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Mantras & Mudras

mantras.jpg O objetivo principal do mantra é transformar a mente, mudar de uma frequência para outra como um o botão do rádio. E este é o segredo da saúde mental, isto é, a capacidade de mudar de frequência por livre e espontânea vontade. Não é qualquer pessoa que cria um mantra. Não confundir mantra com oração. Somente os Lamas e os seres altamente espiritualizados criam mantras ou recebem da espiritualidade e transmitem para a pessoa. Lembre-se que os monges habilitados a isso têm pelo menos 40 anos de dedicação espiritual e práticas diárias. Eles surgiram na Índia e no Tibete e embora tenham o poder original quando cantados ou recitados na língua original, sânscrito, se o monge lhe der um na sua língua, vale. Geralmente os monges dão um mantra ou vários a cada iniciado no budismo. Para você entender bem, reproduzo uma história citada por Liliam Too no livro Mantras & Mudras, contada a ela pelo Lama Kyabje Zopa Rinpoche. “Um monge foi visitar um hermita que vivia em uma ilha em retiro espiritual. Aquele hermita havia decidido passar três anos na ilha, sozinho, sem falar com ninguém, e nesses anos recitar o mantra da Compaixão (OM MANI PADME HUM) dez milhões de vezes, esperando, assim, despertar os seus poderes adquiridos com a prática da yoga. O monge encontrou o hermita na praia do rio, parou para ouvi-lo recitar, percebeu que ele pronunciava incorretamente e interferiu: “Acho que você está com a intonação incorreta”. O hermita parou, olhou e o monge recitou pra ele no tom correto. Sem dizer nada, o hermita deu as costas, entrou no barco parado na margem do rio e remou riu a dentro. O monge seguiu na margem contrária do rio e de repente ouviu o hermita gritar: escute para ver se eu pronuncio corretamente agora!  E o hermita recitou o mantra exatamente como o monge havia ensinado (OMM MA NIII PEI MÉ HUMMM). Ao terminar de recitar o mantra, o hermita colocou o pé fora do barco e começou a andar sobre as águas”. Os mudras, ou gesto que se faz com as mãos, também são cheios de significados e dependendo de como você se expressa com as mãos e os dedos você entra em sintonia positiva ou negativa com o universo. Por exemplo, fazer gestos feios com mãos e dedos conta negativamente para a sua prosperidade (assim também os palavrões, mesmo de brincadeira). Você pode comprar livros e até discos com mantras mas o melhor caminho a seguir é comparecer a seminários dados por graduados monges budistas. No Brasil isso não é fácil e as vezes é caro porque os monges vem de viagens internacinais porque o país tem poucos. Sugiro que faça uma poupança para esse tipo de evento que pode transformar a sua vida e tirar os conceitos erradamente passados ou erradamente traduzidos. Se tiver um disco com mantras em sânscrito, passe a ouvi e a decorar os mantras, fazendo isso naquele lugar específico que você criou na sua casa para as suas orações e meditações. Não tente as traduções nem querer saber o que significa porque eles são códigos e funcionam com a repetição, o coração aberto, honesto e a melhor das intenções: a sua iluminação.Um livro que recomendo é “Mantras & Mudras”, da astróloga e budista Lilian Too, publicado em 2002 em inglês, com os mantras em sânscrito e pequenos comentários em inglês.  Há uma coleção, com livro e cd maravilhosa, com as Orações Básicas do Budismo (Basic Prayers and Practices Tunes), publicado por uma fundação budista que vende pela internete e o site é: www.fpmt.org/shop. Não sei se eles despacham para o Brasil. Talvez os monastérios budistas de São Paulo possam ter esse material mas não tive como checar.

O uso positivo do incenso em casa

casa-2-009.JPG FAMILIA

A literatura japonesa traz o mais famoso registro sobre o uso do incenso na novela The Tale of Genji, escrita pela Lady Murasaki Shikigu, no século XVII, cujo exemplar se encontra no museu de Tokugawa, Japão. Kiyoko Morita, em seu livro Incense, publicado em 1978, afirma ter encontrado menção ao uso de incenso no primeiro jornal japonês, Nihonshoki (Crônicas do Japão), publicado no ano 595. O texto narra o uso de aroma pelos moradores da ilha Awaji, perto de Kobe, e que seu uso teria sido introduzido no Japão juntamente com o budismo, no século VI, e cita em outros a utilização de sândalo, cravo-da-Índia, canela e cânfora.  Na literatura tibetana com certeza há registro que vai a milênios mas enfrenta o grande problema da falta de tradutores para os idiomas ocidentais, especialmente inglês, sem contar com o que foi destruído com a ocupação do país em 1948 e consequentemente o exilo do Dalai Lama na Índia. Seja como for, é importante aqui ressaltar a origem cerimonial do uso do incenso nas culturas orientais e ainda hoje não se acende um incenso sem oferecê-lo a mentores espirituais, ascenstrais, divindades, protetores, anjos e guardiães da família e da casa.

