Joacir

jose joacir

jos joacir

jos joacir dos santos

dr. jos joacir dos santos

dr. jos joacir

josé joacir

josé joacir dos santos

dr. josé joacir dos santos

jose joacir dos santos

tarapeuta jose joacir

xama jose joacir

reiki

xamanismo

holismo

fitoterapia

psicossomatica

psicossomatica brasilia

brasilia

homeopatica

magnified healing

floral

terapia floral

terapia oriental

musicoterapia

associao

psicossomatica

terapeuta holistico

cursos

reiki sao paulo

reiki brasilia

sao paulo

melhor terapeuta holistico do mundo

jocira

SUS

medicina chinesa

ervas

ervas medicinais

remedios caseiros

energia

espiritos

espirituais

encosto

olhado

pensamento

pensamento negativo

solidao

depressao

causas da angustia

sintomas da angustia

causas da solidao

suicdio

causas do suicdio

musicoterapia

musicoterapia oriental

musicoterapia chinesa

musicoterapia tibetana

kuan yin

kwan yin

oriental

centro oriental

Um cigarro de maconha equivale a cinco de tabaco

pulmao.jpgDa AFP, em Paris, em 30/07/2007, as 14h27 -Fumar um cigarro de maconha tem os mesmos efeitos sobre os pulmões humanos que fumar entre 2,5 e 5 cigarros compostos unicamente de tabaco, ressalta um estudo realizado na Nova Zelândia e divulgado no site na internet da revista especializada Thorax. Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia, e sua equipe compararam os efeitos da maconha e do tabaco nos 339 adultos que participaram de um estudo sobre saúde respiratória. Os voluntários foram divididos em quatro grupos: os que fumavam somente maconha, os que fumavam apenas tabaco, aqueles que fumavam ambas as substâncias e aqueles que não fumavam nenhuma delas. Cada um dos participantes foi submetido a uma série de exames de tomodensitometria dos pulmões (um escaner de raios X aliado a um computador) assim como a testes respiratórios. “A principal descoberta é que um cigarro de maconha é similar a entre 2,5 e 5 cigarros de tabaco em termos de obstrução respiratória”, frisaram os cientistas. A equivalência é coerente com os níveis de carboxihemoglobina (forma de hemoglobina tóxica porque se associa ao monóxido de carbono e ao oxigênio) e de alcatrão, que são entre 3 e 5 vezes maiores em um cigarro de maconha do que em um normal.O estudo também mostra que os fumantes de maconha produzem assobios ao respirar, tossem, e sofrem com pressão no peito e expectorações. Além disso, o consumo de maconha causa uma degradação do funcionamento dos brônquios, com obstrução respiratória, fazendo com que os pulmões sejam obrigados a realizar um esforço maior. Os cientistas constataram, no entanto, que o enfisema, uma doença pulmonar que pode evoluir para uma insuficiência respiratória crônica, aparece quase que exclusivamente apenas em fumantes de tabaco ou de ambas as substâncias, mas não naqueles que fumam apenas maconha. Os pesquisadores ressaltaram que os efeitos da maconha sobre os pulmões se devem à forma como se fuma esta substância: sem filtro e com tragadas mais profundas e longas. (A foto acima é de um pulmão de fumante. A cor escura é a poluição deixada pela fumaça).

Consumo de maconha favorece a esquizofrenia

Agência Efe, Genebra, Suíça - “O consumo de maconha e haxixe pode favorecer o aparecimento de sintomas de esquizofrenia e outros tipos de psicoses, revelaram nesta segunda-feira os autores de uma pesquisa feita na Clínica Universitária Psiquiátrica de Zurique, baseada na recopilação de dados clínicos durante 30 anos. Em artigo publicado hoje, na revista especializada “Schizophrenia Research”, os pesquisadores afirmam que a “cannabis é menos inofensiva do que se pensava”, e recomendam a reavaliação dos fatores de risco propiciados pelo consumo dessa substância, e sua influência no desenvolvimento de doenças psíquicas. Os autores da pesquisa recomendam que, em princípio, as pessoas com tendência a desenvolver tais patologias, seja por suscetibilidade pessoal ou histórico familiar, renunciem ao consumo da cannabis.

