudo isso em excitação ou acúmulo de energia física. Esse estado pode levar a problemas cardíacos, perda de peso exagerada, entre outras. Uma tireóide “preguiçosa” pode levar a apatia, fadiga, problemas cardíacos e menstruais, e aumento de peso. Esses desequilíbrios são muito comuns, mas podem ser evitados antes que se tornem sérios. A prevenção é qualidade de vida. Ocasionalmente, problemas na tireóide estão conectados a outras desarmonias físicas, incluindo diabetes, artrite reumática, inflamações, sensibilidade ao frio e, de forma mais rara, câncer — e emoções reprimidas. Como ela está na esfera de influência do chácra da garganta, desarmonias aqui são sinais de muitos sapos engolidos e coisas não ditas. Deficiência de iodo pode acontecer, também, quando a pessoa está na barriga da mãe e transmitida ao feto pela genética. As mulheres são mais vulneráveis a desequilíbrios na tireóide do que os homens. Para os orientais, o hipertireoidismo é causado pelo excesso do elemento fogo no fígado, provocado pela perda da sintonia desse órgão, daí a irritabilidade, ansiedade, sudorese noturna, menstruação desregulada. Estudiosos ingleses perceberam que pessoas que sofrem do Mal de Parkinson também sofrem de hipertireoidismo.

Alga marinha, servida especialmente nos restaurantes japoneses, ajuda a prevenir e combater esse desequilíbrio. Cebola é tida como auxiliar na prevenção do hipotireoidismo, causada também pela falta de zinco, vitamina “A”, selênio, ferro e intoxicações. Peixe é uma fonte natural de vitamina “A”. Camarão fornece o zinco. Alho provém iodo e desintoxica. Castanha do Pará contém selênio. A alimentação balanceada é a chave para o equilibro. Na China e na Índia, tudo o que não é alimento é remédio e vice-versa. Óleo de gerânio equilibra a produção de hormônios, de forma que se houver problemas com a tireóide eles podem se manifestar após uma sessão de aromaterapia com esse óleo. Homeopatas indianos trabalham os desequilíbrios da tireóide com Nat Mur. Vale lembrar que, em todos os casos, só médicos podem prescrever remédios.

Diabetes - A mais comum forma de diabete é chamada de “mellitus”, causada pela falta de insulina, produzida pelo pâncreas — mas tem raízes emocionais também, a falta de vontade de viver, o pessimismo, o sentimento de menos-valia. Isto provoca a deficiência no processamento de glicose pelo organismo. A elevação da glicose no sangue provoca a baixa absorção da energia vital pelos tecidos. A energia vital caída é sinal de desequilíbrio nos chácras. Excesso de urina, muita sede, perda de peso, fadiga, fraqueza, apatia, má respiração podem ser sinais de diabete. Esses sinais também podem estar relacionados a outras deficiências. As complicações advindas dessas deficiências podem causar danos nos nervos dos olhos, na retina, nas veias, rins, circulação nas pernas e até gangrena. O Tipo-01 é o que tem o pâncreas “preguiçoso” gerando a dependência da insulina. A variação no nível de açúcar no sangue pode provocar oscilações entre hipoglicemia (estranhas sensações, comportamento anormais e risco de coma) e hiperglicemia (coma). O Tipo-01 geralmente aparece da adolescência aos 35 anos de idade. O Tipo-02 está mais ligado à maturidade, em torno dos 40, geralmente associado à obesidade ou gravidez. Este tipo pode ficar incubado por muito tempo antes de dá sinais de existência. Estatísticas apontam os homens caucasianos como os mais propícios a esses problemas. Alfafa, alho e cebola são considerados aliados no combate e na prevenção de diabete, mas precisam ser ingeridos diariamente. Suco de laranja com gengibre e brócolis são excelentes para levantar a imunidade.

