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A vida é do jeito que a mente quer

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Estava em um quarto escuro com outras pessoas e pelas brechas da porta via os dedos de um homem forte, querendo arrombar a porta. Percebi que estava em viagem astral quando me perguntei se era um sonho. As outras pessoas dentro do quarto morriam de medo daquele homem que passarei a chamar de Igor. Estavam todos aprisionadas mentalmente a ele. Compreendi que a minha missão era resgatar essas pessoas, inclusive Igor, que tinha uma forma física monstruosa, com grossos cabelos nas mãos, semelhantes a cabelo de cavalo. Meu raciocínio funcionava em uma velocidade acima da natural, com consciência e percepção de tudo o que acontecia.
Prestes a arrombar a porta, uma arma parecida com faca se materializou na minha mão. A ponta era fina, torta e cabia nos buracos da porta. Com força cortei dois dedos do agressor, que ficou mais enfurecido e tentou enfiar o braço pelas brechas para me pegar. Sem pensar, enfiei a faca pela porta na direção da garganta dele e aceitei em cheio. Ele desmaiou. Neste momento a minha missão acabou. Quando ele desmaiou, toda aquela energia que materializava o corpo dele se desfez. Abri a porta e todas as pessoas puderam ser assistidas imediatamente antes que ele recuperasse a força mental. Aquela faca era plasmada com o mesmo material do corpo mental dele para dar a impressão que era uma faca de verdade, como as que ele conhecia e tinha usado contra pessoas inocentes. O mental dele só reconhecia o que era material e um dos medos dele, talvez de outras vidas, era ser degolado. A minha energia foi utilizada para penetrar no medo, fraquejar a força mental e, nesse intervalo de milésimos de segundo, cortar os laços que prendiam aquelas pessoas a ele pelo medo. O medo como energia comum dos dois lados desta história foi utlizado pela espiritualidade para facilitar o acesso ao mental de ambos e libertá-los.
O quarto encheu de luz e eu saí. Era de madeira, antigo, no meio de uma floresta. Pude ver, e figuei emocionado, os inúmeros trabalhadores espirituais que estavam nas redondezas, cada um com uma função diferente, inclusive a de me tirar do lugar se não tivesse sucesso a minha missão. Assim como os guarda-costas de uma autoridade do lado de cá, esses trabalhadores estavam todos camuflados para parecer pessoas comuns naquela região e não levantar suspeitas. Enquanto observava, meu cordão prateado foi puxado a uma certa velocidade e eu pensei que já ia ser devolvido ao meu corpo, mas não fui.
Até chegar no próximo destino, pude me divertir com chuva, neve e frio. Via cair a neve e a chuva, sentia que fazia frio mas nada me afetava. Neste momento eu me deliciava em ver esse fenônimo com toda nitidez e consciência. Voava tão próximo às casas que podia ouvir diálogos e outros sons das pessoas. Por um momento tive vontade de parar para ver algumas cenas mas quem me puxava me lembrou imediatamente que eu não estava fazendo turismo.
Fui “solto” em um lugar onde moravam freiras ou monjas, não deu para saber exatamente se eram católicas ou de outra religião. A irmã que veio ao meu encontro, a “superiora”, não me olhou de frente e cobrindo o rosto disse: eu não sabia que você era chinês… Eu, chinês? – respondi. Ela riu, olhou para mim e aí compreendi a surpresa dela porque sua face parecia de japonesa. Mesmo no astral, a herança genética tem influência e eu compreendia que isso fazia parte da richa inútil entre chineses e japoneses até hoje. Outra irmã se aproximou. Olhou para ela com ar de repreensão e ela imediatamente virou para mim e disse: muito bem, o meu código é tal e tal — Um número imenso, com letras e números, parecendo código de barra de mercadorias. E o seu é tal e tal, não é? Não sei, é – respondi. A outra irmã olhou novamente para ela e deu outro empurrão. Compreendi que a interferência da outra era para quebrar a insegurança e a rigidez mental da irmã que me recebia, que era acostumada à rigidez da disciplina da organização religiosa que pertencia. Estava calmo, mas sabia que o tempo é ouro nesses momentos. Por fim, a irmã me levou até um poço, desses de água, e disse: eu nem quero chegar muito perto deste local, mas é aí. Enquanto colocava a cara no buraco a irmã saiu correndo do local.
Mal deu tempo de enfiar a cara no buraco e fiquei logo sabendo qual era a minha missão: Um ser masculino emergiu do buraco, inchado, branco, e tentou me amedrontar fazendo caras e bocas. A cara dele se transformava nas feições mais horripilantes possíveis e ele me agarrou dizendo que ia me fazer “em pedacinhos”. Grudado ao corpo dele, comecei a falar sem parar. A minha missão era tentar convencê-lo a sair do lugar onde ele tinha morrido e de onde atormentava a vida daquela comunidade, inclusive impedindo que o poço fosse utilizado. Quando disse que ele tinha morrido, ele mostrou o rosto real e disse, com sarcasmo: eu, Victor, morto? Senti ele me apertar como se fosse me esmagar. Mantive o meu discurso sobre morte, reencarnação, tempo que ele estava, que não tinha medo dele, que os apertos dele não funcionavam, que era tudo mental, que ele tinha se aprisionado por medo e covardia etc. Quando mais ele me apertava mais eu falava, parecendo uma gravação. Não sei o que aconteceu porque fui puxado e colocado de volta no meu corpo. Na minha cama, as imagens ainda eram muito nítidas na minha mente e tive que mandar Reiki para aquela situação. Levantei da cama completamente descansado, tranquilo, ciente de que tinha trabalhado e que era maravilhoso poder fazer isso. Não foi fácil para mim perder o medo de enfrentar essas situações, mas a ajuda dos nossos protetores é enorme.
Essa experiência vem a confirmar a importância de se ter uma mente sadia, equilibrada, vigilhante, centrada nos aspectos bons e positivos da vida porque a gente nunca sabe a hora exata de ir para o outro lado da vida. O que a gente sabe, com certeza, é que a gente leva a mente do jeito que ela estiver conectada aqui e agora, mais nada. Se você morresse agora, neste instante, ao que e a quem você estaria atrelado? Como está a sua mente? O que anda pensando? Onde está colocando o seu foco de vida? Em quem você pensa o tempo todo? Que sentimentos você guarda na mente? Seja qual for a resposta, é o que você será quando sair do corpo atual definitivamente e será com essas imagens que você cria ou que deixa interferir no seu ser que você vai ter que lidar sozinho. Qual será a história das pessoas acima que usavam o medo para manter os seus próprios medos? O que você está pensando agora? José Joacir dos Santos é psicoterapeuta, psicossomatista, jornalista. jjoacir@yahoo.com