Nas pinturas existentes nos museus japoneses, especialmente datadas dos séculos 17 e 18, fala-se que os personagens, bem vestidos e em posição de cerimônia, estão “ouvindo o incenso”, como se ouve a lareira queimar, a fogueira, como se canta com as velas de aniversário acesas. Essa leveza da cultura oriental se baseia no respeito por tudo que há no universo e no entendimento que somos partes do todo, privilegiando o sentimento positivo pelas coisas simples ligadas à natureza.

Aqueles que discriminam o uso de altares e de incenso certamente nunca prestaram bem atenção ao que está escrito em Genesis VIII, 12:21. Esse trecho da Bíblia diz que Noah construiu um altar e acendeu incensos a Deus. Na história do nascimento de Jesus também é narrado que os Reis Magos trouxeram incensos e ofereceram ao recém-nascido. Quando o corpo de Jesus foi dado como morto, diz-se que ele boi banhado com mirra e sândalos, os mais conhecidos ingredientes de incenso na antiguidade, como símbolo de pureza. Buda foi cremado com madeira de sândalo, assim como os ricos indianos ainda o fazem hoje. Foi encontrada mirra em todas as múmias egípcias. O Império Romano importava plantas aromáticas para fabricação de incenso.  Nas histórias populares chinesas, há registro do uso de incenso pelos nobres da corte desde o século 150 antes de Cristo. No Japão, nos livros antigos, como The Pillow Book, escrito pela Lady Shonagon no ano 1002, o incenso estava muito ligado a um luxo das classes favorecidas, porque as ervas e especiarias já eram caras naquela época. Há centenas de anos que o uso do incenso se espalhou pela Ásia inteira e por todas as classes sociais.

Um detalhe interessante e cheio de contrastres dentro da sociedade japonesa, ao contrário da chinesa, especialmente no século XVII, é que só homens utilizavam incensos mas os shoguns e os samurais não chegavam nem perto de incensos, poesia e cerimônia do chá. Ao mesmo tempo, as classes menos favorecidas e os comerciantes valorizavam o incenso e por volta do ano 1603 apareceram “escolas” de incenso, que mais tarde se tornariam “fábricas” com a demanda e a adesão da elite militarizada com os shoguns e os samurais até o governo interferir e baixar normas para os incensos, que passaram a ser “fabricados” por duas grandes escolas holísticas, de profundo treinamento espiritualista chamadas Shino Soshin e Sanjonishi Sanetaka. Daí, o povão passou a criar e apareceram os travesseiros com incensos e toda uma gama de produtos direcionados ao uso do incenso, chamado em japonês de Koh-do. Veja que o Japão desenvolveu isso tudo por volta do ano 1603. Nessa mesma época, o budismo tibetano já tinha influenciado, há séculos, o uso do incenso por toda China, Mangólia e região e o Brasil estava no auge da exploração da Floresta Atlântica pelos portugueses e aventureiros do mar.

A grande diferença do incenso fabricado pelos tibetanos, japoneses e parte da China, ainda hoje, é a inexistência de produtos químicos ao contrário da Índia que utiliza química até em roupas. O incenso que chega hoje ao Brasil, vindo da Índia, é impregnado de produtos químicos e em muitos casos provoca irritação e alergias. O incenso puro não causa alergia. Não faz muito tempo a revista Time denunciou a exploração de pessoas pobres pelas fábricas indianas de roupas e mostrou casos de morte por contaminação pelos produtos químicos utilizados nos tecidos. Nós brasileiros temos a capacidade de importar lixo de várias fontes, só pelo preço, como os produtos paraguaios vindos da China e produzidos lá pelos chamados prisioneiros da consciência, isto é, pessoas presas por serem religiosas, por serem homossexuais, por pensarem diferente, por discordarem do estabelecido como milhares de tibetanos presos e obrigados a fabricar incensos e outras coisas, de graça, para serem vendidos no exterior a preço de banana mas que volta para os cofres chineses como dólares.

