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O estereótipo de macho ficou velho e inútil

cat-and-dog.jpgPAIS E FILHOS 

Por José Joacir dos Santos

 O apresentador do prêmio norte-americano de cinema chamado Oscar, o ator australiano Hugh Jackman, atualmente com o “título” de homem mais sexy do mundo, onde toca faz fortuna, confunde a cabeça de muita gente mal-resolvida e é um ser humano exemplar. Em entrevista à televisão norte-americana, o ator contagia a audiência com sua alegria de viver, seu charme pessoal, sua felicidade por fazer tudo o que gosta e, especialmente, o respeito pelo ser humano independetemente do gênero. Um dos papéis no teatro que mais lhe deram a fama e prestígio foi encenando a vida de um famoso ator gay. Fez o personagem tão profissionalmente que causou furor no teatro. A mulher de Hugh conta que ficava nos bastidores do teatro esperando o marido e ouvia a todo instante, dos colegas dele: ele é ou não é? Isso é muito comum na vida real quando alguém se sobressai em alguma coisa e não incorpora o estereótipo – que as pessoas tanto precisam! Hugh interpretou um ator gay, daqueles que não sabem onde colocar as mãos, e isso incomodou muita gente porque o ator mostou que aquele personagem era apenas um ser humano. Na verdade, é o que incomoda é que ele é um profissional dedicado, que dança, canta, faz qualquer papel, no teatro ou em filmes, e é um apresentador de mão cheia. Quem disse que não faz parte da masculinidade o canto, a dança, a alegria de viver, chorar quando é pra chorar? Esse estereótipo de homem que é homem é aquele imbatível, sem sentimento e sem desfrutar da alegria de viver está ultrapassado. Só segura aquela imagem atrasada quem tem medo da vida ou de si mesmo.

 O que faria um ator estrangeiro tão equilibrado no meio de tanto desequilibrio que existe no mundo do teatro e nos bastidores do cinema norte-americano? Hugh disse na entrevista que sua mãe largou seu pai com cinco filhos homens quando ele tinha pouco mais de 8 anos de idade. A receita parece simples: o pai dele! Abandonado pela mulher, o pai assumiu os dois papéis. Fez isso tão bem e com tanto amor pelos filhos que todos são equilibrados e de sucesso naquilo que fazem. Essa é a receita para a felicidade: amor de pai, responsabilidade para com os filhos, sentimento profundo do que é a essência do ser humano e, acima de tudo, não despejar nos filhos os seus problemas conjugais. O ator também prova que os estereótipos são apenas pobres estereótipos. Algumas pessoas se seguram neles porque não têm algo mais interessante em suas vidas. Qual é o problema de um homem hetero fazer bem o papel de um homem gay no cinema ou no teatro e vice-versa? Qual é o problema de alguém ser gay, hétero, tartaruga, cabra, vaca ou elefante? Quando entramos nessa discussão sobre gays, há um fator de desequilíbrio muito grande na opinião das pessoas que se manifestam contra, como se a vida das pessoas fossem o “cordão vermelho” ou o “cordão azul”.

Essas pessoas esquecem que o homem ou mulher gay é um ser humano normal, com todas as faculdades naturais da vida, com habilidades para desempenhar qualquer função e que a diferença entre seres humanos está apenas na inteligência, na capacidade de administrar a vida, de amar e ser amado, nada mais. “Somos todos iguais nesta noite”, diz a canção! Claro que há os que não se erguem por medo, trauma ou baixa-estima. Esses são infelizes porque menosprezam a inteligência e não lutam pelos seus direitos civis, que na Constituição Brasileira está escrito que é para todos, independente de cor, raça, credo. O ser humano equilibrado é aquele que tem boas e respeitosas relações sociais com seres humanos de gêneros diferenciados, sem confusão mental do que ele realmente é. Na era em que estamos, é comum pais solteiros, homens separados que ficam com os filhos e homens gays adotarem crianças. As mulheres já fazem isso há muito tempo e muita gente que se diz inteligente pensava que essa era uma função só de mulher. O que existem em comum entre eles é amor, respeito pelo ser humano e acima de tudo responsabilidade civil – ao contrário das gerações anteriores onde pais achavam que filhos homens tinham que ser machos matadores, irresponsáveis, mulherengos e negligentes com sua prole. Estatísticas feitas nos países escandinavos e nos Estados Unidos mostram que filhos de pais solteiros ou separados, héteros ou gays, são equilibrados e obtém sucesso na vida porque isso não depende do gênero, mas de educação, amor, atenção, respeito, cuidados especiais. É a presença física do pai na vida do filho ou da filha, seja ele pai solteiro, separado, gay ou equilibrista que dá segurança emocional, confiança, maturidade, equilíbrio, que são a chave para o sucesso na vida. 

