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A maldição da tocha olímpica

ENERGIA

Por José Joacir dos Santos (*)

Os jogos olímpicos são bonitos de se ver, carregam um ideal maravilhoso que é o esporte e sua vinculação com a saúde, mas a história não tem conseguido separá-los da política, mesmo porque o ser humano não é uma máquina onde se separa as peças quebradas ou defeituosas. Por mais esforço que se disponha, ninguém consegue se livrar da sombra emocional, vinculada à própria história. Essa sombra também existe em tudo aquilo que é individual, coletivo e universal – é só se expor ao Sol e olhar para trás ou observar um poste de luz e sua sombra. Tudo tem sombra e a mais profunda delas é a emocional – a cegueira emocional. Para cada ação há uma reação e isso é sabido desde os tempos dos faraóis. O oráculo I-Ching (Yi Jing em mandarim), descoberto no ano 1122 Antes de Cristo, o primeiro a falar de energia (Qi, KI), trouxe uma orientação que revolucionou o pensamento de milhares de gerações, inclusive os caminhos que a medicina oriental tomou até hoje: “há uma estreita relação entre o Céu e a Terra, o Homem e o Sol”. Outro importante documento, escrito em cascos de tartaruga e descoberto em escavações com data aproximada ao ano 1154 Antes de Cristo, chamado “Oráculo dos Ossos” (Jia Gu Wen, em chinês), hoje tido pelos chineses com o mais antigo documento sobre acupuntura e medicina oriental, relata a interligação entre o ser humano e os elementos da natureza, de forma inseparável.

A história grega e suas tragédias, ainda, lamentavelmente, utilizadas pela psicologia brasileira, onde pai matava filho e filho casava com mãe, entre outras desgraças, antecederam aos jogos olímpicos, que também aconteceram durante a administração da Alemanha por Hitler, que ocultava a matança judia. O que existe em comum entre a China, a Grécia e a Alemanha neste contexto é sangue humano derramado. Entre um imperador e outro, na China antiga, havia invasão de um império no terreno de outro e com isso o sangue brotava. Na Grécia, qual é a história, mesmo na mitologia, que não tem sangue? Na Alemanha, o nazismo foi escrito com sangue. O que pouca gente consegue fazer é a relação desses acontecimentos históricos com a interferência divina, de uma força que você pode chamar por qualquer nome e aqui chamaremos de energia. Hitler e sua máquina utilizava os símbolos sagrados do budismo ao contrário – a suástica, que executa o movimento contrário à energia positiva, isto é, a destruição, e a bandeira nazista foi erguida lado-a-lado à dos jogos olímpicos.

Durante a revolução comunista, tanto na Rússia quanto na China, milhares de corpos pereceram. Stalin matou mais de 200.000 pessoas, registradas, e todos os que lhe seguiram utilizaram os jogos olímpicos na propaganda da ideologia comunista, como se tudo fosse perfeito. Quando a União Soviética caiu, milhares de atletas contaram o que foram obrigados a fazer para se manterem vivos. Bastava não concordar, o sangue derramava. A bandeira vermelha subiu ao pódium da Rússia e da China, em muitas olimpíadas, enquanto milhares de corpos eram enterrados no anonimato. Os imperadores, tanto chineses quanto russos, criticados por administrações sangrentas, foram derrubados pelo sangue inocente. A Rússia fez as pazes com isso depois que o império caiu mas demorou a apagar o fogo da guerra instalado no Leste Europeu até poucos anos atrás (Bosnia, por exemplo). Mas a China é diferente… Há uma tendência histórica em ocultar os panos sujos de sangue.

Os comunistas nunca falaram quantas pessoas foram mortas antes, durante e depois da revolução, em 1948, como o massacre da Praça da Paz Celestial no final dos anos 80 e nos pequenos países por eles invadidos, entre eles o Tibete, ainda hoje. Não se sabe quantos tibetanos foram e ainda são mortos só porque são budistas e não concordam com a invasão nem com a ideologia neste momento em que você está lendo. Os jogos olímpicos serão uma excelente máquina de propagando da máquina vermelha chinesa…

Para juntar as tragédias, dois grandes acontecimentos levaram a vida de mais de cem mil pessoas nesta semana: os três terremotos na China e o tufão no pequeno país asiático chamado Myanmar, também administrado por uma junta militar comunista que não permite que a Cruz Vermelha entre para salvar quem escapou com vida do tufão e nem tem condições econômicas de salvar quem está vivo — até o dia 26 de maio, a ONU anunciou que havia mais de 77.738 mortos, 55.917 desaparecidos e cerca de 2,5 milhões de desabrigados, segundo dados ainda provisórios.

