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Por que você detesta tudo que é auto-ajuda?

autoajuda1.jpgÉ fácil saber quando alguém detesta tudo que diz respeito a auto-ajuda: livros, cursos, artigos, textos. Geralmente essas pessoas precisam muito de tudo isso e estão vivendo um estado de negação. Em psicologia, o estado de negação é aquele em que a pessoa finge não existir um problema ou ataca qualquer pessoa que fale sobre o assunto. Ela reage assim porque não quer enfrentar os ganchos emocionais, que todo mundo tem mas nao precisa guarda-los para a vida inteira. A pessoa se esconde por trás da máscara da negação para tentar, ilusoriamente, permanecer em um estado de satisfação mental – fuga. Naturalmente que isso só atrapalha. Aumenta traumas e problemas emocionais vinculados ao estado de negação. Quando você se posiciona fortemente contra alguma coisa é porque você tem muito a ver com aquela coisa e aí seu instinto faz você reagir firmemente contra, especialmente quando você não está disposto a enfrentar. Quando você ver algo que não gosta, não lhe atrai e você não toma partido, simplesmente igonora ou tenta conviver e respeitar as diferenças, significa que você tem um comportamento saudável. Pessoas que facilmente falam “eu detesto isso, eu detesto aquilo”, estão claramente dizendo onde elas têm algo mal-resolvido sobre o que dizem detestar. É natural a gente gostar e não gostar de coisas, pessoas, comportamentos, comida, etc. Ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas mas é saudável conviver pacificamente com as diferença de gostos, aparências, preferências, gêneros, etc. Mas se há uma ladainha imensa a respeito da cebola no prato, sim, há brasas escondidas nessa fumaça.

Para saber se uma pessoa é emocionalmente complicada é só pedir uma lista das coisas que ela detesta na própria vida e na vida de outras  pessoas. Um profisional saberá puxar da lista a história familiar dessa pessoa. Há pessoas que não gostam de tomates, por exemplo. Isso pode ser apenas uma reação física dela à química de tomates. Cada ser humano tem cinco sabores dentro de si, que traduzem o estado de saúde dos cinco principais órgãos, e se manifestam pelos sentidos: ver, ouvir, saborear, respirar, tocar. Quando há um desequilíbrio químico, o corpo tende a manifestar o desejo ou a rejeição a um desses sabores. Mas isso só acontece quando a pessoa está saudável. Se acontece com muita frequência há um desequilíbrio fisico, mental, emocional ou espiritual. O desequilíbrio de um dos sabores no organismo leva à confusão física (chamada doença) e um bom exemplo disso é quando a pessoa manifesta obsessivamente vontade de comer doce, salgado, azedo, apodrecido e amargo. Detestar quem come tomates é assunto para muitas sessões de terapia. Pessoas com história familiar de abuso e/ou violência doméstica tendem a se posicionar rigidamente sobre qualquer coisa, qualquer assunto, porque o cérebro reage de acordo com o mundo que ela conhece: abuso e violência.

A violência é unilateral, produz visão falsa do equilíbrio, destroi a capacidade natural de amar e torna as pessoas avessas, agressivas, azedas e muitas vezes insuportáveis. Não há meio-termo, não há meia-pancada, não há meia-palavra agressiva, não há meio-palavrão. A violência familiar deixa tatuagens profundas no sistema emocianal de todos as pessoas expostas a ela, de criança a adulto. Não há um só ser humano imune à violência, especialmente quando ela é praticada por pessoas que supostamente deveriam ser amáveis e ensinar a amar. Crianças mal-amadas ou rejeitadas, filhas de pessoas ocupadas demais, que não têm tempo para acariciar os filhos, com abraços e palavras, jestos e atitudes, tendem a dividir o mundo em pedaços, em times, em gostar e não gostar, e essa divisão segue, na maioria das vezes, o adulto para a vida inteira.   Este assunto é muito vasto e educar não combina com ameaçar, forçar, gritar, bater, xingar, despresar, não-abraçar, não-elogiar, não fornecer as necessidades básicas, materiais e emocionais, de um ser humano.

