Celular e computador podem provocar desequilíbrios profundos

Nestes tempos de aumento abusivo nas tarifas telefônicas, existem ainda outras boas razões para você ficar longe das ligações telefônicas: irradiações e cargas negativas. Isto mesmo, quem acha que viver grudado ao telefone celular ou fixo é sinal de status não sabe o que está fazendo com a qualidade da própria saúde.

São conhecidos os efeitos da irradiação dos celulares: dores-de-cabeça, falta de concentração, perda de memória, sensação de abafamento ou dormência nos ouvidos e diminuição da audição. Uma importante revista norte-americano noticiou há alguns anos o falecimento da esposa de um dos donos da Motorola daquele país de câncer no ouvido direito e fez a seguinte observação: “exatamente o ouvido que ela mais usava para falar ao celular”.

Os telefones fixos são excelentes transmissores de energias negativas acumuladas nas redes telefônicas, também vindas da internet. São estáticas e não-ionizadas. A voz é um veículo poderoso, para o bem e para o mal. A pessoa que irradia energia negativa pela voz não tem consciência disso e não faz por maldade. Os ouvidos, que fazem parte do sistema de equilíbrio no corpo, captam tudo e jogam na cabeça.

A falta de equilíbrio é percebível quando você começa a se irritar com facilidade, ouvir subidos, ter insônia, sentir cansaço, quebrar ou deixar cair objetos. Imagine o que acontece com quem passa o dia usando celulares e depois chega em casa e vai cozinhar, segurar crianças, brincar com animais e cuidar de plantas!

Existem marcas e modelos com altos e baixos índices de irradiação e os órgãos públicos de saúde em Brasília não disponibilizaram, ainda, informação sobre o assunto para os serviços de atendimento ao público. Há pessoas mais sensíveis a esse tipo de irradiação magnética e o sinal vem no inchaço das mãos e ouvidos ou em problemas com a audição.

Se você colocar as mãos nos ouvidos e ouvir um chiado parecido com um canal de televisão fora do ar então você está com alto nível de irradiação, que também pode ser contraída pelos computadores ligados direto na internet. Há quem pense que pelo fato de usar pouco o celular está livre de irradiação, mas isto não é verdade. Ela começa quando você digita, aumenta quando a ligação se completa e fica no aparelho e nas partes do seu corpo onde o celular entrar em contato. Coloque seu celular junto ao controle remoto do carro e veja o que acontece! Para quem precisa utilizar esses aparelhos tão bonitos e sedutores então a saída é digitar o número, esperar até que comece a chamar, colocar ao ouvido e falar pouco. Isso apenas reduz o nível de contaminação. O ideal é só utilizar o celular quando for extremamente necessário. Dar ou não um celular a criança e adolescente? Onde quer que você mantenha o celular junto ao seu corpo vai afetar aquela área e as mais vulneráveis são o coração e o sexo. A energia de remédios e florais é sugada rapidamente por essas forças. Mulheres grávidas deveriam dar férias aos aparelhinhos.

Crianças e adolescentes são extremamente vulneráveis porque os corpos estão em formação, o que faz com que a absorção seja mais de 50%, segundo o New England Journal of Medicine. Portanto, mais uma vez os pais ficam entre a cruz e a espada: dão um celular para os pimpolhos para facilitar a comunicação e o controle mas estão contribuindo para o desequilíbrio da cabeça do filho. Não é nada confortável você estar em um restaurante, numa reunião ou em outro ambiente onde é preciso o silêncio e ouvir um celular tocar. Isso não só atrapalha como também corta as irradiações positivas dos ambientes e tem o efeito de um rádio ligado. Falar ao telefone e dirigir é um perigo porque você tira as mãos do volante e perde temporariamente os reflexos. A irradiação tira a sua capacidade de perceber, de manobrar e de agir. Pessoas viciadas em celular começam a falar alto como se o volume estivesse baixo ou como se estivesse usando um telefone dos anos 60, quando os recursos da telefonia eram escassos. Já é o processo de irradiação ativo acumulado no ouvido e que provoca a degradação da capacidade auditiva.