O que a China e Myanmar têm em comum é a matança de budistas e pessoas religiosas, em ambos os casos com cenas mostradas pelos telejornais todos os dias. Quem não viu os acontecimentos envolvendo a tocha olímpica em vários países recentemente? Na California, eu estava presente e pude sentir a opressão sobre quem portava a bandeira tibetana por rapazes chineses, atletas de artes marciais bem pagos, segundo os jornais, e conduzidos em ônibus de luxo como os chamados sem-terra quando vão a Brasília. O pensamento coletivo de milhares de pessoas pelo mundo, a favor do povo  tibetano, juntou-se na pequena tocha olímpica e por onde ela passou houve luta, prisões, sangue, opressão, sublimando com essa energia a sua verdadeira vocação, o esporte. A máquina administrativa de propaganda mundial da China teve que parar para dar lugar ao luto nas tragédias dos fortes terremotos que assolam uma região muito próxima do Tibete, onde milhares de famílias tibetanas foram desalojadas pela ocupação chinesa há poucos anos. Aqui quero trazer a imagem mental do que aconteceu com Moisés, o patriarca judeu, na época da escravidão judia no Egito. Moisés levantou o cajado e o mar se abriu para deixar passar os escravos. Quando o escravos passaram, o mar se fechou engolindo os soldados do faraó.  Ninguém interferiu na ocupação que a China executa no Tibete, um povo pacífico e de fé forte, mas os terremotos, com toda tragédia que isso envolve e as vidas que levam, pararam a máquina de propaganda da tocha. Assim também o tufão em Myanmar imobilizou, ao custo de milhares de vidas, a junta que mata opositores e monges budistas. Por que esses terremotos e aquele tufão acontecem agora? Seriam esses acontecimentos, desde Moisés, a interferência da energia? Teria a tocha se convertido na maldição ou no cajado de Moisés? – o cajado de Moisés foi um presente do próprio faraó opressor.

Chineses que vivem fora dizem que houve uma verdadeira “limpeza” nos últimos anos, já como preparativos para as olimpíadas, de todos os mais pobres de Pequim. Os que vivem dentro não conseguem ver nada disso porque a censura é pior do que a da ditadura militar brasileira recente. A população pobre teria sido removida para longe de Pequim, suas casas derrubadas e no local construídos prédios gigantescos que abrigarão os atletas olímpicos, assim como dizem que Pequim derrubou cemitérios budistas para construir no local os apartamentos onde moram os estrangeiros que trabalham em embaixadas.  Dizem, também,  que utiliza prisioneiros para fabricar os eletrônicos baratos vendidos nas feiras do Brasil inteiro – o preço barato do sangue humano, a “feira do Paraguai”. Todo esse sangue, “limpezas” e opressões envolvem energia, a qual só se transforma, jamais se acaba, como diz Albert Eistein, o pai da física, assim como afirmam budistas, espíritas e esotéricos: toda ação tem uma reação. Dizem que Eistein parou aí porque descobriu que havia uma força maior do que a sua inteligência e isso, como um bom cientista, ele não conseguia entender. Quem consegue entender a força de um terremoto ou de um tufão? Quem move essa energia destruidora e impecável, incapaz de racionacionar entre o bem e o mal? E capaz de se manifestar quando há o desequilíbrio entre o bem e o mal? Não tire o olho dos jogos olímpicos, se acontecerem, para ver até onde vai a maldição da tocha. jjoacir@yahoo.com