Todos temos a tendência de lever para as famílias que formamos as malezas da família que nos criou e educou – no amor ou na violência. Então, adultos cheios de tatuagens emocionais serão péssimos chefes, governantes, médicos, policiais, professores, terapeutas, especialmente se nunca se submeterem a tratamentos. Esses aumentarão as filas dos mau-amados do mundo, responsáveis por tudo, inclusive da visão negativa, pessimista, mesquinha e cavernosas do mundo. Esses são os responsáveis pelo atraso da humanidade, pelas manchas no DNA das futuras gerações, pelo bloquio ao desenvolvimento das terapias holísticas, dos programas sociais, da morte dos ecossistemas, da poluição dos mares e rios, pelo desmatamento das florestas, pelo crime urbano.  A literatura de auto-ajuda é imensa. Está presente em cada banca de revista do país, nas grandes e pequenas livrarias, para todos os gostos. Isso também faz parte de paises democráticos, multiculturais, multiraciais e em transição econômica de terceiro para primeiro mundo como o Brasil. Somos abundantes neste assunto, felizmente. Não cabe aqui julgamentos a respeito do conteúdo dessa literatura, muito pelo contrário. Incentivamos a busca individual por aquilo que falta lá dentro do seu ser, por qualquer razão, mesmo uma não citada neste artigo. Mesmo aquilo que a gente sabe que é apelação de editora para fazer dinheiro fácil, pode ter alguma coisa interessante.

Em termos espirituais, o universo tenta mandar mensagens para cada ser humano, todos os dias, todas as horas e por todos os meios. Por isso, é preciso que cada ser humano dê uma olhada nas bancas de revistas, vitrines de livrarias e nas poucas bibliotecas públicas do país, porque somos ainda muito pobres de leitura. Quantos livros você leu nos últimos 30 dias, e quantas revistas você passou pelo menos as páginas? Cada um de nós se intressa por um assunto ou muitos de de uma vez. Quais são os seus? Se você não tem resposta a essas perguntas a sua vida está muito sem graça e o único responsável por isso são os seus próprios preconceitos — saia da toca!  A leitura é a principal arma anti-envelhecimento, anti-doenças mentais, anti-esquecimento, relaxa a musculatura até no banheiro.

A leitura retarda o envelhecimento e a invasão das doenças. Se você se deixa ler um livro, uma revista ou um texto na internete, que fala das coisas que você rejeita, já é meio caminho andado na luta contra o grande bicho-papão: você mesmo. Aproveite seus momentos de solidão para ler sobre aquilo que você detesta e se posiciona contra. Procure várias fontes sobre o mesmo assunto até você descobrir porque você gasta tanta energia detestando e sendo contra. Comece a construir um perfil sobre você, o “detestador de auto-ajuda”, e um belo dia, sozinho no banheiro, se liberte: eu detesto porque preciso de auto-ajuda! Falta democracia na minha própria vida! Eu posso estar preso a traumas familiares, a coisa que não me pertence, a preconceitos que não são meus e eu vivo alimentando tudo isso! Quem sabe, o próximo passo é você ler uma historinha para o filho, o sobrinho, o vizinho — daquilo que você realmente gosta. Ah, mas anjos não existem, não é? Só por que você nunca viu um diz que não existem? Você não sabir que essa época de só acreditar no que pode pegar e ver já passou? Sabia que a base da cultura ocidental é formada pela história de anjos? E o resto que você ainda não sabe porque ignora tudo que se tem escrito a respeito? Humm, então, meu caro, tam-tam-tam-tam…: fe-che-a-bo-qui-nha, o mundo não só o que os seus olhos podem ver e acreditar! Um título universitário não é o passaporte para você virar uma pessoa chata e incrédula, copiador de maus ensinamentos de professores sem esperança, aqueles chatos da universidade, ou de pais desequilibrados. Liberte-se, procure o caminho da sua auto-ajuda.