Quando vão fabricar artefatos pensando no ser humano composto por mente, corpo e espírito? Mão e ouvido inchados Na época da guerra no Timor Leste versus Indonésia, eu estava na Indonésia e participei de um trabalho conjunto de organizações internacionais para acolher timorenses perseguidos e fugitivos de seu país invadido, trabalho esse que faria por qualquer ser humano, independente de nacionalidade, cor, raça etc. Foi um trabalho duro, diuturno. O único meio disponível era telefone celular com conexões internacionais. Dentro de quatro dias a minha mão esquerda estava inchada e a sensação era de que tinha batido ela fortemente contra uma superfície dura. Meu ouvido também inchou bastante e tive crises de falta de apetite, dificuldades para digerir, irritação e gagueira. O toque do telefone provocava sustos. Acreditava que estava sob estresse profundo devido à situação política. Lidava com pessoas que haviam perdido parentes e apareciam na minha vida no meio da noite de pés descalços, em estado de choque, feridas, desorientadas, sem fala. Claro que estava estressado mas estresse não provoca inchaço daquela forma. Passei a mão esquerda sobre uma planta dentro de casa e a planta morreu no dia seguinte. A única maneira que aliviava esses desconfortos era mergulhar na piscina de um amigo e ficar debaixo da água o máximo que podia — não sei por que funcionava. Serviços de saúde desconhecem o assunto

Quando intensifiquei o meu trabalho como terapeuta não tive outra opção a não ser deixar o celular de lado e só utilizá-lo em casos extremos. Há interferência no nível de vibração dos sete centros energéticos do corpo e o único antídoto eficiente que achei foi o Reiki. Antes de qualquer atendimento ou de me trabalhar uso uma mão para fazer Reiki na outra e vice-versa. Depois vou para os ouvidos. Daí é que parto para as posições do resto do corpo e em seguida para o atendimento, mesmo que não vá utilizar o Reiki no cliente. Se eu não remover a irradiação sinto uma barreira formada na minha percepção extra-sensorial, a qual provoca a sensação de cansaço mental e formigamento. Vários clientes reportaram as mesmas sensações. É urgente que cada um de nós pressione os fornecedores sobre o nível de irradiação do celular. Liguei para o serviço de atendimento ao público do Ministério da Saúde (0800-611997), em Brasília, e a operadora não encontrou informações sobre este assunto em seu banco de dados. Depois de insistência, funcionária do setor de Comunicação Social da Agência Nacional de Vigilância Sanitária disse que não era com eles.

Nos Estados Unidos essas listas correm soltas pela internet. As operadoras no Brasil, muito preocupadas com seus lucros, não falam desse problema nos modelos vendidos no país e não consegui essa informação do fornecedor do modelo que uso, o qual deixa minha mão vermelha e o ouvido dolorido. Isso tudo me faz lembrar Marshall McLuhan, mestre da comunicação social e pioneiro no conceito de aldeia global, que nos anos 70 fazia previsões sobre os efeitos da globalização e da modernização das sociedades e era chamado de louco. Hoje vemos que a tecnologia tem nos colocado em patamares avançados, interessantes, indispensáveis, mas não conseguiu criar artefatos que combinem o lucro financeiro e a segurança para a saúde humana. Ele aconselhava desligar a televisão ou mudar de canal quando o assunto fosse de baixo nível educacional, tão presente nos nossos canais de televisão atuais. Acredito que atitude semelhante poderia servir para aparelhos celulares que trazem altos níveis de irradiação. Sem ter a quem recorrer, recomendo o uso de Babosa, floral do sistema de Saint Germain, indicado para todo e qualquer tipo de radioatividade. jjoacir@yahoo.com

A extração de Madeira na Amazônia ameaça o planeta

As atividades humanas estão degradando a floresta amazônica em uma taxa duas vezes mais acelerada do que a estimada anteriormente, conforme sugere um novo estudo que acrescenta os efeitos da extração de madeira aos do desmatamento.

A pesquisa saiu na edição de 21 de outubro da revista Science, publicada pela AAAS, sociedade científica sem fins lucrativos. Até agora, os métodos para medir o desmatamento em grandes áreas através do uso de satélite só conseguiam detectar faixas de terra desmatadas, onde todas as árvores foram removidas para abrir espaço para as atividades agrícolas ou pecuárias.

Um novo método de imagens por satélite, desenvolvido por Gregory Asner, da Carnegie Institution of Washighton, e colaboradores, detecta o desmatamento em escala mais delicada, permitindo aos pesquisadores identificar áreas onde as árvores foram raleadas, devido principalmente à “extração seletiva”. Nesse tipo de desmatamento, apenas certas espécies comercializáveis de madeira são cortadas, sendo as toras transportadas para as serrarias. Pouco se sabia sobre a extensão ou impactos da extração seletiva sobre a Amazônia até agora, segundo os autores.