“Doença de Addison” - Pouco divulgada porque é rara, a “Doença de Addison” apresenta-se como um desequilíbrio nas glândulas supra-renais devido à insuficiência de cortisol e aldosterona, hormônios responsáveis pela reação do corpo ao estresse e também pelo balanceamento do nível de água. Rins estão ligados à memória dos antepassados. A causa dessa desarmonia é inflamação seguida de atrofia da camada externa (córtex) das supra-renais. Parte do problema deve-se a uma anormal reação do sistema imunológico na qual ele trata o tecido da glândula como se esse fosse um corpo estranho. É considerado um fracasso do sistema imunológico porque ele volta-se contra si mesmo em processos infecciosos e/ou tuberculose. O tratamento para esse mal só apareceu em 1950. As principais manifestações aparecem em forma de fraqueza, fatiga, baixa pressão arterial, excesso de urina, perda da cor da pele. Na aromaterapia, óleos essenciais de gengibre e alecrim incentivam o bom funcionamento das supra-renais direita e esquerda.

Hipoglicemia - O baixo nível de glicose no sangue chama-se hipoglicemia. É extremamente perigosa porque o cérebro precisa ser alimentado constantemente de glicose. Há o perigo de overdose de insulina por quem não tem controle sobre essa desarmonia. Para quem não é diabético, a prática excessiva de exercícios físicos e a insuficiência de carboidratos pode levar à hipoglicemia. Sinais de desequilíbrio: dor-de-cabeça, pulso acelerado e com palpitações, confusão mental e perda de memória, suor, comportamento irracional, alargamento da língua de forma que as pessoas “engolem” palavras. Tem muito a ver com pessimismo, auto-boicotes, falta de vontade de viver.

A chamada hipoglicemia orgânica é conseqüência do mau funcionamento do pâncreas, supra-renais, pituitária, tireóide e glândulas sexuais. O alcoolismo é apontado como responsável pela hipoglicemia porque o álcool impede o fígado de produzir glicose. Câncer e outras disfunções no fígado também impedem a produção de glicose. Cebola, alho, semente de lótus e levedo de cerveja ajudam a nivelar a açúcar no sangue. No Floral de Bach, o Rescue é indicado para acalmar e amenizar o nível de abrangência das crises.

Obesidade e gota - A obesidade é o excessivo acúmulo de energia em forma de gordura e é assim categorizada quando o corpo expressa 20% a mais do peso normal. As principais causas são: excesso de caloria vinda da alimentação desregulada, baixa taxa de metabolismo, fatores genéticos, problemas emocionais, desequilíbrio da tireóide, consumo excessivo de açúcar — o principal veneno humano.

O processo pode se agravar para o desenvolvimento de outras disfunções como ataque cardíaco, pedra nos rins, artrite, hérnia e falta de fertilidade. Aumentam também as chances da pessoa sofre de hipertensão arterial etc. Mulheres obesas são mais propensas a desenvolver câncer nos ovários, no útero, e problemas de diabete depois dos 40. Homens podem desenvolver câncer no cólon e na próstata. É muito comum também problema nas juntas e nos joelhos que por sua vez podem desenvolver a gota.

Um bom copo de suco de uva puro tomado diariamente pode combater a obesidade porque diminui o apetite. Uma colher diária de pólen estimula o metabolismo do corpo e diminui o apetite. Jiló cru e batido no liquidificador com suco de laranja, sem açúcar, estabilizam os níveis naturais de açúcar e sal no corpo (o suco aí funciona como diminuidor do amargo do jiló). O obeso deve tomar muita água e comer muita fruta. Repolho cru é antiinflamatório e traz inúmeros benefícios. A obesidade está muito ligada a falta de auto-estima, o sentimento de rejeição, a falta de amor próprio, por si mesmo.

