Médicos denunciam antidepressivos para bipolaridade
Por: José Joacir dos Santos
Os antidepressivos que aparecem nos comerciais da televisão norte-americana como fórmulas mágicas da indústria farmacêutica estão sob o olhar crítico de conceituados médicos e do Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa dos Estados Unidos. O estopim foi um artigo publicado pelo respeitado The New England Journal of Medicine, de 28 de março, assinado por cerca de vinte médicos, o qual afirma que paciente bipolar tratado com antidepressivo piora e tem efeitos colaterais profundos já chamados de Bipolar IV. Embora ressalte que os estudos sobre a eficária de antidepressivos no tratamento de pacientes bipolares precisa ser aprofundado, o grupo relata estudo de casos e diz que o fator principal de eficiência dos antidepressivos apresentado pela indústria farmacêutica tem apenas o objetivo de fazer o produto ser aprovado pelas agências reguladoras de medicamentos, isto é, não funcionam em tratamentos a longo prazo, não produzem os resultados esperados na prática clínica e vendem muito! Em resumo, pacientes estão ficando mais doentes.Alertado pelo Programa Sistemático de Melhoria do Tratamento da Bipolaridade (Systematic Treatment Enhancement Program for Bipolar Disorder), apoiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health), o FDA não aprovou, recentemente, a licença de 25 antidepressivos para o tratamento da depressão bipolar. Apesar da limitada comprovação da eficácia desses medicamentos em tratamentos de longo e curto prazos para pacientes diagnosticados com alteração no humor e do conhecido risco do paciente desenvolver outras desordens como efeitos colaterais da medicação, esses medicamentos já existem no mercado e podem ter sido exportados para o Terceiro Mundo. A imprensa norte-americana especializada calcula que os laboratórios farmacêuticos faturam cerca de 60 milhões de dólares anuais com esses ineficientes medicamentos, de fácil acesso ao consumidor. Em curta matéria no principal jornal da Rede ABC, conhecida por levar ao ar, de cinco em cinco minutos, comerciais desses medicamentos, mostou fotografia de algumas embalagens dos medicamentos censurados pelo FDA mas o próximo comercial apresentado pela emissora foi exatamente de um deles: Lunesta – que agora aparece apenas como indutor do sono e não mais como um agente hipnótico não-benzodiazepinico. Não se sabe se o FDA recolheu os medicamentos suspeitos nem se eles foram exportados para países latino-americanos, onde a indústria farmacêutica é apoiada por políticos influentes e onde a elevação do preço dos medicamentos vira manchete de jornal. Nos EUA, medicamentos podem ser colocados no mercado enquanto aguardam aprovação do FDA, bastando ter isso escrito no rótulo para que o consumidor veja e decida se compra ou não. O comercial do Lunesta na TV convence qualquer um de adquiri-lo, mesmo sem necessidade, porque parece um milagre… O brasileiro não tem costume de ler os rótulos dos medicamentos…Essa história triste trouxe à toma as discussões sobre a bipolaridade, que nem os cientistas entram em acordo sobre as possíveis causas dessa desordem. Até hoje acredita-se que seja uma combinação de fatores emocionais, biológicos, hereditários e eu acrescento os fatores espirituais envolvendo a mediunidade. Levando em conta que cada ser humano é possuidor de uma estrutura celular única e diferente de todos os outros, existe a possibilidade de alguns já nascerem predispostos a certas deficiências físicas, mentais, emocionais e em todas elas acrescento as deficiências celulares espirituais resultante da história de inúmeras vidas vividas e um só registro. Os cientistas chamam essa predisposição de “diathesis”. Há que se considerar também que uma pessoa com essas predisposições ainda sofrerá com a sua maneira de viver, de se relacionar com o mundo, incluindo a alimentação e as condições sociais a que está submetida, especialmente a educação recebida em casa.Há uma hierarquia nas doenças, bem estudada pela Homeopatia e pela Medicina Oriental. O indivíduo depressivo se recusa a sair da cama por dias seguidos. Reclama que está muito cansado mas não consegue dormir. Chora. Perde o interesse pelas coisas que gosta muito. Põe de lado as obrigações do dia-a-dia. Tem dificuldade de tomar decisões. Quer morrer. O maníaco acha que pode fazer qualquer coisa, legal ou ilegal. Dorme pouco e não se sente cansado. Gasta mais do que pode. Veste-se com estravagância. É pessimista ao extremo. Acha que tem energia de sobra. O próximo estágio de um indivíduo maniaco-depressivo é desenvolver a bipolaridade. O manual da Associação Norte-Americana para o Diagnóstico das Dedordens Mentais (DSW-IV) diz que a “bipolaridade é caracterizada pela ocorrência de uma ou mais das principais desordens depressivas, acompanhada pelo menos de um episódio maníaco”. Então, aquelas pessoas que passam a maior parte do seu tempo desenvolvendo atividades mentais depressivas (negativas, as piadas preconceituosas, por exemplo) já estão trabalhando para subir em mais um degrau, a bipolaridade. Da mesma forma, as pessoas com atitudes positivas sobrem cada vez mais na escadaria da saúde. A pessoa depressiva desenvolve manias. As manias ficam apuradas e se transformam em hipomanias, que são comportamentos inadequados, esquisitos, paixões exageradas. Um indivíduo pode ter alteração de humor e também ser hipomaníaco – isso é chamado de Bipolar II. Ele se acha o máximo em tudo na vida mas não move uma palha.
