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O “dia das bruxas” perdeu o brilho original

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Perguntei a uma senhora norte-americana de 80 anos de idade o que era mesmo hallowe’en (que os dicionários brasileiros chamam de dia-das-bruxas), que se comemora em 31 de outubro nos Estados Unidos e a resposta foi rápida: “nada, é o dia em que as pessoas aproveitam para se vestir diferente” (se fantasiam). Essa “festa” que os Estados Unidos teriam copiado das ilhas inglesas do Pacífico, não tem nada a ver com bruxas mas sim com uma leve e humorada fisgada no mundo dos mortos, de maneira irreverente e até exagerada.

A festa antecedia o “dia de todos os santos”. As pessoas colocavam abóboras amarelas nas portas das casas, as crianças iam para a vizinhança pedir doces e adolecentes faziam festas fantasiados de caveiras e outras coisas de mal-gosto querendo assim fazer uma relação com o mundo dos mortos. Mas, as celebrações originais já derem seu lugar para a parte comercial, tão exagerada quanto as de Natal. Lojas e supermercados hoje exibem máscaras, caveiras, fantasias e em alguns lugares você compra até guardanapos bordados com gatos pretos, abóbaras e bruxas.

O maior bairro gay da cidade de San Francisco, chamado Castro, costumava juntar multidões nas ruas, algo assim parecido, de longe, com o carnaval, onde cada um se fantasiava como queria e muita gente exibia o corpo completamente nú. Era uma maneira de aumentar o caixa dos inúmeros restaurantes do lugar. Bebedeira, drogas, dança, beijos e exibicionismo faziam parte da “festa” mas a prefeitura deixou de incentivar tal festa, que até atraía turistas de outras cidades norte-americanas.

A razão principal alegada pela prefeitura é que em 2006, na noite de 31 de outubro, em Castro, foram assassinadas seis pessoas, 17 ficaram feridas, cinco foram dadas como desaparecidas e um sem-número de roubos e assaltos foram registrados. Pernas e braços humanos teriam sido achados nas praias.

A polícia suspeita que as mortes e desaparecimento de pessoas estejam relacionados a “brincadeiras” de horror ou até práticas com o outro lado da luz. Há quem diga que algumas famílias norte-americanas ainda se reúnem para jantar na noite de hallowe’en, mas a verdade é que a “festa” perdeu prestígio pela comercialização e pela doideira que aproveitadores cometiam nas festas públicas.

Quem não gosta nada dessa celebração são os verdadeiros bruxos porque o mundo dos bruxos não combina com álcool, droga, exibicionismo, assassinatos, roubos, assaltos nem desrespeito com os que já partiram.

O assédio sexual espiritual é real

Vampiro

É comum o assédio sexual espiritual e acontece com todo mundo, crente ou ateu, especialmente ao dormir, como se fosse um sonho. As pessoas que resistem ao conhecimento esotérico encaram o sono e os sonhos como algo banal e sem fundamento.

Freud e Jung dedicaram grande parte de suas obras ao estudo dos sonhos, com as limitações culturais que lhes eram peculiar porque viveram em uma Europa extremamente dividida entre as mais rígidas concepções religiosas, cristãs e judias, em torno do divino, do sagrado e do sobrenatural, com uma forte carga de preconceitos. Os chamados sonhos eróticos, mesmo como pessoas conhecidas, podem ser chamados também de vampirismo.

Esse tipo de vampirismo ocorre de três diferentes maneiras: da parte de pessoas que morreram e não querem admitir que estão mortas, sejam amigas ou inimigas; da parte de amigos, parentes, ex e atuais relacionamentos; e finalmente de inimigos desta vida. Não se fala disso nos consultórios porque os clientes têm vergonha e também porque os profissionais não estão preparados para tratar disso, por preconceitos, falta de uma formação multidisciplinar ou por dificuldades de entendimento pessoais.

Os mortos vagam pelas ruas, na escuridão da noite, procurando aquelas pessoas que estão sempre pensando negativo ou constantemente pensando em sexo, vendo filmes pornôs, lendo coisas ou falando de sexo o tempo inteiro, isto é, com sexo na cabeça. Esses espíritos são capazes de se transformar em rostos e corpos bonitos, entram em comunicação com a pessoa que dorme, deitam em suas camas e induzem a algo parecido com sono chegando a vítima até a pensar que fez sexo, sentiu os beijos etc.