Para detectar e quantificar a quantidade de extração seletiva nos cinco principais estados de produção madeireira da Amazônia brasileira, os pesquisadores utilizaram o novo Sistema de Análise Carnegie Landsat. Essa tecnologia lhes permitiu penetrar em cada pixel da imagem produzida por um trio de satélites e determinar a porcentagem de terra com floresta e desmatada dentro de cada pixel. (Ao contrário, a interpretação convencional da imagem de um satélite considera cada pixel como inteiramente coberto ou inteiramente desmatado.) “Este método nos dá um mapa incrível dos tipos de perturbações disseminadas mas muito difusas que existem no Brasil ou em qualquer floresta tropical”, disse Asner.

Os pesquisadores constataram que, de 1999 a 2002, a extração seletiva de madeira aumentou entre 60 a 128 % a área de floresta danificada em relação ao relatado somente para o desmatamento no mesmo período de estudo. O volume total de árvores extraídas representa aproximadamente de 10 a 15 milhões de toneladas métricas de carbono removidas do ecossistema, segundo os autores. Eles estimam que essa quantidade represente um aumento de 25 % no fluxo geral de carbono da floresta amazônica para a atmosfera A extração de madeira causa também perturbações ecológicas consideráveis. As trepadeiras que se enroscam nas árvores podem puxar consigo grandes quantidades de vegetação quando uma árvore cai. A floresta também fica mais seca e mais inflamável à medida que as copas sombreadas diminuem. “As florestas que sofrem extração de madeira são áreas de danos extraordinários”, disse Asner. “A copa de uma árvore pode atingir 25 metros. Quando se derruba uma árvore, isso causa muitos danos ao andar de baixo. É um campo de destroços lá embaixo.”

==========================

Os co-autores do trabalho de Asner são David E. Knapp, Eben N. Broadbent e Paulo J.C. Oliveira da Carnegie Institution of Washington, em Stanford, CA; Michael Keller, do USDA Forest Service, International Institute of Tropical Forestry, em Rio Piedras, Porto Rico e da University of New Hampshire, em Durham, NH; e José N. Silva da EMBRAPA-Amazônia Oriental no Pará, Brasil. Este estudo foi financiado pela Carnegie Institution of Washington e pela NASA. A Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) é a maior sociedade científica geral do mundo e editora da revista Science (www.sciencemag.org ). A AAAS foi fundada em 1848 e atende cerca de 262 sociedades e academias de ciência afiliadas, atendendo 10 milhões de indivíduos. A Science possui a maior circulação paga do mundo de qualquer revista científica geral com revisão de especialistas, com um total estimado de um milhão de leitores. A AAAS (www.aaas.org ), sem fins lucrativos, é aberta a todos e cumpre sua missão de “avançar a ciência e servir à sociedade” através de iniciativas em políticas de ciência, programas internacionais, educação em ciência e mais. Para obter as notícias mais recentes sobre pesquisa, entre no EurekAlert!, www.eurekalert.org , o mais destacado site de notícias de ciência, um serviço da AAAS.

De adeus aos velhos hábitos neste natal

Entrei no elevador junto com um casal. A porta abriu-se em um andar e a música natalina entrou. Imediatamente a mulher vira para o marido e diz: “odeio essas músicas, só me lembram orfanatos…”. O marido responde: “mas os orfanatos são importantes…”.

A porta se abre no andar que devo sair, viro para a mulher e digo: melhor em orfanatos do que na rua! A porta quer fechar, ela segura com o braço e diz pra mim em voz alta, com raiva: “só gente rica pensa assim!”.

Não olhei para trás nem tentei juntar aquela resposta porque estava visível naquela mulher as lembranças da infância pobre e dos natais tristes. Evidente que os shoppings preparam uma linda decoração de Natal e por trás dela há um único pensamento: vender!

Mas, afinal de contas, para que são feitos os shoppings? Deveremos então transferir para as músicas de Natal, para os votos de “feliz ano novo” ou para qualquer outra coisa as angústias e sofrimentos que estão bem dentro de nós? Não há nada errado com a felicidade cíclica da vida e o Natal é uma delas.