Banhar os pés com óleo essencial de pinho aumenta a circulação e alivia as dores causadas pela gota. É importante ter em mente que cada pessoa tem um corpo completamente diferente. O meu desequilíbrio no sistema endócrino pode ter um quadro completamente diferente do seu porque problemas neste sistema tem muito a ver com problemas espirituais individuais. Reiki associado a florais e cromoterapia restaura o equilíbrio. José Joacir dos Santos é Jornalista e mestre em Medicina Oriental E-mail: jjoacir@yahoo.com

Faça as Pazes Com o Seu Interior

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E atraia a prosperidade!

Um dos maiores dramas humanos é lidar com o dinheiro e isso faz parte de um velho programa negativo infiltrado na memória coletiva pela maldade de anjos caídos, ao longo dos séculos, como muitos outros, tais como: o mundo é inseguro e injusto; a vida é dura; o sofrimento enobrece a alma; ter prazer é pecado; o amor machuca; a política é suja; a vida é uma tristeza; o dinheiro é demoníaco; o pau que nasce torto morre torto.

Essa herança veio para o Brasil pelas mãos dos colonizadores europeus, traumatizados pela conturbada história européia, e rende muitas noites em claro. A freqüência da vibração da pobreza tem raízes profundas ainda hoje em regiões brasileiras onde a influência européia chegou primeiro e aparentemente vai perdurar.

Da mesma forma pode ocorrer entre famílias de qualquer lugar. Esse vírus pode estar em todos nós, impregnando as nossas células guardadoras de memórias eternas. Ramatis diz que “haveremos de responder por nossos investimentos na contabilidade cósmica”, e isso faz tremer as bases de quem está preso aos contraditórios dogmas antigos, que dividem o universo em céu e inferno.

O dinheiro como algo pecaminoso e diabólico foi e ainda é utilizado pelas classes ricas como uma forma de pressionar os pobres a permanecerem pobres e trabalharem para os seus senhores, porque eles acham que merecem ser ricos. Venha a nós, mas ao vosso reino nada! Eu posso ser rico, nobre e ainda vou para o céu. Mas, se você desejar enriquecer já está cometendo um pecado e vai arder no fogo do inferno! Por isso, seja humilde e venha trabalhar para mim!

O que prevalece é a intenção

Uma das palavras mais encontradas nos textos budistas é “intenção”. A questão do dinheiro, da fortuna, da abundância e da prosperidade passa pelo crivo da intenção. A idéia herdada de que o dinheiro é sujo, pecaminoso e serve de passaporte para o inferno não é só responsável pelo atraso espiritual de muitas gerações, mas de todo o progresso humano. Seria esse estigma de pobreza e de medo do inferno responsável pelos cinturões de pobreza das grandes cidades? Essas memórias ficam presas com correntes grossas nos processos reencarnatórios através dos séculos até serem trabalhadas e libertas. Uma pessoa pode ser pobre materialmente e não ser espiritualmente? Pode. Daí nascem as grandes riquezas e exemplos encorajadores porque a força cósmica não desampara ninguém.

O mesmo ciclo de manipulação de pessoas ocorrido durante a escravidão ocorre hoje, por exemplo, nos morros do Rio de Janeiro. Populações inteiras são subjugadas e obrigadas a viver sob determinado padrão moral negativo devido a suas condições sociais, até para que elas reúnam forças e saiam dessa vibração. Gangues e máfias desenvolvem formas desequilibradas de lidar com a prosperidade porque o dinheiro adquirido com a criminalidade não é reconhecido pelas forças universais da criação como prosperidade e abundância. Pelo contrário, a riqueza manchada de sangue tem vida tão curta quanto as células sanguíneas jogadas no asfalto. Ela abre registros profundos no livro do karma individual e coletivo. Essas dívidas adquiridas serão pagas a preço de inúmeras reencarnações, uma após outra, cheias de sofrimento e de repetições até que os envolvidos corrijam suas freqüências. Já pensou viver a mesma vidinha várias vezes? Ter que se revezar nos papéis de carrasco e vítima? Isso também pode significar o adiamento da felicidade plena e pode causar a estagnação de inúmeros progressos feitos no passado.