Tudo é muito real e há casos em que a vítima acorda depois do orgasmo. De acordo com a atitude da vítima, isso pode durar anos e ela chega a pensar que está se relacionando com alguém das suas vidas passadas, em algum lugar no tempo. Pura ilusão! Aos poucos a vítima desses assédios começa a enfraquecer, a adocer, tem gripes que nunca se curam, sentem-se esgotadas, cansadas, saudosas, choram sem saber de quê, tem olheiras e querem dormir sempre mais porque aquele (ou aquela) que assedia fica dia e noite realimentando no mental da vítima que eles são felizes daquela forma. Com o tempo a vítima passa a não atrair mais ninguém do mundo real, vivo, porque o relacionamento com aquele espírito passa a ser obsessivo. Se for a um médico ele vai dizer que a pessoa está com anemia, esgotamento nervoso, etc.

Se for a um psicólogo desses de cadeirinha ele vai dizer que a pessoa está profundamente depressiva (o que pode ser tornar com o tempo). Mas isso não é tudo e o psicólogo tradicional não sabe ler esse tipo de depoimento do cliente porque não foi preparado para isso. Os cursos de psicologia copiam a medicina ortodoxa cega, infelizmente.

Amigos, parentes, ex-companheiros e até namorados e namoradas do presente momento também assediam durante o sono, especialmente se não têm chance se ter um relacionamento real com a pessoa desejada ou se o relacionamento acabou e a outra parte não querer renovar. Roupas íntimas, fotos e objetos pessoais são muito usados por pessoas que praticam esse tipo de assédio, embora não saibam a profundidade do que fazem. Geralmente essas pessoas se masturbam pensando na vítima. Muitas são bastante ciumentas.

O pensamento junto com a masturbação cria um vínculo espiritual tão forte que quando elas dormem o espírito sai do corpo e vai executar a tarefa. Neste caso, ambas as pessoas adoecem ou enfraquecem com o tempo e a prática e passam a ficar vulneráveis para assédios espirituais externos, por exemplo: um rapaz sempre se masturba pensando na vizinha da frente. O vínculo com a vizinha fica tão forte que chama a atenção de espíritos que perambulam. Os espíritos passam a observar as práticas do rapaz e em algum momento passam a obsediar o rapaz para tirar proveito da essência vital dele e da pessoa que ele assedia.

Esse tipo é muito comum naqueles casos em que a pessoa terminou um relacionamento mas sempre volta mesmo sabendo que é prejudicial e não dá certo – mas diz que não consegue resistir.

O pior desses assédios é aquele praticado por inimigos desta e de outras vidas porque aí é utilizada crueldade sem limites. Esta prática é muito comum na magia negra e nas amarrações de casamento ou de uniões feitas em terreiros. A pessoa manda fazer uma amarração e a vítima fica presa a ela e a quem mais a pessoa que fez a amarração desejar juntar, consciente ou não. Portanto, se você mandou fazer uma amarração, trate de mandar desfaze-la antes que você morra e perca o caminho do Paraíso. Pessoas amarradas ficam apáticas, perdem o entusiasmo da vida, vivem como mortos-vivos, sem brilho. Estes são aqueles “sonhos” que você tem mantendo relações sexuais com muitas pessoas ao mesmo tempo, em lugares horríveis – e você pode acordar na ilusão de que foi bom.

Tive clientes vítimas dos três exemplos acima e em todos os casos só têm solução em sessões sérias de desobsessão, em casas espíritas cardercistas credenciadas. As vítimas deste exemplo, além da fraqueza física, passam a atrair nas ruas pessoas caçadoras de parceiros sexuais, pessoas viciadas em sexo, violentas, entram em relacionamentos com pessoas desajustadas, a memória enfraquece, a vida não dá certo em nada, a prosperidade desaparece. A vitima atrai doenças venérias, urinárias e tudo o mais que está por trás delas, mesmo pessoas casadas.