O desequilíbrio humano, que faz com que o ser mergulhe no curto caminho das drogas, da criminalidade e das irresponsabilidades sociais e civis não tem a ver com gênero, preferência sexual ou aparência. Tem a ver com desequilíbrio emocionai oriundo da falta de uma pessoa que incorpore em suas vidas a essência amorosa, respeitosa e responsável do um pai ou da mãe – e isso não faz diferença entre filhos de sangue ou adotivos. Recentemente foi notícia nos EUA uma cadela que já adotou 88 animais, entre eles cachorros, gatos e filhotes diversos e amamentou, lambeu e acariciou todos eles até o momento que em eles se ergueram e assumiram suas vidas – aí ela se prepara para a próxima adoção, com o sentimento que ninguém esperava ver nos cachorros! Essa cadela também dá outra lição: gato criado por cadela não vira cachorro nem aprende a latir. Continua a ser gato. A diferença é que não mais compra a falsa idéia de que gato e cachorro são inimigos, assim como héteros e gays. Hugh conta que, no início da carreira em New York, ligou para o pai para dizer que ia cantar em um lugar muito famoso da cidade, tipo Teatro Nacional, e o pai dele pegou um avião na Austrália, no dia seguinte, e foi aos EUA assistir a apresentação do filho, vestido em seu melhor paletó. Alguém tem dúvida, ainda, porque o rapaz é um sucesso? José Joacir dos Santos é doutor em Psicologia e faz curso especial em Sexologia na Universidade de San Francisco, EUA jjoacir@yahoo.com

O diamante está nas suas mãos

shinto-priests-750.jpgPor José Joacir dos Santos

O Mestre Reiki Tadao Yamaguchi diz, em seu livro “Light on the origins of Reiki” que aprendeu uma nova postura sobre o comportamento dos ocidentais com o Mestre Frank Arjava. Ele diz que o japonês não está acostumado a olhar nos olhos das pessoas quando fala nem a fazer perguntas a um mestre como os ocidentais fazem, e ele teve que seguir as orientações de Arjava para poder dar cursos para ocidentais, tanto no Japão quanto fora dele. Ele chama sua maneira de ensinar de Jikiden Reiki, que significa Reiki Verdadeiro, porque a linhagem dele vem do Mestre Hayashi, o mesmo que iniciou a Mestre Takata, isto é, a mesma fonte. Isso põe por terra algumas fantasias, por exemplo, de que o Reiki vindo de mestres japoneses seria diferente e melhor do que o Reiki vindo de Takata. A diferença do ensino fica por conta do que os mestres acrescentam de si mesmo, como eu dou aula ensinando conceitos da Medicina Chinesa. Seria o caso de eu registrar um método chamado joacir chin chin, o verdadeiro?