Essas conexões criminais são realizadas e alimentadas diretamente por mundos inferiores, intraterrenos, onde impera a escuridão e a sombra e que sem dúvida alguma patrocinam o inferno imaginado por muitos de nós. Há uma torcida enorme para que a gente não progrida. O pior é que todas as pessoas envolvidas na criminalidade estão também puxando seus parentes e antepassados para o mundo das sombras e da solidão eterna. Todos pertencemos a clãs espirituais e a família não desaparece com a morte física. A dificuldade de lidar com a prosperidade afeta também muita gente do bem, com laços kármicos tão fortes quando os que lidam com a criminalidade. Há ricos e pobres que não estão envolvidas com a criminalidade, mas que não perdem a oportunidade de atrasar a própria prosperidade e a dos outros. Pisam, humilham, manipulam e vibram na ignorância atravancadora. Quem compra e usa artigos vindos da criminalidade está livre dos laços kármicos? Não, pelo contrário.

Quebre os laços da infância pobre

Do ponto de vista Oriental, a abundância, a fortuna, a riqueza e a prosperidade são estados naturais de todo ser humano, onde quer que ele se encontre no Planeta e não tem a ver apenas com os bens materiais. Tem a ver com a prosperidade espiritual. Estamos todos aqui para prosperar, corrigir rumos e redefinir rotas. Quando você se sintoniza com a prosperidade está atraindo toda uma gama de padrões vibratórios. Cada pessoa cria seus limites de prosperidade e abundância de acordo os seus conceitos sociais e religiosos.

O medo é a grande força presente no que diz respeito a este assunto. A dificuldade de lidar com a abundância e a prosperidade pode estar vinculada a uma infância pobre ou rica, mas desequilibrada - ou excesso de mimo ou falta de afeto. A falta de amor gera transtornos profundos tanto quanto a superproteção. As dificuldades na família geram o medo de faltar, de perder, de não ganhar, de passar forme, de não dá certo, disso e daquilo, e tudo fica gravado nas nossas células mentais.

Uma vez criado o limite baseado no medo, na mesquinharia, na falta de visão e na ignorância, ele é ativado com força e só arredará o pé do criador com muito esforço e disciplina porque o cérebro reproduz com fidelidade a programação recebida, consciente ou inconsciente.

Saia da vibração da pobreza

Todas essas favelas que vemos por aí são o resultado da vibração da pobreza. A rigor, fazer o bem e ajudar aos outros é dever de todos, com o cuidado de não estar contribuindo para alimentar e fortalecer a vibração da pobreza na pessoa necessitada. Isso não se aplica a orfanatos nem a abrigos para idosos porque essas categorias estão jogadas na roda do karma e precisam de ajuda. A maior ajuda é aquela que contribui para a mudança da sintonia mental porque só assim haverá resultados permanentes.

Distribuir comida e até gás de cozinha como se faz no Distrito Federal sem criar vínculos de obrigação e responsabilidade para que as pessoas saiam da pobreza mental é fortalecer ciclos viciosos e fazer parecer que tudo cai do céu. Para que trabalhar? Os governantes e as comunidades têm a responsabilidade de construir escolas e gerar educação para arrancar aqueles anjos caídos de suas visões mesquinhas da prosperidade. Mas muitos desses políticos sabem usar bem essa fraqueza humana em proveito próprio.

Ninguém é eleito à-toa para um posto de comando onde pode mudar a vida das pessoas. Não é por mera bondade da espiritualidade que a gente nasce em uma família rica ou tem a chance de ser eleito para um cargo público. Há uma estreita relação entre poder material e karma acumulado em vidas passadas pelo mau uso da riqueza e do poder. Não é fácil e nem impossível uma pessoa que nasceu em uma família pobre quebrar vínculos com a pobreza. A força de vontade é uma arma poderosa e consegue resultados surpreendentes.

