Anis mexe com o medo de viver
26/11/2008 at 22:05 (Terapia Floral)
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É possível encontrar pessoas com mais de sessenta anos com “medo de se entregar aos ditames da vida”, a “imaturidade” emocional que pode ser herdada geneticamente, atrelada a pais despreparados, sem educação escolar, cheios de vícios ou ainda a obssessores. Naturalmente que uma pessoa nessa faixa etária, e com essa característica, tem menor probabilidade de realizar o que veio para fazer nesta vida e terá já acumulado muitos fracassos por não ter tido coragem de enfrenar a vida de frente — há desequilíbrios emocionais que passam de pais para filhos. Geralmente essa pessoa deposita a realização da vida dela, escrita só prá ela, em outras pessoas, quer seja marido, filho e até netos — os outros têm sempre que fazer as coisas pra ela. A escalada é assim: quando o casamento não dá certo, se é que a pessoa casa, então os filhos, se houverem, recebem o peso de ter que fazer e realizar tudo o que deveria ser feito e realizado pelo pai ou mãe. Se o filho não consegue, foge de casa ou faz qualquer outra besteira na vida, então entre os netos são escolhidos quem vai carregar a cruz do avó ou da avó. Isso é horrivel, e você ver muito na política e em todas as profissões, por exemplo, o filho que tem que ser médico porque o pai queria e não teve como realizar; a filha que tem que ser bailarinha porque a mãe nunca pôde ser. Gerações inteiras da mesma família passam uma vida de sofrimento, todos grudados nos problemas emocionais não-enfrentados de uma só pessoa da família, muitas vezes aquela pessoa que é a referência patriarcal ou matriarcal da família é a responsável pelo sucesso ou fracasso de inúmeras vidas que vêm através dela. O que se vê em famílias que vêm do medo de viver é todo tipo de desastre: pobreza, droga, prostituição, traição, roubo, pessoas problemáticas, suicidas, mortes, etc. Mães que largam a família inteira para seguir um amante ou pais que fazem a mesma coisa, etc. Também é comum em lares onde a violência doméstica, orquestrada por um pai desequilibrado ou uma mãe desequilibrada, faz os filhos crescerem emocionalmente contaminados por muitos medos, inclusive o medo de viver bem e feliz.
Naturalmente que aqui não estou detalhando uma família ou outra, nem uma pessoa, nem um cliente em especial. Falamos simplesmente de pessoas que têm medo de se entregar à vida e isso pode ter outras implicações, até bem antes, na própria gravidez da mãe, cujo medo pode ter vindo dos pais dela, dos avós e assim por diante – um ciclo não-quebrado e agora transmitido para os filhos ou um filho em particular. Essas pessoas vivem presas ao medo de tudo: do passado, do presente e do futuro. O medo de dar certo; o medo de faltar; o medo do que nem aconteceu nem se sabe se vai acontecer. Todos esses medos podem ser detalhados, especificados e tratados diferentemente de acordo com a história emocional da pessoa, mas podem se juntar em uma pessoa só, exatamente aquela que tem medo da vida – nada faz direito, larga as coisas no meio, muda de profissão constantemente, muda de emprego com frequência, muda de casa, nada é confiável, ninguém é confiável e, naturalmente, esse tipo de pessoa joga a culpa em outras pesssoas, menos nela. Uma pessoa com o medo de se entregar à vida não conseguem ver que o problema está nela mesma e não no mundo, nas pessoas e até em Deus. Sim, muitos culpam Deus e o universo inteiro por nada dar certo na vida porque nada dá certo na vida se a pessoa não entra nos projetos, nas ações, por inteiro, com vontade. Deus só ajuda a quem quer ser ajudado. Se uma pessoa assim chega a chefiar uma repartição ou uma empresa, coitado de quem estiver sob sua liderança. Ela enfernizará a vida de todo mundo. Terá crises de ciúmes e se as pessoas próximas dão sinal de prosperidade ela fará de tudo para emperrar. Dependendo da pessoa, essa energia pode ser realmente muito negativa e até se materializar em lugares e invadir o campo eletromagnetico de quem estiver por perto. Se for no Serviço Público, a coisa fica pior e ninguém anda na carreira, não é promovido, não ganha uma posto melhor de trabalho. Por outro lado, ela vai atrair para a sua vida pessoas com a mesma energia emocional, as vezes no casamento, no trabalho, na rua, na igreja. A prosperidade será uma enorme desconhecida na vida de uma pessoa assim, do mesmo jeito que serão bem conhecidas as doenças, os acidentes, as tragédias. O medo atrai o medo. Nessa história toda entra um aliado muito interessante: o floral Anis, do sistema Saint Germain. O conhecimento popular diz que Anis é “indicado para se ter plenitude na vida” ou para “quando já se possui o conhecimento da causa e se quer acelerar a prática”. É evidente que se o uso do floral for acompanhado por uma terapia, o progresso é muito mais rápido e eficiente. Clientes que se submetem a terapia com esses desequilíbrios emocionais e passam a utilizar Anis têm crises profundas, até físicas: vomitam, ficam de mau humor, querem desistir de tudo, questionam tudo na vida – e isso é uma excelente reação que o terapeuta pode utilizar para dar consciência às deficiências emocionais e assim uma luz ser acesa no final no corredor, apontando para a saúde. Anis fará a quebradeira, e por isso é preciso ter a presença de um terapeuta para ver onde mais precisa ser quebrado, onde há mais lixo emocional a ser jogado fora e com isso utilizar da ferramenta maravilhosa de outros florais do mesmo sistema para avançar no tratamento. Veja que o chá de anis é bom para cólicas estomacais, para quem vomitou muito, para quem se embreagou. Anis é utilizado para quem tem prisão de ventre, gases e esses sistomas estão muito relacionados ao medo. O sistema digestivo segura a emoção do medo. Quem não digere a vida por medo de se entregar pode ter inúmeros problemas relacionados à má digestão e vice-versa.
Um dos pontos turísticos mais visitados da Cidade de San Francisco, no Estado da California, EUA, é a ponte Golden Gate. Infelizmente essa ponte também é portadora de um recorde triste: desde a sua construção, mais de 2000 pessoas cometeram suicídio nela. Pulam na água gelada e morrem. Morando nesta cidade, sempre arranjei uma desculpa para não atravessar essa ponte à pé, como os turistas fazem. Uma amiga me pediu de joelhos para ir com ela e eu fui. Fizemos um trajeto longo e interessante antes de chegar na ponte. Fomos a São Salito e de lá fomos a pé para a ponte, um caminho que os turistas não conhecem muito. Quando chegamos perto da ponte, advinha qual é a erva medicinal que brota naturalmente dos dois lados do caminho? Anis. E em quantidade! Veja que a natureza sabe de tudo e tenta modificar a energia do medo da vida impregnada naquele lugar pelos suicidas.