Pessoas espiritualizadas e sensíveis são também alvo certo de todos os níveis de assédio acima citados se fraquejarem nas práticas porque elas têm mais capacidade de visualizar, concentar e se conectar com o mundo invisível. Ninguém na face da Terra está a salvo das chamadas “tentações”, especialmente as mentais.

Deixar o pensamento vagar é uma faça de dois gumes. As vezes elas nem precisam pensar, mas aqueles que assediam seguem elas até suas casas e ficam ali até que chegue o momento de atacar pelo sono, chegando a paralizar a vítima na cama. Todas as fantasias não realizados são uma ferramenta fácil para quem assedia pela mente, seja espírito ou encarnado.

Até Jesus foi assediado. Então, em todos os casos, é preciso rezar bastante, limpar as casas com incensos, manter o pensamento no positivo, no construtivo, em contato com o Sol. De todos os sistemas florais que experimentei, o único capaz de ajudar e até elimar esses assédios são as soluções estoques de Allim, Algodão, São Miguel e Carrapichão do Floral de Saint Germain. As essências de São Miguel e Carrapichão não só devem ser tomadas debaixo da língua, quatro vezes ao dia, como também uma gota deve ser colocada na cabeça, pelo menos uma vez ao dia. Alho na comida, suco de goiaba, de limão e pequi no arroz também ajudam.

Para quem é reikiano, médium, sensitivo ou trabalha como elemento de ligação entre o céu e a terra, é preciso agir imediatamente ao acordar, rezar e perdoar aqueles que vierem nos sonhos. Quem não tem uma forte ligação espiritual não sai sozinho de um assédio desses, precisa de ajuda externa. Muitos dos espíritos assediadores voltam quando você esquece e começa a pensar abobrinhas. Lembre-se que amores de outras vidas não assediam porque quem ama jamais assedia ou prejudica a pessoa amada. O amor mais intenso é aquele que é vivido aqui e agora, cara a cara, olho a olho, coração a coração. Amores do passado não existem mais, amores do futuro não existem ainda, o único amor real é aquele que é aqui e agora, sem dor, sem sacrifícios, sem problemas, sem dúvidas.

jjoacir@yahoo.com

Anvisa reconhece e libera as essências florais

“A Situação Legal e a liberação das Essências Florais no Brasil foram finalmente definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, através de seu Diretor-Presidente, Sr. Dirceu Raposo de Mello, conforme consta na Ata da Décima Sexta Reunião da Subcomissão Temporária da Regulamentação dos Marcos Regulatórios, Extraordinária, da 1ª Sessão Legislativa Ordinária da 53ª Legislatura, realizada em 01 de Outubro de 2007, às 18:30 horas, na Sala de Reuniões nº 19, Ala Alexandre Costa, no Senado Federal, reunião esta presidida pelo Senador Francisco Dorneles. Textualmente, o Diretor-Presidente da ANVISA afirmou: “Com relação aos florais, e coloco o floral e eu falou falar sem conhecimento de causa. Não sou especialista na área. Mas acho que nesse campo tem que ser como planta medicinal. Porque nós estamos falando de que floral? De Bach? Da Califórnia, de Minas Gerais? Como é que eu vou regulamentar? Aí querem regulamentação para isso. É melhor não regulamentar. Isto é melhor que não se regulamente. Porque não tem como regulamentar isso e se for criado uma regulamentação vai ter que ter ensaio para ver a eficácia, a segurança… E não tem como fazer. Então eu não entendo qual é a questão aqui. Porque o floral está liberado. O floral não tem impedimento”. As pessoas interessadas em obter o texto-documento completo, por favor, entre em contato conosco através do email (floraisdeminas@windows.ipdigital.com.br), que nós prontamente o enviaremos. É importante que os terapeutas, farmácias, escolas, clínicas e instituições que usam ou comercializam os florais tenham este documento. Uma importantíssima conquista da Terapia Floral no Brasil. Deus Seja Louvado! Breno Marques da Silva – Florais de Minas 18 de outubro de 2007″

Jota e Jury

Por Valeria Sasser, jornalista 

Lá pros lados do Nordeste, numa cidadezinha miúda, encravada no meio do sertão da Paraíba, havia um sítio de bom tamanho. Essa gleba começava no riacho que corria à leste, juntava-se ao norte e ao sul com terras alheias e à oeste, beirava a estrada que ia até o litoral.