É uma questão de atitude, vibração, sintonia e freqüência — que podem ser alteradas a qualquer momento desde que a gente queira. Esperar pelos governantes é muito cômodo e mesquinho. Quem espera nunca alcança, diz o poeta. Estudar é um caminho gerador de mudanças e, ao contrário de muitos países, o Brasil tem a grandeza de ter escolas públicas do jardim da infância até a universidade. A idade não é um limite.

É preciso apaziguar o interior

Quando o dinheiro é ganho com o suor e a dedicação do trabalho honesto, abençoado, ou simplesmente como recompensa por um tempo dedicado a algo ou a alguém, pelo bem, é o símbolo da materialização da prosperidade mais concreto. É motivo de alegria e de agradecimento ao Cosmos. No Oriente, o dinheiro colocado em um envelope bonito e dado com um abraço amoroso é o presente muito apreciado porque simboliza a obediência às leis humanas, à honestidade, à bondade, ao cumprimento das leis cósmicas do bem, ao afeto e à proteção. Mikao Usui, o canalizador do Reiki da forma que se apresenta hoje, instruiu a seus discípulos que cobrassem pelas sessões para que as pessoas não só valorizassem o trabalho, mas que se sentissem prestigiadas.

Em sua clínica nos subúrbios pobres de Tóquio, Mikao Usui atendia também gratuitamente a populações carentes e incapacitadas de materializar a prosperidade para lhes dá a chance de mudar a freqüência vibratória através do Reiki. Essa é a grande obra das terapias energéticas e dos florais. É preciso lembrar que quando você exercita a atração da prosperidade está entrando em conexão, em sintonia, com todos os tipos de abundância e prosperidade espiritual, física, da saúde, da alegria, da felicidade, da harmonia, do amor, das finanças e de tudo que for possível para a sua progressão como ser universal aqui e agora. É como se você fosse uma estação de rádio mandando mensagem para o Cosmos, que tem muito prazer em conspirar a nosso favor.

Dinheiro é a materialização do suor do seu trabalho honesto. É o olhar do Cosmos sobre a vida humana porque Ele sabe que tudo que se precisa no campo terrestre está ligado ao dinheiro. Sem ele não se come, não se tem saúde, não se pode ter as condições normais para a canalização favorável de todas as formas de prosperidade. Quem vive sem dinheiro? Tudo é uma questão de apaziguar o interior para que haja a clareza da vista e a mente compreenda que o dinheiro é apenas uma forma disciplinar de que a humanidade necessita para continuar na busca pelo progresso espiritual.

Vá à luta e abra as portas da prosperidade

O pensamento positivo exercido através de visualizações é um caminho para atrair prosperidade, abundância e riqueza em todos os sentidos. Treinar visualizações está ao alcance de qualquer pessoa. Treine e execute-as em detalhes. Ative no astral aquilo que você precisa materializar na vida terrena, neste momento cósmico.

Vamos, pare um pouco, relaxe. Verifique como a sua vida poderia ser diferente. Visualize! Vá a detalhes mínimos de luz, cor, movimento, lugar e forma. Quer um emprego melhor? Imagine-o como quer! Quer um romance, visualize a pessoa nos mínimos detalhes. Cuidado porque você pode visualizar assim: eu quero um trabalho honesto, bom, tranqüilo.

Daqui a um tempo aparece o trabalho de faxineira para você em troca da comida do dia. Por que? Você esqueceu de imaginar o valor do salário que deseja receber, o nível do trabalho que você quer, e também que é na sua especialidade. O trabalho de faxineira é digno, sem dúvidas, mas você pode imaginar um patrão bom, que lhe trate bem, que lhe pague bem, que seja uma ponte para a melhoria da sua vida etc.

Mude mentalmente todas as situações vividas neste momento e dê vida a elas. Repita este exercício quantas vezes puder, com amor e humildade. Não há nada de errado em você usar a sua força mental para se libertar de freqüências erradas, de lugares indevidos, de pessoas que lhe atormentam e lhe atrasam.

