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A voz de um anjo no rádio do meu carro

Fui a Cristalina de Goiás comprar cristais. Esta vontade estava latente desde que voltei da Ãfrica (novembro de 2002). A viagem foi tranqüila e são apenas duas horas de Brasília. Fui a três lojas e nada gostei. Na quarta sai sobrecarregado de pedras e cristais. Apressei-me para voltar para Brasília enquanto houvesse luz do dia porque não gosto de dirigir à noite. Ao sair de Cristalina liguei o rádio do carro, mas nada estava interessante. Já tinha ouvido na vinda o único CD que tinha. Liguei, então, o rádio numa emissora de jazz. Estava a mais ou menos 80 km/h ouvindo aquela emissora quando o rádio começou a falhar e apresentar aquele chiado típico de televisão fora do ar. Não interferi nem mudei de estação porque achei que a interrupção pudesse ser causada pela estrada cheia de curva e ladeira. Mas o ruído parou e uma voz de homem, suave e clara, disse: Você não está sozinho! Não tenha medo de nada! Dito isso, houve certo vá em frente, com muita força e coragem silencia e o chiado voltou. Fiquei em um estado emocional alterado, sem sentir os pés e mal sentindo minhas mãos no volante. Não tive sequer ação para parar o carro. Um sentimento de extrema felicidade se apoderou de mim. Passei a ver tudo ao redor com mais cor: a estada, os sinais de trânsito, as árvores na beira da pista e o céu, ao por do Sol, de muita beleza. Surgiram as primeiras estrelas no céu. Descrevo esta experiência ainda em estado de graça, alegria e gratidão, especialmente porque a mensagem é exatamente a mesma recebida de Nossa Senhora da Abadia, antes de viajar para a Ãfrica, já descrita aqui. Ontem passei horas lendo e meditando sobre o Arcanjo Gabriel, essa extraordinária figura que trabalha incessantemente pelo ser humano.

Um sinal do céu no teto do meu quarto

A gente sonha muito e está sempre procurando explicações para os sonhos. Até aí tudo estaria bem se a gente não tendesse a colocar um pitada indevida de interpretação, nem sempre correta porque as nossas interpretações podem sofrer influências do nosso estado emocional do momento. Estava em Riade, Arábia Saudita, há quase um ano, sob forte pressão, intrigas e confusão geradas por uma mulher, colega de trabalho, ambiciosa, insegura, infeliz, confusa entre amor e sexo, solteira, envolvida em diversos problemas, difamada. Fez de tudo para ser chamada de volta ao Brasil. Fui mandado para substituí-la.

A vida em um país islâmico não é fácil para mulher solteira por causa dos costumes muçulmanos. Não se sabe porque decidiu voltar para Riade — diziam que o problema era dinheiro e a esperança que alimentava em um romance proibido. Houve uma reação negativa por parte dos chefes que não a queriam de volta. Inconformada, ela mobilizou todo tipo de gente, fez chantagem e pintou a si mesma de inocente injustiçada. Essas coisas às vezes funcionam bem e a mulher foi mandada de volta para Riade, onde passou a infernizar a vida de todos nós. A mulher ligava para minha casa, quando eu estava trabalhando, para falar com meu filho menor e perguntar sobre a nossa vida privada e o menino contava tudo, até o que tínhamos comido no jantar da noite passada.

Em seguida espalhava para quem quisesse ouvi-la. Imediatamente à chegada dela senti que deveria partir. Brasília não dava resposta ao meu pedido e passei a ter pesadelos insuportáveis, movidos pela ansiedade. Via coisas horríveis vindas daquela mulher, inclusive imagens dela pagando para fazer bruxaria contra todos nós. Uma noite mal deitei e tive uma visão muito nítida no teto do quarto como uma grande tela de televisão. Nela havia a imagem de uma enorme janela que dava para uma parede. Fixei-me nas grades da janela, senti falta de ar e voltei ao normal pensando ter visto uma prisão. Conectei a idéia de prisão ao momento que estava vivendo e não dormi mais. Decidi ir embora de qualquer jeito, mesmo com prejuízos profissionais. Nos primeiros dias de dezembro daquele ano a resposta de Brasília chegou: fui transferido para a Indonésia.