A vassoura só voa na cabeça do bruxo

vassoura1.jpgPassei um dia com uma xamã norte-americana, filha de índios nativos. Ela chegou a fazer mestrado em antropologia, dá aula em uma universidade e celebra casamentos com ritual indigena. Mesmo assim, mantém suas práticas ancestrais numa reserva indígena, onde planta, vende e ensina como cultivar plantas medicinais nativas – e eu me mantive como se nada soubesse sobre fitoterapia. Ela conta a história dos seus parentes e diz das dificuldades deles em manter as tradições do seu povo, tão vilipendiado pela população branca ao longo dos séculos. Dois grandes cães permanecem no curso até o final, observando tudo como se estivessem supervisionando. Um deles colocou as patas nos meus ombros e ali ficou até ela mandar sair. Grande parte dos indios atuais nos EUA está envolvida com alcoolismo, entre outras. Ela conhece as plantas como ninguém, conta detalhes delas desde o plantio até o fruto. O curso incluiu a feitura da famosa vassoura de bruxo. Quando ela começou a desmontar uma de suas antigas vassouras, um beija-flor apareceu e sobrevoou a sua cabeça. Este era o sinal que eu esperava. Das muitas coisas que ela falou sobre a vassoura, o que de mais interessante achei foi: elas não voam como nos filmes norte-americanos e ingleses dizem. Alguns bruxos tomavam ervas alucinógenas e tinham a ilusão de que voavam nas vassouras. Mas era apenas ilusão. Por causa das ervas alucinógenas eles acabavam perdendo as habilidades mediúnicas. As vassouras são utilizadas para a cura do mesmo jeito que a minha avó fazia com os galhos de ervas. Ela rezava a pessoa batendo gentilmente com galhos de ervas. O rabo da vassoura é feito com ervas medicinais para o uso espiritual. O xamã “varre”, literalmente, a aura do cliente com o rabo cheio de ervas especiais e nessa conexão (espírito-ervas) a cura acontece. Ela também disse que não se deve mudar de casa e levar as vassouras usadas (as de varrer a casa). A vassoura usada guarda consigo a energia dos ambientes onde é utilizada para varrer e se conecta com o passado (sujo, sofrido). Entre as plantas utilizadas no rabo da vassoura estão artemisia e sálvia. O cabo da vassoura de xamã é decorado com seus símbolos esotéricos, atado com pele de animais “sagrados” e penas de pássaros selvagens. Dos animais domésticos, só pavão e peru podem ser utilizados (eles não conheciam a guiné ou galinha de Angola).

A luz de Divaldo Franco

divaldo.jpgTive o privilégio de atender a uma palestra com o médium Divaldo Franco, nos EUA. Nunca havia lido um só de seus 202 livros nem assistido a uma palestra. Lamento profundamente por não ter feito isso antes. Fiquei impressionado com a luz desse grande e batalhador irmão. A palestra dele é muito mais abrangente do que a de qualquer doutor de psicologia dos EUA. É uma aula de alto nível. Ele tem 202 livros lançados, traduzidos em mais de cem línguas, e até agora já vendeu mais de 5 milhões de exemplares! É doutor por quatro universidades estrangeiras e, acima de tudo, um excelente palestrante. Aos 82 anos de idade, não usa óculos e suas feições se transformam no palco devido à assistência espiritual direta dos seus mentores. Se você ainda não conhece, responda: qual o escritor que você conhece que tenha lançado mais de 200 livros? A renda de seus livros vai para uma obra assistencial em Salvador, Bahia.