Vamos à luta? Partindo do princípio que você é uma pessoa honesta e batalhadora, tome um banho, junte um punhado de moedas de centavos, daquelas douradas, vista uma roupa relaxada e limpa, vá para o meio da sala da sua casa ou do seu escritório ou de outro lugar onde você deseja ativar a prosperidade com as moedas na mão.

Reze um pouco, peça a presença dos seus mentores, guias, guardiões e anjos preferidos - muitos deles só esperam que você peça. Mentalize suas contas bancárias, veja o seu nome na ficha do banco, a agência, o endereço, e visualize seu saldo com uma quantidade enorme de dinheiro. Visualize também acima de você como se o céu estivesse aberto e caíssem sobre você moedas de ouro — o ouro transmutar-se-á em saúde, paz, alegria, felicidade, harmonia, amor e tudo o que você comandar.

Tente ouvir as moedas se amontoando umas nas outras por toda a sua casa. Repita três vezes a seguinte frase: eu abro as portas da prosperidade em todos os níveis da minha vida! Na terceira vez jogue as moedas para cima, deixe que elas caiam onde caírem e fiquem lá por três dias. Faça isso com fé e vontade pelo menos uma vez por semana até que os primeiros sinais de prosperidade apareçam. Eles podem vir na forma de um convite, uma promoção, um telefonema, qualquer coisa que lhe dê sinais da efetivação da mudança do seu padrão vibratório da prosperidade.

Seja muito feliz!

José Joacir dos Santos é Jornalista e Psicoterapeuta jjoacir@yahoo.com

Conecte-se com a Imensidão do Universo

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Sempre que você viaja de avião os atendentes fazem demonstração de como o passageiro deve agir em caso de emergência. A primeira coisa a se falar é das máscaras de oxigênio porque quando um avião está em situação de despressurização as máscaras de oxigênio caem automaticamente sobre os passageiros e muitas vezes ajudam a salvar vidas.

Os atendentes dizem que primeiro você deve colocar a máscara em você mesmo para depois colocar a de qualquer criança que esteja com você ou ao lado. Essa recomendação poderia parecer egoísta se não fosse o fato de que o objetivo é que você não morra e ajude a salvar outras pessoas. Você morrendo primeiro vai atrapalhar o salvamento de outras pessoas.

O oxigênio ajuda também a qualquer pessoa a pensar com clareza e saber agir com precisão. Este exemplo chama a atenção para a necessidade de mantermos a consciência ativa, a mente saudável e em estado permanente de equilíbrio. O escritor budista Karma Chagné diz em seu novo livro, ainda não traduzido para o Português, “Practical Instructions on the Union of Mahamudra and Atiyoga”, editado pela Snow Lion Publications, que “se você falhar em dominar a sua mente (pensar com clareza para agir com precisão), embora tenha ao seu redor mil espíritos de Budas, eles não poderão ajudar a você em nada”. Se você deseja dominar a energia dos seus inimigos você deve primeiro aprender a dominar a sua própria. Se você deseja favorecer a paz no mundo então precisa primeiro dominar a sua mente. Ser Lama é ser capaz de dominar completamente a mente.

O domínio da mente é a Terra Prometida. Quando alguém atinge esse estágio já está praticando a natureza de Buda. Esse é um caminho natural. Quais são os benefícios atuais que você já desfruta por controlar a sua própria mente? O livro dá “instruções práticas sobre a união entre o chácra básico e o estado mental de controle absoluto de si mesmo”.Este assunto veio de encontro às minhas observações com clientes, amigos e alunos. É muito comum na primeira aula de um curso o instrutor pedir que cada aluno se apresente e conte um pouco de si mesmo. Alguns demoram na lista de cursos já feitos, mas você olha para eles e sua mente vira interrogações. O comportamento não condiz com o suposto resultado da lista de cursos e terapias. Muito acima do peso, com sapatos de saltos bem altos, jóias exageradas, ansiosa, a minha cliente mal se sentou e passou a listar os cursos e terapias a que já havia se submetido, enfatizando que estava ali para ver o que eu “poderia fazer” porque “eu preciso ser nutrida”.