Lembro da vez que fugi de casa e passei o Natal na rua. Cada riso, cada música, cada ruído de alegria que vinha das janelas dos prédios doía fundo no meu coração. Era como se eu desejasse que o mundo todo tivesse brigado com a família, fugido de casa e estivesse no meio da rua, triste. É muito comum a gente ver pessoas se arrastando pelos shoppings, no final do ano, cheias de pacotes de presentes e a cara amarrada. O ritual parece uma obrigação. O desespero de equilibrar o salário e os muitos presentes que quer dá para cumprir o ritual estressa. Tem muito a ver com a exteriorização da culpa de ter passado o ano inteiro sem se preocupar com a vida. Ir ao shopping no final de ano é uma tentativa de refazer essa história, embora a forma seja inadequada. Mas, ela acaba virando um ciclo, ou repedindo outros já vividos. Os pacotes acabam no chão da casa, com as pessoas ao redor de uma mesa silenciosa e sem alegria. Muitas brigas familiares são materializadas exatamente na época de Natal, quando o astral do universo fica mais suave e a pressão sobe ao coração das pessoas duras, secas e difíceis. Inúmeras famílias que não trocam sequer um telefonema porque de um lado ou do outro da linha há muito rancor, ódio, amargura, egoísmo, raiva do mundo e de si mesmo. Muitos não cumprem o ritual nem obrigados ou pressionados pelo astral universal. Felizmente há também pessoas felizes que conseguem viver seu tempo.

O Natal antecede a uma onda de esperanças que culminam com o Ano Novo. Muitos não-cristãos também se incluem nessa avalanche de corações esperançosos porque a celebração do final de ano passou a ser cultural. A esperança é um elemento importante na vida, independente dos fatores econômicos e sociais das populações. Muitos dos votos de esperança morrem nos primeiros dias do ano, quando passa o cheio do peru e o sabor da rabanada. Simplesmente porque os corações não estão confiantes em si mesmos. São poucas pessoas que largam para trás, com o ano que se vai, os pacotes de tristeza, angústia, sofrimento e desequilíbrios. A maioria cai no comodismo, adiando para um dia, que nunca vai acontecer, a abertura desses pacotes que estão presentes há tempos em suas vidas. Outras brigam para mantê-los e assim irradiam a miséria na vida dos outros. Falta vontade de desatar esses nós, quebrar as barreiras, soltar as âncoras e deixar o barco da vida correr solto na dança dos ventos do tempo. A vida não é um castigo para ninguém. Sem deixar para trás os pacotes não acontece nada em nossas vidas. Muitos desses pacotes estão cheios de conteúdos que não são nossos. Sei que não é fácil admitir o uso de máscaras em casa, no trabalho, na rua ou em um solitário banheiro. São memórias daquilo que disseram a nosso respeito e que a gente acreditou e passou a utilizar essa gravação como sendo genuinamente nossa.

Pessoas fazem plástica, lipoaspiração, malham de dia e de noite para mostrar músculos, pintam suas casas, compram carros novos e em pouco tempo estão no mesmo ciclo vicioso de amargura, sofrimento, rancor, desesperança, solidão, baixa estima, desequilíbrios físicos, mentais e espirituais. As atividades cosméticas não têm sentido se não são seguidas de mudanças mentais e se não jogamos fora o lodo dos nossos corações. Se a esperança, a alegria, a prosperidade, a abundância e a saúde são passageiras na nossa vida então é preciso usar do desconfiômetro, da inteligência, e reagir. Milagres não caem do céu mas existem. Somos nós que ajustamos as energias para que os milagres se materializem. Faz sentido dar dinheiro e comida para os pobres e desamparados no Natal? Sim, desde que você não queira que a imprensa registre o seu ato para a coluna social. Os natais não são iguais e tampouco os anos novos. Nenhum segundo da vida é igual a outro. Nós é que temos dificuldade de mudar, de largar para trás aquilo que não nos ajuda, não nos faz crescer como seres espirituais. Perdemos horas preciosas da nossa vida remoendo coisas, pensamentos antigos e acima de tudo presos a memórias do passado. Não temos compaixão nem conosco mesmo. Aquela história de voltar ao passado para revivê-lo é falsa.

