A palavra tem poder de materialização
12/11/2008 at 22:19 (Xamanismo)
Muçulmanos, indus e budistas utilizam algo parecido com o rosário católico, cada um é utilizado de uma forma mas de um modo geral eles servem para que o devoto não se perca nas orações. No budismo tibetano e na língua sânscrita, o rosário chama-se Mala. Essa preocupação em contar as orações está ligada ao conhecimento antigo, segundo o qual é preciso expressar tantas vezes uma palavra ou uma oração para que ela se materialize no mundo físico. Já é do conhecimento de vários povos de que a palavra tem poder. Ela cria uma forma mental, daí o que chamamos de forma-pensamento. Por exemplo, o nome da pessoa, quando é chamado e pronunciado corretamente, dá sustentação terrena à pessoa. Por isso que os apelídios não são recomendados e aqueles nomes que facilmente tornam-se diminutivos devem ser evitados. Por exemplo, quase todo Carlos vira Carlinhos. Quase toda Elizabete vira Betinha. Há muita coisa com relação ao nome da pessoa ser pronunciado e escrito corretamente mas aqui falaremos a respeito da importância dos rosários, focalizando na Mala budista. Como a nação brasileira só tem quinhentos anos, é preciso sempre lembrar que os conhecimentos tibetanos são registrados há mais de três mil anos – desde a contemplação à medicina oriental. A Mala tem mais ou menos essa idade. Ela é composta de 108 contas e é utilizada para recitar as orações budistas chamadas mântras. Os mantras são criados por seres muito elevados e carregam consigo o poder de seus criadores porque eles saber utilizar as chaves do universo. No budismo, os lamas são as pessoas credenciadas para criar mantras. Na hierarquia budista, lama é a mais alta posição e para chegar lá a pessoa dedica pelo menos meio século de oração, sacrifício pessoal, estudo constante e uma vida inteira dedicada às práticas – renúncia total à vida terrena sem sair dela nem se alienar. O lama geralmente é também médico, no sentido geral oriental, e considera o ser humano integral, com corpo, mente, emoção e espírito. O budismo dá prioridade à leitura e ao conhecimento. As bibliotecas são riquissimas. Há inúmeras instruções sobre a utilização da Mala e uma delas é: recitar o mesmo mantra 108 vezes, por nove dias, focalizando um objetivo para materializá-lo. Só o budista pode recitar um mantra? Não. O budismo é um filosofia de vida e pode ser praticada por qualquer pessoa, não é uma religião. Não é só focalizar, mas visualizar, criar e manifestar no mundo físico, como era ensinado no Egito antigo. Por exemplo, OM MANY PAD ME