Ele admite que se o Reiki não tivesse saído do Japão, através da dupla Hayashi-Takata, hoje essa valiosa técnica de saúde pública estaria morta no próprio Japão, que sofre da mesma falta de auto-estima do brasileiro, isto é, tudo que vem de fora é melhor do que o que temos (que besteira!), e isso é ainda trauma  de guerra porque o Japão saiu derrrotado na II Guerra Mundial e teve que conviver com as exigências norte-americanas de “vencedor”. Os americanos levaram para o Japão seus próprios traumas e impuseram o mais famoso: não me toque! Assim, as terapias holísticas foram proibidas no Japão pelos americanos, logo depois da guerra, inclusive acupuntura, e dai vem aquela história de aplicar energia sem tocar na pessoa, como é praticado por seitas como Mahikari, Messiânica, todas primas distantes do Reiki, mas mais próximas do Shintoismo. Os acupunturistas brigaram e venceram, mas ninguém foi brigar pelas demais terapias. Por isso que a massagem japonesa perdeu espaço para a chinesa e a coreana.

Yamaguchi diz que o japonês vai às montanhas e pequenas capelas Shintoistas fazer seus agradecimentos a Kami, a força da vida, casa em igrejas católicas porque é bonita a cerimônia e quando morre alguém da família a cerimônia é feita em templo budista. Ele é a terceira geração de mestres depois de Mikao Usui, como eu, e foi iniciado pela mãe, que despertou para Reiki ainda menor de idade mas que manteve a técnica dentro dos limites das atividades domésticas até voltar da Manchúria, depois da guerra. Ele recomenda a leitura do Manual de Reiki do Mestre Hayashi porque tem fotografia das posições de aplicação de Reiki – Segundo o meu Mestre John, aluno de Takata, existem posições básicas mas na hora do tratamento o reikiano segue sua intuição já que a energia é inteligente e sabe onde há a necessidade. Não é a necessidade que “puxa” a energia, é a energia quem sabe onde há a necessidade. As posições básicas criam o ambiente propício para o despertar da necessidade de cura das demais partes do corpo, da mente e do espírito.

Yamaguchi confirma que Mikao Usui aprendeu técnicas de várias fontes antes de se tornar celibatário para a preparação dos 21 dias no Monte Kurama e que ao chamar os seus principais alunos para o treinamento Shihan ele já sabia que teria pouco tempo de vida porque uma pessoa quando atinge a iluminação tem muito pouca a fazer nesta vida. Uma das técnicas teria sido “An-Jin Ryu-Mei”, praticada por monges Zen Budistas, que significa: “o estado de completa paz mental”. Enfatiza a importância de ser recitado o Gokai pelo reikiano porque as palavras escolhidas para os Cinco Princípios, em japonês, têm a força de mantras e devem ser recitadas na posição Gassho, que é praticado no Shintoismo, especialmente quando alguém vai se dirigir a Kami, a força da vida. O monge Shintoista não utiliza a palavra mantra, que é tibetana, mas sim “kotodama”, isto é, a força da palavra.

Kami não é Deus, como nós concebemos Deus. Muitos ocidentais até pensam que Deus é Homem. Para os japoneses, Kami não tem imagem de homem ou de mulher, é a força vital que você sente no cheio dos campos, das matas, dos rios, do mar, das tardes ensolaradas, do calor do fogo. Reiki é uma das técnicas energéticas solares, isto é, vindas do Sol Central. Segundo Yamaguchi, o Mestre Mikao Usui, depois que se tornou iluminado no Monte Kurama, chamou o seu método de “Shin-Shin Kai-Zen Usui Reiki Ryo-Ho”, que traduzido significa Reiki Usui, Método de Tratamento e Melhoria do Corpo e da Mente. A palavra “melhoria” não é bem apropriada mas dá a idéia, poderia ser “ajuste”. A importância do livro de Tadao Yamaguchi é pacificar. Dá mais segurança a tudo que a Mestra Takata ensinou e reafirma a necessidade do reikiano se dedicar às práticas e ao trabalho de cura, dentro do que ele já tem nas mãos. Tudo o que a Mestra de Yamaguchi tinha escrito, inclusive o certificado dado por Hayashi, se perdeu na confusão da saída dos estrangeiros da Manchúria, em barcos lotados. Ele também diz que perdeu os seus escritos nessa viagem mas depois que chegou ao Japão descobriu que o diamante mais precioso e tudo o que precisava para cumprir sua missão de disseminar o Reiki estava contido em suas mãos e isso ninguém tira. Nas gravações que a Mestra Takata deixou com meu mestre John ela diz: Reiki ensina!