O indivíduo Bipolar I é aquele que sofre de alterações no humor, perde o contato com a realidade (esquisofrenia) e o medo acumulado pela sua própria história se transforma em psicose. Aqui é preciso ter cuidado para não taxar uma pessoa com mediunidade alta de bipolar, já que a linha divisória das características da mediunidade e da bipolaridade é muito fina. Com mediunidade alta o individuo não tem alteração do humor e nem manias. Pode se perder no tempo e no espaço por pressão familiar, do grupo social e da própria ignorância mas a mente é sadia. O profissional cético e desconhecedor das coisas do espírito erra muito neste diagnóstico e pode até taxar o médium como esquisofrênico. Aos onze anos, um psiquiatra queria me medicar com Valium e me internar porque minha mãe disse a ele que eu via espíritos. O bipolar pode ter crises de alucinações, isto é, dizer que ouve e vê coisas que só ele sente, insiste em dizer que é verdade aquilo que para mais ninguém é, e tem mania de persequição (paranóia). Alguns pacientes viciados em maconha e outras ervas alucinógenas vêem e ouvem coisas da sua própria memória celular – isto é, não é um contato exterior. Pude acompanhar alguns casos. Alguns diziam ver e ouvir coisas e até terem “revelações espirituais” mas eu não percebi alteração alguma no campo energético deles, o que é impossível quando há um contato externo, espiritual. Se não tivesse compaixão por eles e não compreendesse que era um efeito colateral das ervas, diria que estavam mentindo.
O aspecto mais perigoso do indivíduo bipolar, em qualquer estágio, é a tentativa de suicídio. Nos Estados Unidos, as estatísticas apontam para 15 % de suicídios entre os bipolares e diz que as despesas com os tratamentos já ultrapassam, em valores, aquelas com indivíduos acometidos de diabetes. A ciclotimia (ora depressivo ora excitado) é uma das características do Bipolar III e os indivíduos maniaco-depressivos com aspectos hipomaníacos já estão sendo classificados como Bipolar IV. Os cientistas acreditam que o estágio IV da bipolaridade resulta dos efeitos colaterais da medicação hoje aplicada à base de antidepressivos, objeto da denúncia dos médicos citados no The New England Journal of Medicine, de 28 de março (http://content.nejm.org/cgi/content/full/NEJMoa064135). É preciso ressaltar que entre os indivíduos diagnosticados como maniaco-depressivos também estão aqueles com inteligência acima da média, com dons naturais não desenvolvidos, talentosos, capazes de transformar este mundo para melhor mas têm dificuldade de lidar com a vida real, as obrigações, pagar contas, os muitos impostos, de lidar com as amarguras do mundo, das pessoas infelizes por natureza e de se manter vivos. É preciso que o profissional de hoje tenha a capacidade de reconhecer esses indivíduos e, antes de fazer uma lista de remédios que vão piorar as coisas, olhar nos olhos do paciente para lhe dar esperanças, encaminhar para terapias não-medicamentosas, pesquisar tratamentos com ervas medicinais, etc. Sim, a Alemanha já trata a bipolaridade só com ervas! Quem fatura 60 milhões de dólares por ano sabendo que está contribuindo para o adoecimento de milhares de pessoas ao redor do mundo não tem mais nada a temer. Resta saber se você contribui com isso. (*) José Joacir dos Santos é jornalista e psicossomatista. jjoacir@yahoo.com – www.joacir.com
Estava em Brasília, dentro do Palácio Itamaraty. Alguém dizia para tomar uma vacina urgente e que insistisse com a pessoa que aplica porque ela era um pouco desleixada, como grande parte dos funcionários públicos, por falta de incentivos na profissão. A pessoa da vacina não estava e alguém me chamou para ver uma explosão no subsolo do Palácio, de onde vinha muita água e já tomava os corredores. Quando vi a água logo observei que estava cheia de pequenos bichos, parecendo insetos, grandes, coloridos, que se mexiam. Quando tentei tocar na água para pegar um deles, alguém me alertou para não tocar porque a água estava contaminada. Quando olhei para essa pessoa, percebi que era um espírito e que o local estava cheio deles, todos vestidos de verde como se estivessem ali para uma limpeza ou algo parecido, mas era para um trabalho braçal. 

Lúcia, Francisco e Jacinta. 