Quem joga sua preciosa energia vital em memórias do passado simplesmente está perdendo ela para sempre porque o passado é como um copo vazio. Por mais que você queira reviver o sabor, o cheio e o prazer do vinho que um dia esteve naquele copo é pura perda de tempo, de energia vital, a mesma energia vital que pode lhe fazer falta mais na frente, quando a vida trouxer um desequilíbrio qualquer como aprendizado. Os relacionamentos passados são iguais ao copo de vinho. Portanto, este é o momento de dar um basta na repetição viciosa dos ciclos destrutivos. Só o presente é real. Ninguém está nesta vida a passeio assim como ninguém nasceu para pastar. Tudo depende de como a gente se administra. É preciso que a gente se permita ser feliz. A vida exige permissões, declarações. Para abrir um consultório, por exemplo, a gente precisa se declarar para o governo e assim conseguir as licenças de funcionamento. Essa declaração também serve para a clientela, que passa registrar aquela declaração. Há muitos outros momentos na nossa vida que a gente faz declarações e com relação a nossos sentimentos não poderia ser diferente. Declare para você mesmo que a partir deste momento você vai mudar a sua vida, vai quebrar as barreiras que lhe impedem de ser feliz, vai desatar os nós das convivências, vivências e heranças, e vai abrir as portas da felicidade, da prosperidade, da alegria, do amor, da abundância. Isto requer persistência, disciplina, vontade, perseverança, e um mínimo de energia vital dedicada a pelos menos cinco minutinhos por dia. Nesses cinco minutos você pára, fecha os olhos e se declara ao universo com toda força do seu coração. A energia gerada nessa declaração promoverá uma quebradeira geral em todo o ranço petrificado, cristalizado, de suas memórias celulares e do seu espírito. Não demorará muito e os sinais da espiritualidade universal começarão a aparecer na sua vida.

O universo só faz aquilo que a gente firmemente deseja e declara desejar. É preciso agir. Quebre todos os padrões familiares e promova uma festa, uma reunião, um almoço, um café ou qualquer outra coisa que possa reunir as pessoas. Dê ouvidos a sua intuição, a qual talvez esteja enferrujada. Jogue fora todas as máscaras daquilo que você pensa que é, daquilo que as pessoas pensam que você é e deixe algo novo e inusitado brotar do seu coração do jeito que você quer que seja. Quebre os seus próprios padrões e ao invés de se encher de pacotes para demonstrar que pode comprar, ou por qualquer outra razão que não seja em atendimento à voz do coração, e faça uma visita, dê bom dia à vizinha mau-humorada, dê um telefonema inesperado à irmã rancorosa e invejosa, ao irmão que se converteu a uma religião catadora de níqueis, a sua mãe que lhe esqueceu, faça uma oração diferente para o pai ou outro ente querido que já se foi. Olhe-se no espelho e se cubra de palavras suaves e bonitas, diferentes das que ouviu a vida inteira, de quem quer que seja ou mesmo de você. Quantas vezes a gente se olha com o olhar crítico? Essas coisas funcionam porque eu já provei. Por causa disso não mais gasto horrores com cartões de Natal falsos, sem vontade e por obrigação. Também me libertei da obrigação de comer peru, das cordinhas rabanadas, e daquela árvore cheia de bolas sem sentido. As tradições devem ser seguidas, mas sem ligação com a repetição do sofrimento.

É encantador reunir parentes e amigos e comer coisas gostosos, cheirosas e cheios de amor, especialmente se o nosso coração está irradiante e feliz, celebrando cada minuto da vida. A solidariedade que as festas de fim de ano despertam deve primeiro suprir o nosso coração. Os outros são os outros e nós somos nós. Sem os pacotes indesejados o nosso espírito respira leve e abre espaço nas nossas células para a alegria de viver. Um fio de cabelo reproduz o código do DNA integral de uma pessoa. Isto significa que todos as nossas células são nossa imagem e semelhança. Pesados rancores contaminam nossas células de tristeza. Motivado pela vontade de ser feliz se traduz em derretimento da gordura da amargura. O processo é simples e todos somos capazes de entrar nele. Assim, as antigas músicas de Natal, o brilho dos shoppings, o cheio do peru assado, a sabor da rabanada podem adquirir novas matizes se você jogar na corrente dos ventos todos os pacotes indesejáveis que carrega nas costas há tempos. Largue tudo, solte tudo. Se for necessário, tire umas horas e escreva uma longa carta para você mesmo. Depois faça uma oração e queime ela, dizendo para o seu cérebro que você apaga todas aquelas memórias das suas células para sempre. O processo mental só depende da vontade de pensar diferente e de não deixar que os antigos pensamentos voltem a rodar a fita. Assim, o vento novo do novo dia do ano novo poderá ser uma nova história, escrita por você! Eu fiz isso!

Para ser feliz é preciso ter vontade

Por José Joacir dos Santos

Pessoas pouco espiritualizadas, aquelas que recitam versos da Bíblia como papagaios, têm dificuldade de entender e aceitar mudanças de comportamento da mesma forma que tiveram os que viveram na época física de Jesus. Ouviam e não compreendiam porque estavam presos às velhas e rígidas regras tribais. Muitos eram analfabetos e ignorantes. Daí surgiram as versões truncadas e de difícil entendimento da Bíblia, o que gera uma gama enorme de interpretações atreladas ao nível escolar e de desenvolvimento espiritual-emocional de quem interpreta seus textos hoje.

