Meu pai biológico reencarnou

scan00051.jpgPor josé joacir dos santos

Bonito, jovial, saudável e alegre, meu pai biológico veio, em espírito, até o quarto onde eu estava deitado, acompanhado de outro espírito, uma mulher. Ela conduzia o nosso encontro do mesmo modo que faz um terapeuta. Ela me perguntou se eu sentia que um dos aspectos mais falhos na minha infância teria sido a falta de abraço do pai. Respondi positivamente. Então, meu pai, carinhosamente, se deitou sobre mim e me abraçou profundamente. Também o abracei e ali choramos juntos. A terapeuta disse que ficassemos o tempo que fosse necessário, apesar do tempo espiritual ser muito mais veloz. Ele sentou-se ao meu lado e, de mãos dadas, me convidou para ir com ele até o lugar onde ele deveria reencarnar – eram 4 da manhã do dia 28 de dezembro de 2009. A terapeuta mandou que segurássemos firmemente nas mãos um do outro e voamos pelo espaço, acompanhados e envolto em uma espécie de transporte eletromagnético – não é em um vôo. A gente é transportado. Esses vôos as vezes parecem longos e começa a dar uma sensação de que não terminará, mas, finalmente, pousamos em uma pequena cidade de Minas Gerais, cujo nome tem quatro letras. Caminhamos até a casa onde ele deveria reencarnar. Ele parecia jovem e feliz, contando piadas no estilo que era antes de falecer. Eu estava em estado de êxtase, sem acreditar muito que aquilo estava ocorrendo, mas feliz. Ele andava na frete do grupo, ansioso. Naquele momento, eu tinha muitas perguntas a fazer sobre o processo de reencarnação, porque não se encaixava nos processos convencionais, de acordo com a literatura existente, mas não dava mais tempo. Ele tinha que reencarnar naquele instante. Não sei se voi ele quem escolheu ou se foi forçado a isso, mas o certo é que ele queria concretizar logo e a futura mãe já estava em trabalhos de parto.Ainda era noite naquela cidade mineira – nesta vida ele nunca foi a Minas Gerais. Chegamos na pequena casa de poucos cômodos, mobília simples, tudo muito limpo. Apesar de ser noite e tudo estar escuro, não tínhamos problemas de ver tudo com clareza. Minha curiosidade ascendeu e comecei a olhar os poucos quadros na parede para ver alguma coisa da família mas fui chamado à atenção. Não havia mais tempo e eu só estava ali porque meu pai havia solicitado, do mesmo jeito que ele fez quando faleceu: foi ao meu encontro na Indonésia, três horas depois de falecido, para me acordar e dizer que havia falecido. Meu pai foi levado para o quarto do casal, não houve tempo para abraços e despedidas nem havia motivo para isso. Eu estava muito feliz com aquele momento privilegiado. Não tive acesso e nem sei como isso se processou. Fui levado para fora da casa onde haviam muitos espíritos, todos vestindo branco, ninguém que eu me lembrasse conhecer. Ninguém dirigiu uma só palavra para mim, era como se eu não estivesse ali. Todos estavam em pé, em silêncio, como se estivessem em oração, virados na direção do quarto do casal. De repente ouvi um barulho dentro da casa, e o choro do bebê fez todos os espíritos aplaudirem. Nunca tinha visto ninguém aplaudir um nascimento nem sei porque meu pai teve esse merecimento ou se é assim a cada reencarnação. Fiquei muito emocionado naquele momento. Ninguém teve a permissão de entrar na casa. Fui para o lado da frente da casa, querendo achar o nome da rua, algo assim. A família tinha acordado e pude ver o filho mais velho, de cerca de doze para treze anos, abrindo a porta da frente. O dia estava amanhecendo. O espírito que me conduzia disse, baixinho: seu pai vai ser o quinto filho dessa familia e já está na hora da gente voltar para o seu corpo. Sem que desse tempo de pensar, começamos a voar de volta para minha casa. Dei um última olhada na cidadezinha mineira, que nunca estive nela nesta vida.No caminho de volta, perguntei ao espirito que me conduzia: O senhor é meu mentor? Ele disse: não, sou apenas um condutor de viagens astrais deste tipo. Ele era alto, não tinha roupas nem genitálias e sua cor era meio translúcida – ou eram as “roupas” que eu não conseguia distinguir. Não estávamos em um transporte convencional, como aconteceu várias vezes, mas éramos cercados eletromagneticamente e protegidos. Talvez eu não tivesse a permissão de ver os detalhes desse meio de transporte – mas não posso narrar tudo. Tivemos que baixar em uma região de planície onde haviam outros espíritos e este lugar seria algo como um lugar de transferência. Ali fui entregue a outro condutor. Perguntei o por quê da troca e ele me disse: estou habilitado a para navegar em regiões muito frias da terra nesta época de inverno no norte da terra. Ele bateu levemente nas minhas mãos e senti meu corpo astral adormecer. Ao ser devolvido ao meu corpo físico, o condutor ainda disse: levante e vá ao banheiro para você se firmar no corpo.Esta viagem astral foi um prêmio, um presente que nunca imaginei receber. Todos os meus conhecimentos sobre reencarnação foram resumidos e ao mesmo tempo ampliados. Já tinha a certeza mas nunca imaginei presenciar uma e de uma pessoa tão próxima. Meu pai biológico não era uma pessoa fisicamente próxima, mas depois que faleceu teve outro comportamento e se fez presente muitas vezes na minha vida e até teve o merecimento de mandar recados por médiuns – assim como o meu avô paterno, do lado da minha mãe biológica. Um fato me chamou à atenção: ele escolheu nascer sendo o quinto filho da família, exatamente do jeito que eu nasci, o quinto. É muito cedo para saber se haverá algum desenvolvimento no futuro ou se isso encerra o nosso karma. O futuro dirá.