Dirigida pelos cientistas Wulf Rossler e Vladeta Ajdacic, o estudo permitiu determinar um aumento dos casos de esquizofrenia nos jovens de Zurique nos anos 90, em relação ao consumo de maconha e haxixe. Esse resultado surgiu da análise do registro de entradas em centros psiquiátricos dessa cidade, entre os anos de 1977 e 2005. Mais concretamente, as estatísticas apontam que, entre os jovens de 15 a 19 anos, os casos de psicoses esquizofrênicas aumentaram de 20 para 50, por cada 100 mil habitantes, entre 1990 e 1998. Os pesquisadores relacionaram essa tendência ao aumento do consumo de cannabis por usuários cada vez mais jovens. Segundo o artigo, uma evidência disso seria que o consumo da droga entre adolescentes do sexo masculino, com idades entre 15 e 16, anos passou de 15% para 40% nesse período.

Outra revelação é que o aumento das doenças psiquiátricas foi particularmente grande entre os homens jovens, em relação a mulheres e outros grupos etários. Além disso, os autores do estudo revelam que a combinação de cannabis e de ecstasy aumentou o surgimento de psicoses na década de 90, embora reconheçam que não contam com provas definitivas a esse respeito”.

Os deuses gregos perderam o assento

PSICOLOGIA - Por José Joacir dos Santos

             A psicologia nos Estados Unidos adquiriu alforria já há algum tempo e a palavra em si não tem “dono” como no Brasil. Essa capacidade talvez seja um traço cultural de um povo arquivado na memória celular. Este país foi colonizado, de um modo geral, pela Ingraterra, mas foi capaz de se distanciar da herança cultural colonizadora. O “novo mundo” atraiu para si pessoas com ideais de liberdade que não conservaram laços de obediência à raiz monárquica. A escravidão aqui também não vingou por muito tempo e a democracia se instalou, a muito custo, ensinando a cultivar os direitos individuais e a liberdade de pensamento. Sem desmerecer pela bravura como venceu os mares, o pensamento português nunca foi abundante de ideais de liberdade e a escravidão no Brasil ainda tem fumaça de várias matizes, mesmo sem ser colônia. Um exemplo é a psicologia, presa às corporações, práticas antigas, arrogantes, preconceituosa e de um modo geral pouco comprometida com a finalidade compassiva que deveria ser. O desgarranento dos padrões repetitivos das corporações não foi fácil nos Estados Unidos e nem será em qualquer lugar. A imigração constante e a diversidade humana obrigaram os legisladores daqui a pensar diferente e a mudar os caminhos da sociedade para acomodar a multidisciplinaridade. Embora persiga hoje os imigrantes, foram os forasteiros que enriqueceram a cultura deste país. Dos anos oitenta para cá, a psicologia norte-americano se dividiu em três escolas distintas, inclusive por uma questão de sobrevivência e tolerância, tendo a Califórnia como carro-chefe das mudanças e readaptações. Aqui falo da que mais me agrada e também da que mais cresceu nos últimos anos. Assim como as igrejas evangélicas, os consultórios de psicólogos que seguem a linha ortodoxa diminuem no país inteiro por falta de cliente e muitas universidades já oferecem o curso de psicologia até por correspondência. O povo procura alguma coisa além das teorias psicanalíticas comportamentais porque já compreende que o comportamento desequilibrado pode ser uma disfunção do ser integral e essa disfunção depende também de uma palavra mágica: energia. Ninguém quer mais passar dez anos fazendo análise. A Nova Era tem pressa e desmascara velhos padrões. A psicologia do sucesso agora se chama: psicologia energética. No meio de uma sessão o terapeuta percebe que o cliente tem dificuldade de se expressar e convida-o a exercitar acupressura. Essa técnica segue os princípios da acupuntura e não precisa de agulhas. Feita a sedação em alguns pontos do meridiano chamado Triplo Aquecedor, o cliente começa a falar e a enfrentar suas dificuldades. Ela incorpora outras terapias energéticas, inclusive Reiki, e é aliada de outra fonte inesgotável de respostas para todas as perguntas: a psicologia oriental baseada na filosofia budista.