Governo libera 71 plantas medicinais para o SUS

cha1.jpgPor José Joacir dos Santos

 A “Agência Folha” publica em 14 de fevereiro matéria assinada por Angela Pinho e Matheus pichonelli, segundo a qual o governo brasileiro autoriza a utilização de mais 71 plantas medicinais nativas para o uso fitoterápico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com verba federal. Esta é uma novidade que surpreende os profissionais da fitoterapia porque antes desta decisão apenas dois fitoterápicos usavam verba federal, o que significa que o governo começa a acordar para a rica biodiversidade brasileira em termos de plantas mediciais. Quero dizer, só falta o governo liberar mais de 50 mil plantas. Imagine 50 mil plantas sendo utilizadas pelo Sistema Único de Saúde? Seria uma revolução maior do que a que aconteceu na China em 1948 e na India depois da libertação da colônia do Império Britânico. É interessante notar que todas essas plantas agora liberadas pelo governo já são do uso popular há séculos. Será que neste século ainda veremos a liberação das mais de 50 mil existentes e centenas delas já utilizadas pelo povo há séculos? A minha avó daria gargalhada com a lista, especialmente porque ela é óbvia demais e isso significa que vai demorar muito ainda a liberação das mais de 50 mil…  Segundo a matéria, “a relação inclui plantas nativas que já são tradicionalmente usadas pela população com fins terapêuticos e que poderão ser cultivadas em pelo menos uma macrorregião do país. Foram selecionadas plantas com potencial para serem utilizadas no combate a inflamações, hipertensão, infecções na garganta, úlceras, aftas, vermes, diarreia, osteoporose, sintomas da menopausa e do diabetes, entre outros problemas de saúde. Entre elas, estão produtos como babosa, usada no combate à caspa e à calvície, camomila (para dermatites), alho (anti- inflamatório), caju (cicatrizante), abacaxi (para secreções), carqueja (para problemas estomacais), pitanga (para diarreia) e soja (para sintomas da menopausa e da osteoporose)”.  “Em Cuiabá, já existe um programa municipal que utiliza 20 plantas e orienta os moradores a fazerem hortas em casa. Segundo Isanete Bieski, supervisora do Programa Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterapia, da Secretaria da Saúde de Cuiabá, parte das plantas que constam da lista já é cultivada em quintais e utilizada rotineiramente pela população”. “Nos últimos dois anos, o número de prefeituras que disponibilizam medicamentos fitoterápicos pelo SUS subiu de 116 para 350, chegando a 6,3% dos municípios em 2008. O governo, que anunciou em dezembro a aprovação de um programa nacional de plantas medicinais e fitoterápicos, estuda a criação de uma linha especial de financiamento para as pesquisas relacionadas às 71 plantas. Outra ideia é que haja um incentivo para que o plantio seja feito por meio da agricultura familiar”.