O que fazer para limpar a energia do carnaval?

O carnaval é uma das manifestações populares que mais se aproxima de uma definição do povo brasileiro, que nasceu para viver em uma sociedade livre, tolerante e democrática, sem dúvidas. Privar a juventude dessas festas é um erro. Educá-la a se conectar com a alegria saudável da festa é uma obrigação dos pais e responsáveis, embora muitas famílias ainda não saibam que a raiz da unidade familiar reside no diálogo franco, aberto, honesto, com uma pitada de amor incondicional entre todos os membros. A energia do carnaval torna-se muito pesada com o passar dos anos. Pesada significa densa, palpável, como o cheiro do cigarro nas roupas íntimas após uma noite na boate. Esse tipo de energia não é visível ao olho nú mas algumas pessoas podem senti-la no físico em forma de barulho no ouvido, saudade exagerada da folia, depressão, dificuldade de voltar à rotina do trabalho, menstruação irregular, vontade exagerada de fazer sexo, insônia, dor física indefinida, vontade de chorar sem motivo aparente, entre outras. Algumas pessoas começam a querer viajar para as famosas micareis, deixando para trás dívidas, compromissos, pensando poder reproduzir aqueles momentos do carnaval. Essas vontades podem não ser suas e sim a energia de outras pessoas grudada em você.

            O pensamento é o melhor e mais eficiente transmissor que existe. Imagine uma multidão como aquela das ruas de Salvador pensando ao mesmo tempo, no mesmo lugar, e sendo conduzida a pensar com os comandos dos trios elétricos. A temática das canções é basicamente sexo. As pessoas se vestem de forma provocante pensando em sexo. O som dos tambores vibra na intensidade da tonalidade do chácra básico, que fica entre o órgão genital e o ânus. A vibração que é gerada aí é puramente sexual, densa, física. É a que abre caminho para os caboclos cachaceiros incorporarem nos terreiros. A mistura de sons e tons faz o conteúdo emocional da multidão desmoronar como um sorvete fora da geladeira e o “líquido” desse sorvete é absorvido por cada pessoa de acordo com o conteúdo emocional individual. O uso de drogas, a falta de sono e a alimentação irregular aceleram qualquer processo, que pode ser mais intenso em algumas pessoas, chegando aos desmaios ou a perda do rumo, da direção, do senso crítico. Sexo é ótimo, a dois, com história a contar, com prazer, alegria e segurança de fazer.