Fui embora. Em Jakarta, o quadro político-social não era promissor, mas resolvi não pensar. Três meses depois da minha chegada ao país, estouraram os conflitos sociais que resultaram em centenas de mortes e na derrubada do ditador Suharto. O container com minha mudança chegou aberto e vilipendiado. Roubaram, durante o mês sagrado do Ramadam, todos os objetos de valor que eu tinha. A embaixada em Riade despachou a mudança sem seguro – não sei se de propósito ou não. Perdi, entre outras coisas, 16 tapetes colecionados ao longo da minha vida. A imagem da janela voltava à tona e depois do roubo do container passei a achar que era o sinal de que estava no caminho errado do ciclo da minha vida. Mas não era nada disso! A perda material lembrou-me do ditado que diz que a gente perde os anéis mas ficam os dedos. Com a convulsão social, a segurança em Jakarta ficou sofrível. Estrangeiros eram assaltados à luz do dia, casas incendiadas, mortes.

Decidi mudar para o bairro da embaixada do Brasil e aproveitar a queda do preço dos aluguéis devido à desvalorização brusca da moeda local. Olhei 35 casas, mas não me sentia nelas nem conseguia negociar o valor do aluguel até o patamar fixado pelo governo. Ao a sair da 35 . casa, um homem chamou-me do outro lado da rua e convidou-me para ver a sua casa. Quando olhei a casa pensei que era mais uma que não daria conta de pagar. Ao passarmos da sala de visita para a de jantar quase cai: estava na minha frente a mesma janela que tinha visto no teto do meu quarto em Riade. Meu coração quase sai pela boca. Pedi para usar o banheiro e lá fechei os olhos e rezei. Imediatamente senti que era aquela a casa que deveria morar. Sai do banheiro e perguntei o preço – era o dobro do meu limite. Despedi-me e caminhei para a porta de saída. O dono da casa me puxou pelo braço e disse: vai ficar com a casa? Não, só posso pagar a metade do que me pede – respondi. Então a casa é sua, disse ele. Morei naquela linda casa, de janelas altas, o resto do meu tempo na Indonésia.

Nas noites de verão, um imenso pássaro noturno sobrevoava a casa até meia-noite fazendo um barulho assustador, que nunca entendi por quê. Do dia em que minha mudança entrou naquela casa em diante tudo na minha vida fluiu positivamente. Realizei grandes projetos na Indonésia, divulguei o Brasil em todos os seus aspectos culturais e até levei uma banda da Bahia com 22 pessoas. Com essa banda realizamos seis grandes shows, nas maiores cidades da Indonésia, com público de 10 mil ingressos vendidos com antecipação, na mesma época em que estava em debate no congresso indonésio a independência do Timor Leste e lá, no Timor Leste, centenas de pessoas perdiam tudo, inclusive a vida. Realizamos shows numa das maiores casas de espetáculo da capital com cantores locais cantando música brasileira, na língua portuguesa, proibida no Timor Leste. Uma rádio local gravou todos os meus Cd e passou a executar 30% de música brasileira na sua programação, em um país de muitas raças e línguas, onde a grande maioria da população nunca havia ouvido a língua portuguesa.