Yoga, Reiki, Xamanismo e escolas diversas da psique por mais de 20 anos foram mencionadas com a naturalidade de quem compra sapatos para usar o nome das marcas entre um copo e outro das reuniões sociais – todas com fortes julgamentos negativos. Em cinco minutos de conversa, olhando para meus certificados na parede, ela dispara: se for pela quantidade de certificados você deve ser preparado, “porque se não for, se não houver química, se eu não gostar, não volto nunca mais”. Na minha primeira pergunta ela responde agressivamente dizendo que “já fiz mais de dez anos de terapia com o melhor especialista”, “você está sendo antiético em me perguntar isso”, “não acredito na psicanálise”. Falei de resistência e ela disse, rispidamente: “você é quem deve mostrar que é capaz de quebrar minha resistência”.

A cada momento citava nomes de profissionais famosos por quem passou, mencionando os tipos de conduta que não aprovava e em 15 minutos eu já estava disposto a encerrar a sessão. Estava ali, na minha frente, uma exibição de poder. Não havia uma queixa e nem a vontade de se submeter a uma terapia. Da melhor maneira possível, acalmei a minha candidata a cliente para que saísse do consultório de forma civilizada, já que não houve empatia. Nada cobrei. Para uma profissional da área, com mestrado, é estranho pensar qual a razão daquele comportamento desrespeitoso. Já recebi “espiões”, colegas e até uma profissional médica que veio ao consultório na condição de cliente, mas que claramente havia objetivo de medir conhecimento.

Não são os certificados que fazem o profissional, quem não sabe disso? De nada adianta certificados em Reiki, Yoga e outras terapias, energéticas ou não, se a pessoa não entrar de cabeça na proposta básica dessas terapias e essa quase cliente disse ter essas qualificações. Será que o que disse sobre as terapias e qualificações era verdadeiro? Se pegarmos só Reiki como exemplo, começam os contrastes. Reiki muda a vida de quem é iniciado e aquele comportamento não era de quem havia mudado. A energia colorida faz o seu trabalho a favor da luz e havia naquela criatura o quê de sombra. Sem a prática do amor incondicional canalizado através do Reiki diário o processo pode estagnar.

O universo passa a não receber resposta a seus códigos. É como ferramenta cirúrgica nas mãos de um médico que comprou provas na época da faculdade. Em outra ocasião, fui atacado por e-mail, telefone e até com tentativa de difamação na internete por uma mestra Reiki paulista porque, entre outras coisas, ela não admitia que eu, homem, liderasse um grupo que por ventura fazíamos parte. Dá para compreender isso? Cabe aqui o velho jargão: Freud explica! Só é possível compreender com um olhar psicanalítico. Os certificados na parece são peças de decoração que devemos respeitar pelo que representam, nada mais. No caso do Reiki e das demais terapias energéticas, onde a proposta é a elevação vibracional a nível psicossomático, só a prática valida e essa validação passa necessariamente pelo polimento do ego, do comportamento de um modo geral – o trabalho com a sombra individual, cujo pré-requisito é a burilar a mente, a memória emocional. Certificados não mudam, por si, de lugar na parede. Sem a busca individual do controle da mente não se chega a lugar algum. Controlar a mente é uma das maiores dificuldades humanas. Isso requer disciplina e treinamento. Não adianta você se submeter a profissionais competentes, de renome, se não mergulhar no trabalho deles para encontrar consigo mesmo. Lembro aqui do filme “Inteligência Artificial”, de Spielberg. Cada um escolhe ser salvo ou não por si mesmo e aí as terapias ajudam e muito.