O Natal ainda faz sentido?

natal.jpgAo longo dos anos, o mundo Ocidental desenvolveu a falsa imagem do Natal conectada com vendas e shoppings enfeitados. O resultado disso em alguns países desenvolvidos foi a perda do verdadeiro sentimento e da mensagem do Natal. Como um bom exemplo de “Maria vai com as outras”, o Brasil está no mesmo caminho porque imita tudo o que vem de fora. Daqui a alguns anos, as novas gerações terão perdido esse sentimento natalino e em consequência disso a mensagem de amor deixada pelo legado de Jesus. Hoje em dia, países ocidentais desenvolvidos, como os Estados Unidos, lutam nas escolas, centros sociais e comunitários para salvar alguma coisa das tradições familiares e da própria cultura, vulgarizada pelo cinema e pela televisão, em nome da modernidade, mas a luta está muito indefinida, a esperança de vitória é muito remota e as ações de guerra são contraditórias — como o prêmio Nobel para o Presidente Obama.Com a crescente globalização, governantes tentam convencer suas populações de rebuscar os valores culturais mais antigos, voltar-se para comunidades, comprar legumes, verduras e frutas cultivadas na vizinhança, fazer festinhas comunitárias, mas a resistência a esses apelos são enormes porque ninguém quer deixar os novos hábitos, como supermercados, e o medo dos vizinhos aumentou. Com os recentes casos de doenças transmitidas por legumes, verduras e frutas importadas de países que não se preocupam muito com poluição e meio-ambiente, entre eles China e Estados Unidos, alguns países, especialmente europeus, tentam salvar o que ainda podem. Mas falta muito educação sobre a consciência ecológica, apesar dos reconhecidos avanços isolados.

Dentro dos EUA, a California se esforça para importar menos e consumir mais o que é produzido no próprio estado, mas ninguém pode, ainda, reagir aos apelos da televisão e da internete, que entram nas casas e se tornam “intimas” de crianças e adolescentes e essa amizade resulta do desrespeito completo pelos costumes e tradições. Não faltam os tiroteios e mortes nas escolas! Todos os anos, inúmeras mortes, assaltos e outras desgraças acontecem na época natalina, praticadas por pessoas vestidas de Papai Noel, um símbolo em extinção da cultura natalina. Também na época natalina ocorrem mortes e acidentes de crianças causados por brinquedos feitos na China, produzidos por pessoas que nunca viram uma criança por perto porque aquele  país asiático tem leis duras sobre o controle de natalidade e inúmeros adultos passam suas vidas inteiras sem o menor contato com crianças.  O Brasil importa, via vizinhos do Mercosul, inúmeros produtos chineses que não são vendidos para países desenvolvidos pela má qualidade, falta de segurança que eles oferecem, pela utilização de materiais polutentes e venenosos, além da suspeita de que a maioria é fabricada por prisioneiros políticos, que na China inclui qualquer pessoas que se manifestar contra qualquer coisa. Além do mais, a China exporta briquedos infantis para o Natal e proíbe sua própria população a festejar eventos religiosos como o Natal. Como podemos comprar produtos com a energia do ódio? 