            A intensidade dessa convivência faz a energia individual se misturar com a coletiva, de forma que quando acaba o carnaval e as pessoas viajam para as suas vidas levando consigo essa energia como uma mala invisível, que permeia por muito tempo no corpo, na mente e no espírito de cada uma delas. A cidade fica um tempo sob um silêncio estranho, como se tivesse ainda cheia de gente mas não há ninguém. Nos meses seguintes ao carnaval você vê pessoas que saem no meio da noite com o som do carro ligado no mais alto volume com as músicas do carnaval da Bahia, que está a quilômetros de distância daquele estado e o calendário já andou bastante. Se, passado o carnaval, você não consegue tirar da cabeça a vontade de largar tudo e ir embora para Salvador, ou de compar uma cabana e ir morar naquela praia, ou de trazer aquele baiano bonito que lhe beijou sem saber o seu nome, ou aquela garota linda que foi para a sua cama sem nem perguntar o endereço do hotel, então você precisa reciclar a sua energia.  Junte a essa informação o fato de você não conseguir arranjar, na sua própria cidade e nos dias normais da vida, um companheiro. Então, o seu emocional está capenga mesmo e o único caminho é a terapia. É possível que o destino de alguém seja encontrar o amor da vida na multidão de salvador? Sim, tudo nesta vida é possível. Acontecendo algo semelhante, deixe que o tempo e a distância definam bem a relação, pelo menos um ano, para uma tomada de decisão. Sinto dizer que já existem os amantes profissionais especializados na junção carnaval-pessoa carente à vista, iguais àqueles dos chats da internete — unicamente por dinheiro…

            O que você pode fazer imediatamente depois do carnaval é tentar reaver a sua própria energia, realimentar o sistema de defesa do organismo e redirecionar o seu pensamento para a sua própria vida, de forma construtiva e saudável. Não se esqueça que você não pode ver o perfume no ar mas ele existe. Tudo que existe na terra contém formas diferenciadas de energia. As pessoas mais sensíveis, mesmo se refugiando numa praia ou fazenda ainda assim sentem a energia do carnaval de outras cidades. Não há como fugir da gente mesmo nem do inconsciente coletivo!

Muita gente volta do carnaval com hepatite, HIV, herpes, sífilis e outras doenças invisíveis porque tomou banho de rio, de praia poluída, de banheiros enferrujados, beijou desconhecidos, bebeu sem saber qual era a bebida etc. Então, se você se submeteu a algo parecido, faça pelo menos exame de sangue, fezes e urina. Depois disso, comece a se tratar pela alimentação. Coma as frutas da época ou faça suco, com prioridade para aquelas produzidas na sua própria região. Esqueça aquelas hortaliças e verduras dos supermercados porque elas são produzidas a quilômetros de distância e processadas com aqueles conservantes para parecerem frescas e verdes. Aquilo que não tiver o cheiro original você não compra, por exemplo: manga sem cheio não amadureceu no pé; Coentro sem cheiro tomou banho de conservante. Claro, se você fuma já não sente 100% dos cheiros originais. Compre tudo orgânico, nas pequenos produtores ou nas feiras. Essa regra não se aplica ao limão, aquele da caipirinha, porque ele tem defesa própria e você precisa tomar pelo menos um copo de suco de limão por semana, só água e o sumo, de preferência de manhã, em jejum. O sumo de limão com água alcaliniza o organismo e não danifica a flora intestinal, como muita gente erradamente pensa. Quem danifica é a casca do limão, que é ácida. A energia do limão é restauradora e protetora. Vá para a cama o mais cedo que puder. É bom lembrar que tudo que entra pela boca, inclusive o beijo, vai para algum lugar dos nossos corpos físicos e sutis, quer você queira ou não, tenha consciência ou não.

Faça ginástica, ioga, Reiki, tome passe e banho de rosas. Reze da maneira que você souber, mas não deixe de fazê-lo pelo menos uma vez ao dia. Se não tem tempo, faça enquanto dirige. Quem lhe olhar de fora vai pensar que você é maluco, falando sozinho, mas, o que importa o que os outros pensam? Adicione uns dentinhos de alho na carne e pequi no arroz. Coma mandioca, pepino com casca, brocoli quase cru, alcachofra, tofú, soja, castanha do Pará e deixe no esquecimento, por um bom tempo, as carnes vermelhas, feijão e massas. Esqueça, se possível para sempre, a água gelada. Chupe carambola, manga espada, laranja com cenora e seja generoso na melancia com acerola. Deixe que os estrangeiros incutam na cabeça dos bobinhos que soja não é bom para a saúde e coma tudo de soja! A energia sutil da soja ainda não é muito conhecida, mas os seres espirituais já sabem para que ela serve, e a gente vai precisar muito dela nos dias que virão, com as mudanças climáticas. Não espere que “descubram”. Coma pelo menos uma vez por semana e me fale de rejuvenescimento daqui há alguns anos. Não tem nada errado com o carnaval e você já pode começar a economizar para o próximo. O que está ficando pesado a cada ano é aquilo que você viu nas ruas escuras, nos becos, no luxo de algumas escolas de samba e que, a nível energético, não se separa dos foliões que pulam sob os holofotes das grandes avenidas e clubes. Você pode não ter visto nada, mas estava tudo lá. Ninguém está imune, mas você pode fazer a sua parte. (*) José Joacir dos Santos é psicossomatista, psicanalista e mestre em medicina oriental. jjoacir@yahoo.com

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