Nem precisamos falar no alto nível de censura a que foram submetidos os textos sagrados por parte dos “controladores” de plantão, em todas as épocas. O resultado disso é catastrófico e desemboca na perversão dos padrões, na distorção da mensagem original. O famoso Elias mandou matar a população de uma vila inteira porque não acreditavam no deus dele. Hoje é comum você encontrar pessoas querendo que você “aceite Jesus”, o Jesus delas, mesmo que você acredite em Jesus e já tenha sido batizado algum dia. Cristãos brigam por causa da virgindade ou não-virgindade de Maria, como se cada um de nós não precisasse do desvirginamento de alguma Maria para nascer.

Essa hipocrisia dos púlpitos lembra os juízes envolvidos com a criminalidade, os políticos com o contrabando e o nosso vizinho de porta com a pirataria de produtos chineses desqualificados comprados no Paraguai. Uma cliente conta-me a história de um famoso profissional da saúde que chega em casa e bate na mulher. Cobre ela de socos e abusos verbais na frente dos três filhos menores. Aos domingos todos vão à igreja, almoçam na churrascaria familiar e depois voltam para casa em silêncio. Dona-de-casa, na segunda-feira ela vai à padaria e não pára de falar do marido famoso que tem. Omite os socos e deixa a dona da padaria triste pelo marido barrigudo que trabalha todos os dias da semana “na escravidão que é lidar com padaria”, e que não bate nela nunca.

Uma ex-vizinha minha repete que “é difícil soltar” a memória das surras que o pai orquestrava na infância dela, embora o pai já tenha falecido há vinte anos e ela seja quase avó. Ela adora contar aqueles terríveis abusos físicos e emocionais aos netos, que guardarão pelo resto da vida essa referência como padrão. Temo que baterão em seus filhos para manter as tradições do avô infeliz e encarem tudo como coisas de família que temos que guardar. Imagino o quanto minha cliente desperdiçou de energia mental para manter tais mórbidas memórias e tento entender porque tanta obstinação a favor de padrões de sofrimento que com certeza continuarão com ela em outras vidas! Quando olho para os seus quase cem quilos percebo o preço que paga para não mudar, para se boicotar. Tenho um amigo gaúcho, vindo de uma família descendente de imigrantes, que guarda todas as roupas de inverno para serem usadas pelos filhos e depois pelos netos como se faz na Europa ainda hoje e em muitos países desenvolvidos, cheios de neuroses de guerra. Ele diz que é um desperdício essa coisa brasileira de consumismo, o que concordo em parte. No dia em que ouvi esse depoimento, ativei a parte que discordo dele e doei meus pares de sapatos extras e fiz uma limpeza no guarda-roupa. Também mudei meu culto aos antepassados. Ao agradecer a todos, peço sempre que alterem seus padrões mentais para que reencarnem aptos a mudar e a contribuir para um mundo mais sadio espiritual, mental, emocional, físico e que não se deixem aprisionar com as ilusões do mundo material e a choradeira das pessoas, mesmo que elas sejam seus protegidos por algum motivo. Precisamos desemperrar o mundo sem sairmos em passeata pelas ruas porque isso se fazia nos anos 60/70, mas depois todo mundo ia pra casa encher a cabeça de drogas e maconha. Se não questionarmos, se não quebrarmos os padrões, se não corrigirmos o curso da vida estaremos mantendo o estabelecido e isso poderá afetar as nossas futuras encarnações. Demoramos tanto a soltar a escravidão negra! Temos ainda dificuldades de soltar padrões vindos da Europa pelos portugueses e da África pelos escravos e ainda olhamos nossos índios como selvagens.