Onde ficam os valores da cristandade nessa história toda? Quantas famílias ainda se reúnem para ler contos de Natal, historinhas e dividir uma mesa com sorrizo, alegria e confraternização familiar? O que ainda representa o Natal para você? Será que na sua vida ocupada você terá tempo para alguma reflexão sobre a vida, o momento atual e a sua participação no bem-estar do Planeta inteiro?  Ao longo dos anos, a minha arma contra esse desgaste de valores, o encurtamento das distâncias e do tempo tem sido telefone e e-mail, mais isso é muito pouco. Na verdade, eu adoraria poder abraçar as milhares de pessoas e dizer baixinho, no ouvido: Rô, Rô, Rô! – e comer rabanadas no frio do café da manhã.

As professias são mutáveis

ECOLOGIA

Sei que as professias podem mudar se as pessoas envolvidas mudarem de atitude, de hábitos e costumes. O povo judeu estava destinado a viver na escravidão do Egito mas Moisés pediu, o universo inteiro conspirou e Deus se manifestou, com sua imensa bondade, abrindo um buraco no meio do mar para o povo fugir. O que será que falta aos palestinos? Recentemente, uma professia negativa destinada ao Brasil também mudou, graças à fé do povo. Mas ninguém escapa das professias coletivas para o Planeta Terra. Há anos, a espiritualidade tem enviado até mapas do que poderá ser o Brasil se as professias seguirem o seu curso sem serem modificadas — Trigueirinho. Os recentes terremotos no Nordeste e no Centro Oeste, tremores em São Paulo e tufões em Santa Catarina fazem parte das futuras professias, segundo as quais o país será reduzido a pequenas e insignificantes ilhas. Os cientistas já sabem que o Ceará será o paraiso dos terremotos porque tem embaixo do chão placas propícias a terremotos intermináveis. Uma imensa fenda será aberta onde é hoje a ilha de Marajó, no Pará, por onde descerão imensas ondas, inundando e dividindo todas as terras, colocando a Amazônia, e tudo o que sobrar dela até lá, debaixo dágua. A essa altura o Ceará estará debaixo dágua, assim como grande parte do interior dos estados vizinhos. A grande fenda descerá até o Chile e Argentina, onde as águas se encontrarão com o mar. A essa altura, o Atlântico já avançou, cobriu todo o litoral, e a grande raridade será encontrar água doce e potável nas pequenas ilhas do ex-Brasil, porque as usinas nucleares do litoral brasileiro terão contaminado o que sobrou – poucos serão os sobreviventes. Uma das fórmulas para mudar isso é a ecologia.

O mundo inteiro já está tentando tirar um pedaço da Amazônia. A imprensa diz que 55% já está vendido a estrangeiros. Não faz muito tempo, o Acre inteiro foi comprado pelo Brasil, isto é, as terras mudam de dono facilmente. Sites da internete nos EUA vendem terras brasileiras no Norte e Centro Oeste do Brasil e muita gente nesse projeto está escondida atrás das ONG, a maioria delas mantida por laboratórios farmacêuticos internacionais de olho nas plantas medicinais e na madeira. Não estou aqui dando uma de nacionalista, mas, por que deixar isso continuar? O que acontecerá com os filhos de você que lê? Se o povo brasileiro não acordar para esse problema, o caminho está aberto para as professias. Não se pode esperar que estrangeiro, assim como fracos brasileiros que vendem as terras e poluem, façam alguma coisa. A preocupação dos laboratórios internacionais é com o ganho fácil, não é com a ecologia nem com a preservação das ervas medicinais. A colonização, as plantações de soja, as fazendas de gado no Norte, amparadas por grupos armados particulares, matam quem se envolver com denúncias – quantos ecologistas já foram mortos? O governo não pode esperar que populações subnutridas pensem, deixem de vender suas terras, e reponha os recursos naturais da grande biodiversidade daquela região porque isso não vai acontecer nunca. Veja o que aconteceu com os EUA: os imigrantes europeus destruiram florestas,terras dos índios e isso nunca foi reposto. Ainda hoje os desertos crescem, os índios desaparecem e eles não páram de construir casas de madeira! – apesar da grande onda ecológica que cresce na população dos EUA.