Nada disso eu teria conseguido na Arábia Saudita porque eles são completamente fechados ao mundo exterior. E muito mais aconteceu de bom. Esta história tem o objetivo de mostrar que nem sempre o que a gente acha que é realmente é. Escapa da nossa percepção a grande tela. Ficamos presos em pequenos ângulos pela confusão da nossa cabeça. Enquanto direcionei aquele sonho com a janela para o lado negativo em que vivia naquele momento, a espiritualidade mostrava-me que as dificuldades eram momentâneas, que o sofrimento é passageiro. Dava-me um sinal sem questionar se eu entenderia ou não. Isto prova que estamos protegidos porque existe um projeto eterno para cada um de nós, independente das pessoas que cruzarem nosso caminho, especialmente aquelas que cruzam para fazer o mal. Muitas vezes elas fazem o mal para que sejamos beneficiados com o redirecionamento do nosso caminho em busca da trilha original de alegria e luz.

Médico recomenda o caminho da roça para a saúde

O texto a seguir foi extraído da página do Dr. David Williams , médico norte-americano pioneiro em descobertas revolucionárias, responsáveis pela destruição de jargões ditatoriais de um lado da medicina ocidental ortodoxa, mais preocupada com seu status social-econômico-financeiro do que com a saúde pública.

Cada vez mais ficam para trás os conhecimentos tidos como definitivos, bem como os médicos atrelados aos ditames dos laboratórios farmacêuticos multimilionários e os terapeutas holísticos que não estudam, acreditando nos dons espirituais recebidos. O Dr. Williams alerta para o fato de que muitos medicamentos tidos como salvadores hoje são considerados ofensivos à saúde e chama a atenção tanto dos colegas da sua classe quando do público com relação aos tratamentos aplicados em desequilíbrios comuns como redução de colesterol, reposição hormonal, problemas cardíacos e da tireóide. Ao contrário da grande maioria dos médicos norte-americanos, o Dr. William aponta para o caminho da roça e diz que vegetal, fruta e raiz são as fontes de saúde – como dizem os chineses e tibetanos há séculos. Colesterol e problemas cardíacos - A teoria segundo a qual colesterol é responsável pelos problemas cardíacos já está morta há 20 anos. Isso aconteceu quando os cientistas mostraram que a maioria das pessoas que sofria de ataques cardíacos tinha o nível de colesterol normal. Isso torna irrelevante todo medicamento para baixar o nível do colesterol. Segundo o Dr. Williams, os medicamentos usados para combater o colesterol na verdade roubam um nutriente vital para manter a batida cardíaca chamado CoQ10. A solução para diminuir o nível de colesterol estaria simplesmente na limpeza das artérias feita com pectin, substância extraída de frutas e raízes, e a lecitina. A inocência do colesterol foi proclamada em 1992. A causa real dos problemas cardíacos, segundo o Dr. William e a Sociedade Norte- Americana do Coração, é a inflamação das artérias e pouco tem a ver com hereditariedade, obesidade, fumo e alto nível de colesterol. Quem provoca a inflamação que leva a ataque cardíaco é uma espécie de ácido chamado homocysteina, inimigo número um de Vitamina B. Se a pessoa não se alimenta suficientemente de Vitamina B, o homocysteina se reproduz rapidamente e levanta barreiras nas paredes vasculares, propiciando as inflamações. O risco de ataque cardíaco nessas condições se eleva a 300 %. Alho limpa as veias.