Não querer mudar é não querer exercer a vontade e essa falta de exercício de vontade pode atrofiar filamentos de energia que necessitaremos até para desencaixar o nosso corpo espiritual do corpo frio e morto, no dia da nossa hora. Esse é um dos maiores problemas que enfrenta quem morre sem fé e sem vontade. O corpo espiritual fica preso ao corpo carnal, que apodrece na cova. É um sofrimento horrível sentir a decomposição simplesmente porque não sabemos exercer a vontade para libertamos do cadáver. É, ninguém escapa disso! Vontade não é dizer que “eu queria tanto fazer isso…”. Vontade é a força que gera decisões, aqui e agora, hoje, porque só existe o presente. Para exercermos a vontade é preciso treino. Como começar a dizer não ao explorador? Como dizer não a nossos próprios pensamentos derrotistas? Como sair do comodismo da vidinha besta que a gente vive? Como mudar se não quero estudar, trabalhar, acho difícil fazer uma dieta, não paro de sair com “aquela turma”, e continuo pensamento que não mereço viver melhor? Uma amiga mora em um prédio onde um dos moradores é travesti. Tudo seria normal se ele (a) trabalhasse oficialmente e se respeitasse como é. Mas ele(a) toma conta da vida dos vizinhos, quer que os moradores aceitem os seus vasos de planta que atrapalham a circulação pelos corredores, quer que o vizinho do lado deixe de usar incenso porque lhe incomoda o cheio, quer que retirem os quadros das áreas comuns porque não lhe agrada a estética e ainda quer ser sindico (a) para ter uma fonte de renda. A única coisa que falta para essa pessoa é olhar para si mesma nos grandes espelhos apostos na entrada do prédio. Falta-lhe a razão, a percepção de que para exercermos nossa vontade não podemos agredir uma comunidade. O fato de ser travesti não significa nada. A tentativa de invadir a vida das pessoas e de impor sua vontade a uma comunidade torna essa pessoa um prato cheio para estereótipos negativos, os quais retornarão para o seu campo energético e atrapalharão os portais da sua vida.

Aqui a vontade tem efeitos contrários. É a falta de exercitar a vontade que nos faz alimentar os medos como uma criança que está sob o chicote do pai e suplica em lágrimas e palavras carinhosas que o “papaizinho não bata”. A criança não sabe ainda o que é vontade porque está em formação e mesmo apanhando poupa o pai de palavras agressivas porque o respeita como um deus. Todo pai é como o deus para seu filho e é por isso que muitos filhos copiam exatamente as mazelas dos pais porque acreditam que estão se tornando deuses. Se olharmos para a história grega, veremos que os deuses matavam e cometiam todo tipo de atrocidade para manter status. Muitos desses deuses são usados nos consultórios como arquétipos e modelos para espelhamento e assim continuarmos os ciclos humanos de pobreza de espírito. O que dizer de Freud, uma pessoa de difícil convivência que não conseguia manter amigos por muito tempo porque só ficava com ele quem aceitasse o jogo da vida à sua maneira? Ramatis critica, em “Fisiologia da Alma”, o analista que ativa “as emersões do subconsciente” do cliente, e o faz fixar-se nos “recalques de infância”, ou então tenha submetido, ainda, ao “exame de abalizado psiquiatra, que pode tê-lo enquadrado sob a terminologia pitoresca dos tipos esquizotímicos ou ciclotímicos, segundo os estudos dos temperamentos feitos por Kreitchmer”, e a contra-gotas o mantém escravo da terapia sem o auxiliar a desenvolver os exercícios da vontade de soltar as âncoras do passado inútil. Sem irmos muito longe encontramos a igreja, onde tudo é pecado: orgulho, avareza, ciúme, vaidade, inveja, calúnia, ódio, vingança, luxúria, cólera, maledicência, intolerância, hipocrisia ou então de amargura, tristeza, amor-próprio ofendido, fanatismo religioso, ociosidade, prepotência, egoísmo, astúcia, descrença espiritual ou ainda as conseqüências nefastas das paixões ilícitas ou dos vícios perniciosos de “atitudes anti- evangélicas”. Esses “pecados mortais” são passíveis do fogo do inferno. Por outro lado, esses semeadores da culpa não têm coragem e vontade para descer dos seus púlpitos para encorajar ao podre crente a exercer a vontade e alterar esses estados mentais e assim ter uma vida melhor aqui e agora porque também estão presos a padrões mentais seculares e inúteis. Muitas vezes o crente sai do templo carregado de culpa, medo, tortura mental e não foi isso que Jesus planejou.