A água dos rios poderia ser revertida para plantações, agricultura e reflorestamento, inclusive no Nordeste, onde o Sol é abundante e poderia se tornar a principal fonte de energia. Os supermercados norte-americanos já vendem de tudo para o uso com energia solar. O galão de gasolina na California custa quase cinco dólares hoje! De carregadores de bateria de carro a lâmpadas para jardim há de tudo, e a preços razoáveis. Já utilizo energia solar para recarregar meu barbeador e as lâmpadas que iluminam a rua também já são. A California avança em todo tipo de recurso natural para subestituir a atual fonte de energia, motivo da guerra no Iraque. Prédios públicos, particulares e casas já utilizam painés solares no telhado como fonte de energia. É urgente que o Brasil faça com a energia solar o que fez com álcool para combustível – que o mundo elogia. Essas mudanças na ecologia podem favorecer alterações climáticas e com isso as professias podem ser modificadas. O Nordeste tem experiência na alteração da ecologia, embora a população não seja educada nessa direção. No interior, entre Paraiba e Pernambuco, o clima foi alterado com a irrigação e aquela região hoje é rica produtora de frutas orgânicas e a incidência de chuvas se tornou mais frequente, combatendo a antiga seca. Os investimentos iniciais seriam alto mas, a longo prazo, os benefícios também.

Uma latinha de cerveja jogada no lugar errado é um problema ecológico grande, mas imperceptível. Agora imagine quantas latinhas são jogadas fora durante o carnaval, todos os anos, poluindo rios e praias! Onde o povo brasileiro se manifesta em grupo fica um lixão. Em Brasília, é constrangedor ver a Esplanada dos Ministérios depois da celebração de ano novo, assim como era nas grandes manifestações do PT para eleger Lula: são toneladas de lixo. Por falar nisso, cadê as coletas inteligentes de lixo nas grandes cidades, a começar pela Capital da República, onde a maior preocupação dos palamentares na semana passada era a criação de milhares de vagas para vereadores? – cabos eleitorais! Quantos vereadores você conhece, na sua cidade, que fazem alguma coisa pela ecologia? Já disse isso em outro artigo, mas vou repetir aqui: sabe como conhecer brasileiros no exterior? Pelas sacolas de compra! Nosso povo consome demais, fabrica lixo demais! Quando mais consumo mais gás vai para o ar. Cada aquisição de produto barato fabricado na Ásia é um investimento que você faz na poluição orquestrada pelas fábricas daquela região, as quais estão acabando com a ecologia mundial – observe os terremotos e desastres naturais que ocorrem lá! Na China, por exemplo, o governo desviou inúmeros rios e nada plantou. As maiores fábricas poluentes dos EUA foram transferidas para a Ásia para livrar a cara do Presidente Bush que não quiz assinar o Acordo de Kioto sobre o efeito estufa – lixo debaixo do tapete! A coisa mais rara hoje nos EUA é você comprar uma calça feita aqui. Tudo é feito na Ásia, como se a poluição de lá não atingisse o resto do mundo. Cada vez mais a Cidade de San Francisco fica fria e sem Sol. Advinha por quê? A poluição que vem da China cobre a cidade. A televisão local mostra isso todo dia! Os satélicos conseguem fotografar a viagem da poluição pelo globo terrestre. Há inúmeras outras maneiras de alterar as professias.

Na medida em que você começar a pensar na Mãe Terra e o Pai Céu como origem da vida, assim como os índios pensam todos os dias, você iniciará uma revolução no seu interior capaz de lhe trazer de volta para o lugar de onde nunca, jamais, deveríamos ter saído: a conexão com as forças do Universo e o respeito por elas. Fomos originalmente desenhados para sermos corpo, mente, emoção e espírito, inseparáveis – a imagem e semelhança de Deus. Essa “inseparatividade” altera comportamentos e causa reações positivas. A “separatividade” causa desastres como aconteceu com a medicina ocidental, onde um profissional cuida do cabelo e outro da unha do pé – e os dois não se falam. Comece a observar a sua respiração, o ar que lhe alimenta, e lembre-se que a Mãe Terra faz a mesma coisa que você a cada milésimo de segundo. Influencie amigos, parentes e conhecidos. Quando o universo nos criou sensitíveis não foi para nos tornarmos diferentes e chatos, foi para nos anteciparmos ao futuro. É uma questão de instinto, de sobrevivência. As professias não são o instinto de Deus — para nos conservar à sua imagem e semelhança. Ninguém está fora disso, por isso você precisa agir agora! Observe o que você faz para poluir e o que você não faz para consumir menos energia e ter mais oxigênio na sua cidade! Mude o seu voto na próxima eleição, não obedeça a partido algum, vote naqueles que você sente uma promessa de vida – aqui na Terra, o céu nunca esteve à venda! Um pequeno jesto seu pode salvar a sua parte no Planeta e gerações que ainda nem nasceram. José Joacir dos Santos -  jjoacir@yahoo.com