É preciso se permitir mergulhar no fundo da própria alma. Serve para alguma coisa vestir a camisa do Flamengo de seu irmão se você torce por outro time? Que tal alugar uma roupa para uma festa de Natal, que é uma festa de renovação de esperanças? E o papai- noel bêbado? Vale alguma coisa medir forças, provocar, espionar, e tentar qualquer outra coisa contra um colega ou um profissional de qualquer área? No momento em que aquela quase-cliente saiu do meu consultório o telefone tocou e do outro lado uma pessoa me pedia uma consulta emergencial. Preparei um delicioso chá, abri bem as janelas e me preparei para o próximo cliente na certeza de que cada um tem um processo. Ao fechar a porta, todas as imagens, palavras, gestos e ações com relação àquele indelicado encontro se foram para sempre. Demorei muito tempo nesse treinamento e busquei ajuda para chegar aonde cheguei. Mesmo os mais capacitados terapeutas precisam se trabalhar todos os dias, a nível mental.

Veja como experimentei a beleza da mente: Numa das experiências na formação em Terapia Iniciática com o Doutor e Xamã Rowland Barkley, entrei em estado alterado de consciência e mergulhei no trabalho de condução dele para me levar a outras dimensões de mim mesmo. De início ouvia suas instruções, em inglês, dizendo para mergulhar. Em minutos passei a ouvi-lo em outra língua, aborígine, que nem lembrei de perguntar se fala. Formou-se um turbilhão energético helicoidal ao meu redor. Não eram espíritos, mas sim meu próprio ser. As vozes da sala foram ficando distantes. Senti o rompimento das sete camadas energéticas sutis (sete corpos) e a fragmentação em uma só essência. Para melhor explicar, era como se meus braços tivessem virado asas e meus pés não estivessem mais no chão, perderam o formato original.

Acho que posso dizer que parecia um pássaro de asas e calda abertas. Faltam palavras para descrever por completo cada sensação, mas foi naquele momento que compreendi que os cinco elementos prendem nosso corpo ao conjunto de carne, músculo e ossos e aquele instante era muito semelhante com o da morte, da soltura do espírito. Ouvi de longe alguém dizer: preste atenção ao seu DNA, Joacir! Neste momento toda a minha energia converteu-se em luz como se as celular explodissem para se tornar uma só. Assemelha-se a uma revoada de pássaro ao contrário. Senti que estava no controle, como se fosse um piloto da minha mente como jamais havia sentido e aí a noção de corpo físico foi perdida. Na junção de todas as células numa só percebi que era apenas um grão, uma memória, um grão de areia ou de mostarda. Deparei-me com um código de mim mesmo, como uma senha, como uma chave de um cofre sagrado. Diante desse cofre a senha era sonora, de pura luz. “Liberte o código”, ouvi meu próprio ser falar alto.

Mergulhei na senha e tornei-me som, nítido, um som antigo, conhecido, maravilhoso, cor de rosa-carmim. Soltei para a imensidão do espaço aquele meu código sonoro e em um milésimo de segundo senti-me UNO com o universo. A sensação é indescritível, alegre, feliz. Era como se você estivesse diante de um imenso lago, tocando na água e os peixes do fundo ouvissem com precisão o som dos meus dedos suaves tocando a água. Quando “acordei” estava no chão na sala, sob o silêncio dos participantes. Dizem que soltei um som, rodei de braços abertos até cair no chão. Demorei cerca de dois dias para sentir meu corpo físico completo, inteiro, e de lá para cá a minha compreensão sobre todas as coisas do universo se expandiu, de forma que vou e volto de onde e para onde desejo. Uso a minha vontade absoluta. Meu raciocínio ficou mais rápido e sinto que liberei para sempre padrões meus e dos que vieram antes de mim. Tenho o controle da minha mente e ela é tudo o que me interessa nesta e nas muitas vidas que possivelmente virão. É para ela que direciono todo meu investimento. Nunca vi mostarda em grãos, mas acredito que agora compreendo o que Jesus queria dizer quando mencionou grãos de mostarda e buracos de agulhas. (*) José Joacir dos Santos é Psicoterapeuta e, entre outras, graduado em Terapia Iniciática. jjoacir@yahoo.com

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