Fui a um seminário de David Feinstein, PhD em psicologia, que exerceu a profissão por quinze anos até conhecer a futura esposa, Donna Eden, cuja profissão é, há mais de 30 anos, terapeuta energética e vidente. Disse que passou anos apenas acompanhando a esposa nos seminários dela e trabalhando na sua clínica, sem compreender bem o que ela fazia. Enquanto era dificil acomodar até vinte clientes por dia na clínica, a sua mulher palestrava, em um só dia de seminário, para mais de 500 pessoas. Criticado pelos colegas, David fechou a clínica e foi estudar o que a mulher fazia com a vidência. Usando métodos acadêmicos por não ter vidência, ele pesquisou, estudou e começou a praticar o que outros já faziam com sucesso: a psicologia energética, baseada na “mitologia pessoal”. Ele conta que zerou a contagem de clientes na sua antiga clínica e com a nova abordagem já atendeu a mais de dez mil pessoas. A mudança foi tão radical que a clínica tornou-se insuficiente e ele passou a dar seminários pelo país, onde a platéia, ávida para saber o segredo do sucesso, é constituída quase que exclusivamente de psiquiatras, psicólogos e terapeutas energéticos de todas as categorias. Os dois livros de David estão entre os mais vendidos. A esposa vê tudo o que é invisível às demais pessoas e é capaz de mudar a energia inteira de uma pessoa com um simples toque.

De acordo com David, um cliente tratado pelos métodos da psicologia ortodoxa gasta quatro vezes mais tempo no tratamento do que outro tratado com a psicologia energética e não há garantia que os padrões emocionais antigos voltem a se desenvolver. Enquanto que na ortodoxia um cliente com uma fobia simples leva dez a doze sessões, na energética o mesmo cliente só necessitaria de duas ou três e as vezes só uma sessão. O grande obstáculo imposto pela ortodoxia já era esperado: com a palavra energética no meio, o cliente gasta menos dinheiro no tratamento e em um país como os Estados Unidos, dinheiro é a alma do negócio. Um simples exame de sangue pode custar ao paciente 500 dólares. A “indústria” da saúde não quer perder o filão mas há sinais de fumaça. Por outro lado, os psicólogos energéticos tem mais clientes, que demoram menos tempo nos tratamentos e são bem-vindos pelas companhias de seguro-saúde porque as terapias energéticas são produzem efeitos colaterais e o cliente usa menos os serviços do seguro-saúde. Esse paradigma também existe na área de saúde como um todo, especialmente no Brasil, onde os terapeutas holísticos que nasceram com dons especiais têm dificuldade de convergir essas habilidades em trabalho sério e disciplinado porque não há escolas que lhes dê a chance de se autodesenvolverem. Hoje todo mundo sabe que se o povo tiver acesso fácil a terapias energéticas, aqui chamadas de amigáveis, a “indústria” do remédio cheio de efeitos colaterais perde dinheiro e os donos de hospitais ficam menos ricos, coitados! A rede de hospitais canadense Kaiser Permanente abriu os olhos e incorporou no atendimento as terapias energéticas

.As práticas energéticas focalizam seus tratamentos nos centros energéticos do corpo, alterando o campo eletromagnético. Há 2500 anos a acupuntura fala disso. De que são constituídas as células? Todo o ser humano é pura energia. Por isso se alimenta diariamente e precisa de hábitos saudáveis para continuar a existir. É sabido que se uma pessoa muda o campo magnético dela a doença perde força, a polaridade muda. Vamos dizer que o cliente tem uma fobia e vai ao consultório falar dela. Enquanto fala, ela sobe e toma vida, fica vivida. Mesmo que o cliente compreenda porque desenvolveu a fobia e queira mudar, quando sai do consultório o cérebro refaz o caminho de volta e guarda a fobia no velho arquivo. Já se o cliente é tratado na terapia psicanalítica energética, quando o cérebro tenta devolver a memória da fobia o campo magnético já foi alterado. A repetição dessa prática restaura a saúde mental. Não há segredo: simplesmente o campo eletromagnético da fobia é desestruturado quando recebe informação energética diferenciada do seu padrão e em outra voltagem. Quando a circuito energético da memória celular é quebrado, ela perde a capacidade de ser refazer, reprogramar e repetir o seu padrão estrutural. Aos poucos os fragmentos do desequilíbrio se perdem como gotas de veneno no mar. O estimulo que alimentava a fobia não acha mais espaço compatível com a sua vibração energética, a doença perde o sentido e a vida se restabelece. Índios e xamãs não sabem o que é memória celular mas tratam ela.