A maldição da tocha olímpica

ENERGIA

Por José Joacir dos Santos (*)

Os jogos olímpicos são bonitos de se ver, carregam um ideal maravilhoso que é o esporte e sua vinculação com a saúde, mas a história não tem conseguido separá-los da política, mesmo porque o ser humano não é uma máquina onde se separa as peças quebradas ou defeituosas. Por mais esforço que se disponha, ninguém consegue se livrar da sombra emocional, vinculada à própria história. Essa sombra também existe em tudo aquilo que é individual, coletivo e universal – é só se expor ao Sol e olhar para trás ou observar um poste de luz e sua sombra. Tudo tem sombra e a mais profunda delas é a emocional – a cegueira emocional. Para cada ação há uma reação e isso é sabido desde os tempos dos faraóis. O oráculo I-Ching (Yi Jing em mandarim), descoberto no ano 1122 Antes de Cristo, o primeiro a falar de energia (Qi, KI), trouxe uma orientação que revolucionou o pensamento de milhares de gerações, inclusive os caminhos que a medicina oriental tomou até hoje: “há uma estreita relação entre o Céu e a Terra, o Homem e o Sol”. Outro importante documento, escrito em cascos de tartaruga e descoberto em escavações com data aproximada ao ano 1154 Antes de Cristo, chamado “Oráculo dos Ossos” (Jia Gu Wen, em chinês), hoje tido pelos chineses com o mais antigo documento sobre acupuntura e medicina oriental, relata a interligação entre o ser humano e os elementos da natureza, de forma inseparável.

A história grega e suas tragédias, ainda, lamentavelmente, utilizadas pela psicologia brasileira, onde pai matava filho e filho casava com mãe, entre outras desgraças, antecederam aos jogos olímpicos, que também aconteceram durante a administração da Alemanha por Hitler, que ocultava a matança judia. O que existe em comum entre a China, a Grécia e a Alemanha neste contexto é sangue humano derramado. Entre um imperador e outro, na China antiga, havia invasão de um império no terreno de outro e com isso o sangue brotava. Na Grécia, qual é a história, mesmo na mitologia, que não tem sangue? Na Alemanha, o nazismo foi escrito com sangue. O que pouca gente consegue fazer é a relação desses acontecimentos históricos com a interferência divina, de uma força que você pode chamar por qualquer nome e aqui chamaremos de energia. Hitler e sua máquina utilizava os símbolos sagrados do budismo ao contrário – a suástica, que executa o movimento contrário à energia positiva, isto é, a destruição, e a bandeira nazista foi erguida lado-a-lado à dos jogos olímpicos.

Durante a revolução comunista, tanto na Rússia quanto na China, milhares de corpos pereceram. Stalin matou mais de 200.000 pessoas, registradas, e todos os que lhe seguiram utilizaram os jogos olímpicos na propaganda da ideologia comunista, como se tudo fosse perfeito. Quando a União Soviética caiu, milhares de atletas contaram o que foram obrigados a fazer para se manterem vivos. Bastava não concordar, o sangue derramava. A bandeira vermelha subiu ao pódium da Rússia e da China, em muitas olimpíadas, enquanto milhares de corpos eram enterrados no anonimato. Os imperadores, tanto chineses quanto russos, criticados por administrações sangrentas, foram derrubados pelo sangue inocente. A Rússia fez as pazes com isso depois que o império caiu mas demorou a apagar o fogo da guerra instalado no Leste Europeu até poucos anos atrás (Bosnia, por exemplo). Mas a China é diferente… Há uma tendência histórica em ocultar os panos sujos de sangue.