A maestria vem da humildade

medo1.jpgParticipei de dois dias de seminário intenso sobre “Dias Difíceis”, com o Lama Tsoknyi Rinpoche III.  Na parte das perguntas, 70% delas eram sobre medo de morrer. O medo de morrer é comum vir à tona em tempos difíceis como o atual vivido pela sociedade norte-americana, especialmente porque ela se baseia no dinheiro como fator de segurança para tudo, e atualmente a economia desse país passa por uma crise nunca vista pelos norte-americanos. Medo de perder emprego e a casa onde mora são os mais frequentes. A situação pode piorar quando os soldados começarem a voltar das muitas guerras que hoje os EUA estão envolvidos. A Medicina Chinesa sabe, há séculos, que o medo corrói a força e a saúde dos rins, gera insônia, desenvolve o pânico, incontinência urinária, problemas cardíacos e muito mais, de acordo com a pessoa. Adoecer nos EUA significa, atualmente, perder tudo o que tem para pagar hospitais – por isso eles estão contra o plano do atual presidente, de reforma na saúde pública. O monge respondeu a todas as perguntas incansavelmente, mesmo aquelas repetidas, com respostas diferentes, o que não é surpresa para alguém do nível dele. O que mais me impressionou foi um depoimento próprio sobre medo. Ele contou que anos atrás viajava entre Nepal e Tibete e o avião se descontrolou entre duas montanhas, as mais altas do mundo, quase se chocando contra um paredão ou outro. De dentro do avião, “era como se a montanha viesse contra o avião”. Treinado, inclusive para a morte, o monte passou sete anos angustiado, sofrendo de crises de pânico, pesadelos constantes e não conseguia nem pensar em voar novamente. A organização que ele pertence, como as ordens católicas, resolvou mandá-lo para os EUA. Quando ele viu que tinha que fazer a viagem de avião, percebeu que a única forma de sair daquela situação era encarar o medo. Em meditação, ele conseguiu ver seu “corpo emocional”: “o medo havia se instalado em mim como manchas no pulmão”. “Pude ver as manchas e elas cresciam”. O monge procurou um superior especializado e com a ajuda dele liberou a “mancha escura”. Naquele momento havia cerca de 600 pessoas no auditório. Queria que todos os estudantes e especialistas em psicossomática estivessem presentes para ver uma aula, rica em detalhes pessoais, dada por aquele monge, na humildade do seu ser. Ele, que entrou para a vida de monge aos cinco anos de idade, é um dos mais respeitados monges tibetanos da atualidade, autor de vários livros! Ele me fez ver, claramente, que o que faz um monge não são os títulos nem os prestígios. É a capacidade de mostrar que, como ser humano,tem o direito de ser igual aos outros, ter fraquezas e lutas internas, sem deixar de ser o que é, usando a inteligência para lutar e vencer. Há pouco tempo fui acometido por um ataque de magia negra. A primeira coisa que fiz foi escrever para as pessoas de confiança, alunos, amigos, colegas e parentes e pedir orações, Reiki, Magnified Healing, missa, culto e tudo o que pudessem fazer por mim à distância. Havia feito uma longa viagem internacional e o meu sistema imunológico fraquejou, facilitando a invasão negativa. Eu sabia que naquela situação a melhor ajuda é a que vem de fora, para que o nosso campo eletromagnético seja restaurado e aí o trabalho interno, feito por mim mesmo, pudesse fluir rápido e eficazmente. E assim aconteceu. Quem duvida do poder da energia e da oração? A legião de força se ergueu. Pessoas que nem se conhecem estavam juntas em oração. Senti e vi os raios de luz sendo formados e meu campo eletromagnético sendo restabelecido, com mais força. Pude direcionar os raios de luz aos malfeitores e a cura foi restabelecida. Pude juntar todas as fontes de energia e enviá-las de volta para cada pessoa que reservou momentos de suas vidas para orar ou mandar energia – e assim fortalecê-la também. E assim é! No mesmo período, recebi uma mensagem de uma pessoa me condenando por ter sido “envolvido” “nisso”, me acusando de falta de fé e cobrando a minha “maestria”. Naturalmente que lembrei de um ensinamento de outro monge, segundo o qual, “não é pelo fato de estar nublado que podemos dizer que o Sol sumiu”, mas nada impede que as muvens, em posição inferior, possam facilitar a atuação das trevas, nem que seja por segundos. Afinal, tanto o Sol quando as nuvens e as trevas estão além do controle do ser humano, frágil e vulnerável. Ignorar a energia do mal é um processo profundo de negação e pouco inteligente. O fato de pedir ajuda foi um ato de fraqueza ou de sabedoria? Como se faz o fogo se não se colher a força da lenha? Como não subir aos galhos das árvores para colher o fruto maduro e mais doce? Por que um monge não poderia dizer que tinha medo? A maestria talvez seja exatamente a capacidade de se mostrar humildade para enfrentar, seja medo ou qualquer outra dificuldade em nossas vidas. Afinal, estamos aqui para quê? Os dedos acusadores são sempre a expressão do que existe de mais profundo dentro da alma de quem acusa: o medo de ser apenas humano.

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