As escolas de psicologia passam semestres falando de arquétipos sem saber que os deuses gregos já perderam o assento. O grande achado da psicologia energética é não importar deuses e demônios. É guiar o cliente de acordo com a sua mitologia pessoal, isto é, os deuses e demônios do próprio cliente, criados desde a barriga da mãe pela influência do meio-ambiente, dos traços culturais, das crenças, do distanciamento das práticas milenares de conexão com seus “anjos” internos, da alimentação e também das vidas anteriores. As diversas formas de transmissão de energia universal interagem com os neurônios formando uma engenhosa rede de condução de estímulos energéticos do corpo e é capaz de informar que há mudança de planos e caminhos a seguir. Somos constituídos de grandes condutores chamados meridianos e de infinitas estações energéticas chamas chácras. Como ignorar a energia como fonte de saúde mental? Até pouco tempo, fora do Brasil ninguém acreditava que álcool fosse uma alternativa energética viável. Hoje, vários países do mundo não tiram os olhos dos engenhos de cana-de-açúcar brasileiros. As terapias energéticas aos poucos deixam de ser alternativas para serem essenciais porque a terra vive seu momento de transformação, de alteração de frequencia energética e de mudança de padrões de toda espécie. Nada é colocado no corpo sem o conhecimento imediato dos sensores cerebrais e mentais – e vice-versa.

 Na verdade, para quem quizer ver com outras lentes, a psicologia energética vem resgatar o que de bom existe nas práticas psicológicas convencionais porque a energia provoca, ativa, interage e remodela os reflexos condicionados dos padrões e bloqueios emocionais. “A  psicologia energética tem cartas para todas as mesas. Estimulando pontos energéticos na pele, relacionados com atividades mentais específicas, pode transformar em instantes a química elétrica do cérebro”, dizem David Freinstein (www.energypsyched.com), Donna Eden (www.energymed.info) e Gary Craig no livro “A promessa da psicologia energética”(The promise of Energy Psychology”, o qual recebeu o prêmio de “excelência” no “oscar” da literatura psicoterápica norte-americana e foi adotado imediatamente após o lançamento pela Association for Humanistic Psychology, uma das três vertentes da divisão de escolas psicológicas nos Estados Unidos, da qual sou filiado. Nos vários livros publicados sobre psicologia energética, por psicólogos que antes trabalhavam na linha ortodoxa, é unânime que a psicologia associada a terapias energéticas é eficaz na resolução dos casos de emoções indesejadas como medo, culpa, vergonha, ciúme, raiva; muda padrões comportamentais e hábitos indesejados; aumenta a habilidade para amar, ter sucesso e aproveitar o melhor que a vida oferece. Mudando a cabeça, a vida melhora!

O engenheiro metalúrgico Gary Craig (www.emofree.com), pesquisador em psicologia e criador do sistema chamado “Técnicas de Libertação Emocional” (EFT, em inglês) foi levado pela ONU para a guerra em Cosovo e fez história no tratamento de traumas de guerra combinando técnicas psicoterápicas com terapias energéticas e é portador de um dos maiores e mais ricos acervos de casos de cura com esse trabalho, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde sem nunca ter feito faculdade de psicologia. Foi ele quem atraiu e modificou a vida de milhares de psicólogos que hoje trabalham com a nova psicologia energética nos Estados Unidos e  na Europa, lado a lado com videntes, índios e xamãs. José Joacir dos Santos é jornalista e doutor em Psicologia Oriental jjoacir@yahoo.com

 

Gays são excelentes pais

A NOVA FAMILIA  – Por José Joacir dos Santos

         Nenhum governo tem coragem hoje de fazer desfeita com as verbas para a educação porque sabe que a ignorância é inimiga da evolução, da democracia e a história vai lembrar dos seus feitos para sempre – exceto em alguns estados brasileiros. Quando há condições sociais favoráveis e democráticas, a famíla de hoje é cada vez mais educada, independente emocionalmente e encara as diferenças individuais com mais compreensão e naturalidade. Tabus e preconceitos são cada vez mais vergonhosos, inadmissíveis e ninguém quer ser apontado como portador dessa ignorância. As sociedades democráticas evoluem e aquilo que era considerado problem é hoje visto com uma opção de vida, como a homossexualidade, viver solteiro, a terceira idade, a mulher chefe de família etc. A família moderna se adapta à evolução comportamental da espécie humana que através da educação, que é a base da democracia, e começa a compreender que todos somos iguais independentemente das preferências e dos comportamentos individuais. A Nova Era refaz o conceito de família para salvar a própria família e reafirma que preconceito sexual, por exemplo, é sinônimo de ignorância e desrespeito. Já se sabe que gays fazem sexo na cama do mesmo jeito que qualquer um outro ser humano não-gay. As estatísticas norte-americano dizem que a grande maioria dos abusos sexuais registrados nas prisões são cometidos por homens heterossexuais, inclusive casados – contra gays e não-gays! É fácil atacar gays porque a maioria não tem o apoio emocional sequer da própria família. A preferência sexual não faz um pai ser bom ou ruim, mas tem pai que exclui filho por causa da forma como o filho se expressa sexualmente. Os orfanatos estão lotados na America Latina! Você acha que essas crianças são filhas de gays?