A pedra que Ele se referiu seria aquela que daria a sombra acolhedora em um dia de Sol, a proteção contra as tempestades do vento e a firmeza para um sono tranqüilo em noites de trovoada – a mensagem foi de amor, não de medo! A lista de pecados reflete pessoas que têm medo de exercer a vontade pura, cheia de beleza, por lhe falta amor. Não existe na face da terra quem não precise mudar porque o próprio universo se renova a cada segundo. Aí você vai dizer: time que está ganhando não se mexe! E eu vou perguntar: ganhando até que ponto? Não existe fórmula de mudança que sirva à coletividade, mas existem caminhos a serem explorados por cada um. Você pode pensar que seu time está perfeito sem notar que os jogadores estão infelizes. Os arquétipos não lidam com Aids, supermercados, impostos, drogas nas escolas, solidão nas grandes cidades. Cada um deve achar seu próprio caminho, com suavidade, persistência, vontade, fé, compaixão porque há janelas abertas nos nossos mundos mentais embora não consigamos perceber sozinhos porque nos fizeram acreditar que somos burros, incapazes, inúteis, ignorantes. Enquanto a religião e a educação familiar não mudam, a gente precisa ter jogo de cintura e buscar alternativas sadias fora delas – porque das doentias estamos fartos.

Como começar? Largando gradativamente as drogas legais ou não; despachando, com classe, as companhias agressivas, violentas, distantes, irresponsáveis e cheias de promessas não cumpridas; soltando-se do peito da mãe que não quer que você cresça para que ela não fique sozinha na velhice; largando esse emprego insalubre que lhe empurra para a cova mais cedo; soltando os medos inúteis que lhe prendem como se o chão fosse cheio de cola; parando de fingir ser a vítima eterna; dizendo não àqueles que lhe exploram e você bem os conhece. A gente finge que é aquela pessoa boazinha, mas esconde monstros no coração. Não existem exploradores sem a permissão dos explorados. Mudar é uma decisão íntima, solitária, resultante da compreensão de que a vida é um momento no tempo. Quem precisa de um companheiro preso ao leite da mãe, surdo, mudo, que sai da cama para o banheiro como se o sexo praticado fosse sujo e imundo ou que lhe empurra no corredor quando a criança chora? Quem precisa do medo da escuridão, de batalhar, de sair à rua e encarar o primeiro emprego? Quem precisa das culpas de Freud e da sua dificuldade de compreender a missão da sexualidade sadia, seja qual for a expressão? Quem precisa do sensualismo exagerado de Apolo, que preferia o diabo a ter que lidar com a vida real? Precisamos, sim, diminuir a importância dos nossos monstros, desclassificá-los, dizimá-los, deixar a garuda virar codorna e o dragão virar libélula — sem rancores, com compaixão. Essas coisas não são como aquelas que a gente pensa que só acontece com os outros.

Entrei no quarto de meu sobrinho e deparei-me com inúmeros monstros de plástico, modernos, agressivos, movidos a pilha, que falam. Ele sabe o nome de todos e trava suas batalhas imaginárias quando está só, imitando a televisão. Parece que a história da Mula-sem-Cabeça da minha infância foi substituída por monstros chineses que não apenas matam mas utilizam alta capacidade tecnológica para isso, as vezes para “salvar” uma princesa mimada e pretensamente indefesa que guarda a sete chaves caprichos mesquinhos, ligados ao sensualismo barato ou a ausência do pai. Os pais do meu sobrinho trabalham oito horas e ele passa quase o dia com a “tia” que não sabe ler. Só uma pergunta vem à minha mente: estava mesmo na hora daquela criança ser trazida ao mundo? Opa, falemos baixinho porque a Igreja diz que camisinha é pecado e Aids não existe. Não posso pretender que as pessoas não tenham filhos, mas posso sugerir que planejem a vida, façam uma agenda detalhada, com dia e hora, para executá- la no momento certo e esse momento é aquele quando a gente olha pra trás e nada nos chama. É preciso checar se as escolhas que fazemos estão em viradas para um caminho limpo, seguro, seco, agradável, iluminado, protegido, onde a gente possa exercer a vontade com a força de quem decide construir uma casa, plantar o jardim, escolher o cachorro de estimação e convidar os vizinhos para um café sem questionamentos a respeito da qualidade da louça a ser servida. Também não tem importância o que pensa o vizinho não convidado vai pensar. A única relevância será a quantidade de risadas a respeito das coisas da vida, dos projetos que não deram certo, dos tropeços tentando acertar, daqueles que tentaram impedir o progresso puxando para baixo quando a gente exercia a livre e espontânea vontade. Para quem filho tem ou cuida da humanidade como opção de vida, resta repassar o recado que Nossa Senhora Abadia um dia me deu: “não tenha medo de nada, siga em frente, olhando para o céu e com os pés bem firmes no chão, mas desbrave a vida sem cordas nas mãos”.

Deseja ver outros artigos da mesma categoria? | Topo | Página Inicial | Voltar »