Os comunistas nunca falaram quantas pessoas foram mortas antes, durante e depois da revolução, em 1948, como o massacre da Praça da Paz Celestial no final dos anos 80 e nos pequenos países por eles invadidos, entre eles o Tibete, ainda hoje. Não se sabe quantos tibetanos foram e ainda são mortos só porque são budistas e não concordam com a invasão nem com a ideologia neste momento em que você está lendo. Os jogos olímpicos serão uma excelente máquina de propagando da máquina vermelha chinesa…

Para juntar as tragédias, dois grandes acontecimentos levaram a vida de mais de cem mil pessoas nesta semana: os três terremotos na China e o tufão no pequeno país asiático chamado Myanmar, também administrado por uma junta militar comunista que não permite que a Cruz Vermelha entre para salvar quem escapou com vida do tufão e nem tem condições econômicas de salvar quem está vivo — até o dia 26 de maio, a ONU anunciou que havia mais de 77.738 mortos, 55.917 desaparecidos e cerca de 2,5 milhões de desabrigados, segundo dados ainda provisórios.

O que a China e Myanmar têm em comum é a matança de budistas e pessoas religiosas, em ambos os casos com cenas mostradas pelos telejornais todos os dias. Quem não viu os acontecimentos envolvendo a tocha olímpica em vários países recentemente? Na California, eu estava presente e pude sentir a opressão sobre quem portava a bandeira tibetana por rapazes chineses, atletas de artes marciais bem pagos, segundo os jornais, e conduzidos em ônibus de luxo como os chamados sem-terra quando vão a Brasília. O pensamento coletivo de milhares de pessoas pelo mundo, a favor do povo  tibetano, juntou-se na pequena tocha olímpica e por onde ela passou houve luta, prisões, sangue, opressão, sublimando com essa energia a sua verdadeira vocação, o esporte. A máquina administrativa de propaganda mundial da China teve que parar para dar lugar ao luto nas tragédias dos fortes terremotos que assolam uma região muito próxima do Tibete, onde milhares de famílias tibetanas foram desalojadas pela ocupação chinesa há poucos anos. Aqui quero trazer a imagem mental do que aconteceu com Moisés, o patriarca judeu, na época da escravidão judia no Egito. Moisés levantou o cajado e o mar se abriu para deixar passar os escravos. Quando o escravos passaram, o mar se fechou engolindo os soldados do faraó.  Ninguém interferiu na ocupação que a China executa no Tibete, um povo pacífico e de fé forte, mas os terremotos, com toda tragédia que isso envolve e as vidas que levam, pararam a máquina de propaganda da tocha. Assim também o tufão em Myanmar imobilizou, ao custo de milhares de vidas, a junta que mata opositores e monges budistas. Por que esses terremotos e aquele tufão acontecem agora? Seriam esses acontecimentos, desde Moisés, a interferência da energia? Teria a tocha se convertido na maldição ou no cajado de Moisés? – o cajado de Moisés foi um presente do próprio faraó opressor.

Chineses que vivem fora dizem que houve uma verdadeira “limpeza” nos últimos anos, já como preparativos para as olimpíadas, de todos os mais pobres de Pequim. Os que vivem dentro não conseguem ver nada disso porque a censura é pior do que a da ditadura militar brasileira recente. A população pobre teria sido removida para longe de Pequim, suas casas derrubadas e no local construídos prédios gigantescos que abrigarão os atletas olímpicos, assim como dizem que Pequim derrubou cemitérios budistas para construir no local os apartamentos onde moram os estrangeiros que trabalham em embaixadas.  Dizem, também,  que utiliza prisioneiros para fabricar os eletrônicos baratos vendidos nas feiras do Brasil inteiro – o preço barato do sangue humano, a “feira do Paraguai”. Todo esse sangue, “limpezas” e opressões envolvem energia, a qual só se transforma, jamais se acaba, como diz Albert Eistein, o pai da física, assim como afirmam budistas, espíritas e esotéricos: toda ação tem uma reação. Dizem que Eistein parou aí porque descobriu que havia uma força maior do que a sua inteligência e isso, como um bom cientista, ele não conseguia entender. Quem consegue entender a força de um terremoto ou de um tufão? Quem move essa energia destruidora e impecável, incapaz de racionacionar entre o bem e o mal? E capaz de se manifestar quando há o desequilíbrio entre o bem e o mal? Não tire o olho dos jogos olímpicos, se acontecerem, para ver até onde vai a maldição da tocha. jjoacir@yahoo.com

Deseja ver outros artigos da mesma categoria? | Topo | Página Inicial