            Já não é segredo que a pobreza não é cármica e está atrelada à ignorância e a falta de educação básica da população, em todos os sentidos. Quando São Francisco de Assis saiu da casa do pai, há séculos, tinha certeza que era impossível viver um estado de pureza arrodeado de rigidez, opulência adquirida mediante a exploração dos outros, mão-de-ferro, escravos, serventes e preconceitos. Mais tarde o franciscanismo confundiu pureza com pobreza e este foi mais um equívoco do catolicismo europeu exatamente porque não consegue resolver os seus próprios preconceitos em nome de Deus – entre eles declaradamente contra os homossexuais, como se esses não fossem filhos de Deus da mesma forma que os heteros são, colocando uma barreira social desnecessária exatamente em um assunto em que o celibato é fragilizado e responsável pelas igrejas vazias.  A riqueza, a prosperidade e o respeito pelo ser humano só são alcançados com o acesso fácil e amplo à educação, à leitura e ao conhecimento, mas toda a história humana desde Jesus não foi capaz de ensinar isso às sociedades cristãs, muito menos às igrejas. Todos os movimentos populares tiveram origem nas camadas mais escolarizadas da sociedade, embora as consequências tenham atuado contra essas clases – como aconteceu com a Lei Aurea: a elite lutou pela libertação dos escravos – nada mais justo – e perdeu o lucro das grandes fazendas onde os negros eram estigmatizados por aquilo que representava a escravidão.

            A educação é responsável pelo desenvolvimento da família como um todo. Na grande maioria de casos dos desastres familiares investigados, os indicadores apontam numa direção: ignorância dos pais, dos chefes de famílias ou responsáveis que fracassam na condução dos interesses da família. Com a evolução da espécie e a influência da Nova Era, indivíduos bem educados e sadios têm plena capacidade de discernimento já aos 16 anos. A internete e a abundância de publicações boas e ruins têm contribuído com isso. Políticos brasileiros debatem a maioridade mas têm medo de ir em frente porque têm culpa acumulada pelo descaso com que conduzem suas vidas públicas sem comprometimento com as necessidades da população e por isso há falhas profundas na educação. Não há desculpas que justifiquem ações preconceituosas de qualquer espécie, ainda mais de pessoas que trabalham com o nome de Deus e em nome da sociedade.

            O entendimento e o respeito pela pessoa humana são fundamentais para com aqueles que nasceram com comportamentos diferentes, inclusive sexuais. Os movimentos pela liberação homosssexual nasceram há algumas décadas quando os EUA mandava seus filhos para uma guerra que ninguém compreendia – a do Vietnã. Quando a opinião pública acordou e percebeu o que estava apoiando uma causa sem rebelde, comecaçam a aparecer acusações de que eram mandados para a guerra os indesejados, entre eles negros, latinos, homossexuais e imigrantes pobres – isto é, a escolha era baseada no preconceito. Dizem que essa situação não mudou com a guerra do Iraque. Ainda hoje há muitos estados norte-americanos onde gays são assassinados e excluídos. No Brasil esse número é alarmante embora não haja estatística confiável. Hitler, Stalin e Mao mataram centenas de gays, embora muitos líderes gays apóiem o comunismo e o socialismo ainda hoje. A Igreja Católica, assim como protestantes e evangélicos, condena abertamente essa opção de vida até hoje e ninguém lembra que Jesus acolheu como discipulos uma prostituta e um indeciso sexual chamado Paulo. O que dizer daquelas igrejas caça-níqueis que prometem “curar” homossexuais? Mas os países desenvolvidos já olham para essa questão com olhos mais sadios, assim como alguns corajosos gatos pingados do sistema jurídico brasileiro onde já há jurisprudência na adoção de crianças por casais ou solteiros gays, união estável, “casamentos”, direito a seguro-saúde etc. Não há uma política pública clara a favor das diversidades culturais e humanas no Brasil. Há muitos projetos do Governo para erradicar a pobleza física mas não a pobreza emocional e mental baseada em preconceitos de muitas espécies. O governo ainda aparece como patrão, não como pai. Quando o Governo Lula acabar, corre o risco do número de pedintes no Brasil ser maior do que o de quem pode dar esmolas.