 Veja a relação das “novas” plantas autorizadas: Achillea millefolium, nome popular: Mil-folhas, Dipirona, uso: combate úlceras, feridas, analgesica; Allium sativum, nome popular: Alho,  uso: Anti-séptico, Antiiflamatório e Anti-hipertensivo; Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis), nome popular: Babosa, áloes, uso: combate caspa, calvíce e é antisseptico, tira lendia de piolhos e é cicatrizante; Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa), nome popular: Colônia, Uso: Anti-hipertensivo; Anacardium occidentale, nome popular: Caju, uso: Antisseptico e cicatrizante, Nanas comosus, Nome popular: Abacaxi, Uso: mucolítica e fluidificante das secreções e das vias aéreas superiores; Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea, Nome popular: Jucá, pau-ferroverdadeiro, ibirá-obi, Uso: Infecção catarral, garganta, gota, cicatrizante, Localização: Centro Oeste e Mato Grosso; Arrabidaea chica, nome popular: Crajirú, carajiru, uso: Afeções da pele em geral (impigens), feridas, Antimicrobiano, Centro Oeste; Artemisia absinthium, Nome popular: Artemísia, Uso: Estômago, fígado, rins, verme (lombriga e oxíuru, giárdia e ameba); Baccharis trimera, nome popular: Carqueja, arquejaamargosa, Uso: combate feridas e estomáquico; Bauhinia spp (B. affinis, B. forficata ou variegata), Nome popular: Pata de vaca; Bidens pilosa, nome popular: Picão, uso: combate úlceras; Calendula officinalis, Nome popular: Bonina, calêndula, flor-de-todos-osmales, malmequer, Uso: feridas, úlceras, micoses; Carapa guianensis, nome popular: Andiroba, angiroba, nandiroba, uso: combate úlceras, dermatoses e feridas; Casearia sylvestris, nome popular: Guaçatonga, apiáacanoçu, bugre branco, café-bravo, uso: combate úlceras, feridas, aftas, feridas na boca; Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita, nome popular: Camomila, uso: combate dermatites, feridas banais; Chenopodium ambrosioides, nome popular: Mastruz, erva-de-santa- maria, ambrosia, erva-debicho, mastruço, menstrus, uso: Corrimento vaginal, antisseptico local; Copaifera spp, Nome popular: Copaíba, Uso: antiinflamação; Cordia spp (C. curassavica ou C. verbenacea), Nome popular: Erva baleeira, Uso: Antiiflamatoria, Costus spp (C. scaber ou C. spicatus), nome popular: Cana-do-brejo, uso: combate leucorréia e infição renal, Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri), nome popular: Alcanforeira, herva-mular, péde-perdiz, Uso: combate feridas, úlceras; Curcuma longa, nome popular: Açafrão; Cynara scolymus, nome popular: Alcachofra, uso: combate ácido úrico; Dalbergia subcymosa, nome popular: Verônica, uso: Auxiliar no tratamento de inflamações uterinas e da.anemia; Eleutherine plicata, nome popular: Marupa, palmeirinha, uso: Hemorróida, vermífugo; Equisetum arvense, nome popular: cavalinha, uso: diurético; Erythrina mulungu, nome popular: Mulungu, uso: Sistema nervoso em geral; Eucalyptus globulus, nome popular: eucalipto, uso: combate leucorréia; Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana, nome popular: Pitanga, uso: Diarréia; Foeniculum vulgare, nome popular: Funcho, uso: anti-séptico, Glycine max, Nome popular: Soja, Uso: sintomas da menopausa, oesteoporose; Harpagophytum procumbens, Nome