O Tibete está chamando

carta-de-gere-003.JPG Recebi hoje carta assinada pelo ator Richard Gere, não como ator mas com presidente da “International Campaign for Tibet” (Campanha Internacional pelo Tibete), na qual ele narra o sofrimento a que o povo tibetano tem sido submetido pelos invasores chineses e pede a adesão à campanha de mobilização para chamar a atenção das autoridades ocidentais para o dilema vivido por aquele povo, ameado de todas as formas e maneiras. Ele cita que, desde a invasão (em 1948), 13 monastérios budistas foram completamente destuídos e dezenas de milhares de monges mortos ou mandados para campos de concentração chineses. Quando se fala em monastérios, fala-se também de bibliotecas portadoras de livros e documentos com mais de 3000 anos de idade, totalmente destruídos. Além de toda opressão, o povo tibetano é sistematicamente proibido de efetivar suas práticas religiosas e Gere pede pela liberdade religiosa dos tibetanos porque o budismo para eles é a maneira de viver, é a cultura dos ancestrais. Junto com a carta veio outra assinada pelo Dalai Lama pedindo apoio a essa campanha. Pequenos gestos podem fazer uma diferença e salvar muitas vidas. O que você pode fazer?

A saúde depende da respiração

MEDICINA ORIENTAL

Faz menos de um século que a grande maioria dos chineses veio a conhecer energia elétrica. Eles não tinham muito conhecimento nessa área mas há mais de três mil anos sabiam dos benefícios da respiração correta e da definição da energia universal: Qi, Chi, Ki or prana. Imagine os tibetanos, que desde 1948 estão sob ocupação e ainda vivem com lamparinas à base de óleo animal e vegeral, mas já tinham tratados de medicina, de fitoterapia e de psicologia. Essa informação serve para valorizar ainda mais todo o conhecimento sobre medicina em geral,  vindo dessas civilizações antigas, repassado pelos xamãs, monges, monges-médicos, diretamente conectados com a espiritualidade porque não havia ciência do jeito que ela se define hoje no Ocidente. Isso é difícil de ser entendido por algumas camadas da sociedade brasileira, especialmente as elites da medicina oficial, por causa de uma falha na nossa cultura, por causa da nossa idade: Temos cerca de 500 anos e não herdamos um conhecimento mais profundo dos nossos antepassados indígenas, que não conheciam a escrita, e já avançamos muito no conhecimento da energia como um todo, até nuclear, sempre importado, e ainda falta muito.

Eles sabiam o que era energia universal e a ela deram o nome de Chi ou Qi em chinês, ki em japonês e prana nas línguas indianas. O estudo do Qi é parte essencial da medicina oriental e de todas as terapias vindas do Oriente como acupuntura, Chi Kung (QiQong), Reiki, massagem medicinal, fitoterapia. Qi é a energia que vem do ar e alimenta a todos os seres vivos, inclusive plantas, minerais, animais. No ser humano, além do Qi que vem do ar e respiramos, existe o Qi herdado dos nossos pais, e o Qi de tudo que comemos ou bebemos – coisas fritas e supercozidas perdem o Qi. Cada órgão humano tem um Qi diferente, que interage com os demais. O Qi do ar e o Qi dos alimentos se misturam e então é chamado de Qi do Fogo (ou Fogo do Qi, o elemento Fogo). É o Qi do Fogo que nos faz viver e esse Qi precisa ter qualidade, tanto do ar que respiramos quando dos alimentos que ingerimos (e a relação com os cinco elementos). Pessoas que respiram mal ou não sabem respirar e ou comem mal produzem baixa qualidade de energia (Qi do Fogo) e assim se candidatam ao enfraquecimento e às doenças. Aqui os praticantes de Reiki logo compreendem porque a terapia precisa de uma iniciação: porque o KI do Rei-Ki é outra corrente eletromagnética de Qi, que só é repassada através da iniciação, feita por um mestre credenciado. Uma pessoa não-iniciada pode transmitir apenas o Qi do ar e dos alimentos, mas não o Qi eletromagnético da cura que vai ao espírito. Esse eletromagnetismo vem pelo ar e se transforma na mente. É é sutil, isto é, não é material, é transmissível e está relacionado ao espírito (Shen, em chinês). O praticante de Chi Kung, ou uma pessoa não iniciada em Reiki, pode transmitir energia para outra pessoa com a finalidade de equilibrar um órgão físico e essa energia é a que ele treinou através dos exercícios de Chi Kung, isto é, a energia Qi dele mesmo – do ar e dos alimentos. A agulha de acupuntura ativa a energia Qi física.