            As estatísticas norte-americanas falam alto e mostram que os casais homossexuais têm mais dinheiro, vivem melhor, viajam pelo mundo, trabalham por causas sociais, são os que mais atendem a situações emergenciais de desastres naturais e, mais recentemente, são os pais mais exemplares. Há muito são os que melhor cuidam dos pais na velhice e representam grandes parcelas da sociedade nas grandes cidades. Não há esse tipo de estatística no Brasil por causa do preconceito em tratar assuntos que são o dia-a-dia de milhares de pessoas em todas as camadas da sociedade. A homossexualidade é parte da história emocional humana e não é um “defeito” ou um “castigo” de determinada classe, raça ou etnia. O estado norte-americano de Ilinois tem “limpado” as creches de crianças negras que não são adotadas pela população negra pobre e decadente nem por brancos héteros e preconceituosos. Em 2006, gasais não-gays brancos norte-americanos adotam 60 mil crianças chinesas enquanto que as crianças negras continuam nas creches! Chinês não corre o risco de mudar de cor, não é verdade? Gays brancos ou casais onde um é branco e o outro é negro adotam e dão todas as opções de educação às crianças porque são pessoas, em sua maioria, com bom nível educacional e financeiro – seguro-saúde, por exemplo, é um sonho que muitos norte-americanos não podem contar mas os gays podem pagar. O processo é ainda longo, cheio de entrevistas, mas funciona. Vários estados norte-americanos já incluem no registro de nascimento do menor adotado o nome dos dois pais ou das duas mães ou apenas de um quando o casal assim decide. A Lei nos EUA para menores é igual a dois mais dois: cobra financeiramente dos pais e responsáveis todo o apoio necessário ao bem-estar do menor até a declaração da maioridade e quem não cumpre vai ver o sol nascer quadrado. O sistema jurídico brasileiro precisa sair do armário da ignorância e tomar atitudes positivas, que preencham as necessidades da sociedade que lhe paga os gordos salários. Imposto não tem preferência sexual, de raça, de cor, de religião e nós brasileiros somos sufocados por impostos. Para onde esse dinheiro vai?

          Esse novo comportamento social norte-americano mexeu com os profissionais de saúde nos últimos cinco anos, que têm agora que se adaptar à evolução social e da espécie humana, soltando para sempre as teorias psicológicas baseadas nos mestres de dois séculos atrás, as quais naturalmente refletem os preconceitos sociais das sociedades de cada época. Ainda há psicólogos que mandam clientes gays para o psiquiatra enterrá-los nos remédios sonolentos para que eles não percebam que estão vivos. O processo de seleção de profissionais de saúde, especialmente na área psicológica para cargos públicos são conduzidos, em alguns estados norte-americanos, por profissionais com conhecimento de causa no que diz respeito a novos comportamentos sociais, isto é, homossexuais inclusive. As forças policiais de alguns grandes conglomerados urbanos como Nova Iorque e São Francisco incluem, há tempos, em seus quadros, profissionais de diversas opções sexuais para lidar com a população emancipada, liberada dos preconceitos e conhecedora dos seus direitos individuais e civis com igualdade de condições. A chefe de todo o sistema de segurança do transporte, inclusive metrô, da cidade de São Francisco, é um indíviduo transsexual que superou, em eficiência, todos os homens héteros que ocuparam o mesmo cargo nos últimos dez anos, segundo a imprensa local. Quantos exemplos de gays bem-sucedidos e saudáveis emocionalmente é preciso para satisfazer o apetite da ignorância? Esses são sinais de mudança comportamental da espécie humana advindos da educação e do entendimento de que todo ser humano é igual em todos os sentidos, independentente do seu comportamento entre as quatro paredes do quarto em que dorme. José Joacir dos Santos é jornalista e psicoterapeuta jjoacir@yahoo.com.

Deseja ver outros artigos? | Topo