popular: garra-do-diabo; Uso: Artrite reumantoide; Jatropha gossypiifolia, nome popular: Peão-roxo, jalopão, batata-de-téu, uso: antisseptico, feridas; Justicia pectoralis, Nome popular: anador, Uso: cortes, afecções nervosas, catarro bronquial; Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum, nome popular: Folha-da-fortuna, uso: furúnculos; Lamium album, nome popular: Urtiga-branca, uso: leucorréia; Lippia sidoides, Nome popular: estrepa cavalo, alecrim, alecrim-pimenta; Malva sylvestris, Nome popular: malva, malva-alta, malva-silvestre, Uso: furúnculos; Maytenus spp (M. aquifolium ou M. Ilicifolia, Nome popular: concorosa, combra-de-touro, espinheira-santa, concerosa, Uso: antiséptica em feridas e úlceras; Mentha pulegium, Nome popular: poejo; Mentha spp (M. crispa, M. piperita ou M. Villosa; Nome popular: hortelã-pimenta, hortelã, menta; Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata), Nome popular: Guaco, Uso: broncodilatador; Momordica charantia, Nome popular: Melão de São Caetano; Morus sp, Nome popular: amora; Ocimum gratissimum, Nome popular: alfavacão, alfavaca-cravo; Orbignya speciosa, Nome popular: babaçu; Passiflora spp (P. alata, P. edulis ou P. incarnata), Nome popular: maracujá, Uso: calmante; Persea spp (P. gratissima ou P. americana), Nome popular: abacate, Uso: ácido úrico, prevenir queda de cabelo, anti-caspa; Petroselinum sativum, Nome popular: falsa; Phyllanthus spp (P. amarus, P.niruri, P. tenellus e P. urinaria), Nome popular: erva-pombinha, quebra-pedra; Plantago major, Nome popular: tanchagem, tanchás, Uso: feridas; Plectranthus barbatus=Coleus barbatus, Nome popular: Boldo; Polygonum spp (P. acre ou P. hydropiperoides), Nome popular: erva-de-bicho, Uso: corrimentos; Portulaca pilosa, Nome popular: amor-crescido, Uso: feridas, úlceras; Psidium guajava, Nome popular: goiaba, Uso: leucorréia, aftas, úlcera, irritação vaginal; Punica granatum, Nome popular: romeira, Uso: leucorréia; Rhamnus purshiana, Nome popular: cáscara sagrada; Ruta graveolens, Nome popular: arruda; Salix alba, Nome popular: salgueiro branco; Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira, Nome popular: araguaíba, aroeira, aroeira-do-rio-grande-do-sul, Uso: feridas e úlceras; Solanum paniculatum, Nome popular: jurubeba; Solidago microglossa, Nome popular: arnica, Uso: contusões; Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam, Nome popular: Barbatimão, abaremotemo, casca-da-virgindade, Uso: Leucorréia, feridas, úlceras, corrimento vaginal; Syzygium spp (S. jambolanum ou S. cumini), Nome popular: jambolão; Tabebuia avellanedeae, Nome popular: ipê-roxo; Tagetes minuta, Nome popular: cravo-de-defunto; Trifolium pratense, Nome popular: trevo vermelho; Uncaria tomentosa, Nome popular: unha-de-gato; Uso: imunoestimulante, antiinflamatório; Vernonia condensata, Nome popular: boldo da Bahia; Vernonia spp (V. ruficoma ou V. polyanthes), Nome popular: assa-peixe; Zingiber officinale, Nome popular: gengibre, Uso: tosse. Observações: a aplicação medicinal depende da parte da planta utilizada (caule, semente, fruto etc). Fontes: Ministério da Saúde (para os nomes científicos), estudos e Secretaria Municipal de Cuiabá (para nomes populares e usos possíveis)”.