Quem não sabe respirar? Aquelas pessoas que respiram pelos pulmões! Sim, a respiração correta não é pelos pulmões e sim pelo diafragma. Todos os bebês nascem respirando corretamente pelo diafragma, isto é: quando respiram a barriga aumenta, quando exalam a barriga encolhe. São os pais e educadores que fazem a criança começar a respirar erradamente. Lembro das aulas de educação física, onde os instrutores diziam: respire, encha o pulmão de ar! A respiração pelo pulmão torna esse órgão deficiente nas suas principais funções, entre as quais, misturar o Qi do ar com o Qi dos alimentos e enviar essa energia para o coração (Qi do Fogo do Coração), que a transporta para todo o corpo. Este texto é para o público em geral, então não explicarei com detalhes esse processo que é mais complexo ainda. Basta saber que se a respiração não é realizada corretamente o dióxido de carbono que vem no ar e respiramos não é expelido corretamente pelo sangue e é revestido para o adoecimento. Quando o diafragma faz a respiração, a energia universal vital Qi percorre toda a circulação e alimenta todas as células e órgãos do corpo.

Nunca é tarde para re-aprender a respirar usando o diaframa: respira e empurra a barriga para a frente. Expira e empurra a barriga para dentro. Com a prática o corpo reaprende e a diferença na qualidade de vida é enorme, inclusive mental. Deficiência respiratória, tanto nos idosos quando nas pessoas obesas, é exatamente porque o pulmão perdeu a força e o diafragma nunca foi utilizado corretamente. Então, ensine às crianças a respirar. O pulmão é quem ajuda no movimento dos demais órgãos. É Qi quem comanda o sangue. A energia Qi percorre o sangue como se fosse uma aura. Quando Qi é eficientemente trabalhado entre diafragma e pulmão, a pele se renova e a imunidade aumenta. Quando Qi é deficiente afeta todos os líquidos do corpo: incontinência urinária (deficiência do Qi dos Rins), excesso de suor, inclusive noturno (deficiência do Qi do pulmão), corrimento vaginal (deficiência do Qi do Baço). Depressão, ansiedade e problemas mentais estão diretamente relacionados pela deficiência Qi, por má alimentação e má respiração. Congestionamento das vias respiratórias deve ser tratado com fitoterapia e exercícios físicos ao ar livre, em área livre de poluição, e pode ter outras implicações, quase todas elas emocionais – falta de vontade de viver, medo, angustia prolongada… Má alimentação significa falta de frutas, verduras, legumes, proteínas cozidas.

A respiração errada ou o congestionamento dos pulmões por ar impuro, fumaça, fumo, etc., é responsável por doenças degenerativas, envelhecimento, perda de memória,  problemas emocionais profundos. Fumantes podem ter longa vida, mas sem qualidade, só vegetam. Daí porque viciados em maconha e em outras drogas são profundamente afetados na saúde mental e física. A emoção está diretamente ligada à respiração porque o nosso corpo foi feito para respirar oxigênio.  A má respiração ou a falta de oxigênio gera confusão mental, insônia, pesadelos, sonhos em excesso, falta de clareza nos pensamentos, incapacidade de ver a realidade de si mesmo, dor-de-cabeça e irritação – o Fogo não circula corretamente ou simplesmente pára. A emoção também se relaciona com os órgãos internos, por exemplo: Raiva retira a energia Qi do fígado; Medo retira a energia Qi da Bexiga e dos Rins. Isto é, pessoa que tem infecção constante nessa área pode ter passado por traumas prolongados ligados ao medo. O Dr. Jwing-Ming, autor do livro “As raízes chinesas do Qiqong” diz que “para regular as suas emoções, a equilibrar a mente, e ter uma longa vida com qualidade, você precisa respirar corretamente”. Comece a treinar isso hoje e depois de diga os resultados positivos. José Joacir dos Santos é mestre em Medicina Oriental

Reestruturação da Associação dos Terapeutas Florais (ASTEFLOR)

asteflor.jpg A Associação dos Terapeutas Florais (ASTEFLOR) está sendo reestruturada. As inscrições para filiação estão abertas. O novo endereço de e-mail para contato é: asteflordf@gmail.com O e-mail anterior foi desativado. O site oficial, em construção é: www.asteflor.com (nao tem br). Você também pode escrever para a Caixa Postal 8540, Setor Hoteleiro Sul, Bloco B, Brasilia, DF, CEP 70312-970

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