A secreta conexão da tireóide - O que causaria a deficiência da Vitamina B no organismo? Estudos apontam para a silenciosa tireóide como causadora do problema. Seu desequilíbrio inibe a absorção de Vitamina B, propiciando o surgimento rápido do ácido homocysteina. Em 1999, médicos da Cleveland Clinic, eliminaram a produção do tal ácido simplesmente equilibrando as funções da tireóide e sem o uso de Vitamina B. Portanto, não saia tomando Vitamina B por conta própria, consulte sempre um médico para qualquer problema. O desequilíbrio da tireóide é causado pela deficiência de minerais na alimentação, especialmente a ausência de iodine e pode desencadear outros problemas tais como a doença de Alzheimer, depressão, perda de memória, baixo libido, obesidade, mãos e pés frios, baixa imunidade (o que leva a gripe, problemas respiratórios, câncer, alergias). Reposição hormonal na menopausa é um perigo - A prescrição de hormônios contra problemas gerados com a menopausa começou nos anos 60. Nos anos 80 era dito que a reposição hormonal era preventiva contra os problemas cardíacos e osteoporose para a mulher em processo de menopausa. Em 1991 o Dr. William advertiu que a reposição hormonal causava câncer e problemas cardíacos. Depois de muita pressão, recentemente um estudo feito em 16 mil mulheres norte- americanas comprovou que a reposição hormonal pode causar inúmeras formas de câncer de mama, ataques cardíacos, problemas ósseos etc. O governo norte-americano inseriu ostrogens na lista dos cancerígenos. Mesmo nos Estados Unidos ainda existem médicos que prescrevem a reposição hormonal antiga sem saber o que estão fazendo porque são alimentados pelas redes de interesse econômico, órgãos de classe desatualizados, ego ativado, ou simplesmente ignorância. Câncer não quer saber de brócolis, soja e palmito - O Dr. William aponta os pesticidas e o olho grande por dinheiro dos produtores de frutas e vegetais como a fonte no alarmante número de câncer, de todas as formas, crescente no mundo atual. Os pesticidas e os adubos químicos debilitam os nutrientes. Mesmo assim, chama a atenção para a necessidade da ingestão de frutas e vegetais, especialmente para brócolis como preventivo e inimigo do câncer. Esse vegetal produz uma substância chamada pelos cientistas de Ãndole-3-carbinol ou I-3-C. Uma das formas de câncer mais difícil de combater é o cervical. Mesmo assim, cientistas dizem que ele não resiste ao I-3-C. O Dr. William diz que vitamina C previne câncer de pele e resiste aos raios UV-B e UV-A. Para o câncer da próstata, ele recomenda adicionar a ingestão de produtos de soja e palmito.

Taj Mahal esconde crueldades que ofuscam a beleza arquitetônica

Quando alguém fala na Ãndia logo vem uma pergunta: você foi a Taj Mahal? Eu fui e confesso que estava excitado, contando os minutos na viagem de quatro horas e meia que separa Nova Delhi do famoso Taj Mahal. De um lado e outro da estrada a gente vê de tudo: de vendedores a pedintes, mulheres trabalhando na lavoura com seus vestidos longos, homens fazendo necessidades físicas, vacas soltas, funerais, miséria e pobreza extrema. A Ãndia tem 12 vezes mais pobres que o Brasil e a pobreza é extrema. Taj Mahal fica cercado e controlado pelos militares indianos, sempre em alerta temendo atentados terroristas. A India é um país em guerra. Ao entrar no portão principal você dá conta de fileiras de quartos que eram usados pelos súbitos e então o portão e a torre principal que separam os mortais dos imortais.

A primeira visão do Taj Mahal é de uma beleza arquitetônica ao estilo de Niemayer e dos palácios de Brasília, com a diferença que Taj abriga túmulos. Foi um trabalho bem feito, arrojado, no qual abriga o mais raro dos mármores, tão raro que não há sujeira que grude nele. Do lado direito a Casa de Hóspedes e do esquerdo uma mesquita. O nobre que construiu o lugar o fez para homenagear uma das cindo mulheres-amantes. Até aí tudo bem. O romantismo para mim acabou quando o guia oficial me disse que depois da construção o Lorde mandou cortar todos os dedos das mãos de todos os operários da obra “para que ninguém copiasse o que fezâ€. Se você acha isso pouco, o mesmo Lorde mandou confinar o pai em um dos quartos da torre principal até que ele morresse. Muitas pessoas cometeram suicídio no lugar e eu senti um forte cheio de carne humana podre, quando entrei. Não demorei mais que o tempo necessário para fazer a volta e sair daquele lugar, que não pretendo voltar nunca mais.

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