Se você visitar os mercados populares de Belém do Pará e de Manaus (não visitei, mas uma amiga fez a pesquisa por mim), você vai perceber o quanto o Brasil desconhece os ricos aromas das ervas cultivadas ou simplesmente catadas na floresta pela população que vive da venda de ervas. Em Brasilia, percorri os shoppings procurando óleo ou essência pura de arruda. Simplesmente não existe. As lojas vendem essências importadas, caras, saturadas e ignoram as brasileiras, ricas em aroma e qualidade. Aqui e ali você acha incensos feitos com ervas nativas brasileiras, mas ainda de má qualidade e são caros. Quando a gente vai chegar lá? Quando nós brasileiros vamos compreender que o país é rico em tudo? E que tudo isso pode virar ouro em pó? É uma questão de educação ou política?

Com o tempo, os monges budistas e taoístas desenvolveram a cerimônia do incenso e a rica musicoterapia chinesa antes da revolução comunista também pensou nisso, assim como os tibetanos já fazia até antes do budismo chegar por lá (só existiam xamãs no Tibete). Os japoneses adoram ceminônia e toda a família é envolvida nelas, tendo os mais velhos o privilégio de conduzi-las e de sentar-se nos nos lugares de honra da casa. Nos dias de hoje, todo bom espiritualista tem seu altar em casa, uma tradição nas principais religiões do mundo, e você pode até mandar fazer um lindo móvel só para isso. No incenceiro coloca arroz cru da melhor qualidade para segurar os incensos (não coloca terra). Lembre que o arroz nasce na lama, atravessa a água e transmuta os nutrientes em caroços deliciosos, hummm. A toalha do altar deve ser de tecido puro, algodão ou seda, em cores vibrantes, ao gosto do dono, especialmente dourado, lilás, azul, rosa. Fotografias dos que já se foram podem ser colocadas no altar quando você rezar para os antepassados. Flores, copo com água pura, cristal, algo de metal e madeira para completar os cinco elementos essenciais. O altar deve ficar, de preferência, virado para o Norte por causa do ímã polar. Em frente ao altar você conversa, reza, pede, conta o que aconteceu, canta, dança, agradece e chama os protetores da família. É o ponto da terapia familiar ou individual. É dito que não há energia negativa que fique na casa onde incenso é queimado no altar, que por si cria um polo de conexão energética positiva para toda a casa. Coloque as imagens que quizer no altar. Quem tiver problema com imagens deve fazer terapia – porque isso faz parte do medo da própria imagem. As crianças devem ser ensinadas a fazer esses rituais logo cedo para aprenderem valores sólidos, positivos, e se tornarem imunes ao mundo agressivo e contaminado fora de casa. Em algumas casas, as flores do altar mucham rapidamente. Você substitui até que as flores não muchem facilmente – e assim a casa estará limpa. Com o tempo a casa passa a cheirar e as pessoas a se sentirem felizes em casa. José Joacir dos Santos é Doutor em Psicologia. jjoacir@yahoo.com

Quais são os seus projetos para 2008?

Agora que passaram os festejos e enquanto o carnaval não é uma desculpa, está na hora de você colocar no papel, agendar, tudo o que você quer realizar neste ano. Tem gente que deixa entar ano e sair ano pensando no que fazer e não consegue realizar nada. Aí vem as desculpas, as culpas, e as vezes você transfere para outras pessoas os seus insucessos. Minha proposta aqui é que você realmente mude. Pare de enrolar a sua própria vida. Pare de mentir para você mesmo e comece uma nova vida, aqui e agora. Então, pegue lápis e papel, junte ao trabalho um calendário e coloque datas em tudo o que você quer concretizar neste ano. Agende tudo no presente do indicativo! O universo só vai saber o que você realmente quer para a sua vida se você se expressar claramente. Escrever é a melhor maneira. Você também tem o direito de deixar a vida passar, a velhice chegar e você ser mais uma pessoa daquelas que culpa o universo inteiro pelos fracassos da vida. Claro, você só engana a você mesmo e um dia você vai descobrir, tarde demais talvez, que a sua vida foi um desperdício. Então, reaja agora! Diga sim à vida e eu lhe dou a maior força porque eu confio plenamente nas forças do universo. Se assim você fizer, daqui a alguns anos você vai agradecer mil vezes ao universo por ter tido a coragem de viver a sua própria vida com decisão, vontade, honestidade e amor incondicional pelo seu ser eterno. E assim agindo, eu acredito que os seus ancestrais vão lhe aplaudir de pé, onde quer que estejam — e eles estão sempre dependendo das nossas ações aqui e agora. Cadê o papel e o lápis? Aqui entre nós, tem um monte de gente que não deseja que você seja uma pessoa próspera, farta, abundante, feliz, cheia de amor e saúde plena. Mas, isso é problema delas, faça a sua parte porque você é a única pessoa responsável por você!

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