21/01/2012 at 03:39 (Curiosidades)
Sempre fui atraído por tudo o que foi escrito sobre a Biblioteca de Alexandria, no antigo Egito, talvez por lembranças que se apagaram no tempo, como em muitos de nós. Tida como o centro cultural do mundo de sua época (século 03 AC) e há quem diga que Jesus também a frequentou, foi incendiada e destruída várias vezes, por cristãos fanáticos e por soldados romanos (século 30 DC). Há quem diga que o império romano usou também os cristãos para destruir a Biblioteca porque ela representava um perigo político ao império. O filme “Agora” (a versão em português recebeu o nome de Alexandria) conta bem essa história e me surpreende pelos detalhes históricos narrados. Como a história humana se repete muito, com o advento do islamismo no Egito, há menos de 500 anos, mais uma vez aquele lugar ou simplesmente a idéia de reerguer a Biblioteca causou discordia até que em 2002 o governo egipcio inaugurou o novo prédio da Biblioteca, construído no mesmo lugar onde sempre foi. Um documento encontrado nas escavações egipcias, que seria da autoria de Tiberius Claudius Balbilus, de Roma (século 79) menciona na linha oito a Biblioteca. No filme “Agora”, é contata a história de uma astrônoma chamada Hypatia, que “lidera um grupo de discípulos que luta para preservar a Biblioteca”. “Dois deles disputam o amor” de Hypatia, um escravo e um que se tornou prefeito da cidade. Hypatia não quiz ceder ao fanatismo religioso cristão que tomou conta da cidade, contra tudo e todos, inclusive judeus, e é finalmente presa, morta e seu corpo foi arrastado pelas ruas da cidade como uso político dos fanáticos cristãos. A história é muito atual, retrata o fanatismo cego e o uso político do cristianismo, além de enfatizar a atuação de pessoas que preferem escolher o lado podre da maçã, inclusive para trair sua própria mestra e mentora.