Havia nesse sítio, uma casa de formas modestas, mas de ambientes confortáveis, ou pelo menos confortáveis à maneira do sertão. A vasta varanda de cimento vermelhão polido com cera, varava de ponta à ponta a fachada da casa e redes de várias cores ali estavam para o deleite dos meninos da família, nas tardes de preguiça e calor intenso, como só o sertão tem.

Um desses meninos era o Jota. Um menino de pele morena, pequenino, barrigudinho, de pernas fortes, com a cabeça grande típica do lugar e olhos muito brilhantes. Jota era o mais novo dos irmãos e sempre, ou era deixado de lado dos folguedos de seus irmãos mais velhos, ou era usado como gandula ou poste. Isso sempre o irritava muito, mas naquele lugar, naquela idade e com sua baixa estatura, reclamar era inútil.

Como o tempo demorava muito a passar naquelas bandas e todo desconforto parecia durar uma eternidade, Jota decidiu juntar-se aos adultos na lida diária para ter um pouco de sossego. E assim o fez.

Nos primeiros dias, tudo era novidade: o arado, o broto novo saído da terra escura, o sol queimando a boca e os ombros, a comida fria, mas gostosa que a mãe mandava entregar, o céu incandescente no pôr-do-sol. E havia também Jury, uma égua mansa, manchada de branco, que os trabalhadores usavam para o transporte de ferramentas e alguns ítems de necessidade no campo. Jury logo se apegou ao Jota, e ele, à ela. Mas era um relacionamento de amor e ódio.

Jota se protegia do sol embaixo de Jury e essa andava para o lado para deixá-lo descoberto. De propósito. Jury bebia água e respingava em Jota. Jota comia banana e atentava a égua com a casca quase vazia de fruta. O cheiro da banana deixava o animal louco, porque ela adorava bananas. Jota comia a fruta até quase o toco, olhando no olho do animal, que por sua vez pousava o olhar fixo na banana. Ele, então, dava o cotoco de banana para ela, que comia com tanta voracidade que quase lhe mordia a mão. E ele ria!

Ainda assim, um não vivia longe do outro.

Um dia, não conseguiam equilibrar uma certa carga nos jacás de Jury e bastava ela dar dois passos para ficar estressada com o desequilíbrio em cima de si e parar relinchando irritada com os jacás tortos no lombo.

Até que um peão do sítio olhou pro Jota, olhou para o jacá, tirou o chapéu, coçou a cabeça, olhou de novo para os dois e propôs: “Porqui é que num butamu o minino Jota nu outro jacá de contra-peso? Ele mi pareci du tamanhinho exato di contra-peso!”

E assim, o pai de Jota pegou o seu filho e, depois de mandar mudar toda a carga para um jacá só, colocou o menino no outro.

Perfeito contra-peso! E lá foi Jury com o Jota encarapitado em seu jacá, olhando para o menino com olhos de égua curiosa a cada dez passos, porquê, afinal, esse era um ponto de vista totalmente novo para ela, que sempre tinha Jota ao seu lado, mas no chão.

O Jota, esse ficou com um pouquinho de medo na primeira vez, depois aprendeu a dobrar as perninhas de modo confortável e passou a desfrutar do passeio, afinal menino sertanejo não tem medo de coisa pouca.

Jury, seguindo seus instintos maternais nunca exercidos porque ela era híbrida, começou também à cuidar e a desfrutar de seu pequeno companheiro no lombo. Mesmo quando não havia carga, ela relinchava, ficava inquieta, mostrava os dentes até que Jota subisse e se encarapitasse no jacá. Daí, Jury saía, pode-se dizer, saltitante de felicidade. E Jota também apreciava esse amor do animal por ele.

Assim, Jury e Jota ‘Contra-Peso” ficaram conhecidos por aquelas bandas por conta dessa amizade sincera e profunda de que desfrutavam. Até que Jota cresceu, Jury envelheceu e a vida os levou em diferentes direções, como sempre acontece com meninos sertanejos e éguas híbridas.

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