Takata combinava Reiki com alimentação

repolhothumbnail.jpglimaothumbnail.jpgbeterrabathumbnail.jpg Por Lourdes Gray (*)

Embora muitos praticantes saibam que Hawayo Takata trouxe Reiki para o Ocidente e foi responsável pela expansão do sistema, poucos sabem que ela estudou nutrição e não só usou Reiki como prática de cura mas também usou alimentação como remédio. Ela também utilizou psicologia em seu trabalho, não como conhecemos na prática clínica mas como forma de persuadir, o bom senso.Takata dava aula de Reiki contando histórias aos alunos (como os mestres orientais fazem). Frequentemente ela contava histórias de cura combinando Reiki e alimentação. Takata sempre dizia: “Reiki é causa e efeito… Remova a causa e não haverá mais efeito”. Takata acreditava que muitas das doenças dos clientes eram causadas por suas próprias dietas. Ela acreditava que a raiz das doenças era o excesso de acidez no corpo…, incluindo doenças respiratórias, cardíacas e epilepcia. Ela não só aplicava Reiki nos seus clientes diariamente mas também fazia recomendações alimentícias, as quais, se seguidas corretamente, poderiam restaurar o equilibrio entre acidez e a alcalinidade do corpo.

 

Uma das mais conhecidas receitas alcalinas para o corpo é sua famosa “salada gratinada”. Essa salada consiste de partes iguais de beterraba, couve-flor e repolho, tudo ralado e cru. Pedaços de maçã são adicionados para melhorar o sabor. O molho pode ser feito de qualquer coisa desde que não contienha nenhum laticínio. Ela dizia que beterraba limpa o sangue, que couve-flor fortalece os ossos, que repolho alcaliniza todos os sistemas (e isso é provado na Medicina Chinesa). Takata frequentemente recomendava essa salada para clientes com repetidos processos de acidez. Ela também recomendava sumo de limão com água sem açúcar nas refeições. “Adicione um pouquinho de sumo de limão à água… não muito”, dizia. Takata  advertia contra a ingestão de laticínios. Ela dizia: “Laticínios só devem ser ingeridos por pessoas que não tenham problemas digestivos ou estomacais”. “Beba leite de soja”. Ela recomendava leite de soja como substituto aos laticínios.

 

Takata dizia que laranja e abacaxi eram muito ácidas (e as do Hawaii são demais!).. Ela dizia que os plantadores de abacaxi (japoneses eram os plantadores daquela época no Hawaii), mesmo usando luvas, quimavam a pele com a acidez do pé de abacaxi que pingava fora das luvas. Ela dizia que os ocidentais comiam muita açúcar (o Oriental não faz isso ainda hoje). Ela também recomendava que pessoas acima dos 50 deveriam ficar longe de tudo que é açúcar. Açúcar faz muito mal aos sistemas físicos. Ela dizia aos casais que queriam ter filhos para ficar longe de suco de laranja e de abacaxi. Para substitui-los, dizia, “beba sumo de limão e suco de grapefuit (espécie de laranja que não existe no Brasil).

 

Takata dizia que o sistema digestivo era o “motor geral do corpo” (ela estudou Anatomia em Universidade da Califórnia). “Se você quer funcionar bem, então precisa fazer tudo funcionar bem”. Quando ela dava demonstração da prática de Reiki, ela sempre começava pela parte da frente do dorso, sobre o sistema digestivo. As quatro primeiras posições. As mesmas quatro posições que o Mestre John Gray ensina hoje, conhecidas como “o primeiro padrão”, são as bases do tratamento com Reiki (do mesmo jeito que o Mestre Joacir ensina hoje). Isso faz muito sentido já que a energia é enviada primeiro profundamente para os órgãos digestivos internos. Como Takata trabalhava primeiro e sempre com as “bases do tratamento”, ela também transmitia energia para o Baço (que também faz parte da digestão na Medicina Chinesa). O Baço é considerado na Medicina Chinesa como a fonte de energia do Chi (qi) pós-natal. Ele é um dos principais produtores de energia do nosso corpo físico.

 

Com os anos, houve uma certa confusão sobre onde Takata começava o tratamento: no torso ou na cabeça? Muitos mestres Reiki, mesmo aqueles que seguem Takata, ensinam seus alunos que o tratamento deve começar na cabeça porque eles pensam que Takata começava pela cabeça. Isso  é incorreto. Takata sempre começava com o que ela chamava de “base do tratamento” que é a parte da frente do torso (abaixo do peito e acima do umbigo). Depois de completar o tratamento na “base”, aí, sim, Takata ia para as posições da cabeça. Em seguida, o trabalho era feito nas costas (até o tronco da espinha, parte de tras dos joelhos e pés).O sucesso de Takata ajudando às pessoas a se curarem é normalmente atribuído somente as suas habilidades com Reiki e com o poder de canalização do Reiki. O que pouca gente sabe é que ela também usava alimentação como medicina e se envolvia completamente com a nutrição do cliente. Ela dava o mesmo valor à alimentação e ao Reiki. (*) A Dra. Lourdes Gray, é esposa do Mestre John Gray, ambos são mestres de José Joacir dos Santos, o tradutor deste artigo.

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